Arqueólogos podem ter descoberto o significado dos gravetos com vértebras humanas no Peru

Em 2013, um grupo de arqueólogos estava investigando uma área de 40 km²no Vale do Chincha (Peru), onde há 664 túmulos. Em um deles, encontraram um artefato macabro: um conjunto de vértebras humanas enfileiradas em um graveto. Eles estavam por toda parte: no total, foram encontrados 192 gravetos por lá.

Os gravetos são conhecidos há bastante tempo por agricultores do Vale, que fica situado a aproximadamente 200 quilômetros ao sul da capital Lima. A equipe de cientistas recolheu 79 gravetos para examiná-los de perto.

Os dados coletados foram reunidos em um estudo, publicado no periódico Antiquity. Segundo os pesquisadores, os objetos podem ter sido criados em resposta ao saque de túmulos realizado por colonizadores espanhóis, 500 anos atrás. Enfileirar as vértebras seria forma simbólica de restaurar a integridade dos restos mortais dos antepassados.

A partir de datação por radiocarbono (técnica que permite determinar a idade de alguns materiais), a equipe descobriu que as vértebras pertenceram a pessoas enterradas entre 1520 e 1550 – uma época conturbada do Vale do Chincha. 

O local foi o centro político da civilização Chincha até se tornar parte do Império Inca por volta do ano 1480. Mas, a partir da chegada dos espanhóis à região na década de 1530, a população local sofreu com invasões, fome e doenças – todo tipo de destruição que levou ao seu declínio.

Embora as vértebras sejam do início dos anos 1550, os gravetos datam de um período posterior, entre 1550 e 1590. Nessa época, não era raro os espanhóis saquearem e a destruírem cemitérios indígenas em busca de artefatos de prata e ouro nos túmulos (chamados de chullpas). Além disso, havia o esforço em atacar crenças e práticas sagradas locais, na tentativa de implantar o catolicismo.

Os arqueólogos investigaram mais de 600 chullpas, como as da imagem.

Segundo os pesquisadores, a construção dos objetos pode ter sido uma resposta aos ataques coloniais, que deixavam os restos mortais dispersos – e, portanto, profanados. Seria um “compromisso de longo prazo” com os mortos, e uma tentativa de reconstruir parte dos esqueletos.

Os objetos foram encontrados em túmulos de 500 anos – e podem ter sido uma resposta dos povos locais aos saques feitos por colonizadores espanhóis.

Arqueólogos podem ter descoberto o significado dos gravetos com vértebras humanas no Peru

publicado originalmente em superinteressante

Estudo confirma a presença de um segundo asteroide troiano na órbita da Terra

Por Maria Clara Rossini

A Terra acaba de descobrir uma companhia na sua trajetória ao redor do Sol: o asteroide 2020 XL5, que compartilha a mesma órbita do nosso planeta. Ele foi avistado pela primeira vez no final de 2020, e desde então os astrônomos suspeitam que ele pudesse estar nos “seguindo”. A descoberta foi confirmada em um artigo publicado ontem (01) no periódico Nature CommunicationsIsso faz dele o segundo asteroide troiano terrestre já descrito.

Por definição, os asteroides troianos (ou “trojans”) são aqueles que compartilham mesma a órbita de um planeta. Existem 11 mil deles na órbita de Júpiter (a Nasa inclusive enviou uma sonda que deve estudá-los ao longo de 12 anos). Netuno tem 32 asteroides troianos, Marte tem nove e Urano tem um.

Até agora, os astrônomos só conheciam um asteroide troiano na órbita da Terra: o 2010 TK7, confirmado em 2011. A descoberta de um segundo asteroide desse tipo sugere que talvez existam mais deles por aí – e nós só não conseguimos detectá-los ainda.

Mas pode ficar tranquilo: não há perigo de nenhum deles se chocar com a Terra. Eles ficam presos em regiões chamadas pontos de Lagrange. Todo sistema de interação entre dois corpos (nesse caso, a Terra e o Sol) possui cinco regiões em que as forças gravitacionais se equilibram. Eles são representados pelas siglas L1, L2, L3, L4 e L5 na figura abaixo:

Tanto o asteroide 2010 TK7 quanto o 2020 XL5 estão no ponto L4, seguindo a Terra. Os pontos de Lagrange também são usados para estabilizar a órbita de satélites e telescópios. O telescópio James Webb, lançado pela Nasa no final de 2021, atingiu seu destino final e encontra-se estável no ponto L2.

Os asteroides não vão ficar nessas regiões para sempre. Estima-se que o 2010 TK7 permanecerá no ponto de Lagrange pelos próximos 15 mil anos. Já o 2020 XL5 irá durar 4 mil anos, quando outras forças gravitacionais devem tirá-lo da órbita terrestre.

Calma: isso não significa que ele irá colidir com o planeta. Pesquisadores sugerem que esse tipo de asteroide pode se tornar uma fonte de recursos no futuro

Estudo confirma a presença de um segundo asteroide troiano na órbita da Terra

publicado originalmente em superinteressante

Mágicas Imagens ✨✨

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Atlas dos Agrotóxicos 2022 mostra a pegada mundial de um negócio tóxico —

Cada vez mais agrotóxicos estão sendo pulverizados em campos em todo o mundo, com consequências devastadoras para os seres humanos e a natureza. A pressão por uma mudança na agricultura está crescendo “Produzimos nosso atlas para chamar a atenção para o grande problema dos agrotóxicos. O problema está em toda parte quando se trata de […] […]

Atlas dos Agrotóxicos 2022 mostra a pegada mundial de um negócio tóxico —

publicado originalmente em Bárbara Crane Navarro

Humildade…por Helena Blavatsky

“Seja humilde se queres obter a sabedoria. Porém, seja ainda mais humilde quando a tiver adquirido.”

🌻Helena Blavatsky

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Assista a “Analfabeta cria escola para acolher 70 estudantes” no YouTube

Motivos para acreditar a humanidade? Temos!

Supren aqui!

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Cientistas usam coquetel de drogas para regenerar pernas de rãs

Todos os animais são capazes de regenerar tecidos – uns mais, outros menos. Lagartos e salamandras, por exemplo, não precisam se preocupar com a perda de uma perna ou cauda, porque conseguem logo produzir uma nova. Mamíferos, por outro lado, não são exatamente experts nesse assunto.

Embora o fígado humano impressione por sua capacidade de regeneração (até 75% de sua forma original), geralmente reconstituímos apenas pequenas porções de pele (por exemplo, quando você sofre um arranhão), vasos sanguíneos e nervos. Quem nos acompanha nas limitações é a rã-de-unhas-africana (Xenopus laevis).

Esse anfíbio pode reconstruir membros antes de sua metamorfose, mas perde capacidade regenerativa quando se torna adulto. Por isso, pesquisadores usam a espécie em experimentos que visam restaurar a forma e a função de tecidos – estratégias que, talvez, possam ajudar pacientes humanos no futuro.

Cientistas já tentaram usar implantes de células-tronco e terapia genética desencadear a regeneração nas rãs. Mas uma abordagem relativamente mais simples é estimular o próprio organismo do animal a reconstruir um membro amputado. Esse foi o objetivo de uma equipe de pesquisadores americanos em um estudo publicado recentemente no periódico Science Advances.

A rã-de-unhas-africana não consegue regenerar membros depois de adulta. Mas uma combinação de cinco substâncias conseguiu reconstituir pernas amputadas dos animais em 18 meses.

Cientistas usam coquetel de drogas para regenerar pernas de rãs

publicado originalmente em superinteressante

O que explica a popularidade do “Wordle”, jogo recém comprado pelo The New York Times

Por Maria Clara Rossini

Seis tentativas. Cinco letras. Uma palavra. O jogo online Wordle pode ser descrito como uma mistura de forca com palavra-cruzada. Nada revolucionário, mas foi suficiente para dominar o Twitter e grupos de WhatsApp em janeiro. Ontem (31), o The New York Times anunciou a compra do Wordle, que irá migrar para o site e aplicativo do jornal americano. O preço pago não foi revelado pela empresa, mas ela afirma que o valor ficou na casa dos “poucos milhões de dólares”.

O jogo não poderia ter um conceito mais simples: os usuários entram em um site (não existe aplicativo) e tentam acertar uma palavra de cinco letras. São seis tentativas, e o jogo só aceita palpites de palavras que existem na língua inglesa. A primeira tentativa sempre é uma palavra qualquer, como “apple”. Se a palavra misteriosa começar com a letra A, ela ficará verde. Se ela tiver a letra E, mas em outra posição, a letra ficará amarela. E se a palavra final não tiver P ou L, essas letras ficarão cinzas (ou pretas, se você ativar o modo noturno).

Só há um enigma por dia, e todos os usuários do mundo precisam desvendar a mesma palavra. Ao contrário de um CandyCrush, o jogador não pode ficar viciado e passar horas do dia no Wordle – todo mundo precisa esperar até a meia-noite para acertar a nova palavra. Assim, o jogo só consome alguns minutos (ou segundos, se você for bom) do dia.

Mas o grande diferencial é a interatividade: o que tornou o Wordle popular é a possibilidade de compartilhar o seu desempenho com seus amigos, sem revelar a palavra final. Você deve ter visto algo assim no seu feed ultimamente.

Os quadrados coloridos são as letras certas e erradas em cada palpite. No exemplo acima, o jogador acertou a palavra na terceira tentativa, já que todos os quadrados da última linha estão verdes.

O jogo online de acertar palavras viralizou no Twitter. Entenda como ele surgiu – e o que o fez saltar de dezenas para milhões de usuários em três meses

O que explica a popularidade do “Wordle”, jogo recém comprado pelo The New York Times

publicado originalmente em superinteressante

Copaíba ganha cartilha

óleo de copaíba, árvore comum no território brasileiro, é aclamado pela medicina popular e tem sido alvo de experimentos científicos.

De olho em suas aplicações, a biomédica Mariana Brentini Santiago desenvolveu, em seu mestrado junto à Universidade de Franca (SP) e à Universidade Federal de Uberlândia (MG), uma cartilha com as principais espécies de Copaifera spp do país e as propriedades estudadas de sua oleorresina.

A maioria ajuda a combater bactérias, vermes e outros parasitas, e algumas têm efeitos anti-inflamatórios. Para ler a cartilha, clique aqui.

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Tudo sobre a copaíba

Diversidade: São 96 espécies identificadas pelo mundo, 32 no Brasil e nove abordadas no trabalho de Mariana.

As propriedades: A maioria das espécies protege contra bactérias, vermes e outros parasitas. Algumas atuam na inflamação e cicatrização.

Uso terapêutico: Ocorre pela oleorresina, líquido presente nos troncos que defende a planta de pragas.

Onde se encontra: De Norte a Sul do país, predominando na Amazônia, no Centro-Oeste e no Sudeste.

Pesquisadora reúne informações sobre a planta famosa pelo óleo medicinal

Copaíba ganha cartilha

publicado originalmente em Veja saúde