Pesquisadores do MIT criaram um método (1) que permite enxergar e analisar sombras muito sutis, invisíveis a olho nu – e usar essa informação para saber quantas pessoas estão em um recinto e o que elas estão fazendo.
A técnica consiste em filmar uma parede em branco e depois processar o vídeo, recuperando microdistorções causadas pelos reflexos da luz dentro do ambiente. No futuro, agências de espionagem poderão usar o novo método para enxergar através de paredes: os espiões poderão apontar suas câmeras para dentro de uma casa ou prédio, mesmo que só consigam focalizar uma parede, e mesmo assim inferir o que está acontecendo no local.
Processo extrai interferências captadas por câmeras de vídeo, imperceptíveis a olho nu
O que o Cristo Redentor, o forró e a Casa de Chico Mendes, no Acre, têm em comum? Os três são tesouros brasileiros protegidos pelo Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Essa autarquia federal, vinculada hoje ao Ministério do Turismo (antes era da Cultura), atua na preservação do que temos de mais valioso em expressões artísticas, objetos, documentos, festas populares, edificações e parques nacionais (como o da Serra da Capivara, no Piauí). Enfim, o que há de história e cultura que precisa continuar viva para que, geração após geração, nos reconheçamos como brasileiros – por isso o Cristo Redentor, e não a Estátua da Liberdade.
Pronto, você provavelmente já sabe mais sobre o Iphan do que o presidente do Brasil. Nesta semana, em evento na Fiesp, Jair Bolsonaro declarou que demitiu a diretoria do órgão quando uma nova loja de seu amigo, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, foi interditada ao encontrarem, nas escavações, azulejos de valor histórico. Comentando o episódio de maneira irônica, o presidente admitiu que, até então, não fazia ideia do que é o instituto. “Que trem é esse?”, teria perguntado ao ministro da pasta.
O trem
Criado em 1937, no governo Getúlio Vargas, então com o nome de Sphan, porque ainda não era um instituto, mas sim um prestador de serviços relacionados à cultura (daí o “S” que precedeu o “I” no nome), o Iphan foi uma resposta à rápida industrialização do Brasil no período, que envolvia muita demolição de edifícios de valor histórico para dar espaço a fábricas e prédios mais modernos. Uma forma de que o progresso não apagasse a história – e construíssemos uma identidade brasileira.
Mas o Iphan começou a assumir o modelo que tem hoje só no fim da Ditadura Militar (1964–1985). Foi quando passou a ter uma atenção especial à pluralidade das manifestações culturais do nosso país – obra da Constituição Cidadã, de 1988, que definiu como “patrimônio cultural” “os modos de criar, fazer, viver”. Logo o foco no tombamento de igrejas, fortes e outras edificações se estendeu a um universo cultural bem mais amplo. Para se ter uma ideia, seis línguas indígenas estão sob a proteção do órgão, que tem entre suas muitas linhas de atuação a salvaguarda da nossa diversidade linguística (estima-se que, no Brasil, além do português, haja mais de 250 línguas vivas, entre crioulas, afro-brasileiras, de imigrantes, indígenas e até de sinais).
Bolsonaro não tinha ideia do que é o Iphan – órgão responsável pela preservação da nossa história e cultura – quando interveio no instituto para proteger os interesses de Luciano Hang, dono da Havan. A gente explica, então, para que não reste dúvida.
Fazer o visitante se sentir parte da Floresta Amazônica é um dos objetivos da exposição Fruturos: Tempos Amazônicos, que abre nesta sexta (17) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
A exposição, cujo título é formado a partir de “fruto” e “futuro”, apresenta a diversidade presente na Amazônia, desde fauna e flora à cultura dos povos que ali habitam. Ela é construída a partir de uma narrativa temporal organizada em sete áreas e explora perspectivas para o futuro – como é comum entre as exposições do museu.
Teve muito estudo por trás da Fruturos. Os curadores da exposição recorreram a três viagens exploratórias – a primeira em 2017 – e a um time de dez consultores de diferentes instituições de pesquisa, muitos deles amazônidas, para entender e refletir sobre a história, riqueza e potência da região.
“Os pesquisadores com quem tivemos contato sempre nos diziam que, ao conversar com povos originários e tradicionais da floresta, grandes bibliotecas invisíveis se abriam na frente deles”, afirma Leonardo Menezes, curador da exposição, à Super.
O conhecimento adquirido a partir de pesquisadores e moradores foi a base para construir a Fruturos. “A gente percebeu que a Amazônia é feita de múltiplas camadas temporais, que coabitam e coexistem no território”, explica Leonardo.
“Fruturos: Tempos Amazônicos” aborda desde a formação do bioma aos dias de hoje, junto às manifestações artísticas e biodiversidade da região.
Ami já era o terceiro pombo-correio solto pelo major americano Charles White Whittlesey naquele 3 de outubro de 1918. Um grupo de 550 homens havia sido cercado na comuna de Montfaucon-d’Argonne, no nordeste da França. 194 haviam sobrevivido, mas estavam cercados por alemães e precisavam de resgate.
White estava usando os pombos para pedir socorro. O primeiro, que levava a mensagem “estamos feridos. não conseguimos escapar” num papelzinho preso à pata, foi abatido pelos inimigos. O segundo (“estamos sofrendo. podem enviar ajuda?”) também. Os alemães sabiam do que se tratava. E também acertaram Cher Ami assim que ele começou a voar. Mas não conseguiram derrubá-lo.
A bala acertou a pata direita e raspou o peito do pombo, que continuou voando por 25 minutos até chegar à base militar mais próxima, a 40 km dali, onde entregou a mensagem – que acabou por salvar os 194 homens. A pata do bicho teve de ser substituída por uma prótese de madeira. Cher Ami foi levado para os Estados Unidos, onde recebeu uma medalha por ter entregue essa e outras 11 mensagens durante a Primeira Guerra Mundial. Morreu em junho de 1919.
Desde o Egito Antigo, 3 mil anos antes de Cristo, os pombos são usados como mensageiros. Eles têm essa utilidade porque sempre sabem voltar para casa: basta criá-los em um local específico e essas aves saberão voltar até lá, partindo de qualquer ponto. O general romano Júlio César usou pombos-correio em seus esforços militares contra os gauleses. Eles também levaram mensagens na Pérsia, na Grécia Antiga, no mercado financeiro – em 1860, o inglês Paul Reuter, fundador da agência de notícias Reuters, usou pombos-correio para enviar cotações de ações entre Bruxelas, na Bélgica, e Aachen, na Alemanha. Temos uma longa história com esses bichos. Mas só recentemente começamos a entender por que eles conseguem se orientar tão bem: usando o campo magnético do planeta como GPS.
Pássaros, vacas, tubarões e até bactérias conseguem sentir o campo magnético da Terra, que usam para se orientar. E uma experiência intrigante sugere que o cérebro humano também pode ser capaz de detectá-lo de forma inconsciente.
“Quem com ferro fere… ” E o perigoso bicho homem também já vai virando animal em extinção; é o que acontece com todos os grandes carniceiros: já quase não existem leões no deserto, nem tigres de Bengala; e o mesmo sucederá conosco, que somos os mais ferozes de todos os predadores.
O hidrogênio já foi celebrado como o combustível do futuro. Passadas décadas de ensaios e promessas não realizadas, esse continua sendo o rótulo. Mas parece que desta vez, com uma confluência de tecnologia e pressa em razão da urgência gerada pelas mudanças climáticas, a coisa é para valer.
Nada poderia ser mais simples do que o hidrogênio. É o primeiro elemento da tabela periódica, todo ele produzido nos primeiros estágios pós-Big Bang, há 13,8 bilhões de anos. Cerca de 75% da massa do Universo é hidrogênio: átomos que têm um único próton em seu núcleo e um elétron solitário ao redor.
E eles são a usina de força das estrelas. No núcleo de cada uma, a pressão é tão grande que os átomos de hidrogênio vão grudando uns nos outros – fusão nuclear. Essa “colagem” de hidrogênio produz hélio (que tem dois prótons) e uma pequena parte da matéria original acaba convertida em energia. Por isso as estrelas brilham.
Fora das estrelas, o hidrogênio existe em sua forma molecular: o H2 (o casamento de dois átomos desse elemento criam a molécula de hidrogênio). E a energia que ela contém pode ser acessada de forma muito mais simples do que por meio da fusão nuclear.
Conheça os trunfos que o H2 ainda guarda na manga. O principal: sua capacidade de “estocar vento”, ou energia solar. Entenda.
O Rio de Janeiro vem enfrentando uma epidemia de gripe causada pelo vírus Influenza A – H3N2, o mesmo que está em alta no hemisfério Norte. Mas os casos já começaram a aumentar em outras partes do país, como São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
Segundo o infectologista Eduardo Medeiros, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor científico da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), é possível que essa disseminação siga em uma curva crescente por todo o Brasil.
“Com a pandemia de Covid-19, outras vacinas foram negligenciadas”, explica. É o caso justamente do imunizante que protege contra o vírus Influenza. Segundo o expert, alguns estados não alcançaram 50% de sua meta vacinal contra a gripe.
E não está tarde para ir atrás dessa picadinha. “Embora a atual cepa que está predominando, a H3N2 Darwin, possa ter apresentado mutações que diminuem a eficácia da vacina atual, quem não se vacinou deve, sim, ser vacinado”, reforça Medeiros.
Segundo médico, quem não se vacinou deve buscar sua dose, independentemente de ter tomado a injeção contra Covid-19 há pouco tempo
Pela primeira vez na história, uma espaçonave entrou na atmosfera solar: a Parker Solar Probe, sonda lançada em 2018 pela Nasa. A agência anunciou a notícia na última terça-feira (14), meses depois do ocorrido em 28 de abril – porque levou algum tempo até que os cientistas recebessem os dados da sonda e pudessem confirmá-los.
A sonda voou no interior da coroa solar, parte mais externa da atmosfera do Sol, e coletou amostras de partículas por lá. Isso aconteceu na oitava aproximação da espaçonave com o Sol, quando ela estava a cerca de 13 milhões de quilômetros do centro da estrela. Isso foi registrado em estudo publicado na revista científica Physical Review Letters.
O objetivo da Parker é explorar essa região de perto para entender melhor, por exemplo, a dinâmica do campo magnético solar e a origem do vento solar. Segundo Thomas Zurbuchen, gerente do Diretório de Missões Científicas da Nasa, o feito pode ensinar sobre a evolução do Sol e seus impactos no sistema solar, mas vai além. “Tudo que aprendemos sobre nossa própria estrela também nos ensina mais sobre estrelas no resto do universo.”
A Parker Solar Probe está explorando a coroa solar para ajudar os cientistas a entender o campo magnético, o “vento” e a evolução da estrela. Entenda.
“Nessa vida temos momentos de dúvida, de luta, e de choro . Também provamos a alegria, a comédia, a partilha e o amor… Toda essa miscelânea faz parte de nossa fantástica aventura neste planeta…observe, prove, saboreie. Depois daqui o Universo será nosso lar novamente… incremente sua bagagem!”