“Foi em um amanhecer. Não um amanhecer qualquer, desses de cinema ou romance. Não, era um alvorecer especial, o vento uivava inclemente e a chuva batia com força nas janelas. Lá fora, as folhas dançavam loucas e dentro da cabeça dela tudo começava a tomar forma…uma ideia louca, um estalo. Sim, era isso, a busca iniciava ali. Com a certeza de que não teria um fim, ela sorriu satisfeita. E após se reconhecer inteira, viu ser impossível não continuar nesta caminhada infinita rumo ao autoconhecimento e ao Todo.”
“Mais um dia. Dúvidas, medos e contrariedades? Coisas da vida. O interessante é não estagnar ou se prender a detalhes , vale mesmo é erguer a cabeça e acreditar na dádiva Divina das oportunidades!”
Se vocês querem saber quem eu sou Eu sou a tal mineira Filha de Angola, de Kêto e Nagô Não sou de brincadeira Canto pelos sete cantos Não temo quebrantos, porque eu sou guerreira Dentro do samba eu nasci, me criei, me converti, e ninguem vai tombar a minha bandeira(2x) ô,ô,ô Bole com samba que eu caio, e balanço o balaio, no som dos tantãs. Rebolo que deito e que rolo, e me embalo e me embolo nos balangandãs. Bambeia de lá, que eu bambeio nesse bamboleio que eu sou bambambã. Que o samba não tem cambalacho, vai de em cima em baixo, pra quem é seu fã. E eu sambo pela noite inteira, até amanhã de manhã, sou a mineira guerreira, filha de Ogum com Iansã.
Parte falada:
Salve Nosso Senhor Jesus Cristo – Êpa Babá, Oxalá Salve São Jorge Guerreiro – Ogum, ogunhê, meu pai Salve Santa Bárbara – êparrei, minha mãe Yansã Salve São Pedro – Kaô-Kabecile, Xangó Salve São Sebastião – Okê-Arô-Oxóssi Salve Nossa Senhora da Conceição – Otôpiabá-Yemanjá Salve Nossa Senhora da Glória – Ora-ie-ie, Oxum Salve Nossa Senhora Santana – Nanã-Buruquê, Saluba, Vovó Salve São Lázaro – Atotô, Abaluai-ê Salve São Bartholomeu – Arrobobô, Oxum Maré Salve o povo da rua Salve as crianças Salve os Pretos Velhos Pai Antonio, Pai Joaquim D’Angola, Vovó Maria Conga, Saravá E salve o Rei Nagô.
Bole com samba que eu caio, e balanço o balaio, no som dos tantãs. Rebolo que deito e que rolo, e me embalo e me embolo nos balangandãs. Bambeia de lá, que eu bambeio nesse bamboleio que eu sou bambambã. Que o samba não tem cambalacho, vai de em cima em baixo, pra quem é seu fã. E eu sambo pela noite inteira, até amanhã de manhã, sou a mineira guerreira, filha de Ogum com Iansã.
“De um pensamento de luz violeta ela nasceu. Com suspiros de esperança floresceu… Dançando e espalhando alegria e gratidão ela continuou…e quando finalmente a primavera chegou, ela com suas asas de amor nos aqueceu.”