Dentes do bebê revelam sofrimento da mãe

Por Bruno Garattoni

Quando a gestante tem depressão ou ansiedade, isso deixa marcas físicas nos dentes do bebê, cujo esmalte apresenta linhas mais espessas. Se a mãe não tiver esses problemas, e sua gravidez for tranquila, essas marcações surgem mais finas.

Foi o que concluíram cientistas da Universidade Harvard (1), que analisaram dentes caninos de leite coletados de 70 crianças entre 5 e 7 anos de idade. As marcas nos dentes, que se chamam “linhas neonatais”, já haviam sido associadas a partos tumultuados ou prematuros, que são altamente estressantes para o bebê – mas é a primeira vez que um estudo relaciona o fenômeno a sintomas psicológicos da mãe.

Fonte 1. Association of Maternal Stress and Social Support During Pregnancy With Growth Marks in Children’s Primary Tooth Enamel. RV Mountain e outros, 2021.

Os dentes possuem marcas chamadas “linhas neonatais” – que mudam de espessura se a gestante tiver depressão ou ansiedade

Dentes do bebê revelam sofrimento da mãe

publicado originalmente em superinteressante

Ômega-3 ameniza a inflamação da Covid-19?

Por Thais Manarini

Quando a pandemia do coronavírus estourou, cientistas do Centro de Pesquisa de Alimentos da Universidade de São Paulo (FoRC-USP) checaram estudos e constataram que pacientes que evoluíam para quadros graves ou morriam de Covid-19 manifestavam uma inflamação acentuada no organismo.

Por outro lado, ter ômega-3 nas células aliviava o processo inflamatório. “Decidimos verificar, então, se a presença do nutriente contribui para a recuperação dos infectados”, conta a engenheira-agrônoma Inar Castro, coordenadora do projeto.

Assim, seu time coletou amostras sanguíneas de 180 pessoas na hora da internação para avaliar o status de ômega-3 e o desenrolar da doença. Os resultados estão em análise e, embora as expectativas sejam boas, Inar pondera: é cedo para sair comprando cápsulas.

+ Leia também: Quando fazer o teste para sair do isolamento por Covid-19?

Suplemento versus alimentação

O estudo do FoRC-USP leva em conta o nível de ômega-3 já presente no organismo. Então, é provável que esse índice dê pistas sobre a dieta das pessoas no momento da infecção — o nutriente está basicamente em peixes como sardinha, atum e salmão e algumas sementes.

Outros trabalhos devem determinar o impacto das cápsulas e qual seria a hora de tomá-las: antes ou depois da infecção. “Até porque a gente precisa da inflamação inicial para ativar o sistema imune”, explica Inar. Por ora, é prematuro incentivar a suplementação nesses casos.

Pesquisadores brasileiros buscam respostas. Até lá, pedem cautela

Ômega-3 ameniza a inflamação da Covid-19?

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Assista a “Enya – It’s In The Rain (Video)” no YouTube

🌧️It’s in the rain

Cada vez que a chuva cai
Every time the rain comes down

Eu fecho meus olhos e escuto
I close my eyes and listen

Eu posso ouvir o som solitário
I can hear the lonesome sound

Do céu enquanto chora
Of the sky as it cries

Escute a chuva
Listen to the rain

Lá vem de novo
Here it comes again

Ouça na chuva
Hear it in the rain

Sinta o toque das lágrimas que caem
Feel the touch of tears that fall

Eles não vão cair para sempre
They won’t fall forever

No caminho o dia vai fluir
In the way the day will flow

Todas as coisas vêm, todas as coisas vão
All things come, all things go

Ouça a chuva, a chuva
Listen to the rain, the rain

Lá vem ele de novo, de novo
Here it comes again, again

Ouça na chuva, a chuva
Hear it in the rain, the rain

Tarde da noite eu me afasto
Late at night I drift away

Eu posso ouvir você chamando
I can hear you calling

E meu nome esta na chuva
And my name is in the rain

Folhas nas árvores sussurrando
Leaves on trees whispering

Mares azuis profundos, mistérios
Deep blue seas, mysteries

Mesmo quando este momento acabar
Even when this moment ends

Não posso deixar esse sentimento ir embora
Can’t let go this feeling

Tudo virá de novo
Everything will come again

No som caindo
In the sound falling down

Do céu enquanto chora
Of the sky as it cries

Ouça meu nome na chuva
Hear my name in the rain

🌧️Fonte: LyricFind

Compositores: Eithne Ni Bhraonain / Nicky Ryan / Roma Ryan

Letra de It’s in the Rain © Sony/ATV Music Publishing LLC

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Solução caseira para clarear os dentes? Cuidado!

Banana, cúrcuma, carvão ativado… Não faltam candidatos “naturais” a deixar um sorriso mais branco.

Só que um estudo da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) veio para cravar: esses ingredientes falham na promessa e ainda podem criar problemas.

“Nenhum clareamento com produtos caseiros se mostrou eficaz em nossa análise. O único branqueamento feito em casa que funciona é aquele recomendado por um dentista e realizado com material adequado”, resume a professora Fernanda Panzeri, orientadora do trabalho.

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A pesquisa, que durou dois anos, testou em laboratório as receitas miraculosas da internet e avaliou minuciosamente seus efeitos na estrutura dental. Nenhuma passou pelos testes!

“Friccionar carvão ativado nos dentes, por exemplo, deixa a superfície deles rugosa, o que aumenta a incidência de cáries”, alerta Fernanda. Já o uso de cúrcuma e casca de banana pode manchar os dentes.

Para manter o sorriso bonito

O que realmente ajuda a deixar os dentes brancos e saudáveis

Boa higiene
Escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia é o básico. Evita doenças e deixa a dentição vistosa.

Os manchadores
Café, vinho e curry podem alterar a coloração e provocar manchas. Capriche na limpeza após a ingestão.

Manias perigosas
Ficar mordendo tampa de caneta ou qualquer outro objeto mais duro é prejudicial ao esmalte dental.

Apoio profissional
Está insatisfeito com a cor dos seus dentes? Melhor que ir atrás dos conselhos de redes sociais é procurar um dentista.

Algumas ideias não só são ineficazes como prejudiciais

Solução caseira para clarear os dentes? Cuidado!

publicado originalmente em Veja saúde

22 erros na cozinha que afetam sua saúde

Por Thais Manarini

Dentro de um pote de mingau de cevada, esquecido por dias e dias, ocorreu uma surpreendente transformação. Graças à ação das leveduras, a mistura tornou-se efervescente, borbulhou e deu origem à bebida ancestral da cerveja.

Assim como essa mágica, que aconteceu há milhares de anos na região da Mesopotâmia, diversos micro-organismos se aproveitam de descuidos na cozinha para se multiplicar. Infelizmente, porém, na maioria das vezes o resultado não costuma ser dourado, com espuma clarinha e sabor refrescante, muito menos digno de brinde.

Pelo contrário, chega a levar as pessoas ao hospital. Vírus, fungos, vermes e, sobretudo, bactérias são os principais responsáveis pelas doenças transmitidas por alimentos, as DTAs.

“A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima 600 milhões de casos pelo planeta anualmente”, conta o engenheiro de alimentos Uelinton Manoel Pinto, do Centro de Pesquisa em Alimentos da Universidade de São Paulo (FoRC-USP).

O professor coordenou um trabalho de análise das práticas de higienização, manipulação e armazenamento da comida em residências dos quatro cantos do Brasil. “Por meio de um questionário online, coletamos informações de 5 mil cidadãos de todas as regiões do país”, relata.

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Entre os “erros” detectados no estudo, destaca-se o costume de comer ovos crus ou malcozidos — hábito de 17% dos participantes. “Também observamos que mais de 50% descongelam os alimentos de forma incorreta”, aponta Pinto. E apenas 35% lavam direito frutas e hortaliças.

Dar uma escorregada vez ou outra até faz parte da rotina atribulada e nem sempre vai acarretar danos. Tudo vai depender das condições de saúde de cada um e da existência e da quantidade de micróbios na cozinha.

Mas, quanto mais se dá chance ao azar, maior a probabilidade de a família encarar dissabores depois. Prudência e canja de galinha — devidamente cozida — não fazem mal a ninguém.

Da higiene ao tipo e tempo de cozimento, passando pelo descongelamento dos alimentos, há um monte de deslizes que cometemos ao preparar as refeições

22 erros na cozinha que afetam sua saúde

publicado originalmente em Veja saúde

Um amor e uma cabana…por Eça de Queiroz

“Tudo que não seja viver escondido numa casinhola, pobre ou rica, com uma pessoa que se ame, e no adorável conforto espiritual que dê esse amor – me parece agora vão, fictício, inútil, oco e ligeiramente imbecil.”

❤️ Eça de Queiroz

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Assista a “QUAIS SUAS CORES ORIGINAIS? COMO É SUA REPRODUÇÃO? QUAIS SEUS PREDADORES? TODAS SUAS CURIOSIDADES!!!” no YouTube

Coloridos e divertidos…como são lindos!

Matando a curiosidade sobre os periquitos australianos selvagens.

Animal TV aqui!

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O futuro da Covid

Por Bruno Garattoni

Não era para ser assim. Quando tudo começou, as previsões mais realistas diziam que a pandemia estaria mais ou menos resolvida até meados de 2021, com a vacinação em massa. O Sars-CoV-2 já estava sofrendo mutações, mas lentamente (mérito da nsp14, proteína que funciona como uma espécie de “corretor”, reduzindo a quantidade de alterações genéticas na replicação do vírus). Mesmo assim, uma hora ele começou a evoluir mais rápido, e aí vieram as variantes. As vacinas continuaram funcionando, a situação começou a ser controlada, a vida deu sinais de que poderia voltar ao normal. Então o mundo foi surpreendido pela Ômicron, absurdamente mais contagiosa – a ponto de a OMS prever que, mesmo com vacinas, máscaras e demais medidas, 50% da população da Europa será infectada até o começo de março, e a médica Janet Woodcock, diretora da FDA (a Anvisa dos EUA), ter dito que “a maioria das pessoas vai pegar Covid”.

Se no início da pandemia alguém projetasse um cenário desses, seria tachado de delirante. É importante lembrar disso ao tentar prever o que vai acontecer daqui para a frente. Você deve ter visto por aí a ideia de que a Ômicron pode significar o fim da pandemia (porque se ela contaminar a maioria da população, o vírus não terá mais quem infectar). Pode até ser. Mas talvez essa previsão se revele tão ingênua quanto aquele roteiro inicial previsto em 2020. Enquanto o vírus continuar circulando e infectando muita gente, sempre poderá surgir uma nova variante capaz de mudar o jogo. Ao mesmo tempo, já é possível enxergar um caminho mais concreto para o futuro da pandemia – que começa na quarta dose da vacina. Sim, ela vem aí; e será diferente das atuais.

A evolução da imunidade

As mutações do coronavírus começaram a se tornar um problema com a variante Delta, cuja transmissão as vacinas não conseguiam mais impedir. A solução foi partir para uma terceira dose – com isso, elas voltaram a oferecer mais de 90% de eficácia contra infecção. Ótimo. Pena que a Ômicron acabou com isso. Contra ela, as três doses oferecem bem menos proteção contra o contágio: 67,3%.

Foi o que constatou o Centers for Disease Control (CDC) americano em um estudo com 70 mil pessoas (1). 67% é um número até razoável (e, vale lembrar, a terceira dose da vacina reduz em 90% o risco de Covid grave (2)), mas não será suficiente para frear a circulação do coronavírus – inclusive porque a proteção contra contágio diminui com o tempo, conforme os níveis de anticorpos no sangue vão caindo, e porque esses dois estudos só consideraram as vacinas de RNA (Pfizer e Moderna, que têm maior eficácia e são as mais usadas nos EUA, mas não no resto do mundo).

Então veio a ideia de uma quarta dose. Israel saiu na frente: em dezembro, começou a aplicá-la em todas as pessoas que tivessem mais de 60 anos, algum comprometimento do sistema imunológico ou fossem profissionais de saúde. Não deu o resultado esperado. Uma análise feita no Sheba Medical Center, em Tel Aviv, revelou que a quarta dose da vacina Pfizer eleva em 5 vezes o nível de anticorpos.

Pfizer e Moderna já desenvolveram vacinas adaptadas para a variante Ômicron. Elas poderão ser usadas após três doses do imunizante atual. Mas, no primeiro teste, a vacina da Moderna teve resultados decepcionantes.

É menos do que a terceira (3), que gera um aumento de 8 a 25 vezes (dependendo de quais vacinas a pessoa tomou antes). Mas o maior problema é que ela não consegue impedir o contágio. “Nós vimos muitos infectados pela Ômicron entre os vacinados com a quarta dose”, declarou a epidemiologista Gili Regev-Yochay, coordenadora do estudo. “A conclusão é que a vacina é excelente contra as variantes Alfa e Delta, mas contra a [transmissão da] Ômicron ela não é suficiente”, afirmou.

A Ômicron reacendeu a pandemia. Mas vem aí uma nova geração de vacinas e medicamentos antivirais para combatê-la. Veja como eles prometem mudar o jogo – e até onde as variantes podem ir.

O futuro da Covid

publicado originalmente em superinteressante

E se a Revolução Russa não tivesse acontecido?

Por Rafael Battaglia

Em novembro de 1917, aconteceu algo que nem Karl Marx imaginaria: o país mais extenso do mundo (e o terceiro maior em população) passaria a ser administrado por seguidores radicais seus.

Literalmente não imaginaria: a previsão de Marx era a de que as revoluções socialistas começariam justamente nos lugares onde o capitalismo era mais avançado – e que seria liderada por operários, não por intelectuais de um partido político, caso de Lenin e Trotski liderando o Partido Social Democrático Trabalhista Russo (Bolchevique).

Sem a Revolução Russa, nada seria igual, pois não teria havido a Guerra Fria. Sem ela, não haveria internet, porque ela é fruto de um esforço dos militares americanos de criar uma rede capaz de resistir a uma guerra nuclear: a Arpanet. E a exploração espacial talvez estivesse engatinhando ainda, já que ela começou de carona em mísseis intercontinentais.

Também não haveria Chernobyl, a Grande Fome na Ucrânia em 1932, os 20 milhões de mortos no regime de Stalin. Por aqui, não teria Estado Novo ou ditadura militar, nascidos do medo de uma revolução comunista.

Enfim, a Revolução Russa é um evento tão definidor da história que é fácil estender indefinidamente a parte do “não haveria”. Mas o que haveria?

Revolução haveria. Porque o que os revolucionários bolcheviques liderados por Lenin fizeram foi uma revolução dentro de uma revolução.

Em fevereiro de 1917, uma revolta maciça de civis e militares, insatisfeitos com as derrotas da Rússia na Primeira Guerra e a penúria causada por ela, na forma de racionamento de pão, tomou as ruas da capital Petrogrado (hoje São Petersburgo). O czar se viu forçado a abdicar, e os revolucionários declararam a Rússia uma república.

O governo foi formado por uma aliança entre socialistas moderados (Lenin se recusou a participar, pois de moderado não tinha nada). Assumiu como líder provisório o advogado Alexander Kerensky, do Partido Revolucionário Socialista – apesar do nome, uma agremiação não-marxista, que pretendia criar uma democracia liberal.

Kerensky, porém, não atendeu à maior demanda de todas, que era acabar com a guerra. Mais derrotas e mais penúrias se acumularam. Seu governo se revelaria impopular.

Em julho de 1917, uma revolta armada explodiu em Petrogrado. O partido de Lenin foi acusado de causar a violência – na prática, tinha sido uma explosão espontânea de revolta contra a participação desastrosa da Rússia na Guerra. Como resultado, vários líderes do partido foram presos, e Lenin escapou para a Finlândia.

Nesse ponto, os bolcheviques pareciam destinados a entrar para a história como revolucionários frustrados, como na Comuna de Paris de 1871. Até a estupidez de seus adversários mudar sua sorte.

Guerra Fria, Chernobyl, Estado Novo, internet. É fácil listar o que não haveria na ausência de um dos eventos definidores do século 20. Mas o que haveria?

E se a Revolução Russa não tivesse acontecido?

publicado originalmente em superinteressante

Tempo …por Paulo Coelho

“De que me adianta temer o que já aconteceu?
O tempo do medo já aconteceu, agora, começa o tempo da esperança.”

✨Paulo Coelho

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