O T.Rex talvez seja o primeiro dinossauro que venha à sua mente quando falamos em terópodes. A associação não está errada, mas a subordem de dinossauros não se limita a ele. Na verdade, até mesmo as aves entram nesse balaio, provando que há uma grande diversidade nesse grupo de animais.
A diversidade é tanta que há espaço até para o dino banguela Berthasaura leopoldinae. Seus fósseis, que descrevem uma espécie inédita no Brasil, foram encontrados em um sítio conhecido como Cemitério de Pterossauros, localizado em Cruzeiro do Oeste, no Paraná. O estudo completo foi publicado nesta quinta-feira (18) na revista Scientific Reports.
Conheça “Bertha”, um terópode que viveu entre 70 e 80 milhões de anos atrás cujos fósseis foram achados em Cruzeiro do Oeste, no Paraná.
Uma coisa é certa: as opções no seu Spotify seriam muito diferentes. Com os Beatles ainda inspirando a cena musical, o rock progressivo não precisaria preencher o vazio que o fim da banda deixou. E talvez o punk, que foi a resposta aos exageros de virtuosismo do gênero, nunca tivesse existido.
Com os Beatles na ativa, a música pop dos anos 1970 seguiria dominada por belas harmonias e melodias, e a turma do ritmo, como a geração disco, teria mais dificuldade para roubar a cena. Se roubasse. Assim John Travolta talvez ficasse no anonimato, já que se tornou um astro no filme que eternizou o momento das “discotecas”: Os Embalos de Sábado à Noite (1977). Anos depois, Quentin Tarantino não o conheceria para resgatar sua carreira da decadência. E não teríamos o gif do Travolta perdidão de Pulp Fiction (1994).
O documentário “The Beatles: Get Back”, que estreia em 26 de novembro no Disney+, mostrará imagens inéditas da gravação do último álbum lançado pela banda, “Let It Be” – mas e se ele não tivesse sido o último?
Você provavelmente já encontrou pelas redes sociais o famigerado #sqn, aquele jeito telegráfico de dizer que tal coisa é muito legal, “só que não”. Agora, imagine uma língua totalmente diferente do português que deu um jeito de incorporar um conceito parecido na própria estrutura das palavras, criando o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” – um #sqn que faz parte da própria história do idioma.
Bom, é exatamente assim que funciona no kotiria, um idioma da família linguística tukano que é falado por indígenas do Alto Rio Negro, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Para exprimir a função “frustrativa”, o kotiria usa um sufixo (ou seja, alguns sons colocados no fim da palavra) com a forma -ma. Você quer dizer que foi até um lugar sem conseguir o que queria indo até lá? Basta pegar o verbo “ir”, que é wa’a em kotiria, e acrescentar o sufixo: wa’ama, “ir em vão”
Há mais de 150 idiomas nativos no Brasil. E as diferenças entre eles podem ser tão grandes quanto a que existe entre o alemão e o mandarim.
O impacto do cigarro na saúde ocular, embora conhecido dos especialistas, ganhou um novo capítulo. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Farmacêutica Gifu, no Japão, destaca que a fumaça produzida ao fumar leva à morte das células da córnea e pode afetar não apenas os fumantes ativos, mas também quem estiver perto, os passivos.
Os resultados publicados no periódico Scientific Reports, vinculado à Nature, revelam que a exposição aos componentes da fumaça do cigarro gera um acúmulo de ferro, que mata as células do epitélio da córnea — camada mais externa do olho, cuja função é absorver nutrientes e oxigênio das lágrimas, e proteger contra infecções.
A mesma reação foi observada com o aerossol produzido pelos produtos de tabaco aquecido (PTA). Embora diferentes dos cigarros eletrônicos, estes também exigem um dispositivo eletrônico para o uso e nem sempre vêm com nicotina.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores cultivaram em laboratório culturas de células do epitélio da córnea humana, e expuseram parte delas a um extrato da fumaça do cigarro e do aerossol do PTA, que continham a maioria dos ingredientes inalados pelos fumantes.
Exposição aos componentes da fumaça do cigarro tradicional e aos aerossóis dos dispositivos de tabaco aquecido podem levar a problemas visuais
Uma corrente oceânica que vai do Atlântico Sul até o Ártico começa a perder força. Cientistas alertam o governo americano, mas não são ouvidos. Isso só acontece quando ela finalmente para de circular, desencadeando uma série de fenômenos climáticos extremos: furacões varrem os EUA, um tsunâmi inunda Nova York e uma nova era glacial torna o país inabitável, com a população tendo de fugir para o México. Eis o enredo do filme O Dia Depois de Amanhã, um blockbuster de 2004 dirigido pelo alemão Roland Emmerich. Ele é um festival de exageros e coisas puramente ficcionais, bem ao estilo do chamado “cinema catástrofe” – Emmerich, um expoente do gênero, já havia dirigido Independence Day (1996) e Godzilla (1998).
Mas, ao contrário deles, O Dia tem algum fundamento científico. Tanto que o oceanógrafo Moacyr Araújo, professor e vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), imediatamente se lembra do filme ao ser perguntado sobre a Corrente do Golfo. “Apesar de se tratar de uma obra de ficção, é bom lembrar que a AMOC está no seu ponto mais fraco em mais de um milênio”, diz. AMOC é a sigla em inglês para “Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico”, o nome técnico da Corrente do Golfo: um fluxo monstruoso, que tem 100 km de largura e desloca inacreditáveis 110 bilhões de litros de água por segundo – isso é 500 vezes a vazão do Rio Amazonas, ou mais do que todos os rios do planeta somados.
A corrente se forma no Golfo do México e sobe pelo litoral dos EUA levando água quente, para então atravessar o Atlântico e se dividir em duas: uma parte banha a Europa, enquanto a outra vai até a Groenlândia e o Oceano Ártico. Ela é um grande mecanismo de distribuição de calor, diretamente responsável pela regulação do clima na Terra – inclusive porque funciona conectada a outros fluxos oceânicos [veja gráfico abaixo]. Se a Corrente do Golfo deixasse de existir, o mar avançaria sobre a costa da América do Norte, e a Europa ficaria mais fria e sujeita a grandes tempestades. Mas não só isso: Índia, África e América do Sul receberiam menos chuva, comprometendo sua produção agrícola.
Ela nasce no México e atravessa o Oceano Atlântico carregando 110 bilhões de litros de água – mais do que todos os rios do mundo somados. Leva calor para a Europa e regula as chuvas na América do Sul. Mas novos estudos revelam que a corrente vem perdendo intensidade e alcançou o ponto mais fraco em 1.600 anos. Veja por que isso está ocorrendo – e o que pode acontecer se ela parar.
Gosto muito de te ver, leãozinho Caminhando sob o sol Gosto muito de você, leãozinho Para desentristecer, leãozinho O meu coração tão só Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão, raio da manhã Arrastando o meu olhar como um ímã O meu coração é o sol, pai de toda cor Quando ele lhe doura a pele ao léo
Gosto de te ver ao sol, leãozinho De ter ver entrar no mar Tua pele, tua luz, tua juba Gosto de ficar ao sol, leãozinho De molhar minha juba De estar perto de você e entrar numa
Um filhote de leão, raio da manhã Arrastando o meu olhar como um ímã O meu coração é o sol, pai de toda cor Quando ele lhe doura a pele ao léu
Gosto de te ver ao sol, leãozinho De ter ver entrar no mar Tua pele, tua luz, tua juba Gosto de ficar ao sol, leãozinho De molhar minha juba De estar perto de você e entrar numa
Dá para ir dos Estados Unidos até a Rússia andando. Apenas 3,8 quilômetros separam a ilha Diomedes Menor, no Alasca, da ilha Diomedes Maior, na Sibéria. O mar entre os dois pedaços de terra congela durante o inverno, o que possibilitaria uma travessia a pé. A diferença de fuso horário é de 22 horas, mas daria para passar de um lado ao outro em 22 minutos.
A proximidade entre os dois países não é só uma curiosidade para contar na mesa de bar: sem ela, provavelmente não haveria ocupação humana na América antes da colonização europeia. As populações inuíte, maia ou tupi jamais teriam desenvolvido cultura e civilizações complexas – porque esses grupos étnicos não existiriam.
Hoje, o trecho que vai do leste da Sibéria ao oeste do Alasca é conhecido como Estreito de Bering – famoso por ser o caminho que os humanos usaram para atravessar da Ásia à América. O mar é relativamente raso, então basta que o nível da água abaixe algumas dezenas de metros para que o fundo oceânico apareça na superfície. Isso acontece de tempos em tempos ao longo da história geológica do planeta. Nesses momentos, forma-se nos arredores do Estreito de Bering uma bela massa continental, com 1,6 milhão de km². Os geólogos chamam essa região intermitente de Beríngia. Sua última edição terminou há 11,7 mil anos.
Antes de entrar na América, os primeiros humanos viveram por milhares de anos isolados na imensa ponte de terra que cobria o Estreito de Bering – uma região hoje submersa. Conheça a jornada de povoamento do nosso continente.
O termo “síndrome do impostor” foi utilizado pela primeira vez em 1978 pelas psicólogas Pauline Clance e Suzanne Imes. As pesquisadoras da Universidade do Estado da Geórgia, nos EUA, estavam investigando mulheres com carreiras ilustres que não se sentiam tão notáveis assim. Na verdade, elas achavam que haviam conquistado suas posições por sorte, e não mérito.
Mulheres e outros grupos minoritários são os mais afetados pela chamada síndrome do impostor, nome dado àquele sentimento de que você não merece estar no cargo que ocupa, ou não merece o reconhecimento recebido. Apesar de ser mais predominante em alguns grupos específicos, o problema afeta todos os tipos de pessoas e pode estar associado a ansiedade e baixa autoestima.
Porém, uma psicóloga do MIT Sloan School of Management, nos EUA, encontrou um lado bom por trás desse sentimento tão negativo.
Estudo mostra que, para compensar o sentimento de fraude, estes funcionários acabam sendo mais simpáticos e colaborativos no ambiente profissional.