Nitazoxanida: o que é, para que serve e quais são os efeitos colaterais

Por Fabiana Schiavon

O que é a nitazoxanida e para que serve?

A nitazoxanida tiazolida (NTZ) é um medicamento antiparasitário, que inibe o desenvolvimento e a proliferação de uma variedade de protozoários, vermes, bactérias e vírus agressivos ao organismo. No caso das infecções virais, o remédio combate as causadas pelos rotavírus e norovírus, que provocam as gastroenterites – inflamação que pode atingir o estômago e o intestino. Age, ainda, contra parasitas como os nematódeos (a lombriga e o bicho-geográfico são dessa categoria), os cestoides (a solitária entra na lista) e os trematódeos, classe que afeta vasos sanguíneos, pulmões e fígado, além do trato gastrointestinal. O fármaco é também eficaz contra os parasitas que provocam diarreia como Giardia lambliaEntamoeba histolytica e Cryptosporidium Parvum. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp]

Como ela age no organismo?

A nitazoxanida destrói a ação dos protozoários ao inibir uma enzima indispensável à vida desses micróbios, chamada de piruvato-ferredoxina oxidorredutase, segundo Rosana Paiva, médica e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É também agindo diretamente na estrutura de alguns vermes e vírus que o medicamento impede que esses inimigos continuem habitando o organismo.

Nitazoxanida funciona contra a Covid-19?

Essa substância não tem a mesma efetividade contra vírus que provocam doenças respiratórias, como o Sars-Cov 2 e o influenza. Foram realizados estudos, no passado, na tentativa de utilizar o medicamento contra a Covid, porém sua eficácia não ficou comprovada. O máximo de efeito produzido foi uma discreta redução da carga viral em um estudo brasileiro, mas sem diferença na evolução da doença. Ou seja, o remédio não acelerou a recuperação das pessoas ou foi capaz de evitar o agravamento do quadro. Mesmo assim, por causa dessas hipóteses, ele chegou a fazer parte do polêmico “kit Covid” contra a doença. 

Medicamento é utilizado para infecções gastrointestinais, como antidiarreico, e também combate diversos tipos de bactérias e vermes

Nitazoxanida: o que é, para que serve e quais são os efeitos colaterais

publicado em Veja saúde

Dos hormônios ao coração: quatro notícias quentes de um congresso médico

Endocrinologistas e cardiologistas, cujos caminhos estão frequentemente conectados, reuniram-se há pouco no evento médico Diacordis para trocarem experiências e se atualizarem. Entre várias discussões, quatro temas se destacaram – e eles podem ter impacto importante no dia a dia de muita gente. Confira:

Reposição hormonal para eles e para elas: quando fica perigoso?

Esse tipo de tratamento deve ter indicação correta e durar um tempo determinado. Quando fatores como esses não são respeitados, coração fica ameaçado.

Para as mulheres, a reposição de hormônios vira assunto durante a menopausa, já que ela é capaz de reduzir sintomas incômodos típicos dessa fase, a exemplo das famosas ondas de calor (os fogachos), ganho de peso e mudanças de humor. Alguns estudos, porém, chegaram a relacionar essa terapia a um maior risco de câncer de mama e doenças cardiovasculares, levando o público feminino a ter dúvidas sobre as vantagens da reposição.

Com o tempo, os médicos foram percebendo que, na verdade, o tratamento deixa de ser bem-vindo quando dura mais de dez anos. Ou seja, é preciso saber a hora certa de parar. 

“A reposição é benéfica para o coração e para a prevenção da osteoporose no período em que a menstruação começa a falhar e os sintomas aparecem. Perto dos 60 anos, porém, o jogo muda, aí a saúde cardíaca entra em risco”, alerta o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), e organizador do Diacordis.

Uso de remédio para a gota contra o infarto e indicação de terapia de reposição hormonal foram alguns dos temas debatidos no encontro

Dos hormônios ao coração: quatro notícias quentes de um congresso médico

publicado originalmente em Veja saúde

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