“Quando você se abrir espiritualmente, faça-o somente para alguém em quem confie do fundo do seu coração, alguém bem próximo de você. Este tipo de abertura é um passo importante para a superação dos problemas espirituais.”
As pinceladas marcantes de Van Gogh, um dos mestres do pós-impressionismo, sempre foram capazes de transportar os apreciadores de suas obras-primas para um universo onírico e deslumbrante. A partir de 17 março, no estacionamento do shopping Morumbi, em São Paulo, essas imagens ganharão uma nova dimensão na exposição imersiva Beyond Van Gogh, uma instalação com 2 000 metros quadrados com projeções de vídeo feitas para criar uma viagem sensorial por cerca de 300 obras-primas do pintor holandês. Em julho, a exposição vai para o ParkShopping, em Brasília.
Ironicamente, a exposição, que já passou por diversas cidades dos Estados Unidos, pelo Canadá, Chile e Porto Rico, e foi vista por 10 milhões de pessoas, não conta com nenhum quadro original. O objetivo, segundo os organizadores, é “emoldurar o público” com as projeções da obra, dando ao visitante a sensação de estar no mundo criado por Van Gogh.
As projeções, que vão do chão ao teto, são acompanhadas por uma trilha sonora contemporânea. Dentre as obras-primas do pintor, estão seus famosos autorretratos, além de Quarto em Arles (1888), Noite Estrelada (1889), Lírios (1889), Os Girassóis (1889), Terraço do Café na Praça do Fórum (1888) e o Campo de Trigo com Corvos (1890), entre muitas outras. A sensação é que os elementos clássicos do pintor irrompem em meio ao público como ganhassem vida.
Com previsão de estreia para março, em São Paulo, exposição ‘Beyond Van Gogh’ projetará sobre o público cerca de 300 obras-primas do pintor
Um esqueleto encontrado no condado inglês de Cambridgeshire pode ser a melhor evidência já encontrada de crucificação no Império Romano. Os pesquisadores encontraram um prego fixado através do osso do calcanhar do corpo após levá-lo para análise laboratorial.
De acordo com os especialistas, o homem teria entre 25 e 35 anos à época da morte e foi enterrado com os braços cruzados sobre o peito em uma estrutura de madeira dentro de um cemitério. O esqueleto data de até aproximadamente 1,9 mil anos atrás.
O estudo que relata a descoberta foi publicado na revista científica British Archaeology. Segundo os pesquisadores, encontrar pregos usados na crucificação podem ser bastante raros, já que muitas das vítimas que morreram em decorrência dessa punição não foram adequadamente enterradas (isso porque, em sua maioria, essas pessoas pertenciam às classes mais baixas da sociedade). Além disso, parte das crucificações era feita com cordas, e não com pregos.
O homem era um de 48 indivíduos cujos restos foram encontrados na região durante escavações que faziam parte de um projeto de construção de casas. A ideia é que, eventualmente, uma réplica tridimensional do prego atravessando o calcanhar do esqueleto seja exibido em um museu de Cambridge.
Nos restos do corpo de um homem que morreu há mais de um milênio, foi descoberto um prego atravessando o calcanhar
Um rascunho oculto sob a grossa camada de tinta de Ronda Noturna, famoso quadro de Rembrandt van Rijn (1606-1669), foi revelada após um trabalho de dois anos e meio de restauração realizado por especialistas no Rijksmuseum, em Amsterdã. O desenho revela a primeira visão do artista antes de realizar a pintura.
Segundo os restauradores, o rascunho de base bege feito com giz demonstra que o holandês fez diversas mudanças no posicionamento e no figurino dos 34 personagens antes de completar a obra em 1642, três anos após receber a encomenda da milícia civil de Amsterdã. O museu explica que foi possível encontrar o rascunho pelo fato de Rembrandt ter usado giz, o que fez o desenho aparecer em um escaneamento que funciona como um mapeamento de cálcio.
Restauradores encontraram desenho inicial na obra-prima do mestre holandês