O derretimento de geleiras é uma consequência bem conhecida das mudanças climáticas e está acontecendo mais rápido do que nunca. O fenômeno é observado de perto por cientistas, mas, devido às altas altitudes, geleiras de montanhas costumam ser menos estudadas .
Em 2019, uma expedição investiu nessa frente. Uma equipe internacional de cientistas viajou até a South Col Glacier (SCG), a geleira mais alta do Monte Everest, para conferir se o derretimento de gelo também estava acontecendo por lá, a 7 mil metros de altura.
O estudo, publicado na última quinta (3) na revista Climate and Atmospheric Research, é considerado o mais completo já realizado no sul da montanha. Ele descobriu que a SCG perdeu gelo que levou cerca de 2 mil anos para se formar e, no ritmo de derretimento atual, pode desaparecer completamente daqui trinta anos.
Os cientistas criaram mapas de alta resolução, estudaram a história das geleiras, instalaram cinco estações meteorológicas por lá e coletaram amostras. A equipe até adaptou um equipamento de perfuração para carregá-lo montanha acima e extrair um cilindro de gelo de 10 metros da SCG.
Mudanças climáticas causaram o derretimento de 55 metros de gelo – e podem levar ao desaparecimento da geleira daqui trinta anos.
Pesquisas estimam que 38% das pessoas enfrentarão algum tipo de câncer em certo momento da vida. No Brasil, a incidência da doença vem numa crescente: segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), nosso país registrou mais de 626 mil novos casos em 2020 – um aumento significativo em relação aos 489 270 diagnósticos de 2010.
O surgimento de um tumor é resultado de mutações genéticas que, entre outras coisas, levam à multiplicação desordenada de células. Ocorre que essas alterações não dependem apenas de uma predisposição gravada em nosso DNA: elas podem ser causadas por nossos hábitos de vida.
Mas, um novo levantamento da farmacêutica Sanofi Genzyme, em parceria com o Instituto Ipsos, mostra que grande parte da população ainda negligencia o papel do estilo de vida nesse enredo.
A pesquisa avaliou a percepção dos brasileiros sobre a influência dos hábitos na incidência do câncer, trazendo um foco específico para quatro tipos de tumores: pele, pulmão, mieloma múltiplo e mama. Foram ouvidas 1 500 pessoas de todas as regiões.
Segundo a investigação, o câncer é uma preocupação do brasileiro: 88% conhecem alguém que já teve o diagnóstico e 82% têm medo de desenvolver a doença.
Um dado crítico é que 31% dos entrevistados concordaram (totalmente ou em partes) com a seguinte frase: “Hábitos de prevenção ao câncer são pouco efetivos, porque a maior causa do câncer é genética”. Além disso, 25% não souberam opinar sobre o assunto. Mas, como já contamos, isso não é verdade.
“O câncer é influenciado tanto por fatores herdados, que a gente não consegue modificar, como por fatores externos, do cotidiano, que podem acabar desencadeando um processo de transformação genética que dá início a tumores”, reforça Thiago Chulam, oncologista e head do Departamento de Prevenção e Diagnóstico Precoce do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo.
Aliás, essa não é a única impressão torta que a população demostrou ter em relação ao impacto dos hábitos de vida no surgimento da doença: no que diz respeito ao câncer de mama, 28% acreditam que recorrer a métodos contraceptivos hormonais é um perigo, o que não é bem assim.
“A exposição excessiva a hormônios pode, sim, elevar o risco desse tumor, mas isso não está relacionado à utilização de contraceptivos indicados por médicos especializados. Até porque a dose hormonal encontrada neles é baixa”, diferencia o médico do A.C.Camargo.
Ainda sobre prevenção, 31% não souberam opinar sobre a relação entre o sobrepeso e o risco de câncer. Mas esse é um fator importantíssimo, ligado a mais de 10 tipos de tumores (e a outras doenças).
De acordo com Chulam, em primeiro lugar, a obesidade causa um estado de inflamação crônica no organismo. Fora que a gordura acumulada contribui para a liberação de substâncias capazes de incitar aquele processo de proliferação celular – o pano de fundo para o surgimento de um tumor.
No Dia Mundial de Combate ao Câncer, pesquisa mostra que muita gente ainda desconhece ou subestima fatores que facilitam o surgimento de tumores
A Rede Sustentabilidade ingressou, no Supremo Tribunal Federal (STF), com ação em que busca a suspensão de atos do poder público que permitem a realização de atividades de mineração em área preservada da Amazônia e autorizam a aprovação tácita de atividades de garimpo no país. 251 more words STF: Rede aciona STF contra autorização de garimpo […] […]
Estima-se que até um terço da população acima dos 75 anos possa apresentar o herpes-zóster, também conhecido como cobreiro, que faz pipocarem lesões na pele e provoca dores intensas, mesmo depois que vai embora. Veja como o problema aparece e como lidar com ele:
Quem é o culpado?
Na infância, quase todos temos contato com o vírus varicela-zóster, causador da catapora, mesmo que a doença em si e suas típicas manchas vermelhas não apareçam. Depois desse primeiro encontro, o invasor se esconde no sistema nervoso, mais especificamente nos gânglios dorsais — uma espécie de raiz dos nervos localizada na medula espinhal. Ali, o patógeno fica adormecido, controlado pelo nosso sistema imune.
O (re)despertar
Quando acontece uma queda expressiva na imunidade, seja pela idade, seja por uma doença ou por estresse, o vírus encontra um terreno fértil para voltar a se replicar. As cópias caminham dos gânglios dorsais para os nervos sensoriais, que se conectam com a pele. O processo afeta a circulação sanguínea dos arredores e dá início a uma inflamação. Daí vêm as dores típicas — nas costas, no rosto etc.
Veja as causas e como é feito o tratamento dessa infecção comum na terceira idade, cuja incidência aumentou na pandemia
“Não importa se te amam ou te criticam, te respeitam, te honram, ou te difamem, que te coroem ou te crucifiquem; porque a maior bênção que há na existência é ser você mesmo.”