Pegadas encontradas nos EUA podem ser a evidência mais antiga de humanos na América do Norte

Não há consenso sobre a época em que os humanos chegaram às Américas. Uma das hipóteses mais conhecidas indica que o povo Clóvis, grupo pré-histórico originário do leste asiático, foram os pioneiros. Eles teriam sido os primeiros a atravessar o estreito de Bering – faixa de terra que conectava a Rússia ao Alasca – chegando à América do Norte há 13 mil anos.

Mas há controvérsias: um estudo britânico constatou que fezes de 14 mil anos encontradas nas cavernas de Paisley, no Oregon (EUA), eram resultado do metabolismo humano. Outra pesquisa feita por cientistas americanos datou pontas de lança encontradas no Texas (EUA) em 15,5 mil anos. Ou seja, existem evidências de que os humanos pisaram no continente antes do que se pensava. 

Pesquisadores encontraram pegadas humanas que datam entre 21 e 23 mil anos atrás – pelo menos cinco mil anos antes do que sugere a hipótese mais aceita atualmente. Entenda a controvérsia sobre a chegada dos humanos na América.

Pegadas encontradas nos EUA podem ser a evidência mais antiga de humanos na América do Norte

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Empresa levanta US$ 15 milhões para tentar ressuscitar espécie extinta há 4 mil anos

Uma empresa americana de biociência e genética anunciou na última segunda-feira (13) que levantou um investimento de US$ 15 milhões destinado a um projeto bastante ambicioso: trazer os mamutes-lanosos de volta à tundra ártica. Ou mais ou menos isso: o projeto pretende criar híbridos de mamutes, extintos há 4 mil anos, e elefantes asiáticos, que estão atualmente ameaçados de extinção. A empresa chamada Colossal foi fundada por Ben Lamm, um empresário de tecnologia e software, e George Church, um professor de genética de Harvard.

Segundo os responsáveis pelo projeto, recriar um animal semelhante ao mamute-lanoso representa avanços científicos relativos à chance de resgatar espécies extintas, mas também seria uma forma de combater as mudanças climáticas. Segundo os cientistas envolvidos no projeto, os dois mamíferos (o mamute-lanoso e o elefante asiático) apresentam 99,6% de semelhança genética.
O primeiro passo é identificar quais genes compõem a diferença entre os genomas e são, portanto, responsáveis por características específicas dos mamutes – como o pelo, as camadas de gordura e outras adaptações ao clima frio.

Equipe de cientistas e empresários pretende recriar o DNA do mamute-lanoso, usando parte do genoma do elefante asiático e criando híbridos dos mamíferos. Confira.

Empresa levanta US$ 15 milhões para tentar ressuscitar espécie extinta há 4 mil anos

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Telescópio espacial James Webb, da Nasa, deve ser lançado em dezembro

O Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, foi lançado três décadas atrás. Ele contribuiu e continua contribuindo para a astronomia, mas já não é o satélite mais moderno da agência. No dia 18 de dezembro, à bordo do foguete Ariane 5 da Agência Espacial Europeia (ESA), deve ir ao céu seu sucessor: o Telescópio Espacial James Webb (JWST), que promete enxergar mais longe do que o Hubble. 

O projeto do James Webb, que recebe o nome de um ex-administrador da Nasa, não é recente. Ele foi idealizado em 1996 e, desde então, recebeu um investimento de US$ 10 bilhões. A equipe por trás do novo observatório soma 1.200 pessoas, entre cientistas, técnicos e engenheiros de 14 países. 

Como será capaz de enxergar muito longe, o telescópio irá investigar eventos que aconteceram 13,6 bilhões de anos atrás, chegando à formação das primeiras estrelas e galáxias, que surgiram 100 a 250 milhões de anos após o Big Bang. A luz de objetos nessa parte distante do universo é desviada para o vermelho, sendo necessários telescópios infravermelhos para observá-los. O JSWT tem essa capacidade, enquanto o Hubble observa principalmente a luz ultravioleta e elemento

O novo observatório, que ficará localizado a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, deve ajudar os astrônomos a compreender a formação das primeiras estrelas e galáxias do universo.

Telescópio espacial James Webb, da Nasa, deve ser lançado em dezembro

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Fóssil “estranho” de anquilossauro mais antigo conhecido intriga paleontólogos

Um fóssil encontrado na cordilheira do Atlas, em Marrocos, pertenceu ao mais antigo – e estranho – anquilossauro descoberto até agora. As costelas desse dino são tão incomuns que os paleontólogos que se dedicaram ao seu estudo pensaram, a princípio, que poderiam ser falsificações: há uma série de espinhos de queratina (como os chifres de um rinoceronte) se projetando a partir dos ossos.

Sabe-se que os anquilossauros eram herbívoros e tinham o corpo envolto por uma carcaça bastante rígida, protegida por extremidades afiadas. Eram tanques de guerra pré-históricos movidos a mato e blindados contra carnívoros. Os fósseis encontrados até hoje exibiam pontas incorporadas apenas à pele do animal. Este anquilossairo é o primeiro a apresentá-las fundidas ao esqueleto.

Encontrada na Cordilheira do Atlas, em Marrocos, essa costela de anquilossauro tem 168 milhões de anos e possui espinhos de queratina fundidos ao osso, uma característica inédita no registro fóssil.

Fóssil “estranho” de anquilossauro mais antigo conhecido intriga paleontólogos

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Como os humanos colonizaram a Ilha de Páscoa? Este estudo explica

Na parte sul e central do Oceano Pacífico, mais de mil ilhas espalhadas formam a chamada Polinésia. A região foi ocupada por meio de uma série de viagens, em que pequenos grupos de pessoas desbravaram o oceano em canoas e saltaram de ilha em ilha, ao longo de gerações.

Existem histórias orais sobre as navegações, mas não se sabe exatamente quando e em que sequência essas viagens aconteceram. A expansão ocorreu rapidamente, e por isso não há mudanças drásticas de idioma ou cultura entre as populações. 

Agora, uma equipe de cientistas recorreu à genética para montar o grande quebra-cabeça da migração na Polinésia, mapeando o caminho de colonização das ilhas. 

Eles sequenciaram o DNA de 430 habitantes  atuais de 21 ilhas. Por meio de análises computacionais de ancestralidade, os pesquisadores descobriram que a expansão partiu da ilha de Samoa por volta do ano 830 d.C. Ao longo de 17 gerações, as populações chegaram até a Ilha de Páscoa.

Pesquisadores analisaram o DNA de populações atuais para mapear a ocupação da Polinésia. Veja por onde eles passaram até chegar na Ilha de Páscoa

Como os humanos colonizaram a Ilha de Páscoa? Este estudo explica

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Esquilos também têm personalidades diferentes – e elas influenciam sua vida em grupo

Alguns cientistas têm mostrado que diferentes personalidades não existem apenas entre humanos, mas também em outras espécies animais. Agora, uma pesquisa indicou que os comportamentos individuais são importantes também entre os esquilos.

estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia é o primeiro a documentar a personalidade de esquilos da espécie Callospermophilus lateralis, comuns no oeste da América do Norte. A pesquisa foi publicada na revista Animal Behaviour e classificou a personalidade dos animais a partir de quatro características principais: ousadia (ou audácia), agressividade, nível de atividade e sociabilidade.

Identificar traços de personalidade entre os animais não é simples. Os pesquisadores precisam coletar muitos dados e mostrar que os indivíduos estudados apresentam o mesmo comportamento de maneira consistente ao longo do tempo. Os cientistas envolvidos neste estudo analisaram alguns esquilos ao longo de três anos, e também os submeteram a alguns testes. Também foi usado um amplo conjunto de dados de pesquisadores do Rocky Mountain Biological Laboratory, no Colorado, que estudam esquilos terrestres há mais de 30 anos

Estudo feito nos EUA classificou os animais de acordo com quatro características: audácia, agressividade, nível de atividade e sociabilidade.

Esquilos também têm personalidades diferentes – e elas influenciam sua vida em grupo

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Asteroide com potência de mil bombas de Hiroshima destruiu cidade há 3,6 mil anos

Telel Hamã era uma cidade em ascensão durante a Idade do Bronze. Ela estava localizada próxima ao Mar Morto, no Oriente Médio, e era dez vezes maior que Jerusalém na época. Mas, no ano 1.650 a.C., um asteroide atingiu a cidade a uma velocidade de 61.000 quilômetros por hora. A rocha espacial explodiu no ar, a 4 quilômetros do chão, com 1.000 vezes a potência da Little Boy, a bomba atômica que destruiu Hiroshima em 1945.

Essa é a conclusão de um estudo publicado no periódico Scientific Reports. A pesquisa conta com a participação de 21 autores, entre arqueólogos, geólogos, especialistas em sedimentologia e pesquisadores de outras áreas. Hoje, Telel Hamã é um importante sítio arqueológico. Após 15 anos de escavações no local, os cientistas reconstruíram a história de como a cidade foi arrasada.

O pesquisador Christopher Moore escreve que quem estivesse olhando para o céu no momento da explosão teria ficado cego instantaneamente. A temperatura do ar rapidamente atingiu 2 mil ºC. Metais e cerâmica começaram a derreter, e a cidade ficou em chamas. A onda de choque gerada pela explosão atingiu 1.200 quilômetros por hora, demolindo todas as construções. Nenhum dos 8 mil habitantes sobreviveu – fragmentos de ossos são encontrados por toda a cidade.

A descoberta foi feita no sítio arqueológico de Telel Hamã, Oriente Médio. Segundo os autores, a explosão pode ter inspirado a história bíblica de Sodoma.

Asteroide com potência de mil bombas de Hiroshima destruiu cidade há 3,6 mil anos

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Terapia voltada a bebês reduz chance de diagnóstico de autismo, sugere estudo

Um novo estudo mostrou, pela primeira vez, que uma intervenção preventiva para o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) pode reduzir comportamentos relacionados ao transtorno e a probabilidade de crianças serem diagnosticadas com TEA antes de atingirem a idade escolar.

A equipe internacional de cientistas realizou um tratamento especial com bebês que apresentavam sinais precoces de autismo em seu primeiro ano de vida (quando o transtorno ainda era apenas uma suspeita). O tratamento consistiu em sessões de terapia específicas acompanhadas pelos cuidados de rotina normalmente oferecidos a crianças com TEA.

autismo é um espectro, ou seja, se manifesta de várias formas e em vários graus de intensidade. Quem tem TEA apresenta algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação ou na linguagem. Estima-se que existam cerca de dois milhões de indivíduos com TEA no Brasil. O autismo não tem cura, e a intervenção durante a primeira infância é importante para promover o desenvolvimento e bem-estar das pessoas com o transtorno. 

Tratamento pode reduzir sintomas do Transtorno do Espectro do Autismo em crianças. Estudos futuros poderão indicar se o tratamento atrasa o diagnóstico ou impede o desenvolvimento do transtorno.

Terapia voltada a bebês reduz chance de diagnóstico de autismo, sugere estudo

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Mozart acalma o cérebro de pessoas com epilepsia, mostra estudo. Veja por que

Estima-se que 1% da população mundial sofra com epilepsia. Cerca de 70% das pessoas afetadas conseguem controlar o problema com auxílio de medicamentos, enquanto o resto não obtém sucesso nos tratamentos. Quando isso ocorre, a condição recebe o nome de epilepsia refratária. 

Mas talvez exista uma intervenção não medicamentosa promissora para o tratamento desses pacientes: a Sonata para Dois Pianos em Ré Maior (K. 448) de Mozart. Em 1993, os pesquisadores americanos Gordon Shaw e Frances Rauscher demonstraram que essa música em particular melhorava o desempenho de crianças em tarefas envolvendo raciocínio espacial e temporal. Cinco anos depois, o neurologista John Hughes notou que pessoas com epilepsia, quando ouviam a sonata, apresentavam uma redução da atividade epileptiforme – impulsos elétricos que servem como biomarcadores epilépticos.

Durante estudos, pesquisadores notaram que a alternância entre as melodias da música “Sonata para Dois Pianos em Ré Maior (K. 448)” diminui a atividade epileptiforme – impulsos elétricos associados às crises epiléticas

Mozart acalma o cérebro de pessoas com epilepsia, mostra estudo. Veja por que

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Impressão de mãos infantis pode ser a arte pré-histórica mais antiga do mundo

Para alguns cientistas, um pedregulho contendo pegadas e marcas das mãos é tão importante quanto uma escultura de Michelangelo. O que está em jogo não é o refinamento da obra, mas a história por trás da criação: as marcações surgiram muito antes do que qualquer artista – na verdade, podem ter surgido antes de qualquer humano moderno. 

Uma pesquisa publicada no periódico Science Bulletin descreve o que pode ser a arte pré-histórica mais antiga do mundo. Marcações de pés e mãos fossilizadas no Planalto Tibetano datam de 169 mil a 226 mil anos a.C., segundo pesquisadores da Universidade de Guangzhou, na China. De acordo com a análise, elas devem ter sido feitas por crianças.

A datação ultrapassa qualquer registro de arte pré-histórica conhecido. Para efeito de comparação: uma intervenção artística recentemente atribuída aos neandertais foi feita há 64,8 mil anos, enquanto o desenho de um javali, tido como a arte figurativa mais antiga do mundo, tem 45,5 mil anos.

As marcações encontradas no Planalto Tibetano datam de 169 mil a 226 mil anos a.C. – e parecem ter sido feitas intencionalmente por crianças de 7 e 12 anos.

Impressão de mãos infantis pode ser a arte pré-histórica mais antiga do mundo

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