Humanos são capazes de reconhecer indivíduos com facilidade, combinando informações de diferentes sentidos – como visão e audição. Esse processo parece banal para nós, mas é raro entre os animais e demanda capacidades cognitivas sofisticadas.
O reconhecimento de outros indivíduos é encontrado principalmente em mamíferos (como leões, cabras, cavalos e macacos). Mas um novo estudo mostrou que pinguins africanos também apresentam essa habilidade – e são a primeira ave, além dos corvos, a demonstrar isso.
Os pinguins africanos (Spheniscus demersus) vivem na costa sudoeste da África, têm cerca de 60 centímetros de comprimento e apresentam manchas em seus peitos que os diferenciam uns dos outros. Os pesquisadores mostraram que essas aves são capazes de se reconhecer a partir da voz e das feições, uma capacidade que teria sido desenvolvida para melhorar a comunicação entre os indivíduos das colônias.
Luigi Baciadonna, pesquisador da Universidade de Torino (Itália) que liderou o estudo, afirma que essa habilidade vem a calhar em um ambiente “desafiador” como os que esses pinguins habitam. Entre rochas e ondas, reconhecer uns aos outros visualmente pode ser difícil. Por outro lado, o barulho do vento e das ondas pode atrapalhar a comunicação vocal entre os indivíduos de uma colônia. “Portanto, a capacidade de integrar identificadores visuais e auditivos pode ser necessária quando uma das pistas não está disponível.”
A habilidade parte de capacidades cognitivas sofisticadas e é encontrada principalmente em mamíferos. Os pinguins africanos são a primeira ave, além dos corvos, a demonstrar esse comportamento.
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Estima-se que até um terço da população acima dos 75 anos possa apresentar o herpes-zóster, também conhecido como cobreiro, que faz pipocarem lesões na pele e provoca dores intensas, mesmo depois que vai embora. Veja como o problema aparece e como lidar com ele:
Quem é o culpado?
Na infância, quase todos temos contato com o vírus varicela-zóster, causador da catapora, mesmo que a doença em si e suas típicas manchas vermelhas não apareçam. Depois desse primeiro encontro, o invasor se esconde no sistema nervoso, mais especificamente nos gânglios dorsais — uma espécie de raiz dos nervos localizada na medula espinhal. Ali, o patógeno fica adormecido, controlado pelo nosso sistema imune.
O (re)despertar
Quando acontece uma queda expressiva na imunidade, seja pela idade, seja por uma doença ou por estresse, o vírus encontra um terreno fértil para voltar a se replicar. As cópias caminham dos gânglios dorsais para os nervos sensoriais, que se conectam com a pele. O processo afeta a circulação sanguínea dos arredores e dá início a uma inflamação. Daí vêm as dores típicas — nas costas, no rosto etc.
Veja as causas e como é feito o tratamento dessa infecção comum na terceira idade, cuja incidência aumentou na pandemia
Essa foi a conclusão de pesquisadores da Northeastern University, em Boston, que analisaram a criminalidade em vários bairros da cidade ao longo de dez anos (1).
Eles constataram que, quando mais imóveis de uma região eram oferecidos no Airbnb, os crimes ali também aumentavam. O efeito não era imediato; acontecia ao longo dos anos seguintes.
Segundo o estudo, isso indica que não é a presença dos turistas que atrai os bandidos, mas o enfraquecimento das relações comunitárias causado pelo Airbnb (com a presença de mais gente de fora, e menos vizinhos que se conhecem).
Estudo realizado ao longo de dez anos revela que o site altera a dinâmica social dos bairros – e não para melhor