Os gatos na natureza são solitários e territoriais; contudo, evoluíram para adquirir as habilidades necessárias para o convívio em grupos – especialmente depois de serem trazidos para perto dos humanos. Um novo estudo sugere que há uma ligação entre essa sociabilidade e os microbiomas intestinais dos gatos domésticos; hormônios também podem explicar a razão de alguns felinos se darem melhor com seus colegas do que outros.
Os pesquisadores dividiram 15 gatos de abrigo em grupos, colocando cinco felinos aleatórios em três salas de 4 por 7 metros durante duas semanas. Nesse período, eles usaram câmeras de vídeo para observar o comportamento dos gatos e coletaram urina e fezes para medir hormônios e espécies microbianas presentes.
O microbioma intestinal é o conjunto de todos os microorganismos – como bactérias – que vivem no trato digestivo de animais e humanos; o bem-estar dessa fauna intestinal tem efeitos surpreendentes na saúde.
Entre os hormônios, os cientistas focaram na avaliação dos níveis de cortisol, testosterona (ambos ligados a comportamentos agressivos) e ocitocina.
Diferentes hormônios e bactérias intestinais influenciam, para mais ou para menos, a afetividade dos bichanos.
Moradores do estado australiano de Nova Gales do Sul encontraram três grandes pedaços de detritos espaciais caídos numa fazenda, um deles com 3 metros de comprimento.
Brad Tucker, um astrofísico que inspecionou os destroços, afirmou que provavelmente se tratam de fragmentos de uma cápsula SpaceX Dragon usada durante a missão Crew-1, em 2020. Alguns dos fragmentos tinham até números de série.
Os cientistas já sabiam que pedaços da Dragon poderiam cair na área por volta do início de julho. Os fragmentos encontrados também estavam na trajetória estimada para a carcaça, afirma o astrônomo Jonathan McDowell.
O criador de ovelhas Mick Miners descobriu o objeto de 3 metros de altura em seu campo em 25 de julho, como conta à Australian Broadcasting Corporation. Seu vizinho também havia encontrado detritos em seu campo na semana anterior, e as pessoas na área também relataram ter ouvido um estrondo alto no dia 9 – provavelmente da cápsula caindo no chão.
Um dos detritos encontrados por moradores da região. As marcas de queimado vem da alta temperatura atingida durante a reentrada na atmosfera.
A Agência Espacial Australiana e a polícia de Nova Gales do Sul estão investigando os objetos para confirmar sua conexão com voos espaciais. “Eventualmente a SpaceX, ou pelo menos os EUA, terão que fazer uma declaração dizendo se querem ficar com eles ou não”, diz Tucker.
Agricultores australianos encontraram detritos espaciais espalhados por seus campos – acredita-se que vieram de um voo da SpaceX.
E se astronautas fizessem pit stop em asteroides com plantações de hortaliças? Parece ficção científica, mas alguns pesquisadores trabalham para que esse cenário se torne realidade no futuro.
Em um experimento, alface, rabanete e pimentas cresceram em misturas de turfa e um material que imita fragmentos de rocha e solo de um tipo de asteroide que contém fósforo e potássio em sua superfície – nutrientes que poderiam favorecer o desenvolvimento das plantas.
Esse é um dos estudos que nascem de um problema sobre a dieta dos astronautas. Ela geralmente consiste em alimentos desidratados e de preparação rápida, porque não é possível levar alimentos frescos (que demandam conservação adequada, com refrigeradores) para o espaço.
Isso não só significa refeições pouco interessantes e nutritivas, mas também dificulta missões de longo prazo – porque, claro, passar muito tempo no espaço demandaria carregar muitos suprimentos. Então a agricultura espacial pode ser o próximo passo em direção à sustentabilidade no espaço, como escrevem os pesquisadores do novo estudo, publicado no Planetary Science Journal.
Alface, rabanetes e pimentas vingaram. Experimento investiga a possibilidade de uma futura agricultura espacial.
Todo apaixonado por animais fala com seu bichinho de estimação. E traduz, à própria maneira, gestos, lambidas e rabos abanando. Mas gostaria mesmo é de ter certeza do que o pet quer “dizer”. Talvez esse sonho não esteja tão longe de se tornar realidade.
O Earth Species Project (ESP) é um grupo da Califórnia, sem fins lucrativos, que almeja justamente isso: decodificar a comunicação animal usando uma forma de inteligência artificial com machine learning. Além de fazer a alegria dos donos de animaizinhos, isso, claro, seria uma revolução na forma como os tratamos (e como os protegemos). Para se ter uma ideia, foi um álbum de canções de baleias de 1970 que estimulou a proibição de caça a esses gigantes marinhos.
Earth Species Project almeja aplicar machine learning para associar dados de áudio com comportamentos de cada animal. De todos, aliás.
Uma fortaleza de pedra encontrada no Iraque pode ser parte de Natounia, uma cidade perdida do Império Parta que se estendia pelo Oriente Médio há aproximadamente 2 mil anos.
A fortaleza de Rabana-Merquly foi construída nas encostas do Monte Piramagrun, na Cordilheira de Zagros, onde hoje fica o Iraque. Ela compreende fortificações de quase quatro quilômetros de extensão e dois assentamentos menores.
O lugar foi alvo de campanhas de escavação entre 2009 e 2022, além de ter sido registrado em fotografias com a ajuda de drones. As estruturas sobreviventes incluem restos de edifícios que podem ter servido de quartel e um complexo religioso.
A fortaleza de Rabana-Merquly, na Cordilheira de Zagros (Iraque), era um dos principais centros regionais do Império Parta, segundo novo estudo.
O laboratório de Daniel Preston, na Universidade Rice (Estados Unidos), está cheio de pequenos cadáveres de aranhas-lobo. Ele e a estudante de engenharia Faye Yap transformaram os aracnídeos em garras mecânicas, dando início à chamada “necrobótica” – junção de “necro”, cadáver ou morte, e “robótica”.
“O conceito de necrobótica aproveita designs únicos criados pela natureza que podem ser complicados ou até impossíveis de replicar artificialmente”, eles explicam no estudo publicado na última segunda-feira (25) na revista Advanced Science.
Os pesquisadores inseriram uma seringa no cadáver para injetar ou retirar ar de uma câmara próxima à cabeça das aranhas, que comanda a movimentação de suas pernas. Assim, mostraram que uma aranha morta poderia manusear objetos pequenos e eletrônicos delicados – e suportar o peso de outra aranha do mesmo tamanho.
Com uma seringa cheia de ar, pesquisadores acionaram uma câmara que comanda a movimentação das pernas das aranhas.
São diferentes dos helicópteros que você conhece. E estarão de prontidão, como plano B, para resgatar amostras do solo marciano. Isso caso o plano A falhe.
Em terra firme, as plantas recebem uma mãozinha de polinizadores como pássaros e abelhas. No oceano, elas geralmente se viram sozinhas. Daí a surpresa dos cientistas ao descobrirem um crustáceo de quatro centímetros que pode ajudar algas a se reproduzirem.
É o primeiro caso conhecido dessa interação animal-alga e ocorre entre o crustáceo da espécie Idotea balthica e a alga vermelha Gracilaria gracilis. A reprodução dessa planta é incomum por si só. Organismos que vivem no mar costumam liberar gametas masculinos ou femininos para que se encontrem na água, mas este não é o caso da alga Gracinha – como vamos apelidá-la de agora em diante.
Entre as Gracinhas, as plantas fêmeas não liberam seus gametas na água. Os machos até liberam, mas suas células não têm caudas que facilitem a locomoção – como acontece com os espermatozoides humanos, por exemplo.
É o primeiro caso conhecido de um animal que ajuda algas a se reproduzirem – uma relação que é benéfica para ambas as partes.