Peixes também podem se viciar em metanfetamina

Parte dessa droga é excretada na urina humana – e as estações de tratamento de esgoto não são equipadas para retirar a substância, que acaba indo parar em rios e córregos. Cientistas da República Tcheca fizeram uma experiência (1): dividiram um grupo de 120 trutas em dois tanques e colocaram metanfetamina num deles (na mesma concentração encontrada em rios do país).

Dois meses depois, os peixes expostos à droga foram retirados e colocados em outro tanque – onde só havia metanfetamina em um dos compartimentos. Eles imediatamente nadaram em direção à droga, demonstrando vício – e então, sob efeito da substância, ficaram letárgicos.

Fonte 1. Methamphetamine pollution elicits addiction in wild fish. T Randál e outros, 2021.

Depois de ser usada por humanos, substância vai parar em rios – onde continua agindo

Peixes também podem se viciar em metanfetamina

publicado originalmente em superinteressante

Crianças encontram fóssil de nova espécie de pinguim gigante na Nova Zelândia

O animal mais antártico que existe não surgiu na Antártica. Os fósseis mais antigos de pinguins datam de 60 milhões de anos, e foram encontrados na Nova Zelândia. Naquela época, a ilha estava grudada no continente gelado – um resquício do supercontinente Pangeia. Ao longo dos milhões de anos seguintes, o pedaço de terra que forma a Nova Zelândia foi “subindo” no mapa, como consequência do movimento das placas tectônicas. 

Por isso, não é surpresa encontrar fósseis de pinguins no país insular. A descoberta mais recente é a espécie Kairuku waewaeroa, descrita hoje (16) no periódico Journal of Vertebrate Paleontology. O fóssil foi encontrado em 2006 durante uma expedição escolar ao Kawhia Harbour, uma enseada na ilha do norte do país. As crianças escavaram restos fósseis do torso, pernas e asas do animal. Trata-se do fóssil mais completo de um pinguim gigante já descoberto.

O fóssil, escavado em 2006, só foi descrito recentemente por pesquisadores. O Kairuku waewaeroa chegava a medir 1,4 metros de altura.

Crianças encontram fóssil de nova espécie de pinguim gigante na Nova Zelândia

publicado originalmente em superinteressante

Defender as crianças indígenas e seus territórios é defender o patrimônio de toda a humanidade — Ecoamazônia

O Supremo Tribunal Federal proibiu hoje o uso de mercúrio no garimpo em Roraima. O programa Criança e Natureza atuou no caso em defesa da vida e da saúde das crianças indígenas Terminou hoje, 15 de setembro, o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade n. 30 more words Defender as crianças indígenas e seus territórios é defender […]

Defender as crianças indígenas e seus territórios é defender o patrimônio de toda a humanidade — Ecoamazônia

publicado originalmente em Bárbara Crane Navarro

As geleiras estão derretendo

Gelo fino em frente às geleiras das ilhas do arquipélago Prince Georg Land no Oceano Ártico. Foto: AFP Por  Susanne Aigner para o Neues Deutschland O Ártico está esquentando três vezes mais rápido do que outras regiões. De acordo com cientistas dinamarqueses, neste verão as temperaturas na Groenlândia subiram para mais de 20 graus no início de […]

As geleiras estão derretendo

publicado originalmente em blog do pedlowski

Quando a Antártida era verde: conheça o passado do continente gelado

Uma das primeiras expedições ao Polo Sul resultou no episódio mais trágico da exploração antártica. Em 1912, o explorador Robert Falcon Scott e outros quatro homens partiram em direção ao centro do continente, com temperaturas que mesmo no verão batem em -30 ºC. Depois de 33 dias de caminhada, eles chegaram ao polo. Mas todos os cinco morreram no retorno. Os corpos foram encontrados na geleira Ross por uma equipe de resgate.

Cada um carregava mais de 60 quilos de equipamentos e mantimentos nas costas. Durante a viagem de volta, deixaram para trás tudo o que não fosse essencial, para aliviar a carga. Mesmo assim, Scott se recusou a abandonar um conjunto de rochas – inclusive um fóssil com a impressão detalhada de um caule e folhas. Ele não sabia, mas aquela era uma planta do gênero Glossopteris.

Durante a maior parte de sua história, a Antártida abrigou florestas e contou com uma biodiversidade pulsante. Entenda por que o pedaço de terra mais inóspito do planeta é essencial para estudar a evolução da vida na Terra (e possivelmente fora dela).

Quando a Antártida era verde: conheça o passado do continente gelado

publicado originalmente em superinteressante

Assista a “O Dia Nacional do Cerrado homenageia o segundo maior bioma da América do Sul” no YouTube

O Cerrado brasileiro…lindo, exótico, imprescindível 💚

Berço das Águas e de uma infinidade de espécies,vem sendo dilacerado pela ganância humana.

💙💚💙Por mais consciência!

imagens da internet

Brasil mil grau: o que o IPCC diz sobre o futuro do país no aquecimento global?

O efeito estufa é, em sua essência, um fenômeno simples. A luz do Sol alcança a Terra e aquece a superfície do planeta – que passa a emitir radiação infravermelha, vulgo calor. Parte desse calor escapa de volta para o espaço sideral; parte fica retida debaixo de um grande cobertor de gás chamado atmosfera. Vale dizer: é ótimo que isso aconteça. A temperatura média da Terra, hoje, é de 14 °C. Sem efeito estufa, seriam – 18 °C. O frio tornaria o planeta inóspito para a vida como a conhecemos. 

O problema é que a poluição está transformando esse cobertor em um grosso edredom. Ao longo do século 20, alguns gases emitidos em doses cavalares pela queima de combustíveis fósseis e outras fontes antrópicas – como o dióxido de carbono (CO2) e o metano que sai nos arrotos e puns do gado (CH4) – transformaram a atmosfera num porteiro do Enem de radiação infravermelha. Hoje, a Terra retém muito mais calor do que é saudável ou necessário. Os dez anos mais quentes registrados desde 1880 ocorreram após 2005. 

Agronegócio ameaçado, hidrelétricas com sede, mosquitos aos montes e secas na Amazônia: tudo isso já é realidade. Entenda como as mudanças climáticas afetam o Brasil.

Brasil mil grau: o que o IPCC diz sobre o futuro do país no aquecimento global?

publicado originalmente em superinteressante

Agronegócio em xeque: carne bovina brasileira sofre ampliação de banimento depois da descoberta de casos do Mal da Vaca Louca

Uma crise silenciosa está se expandindo sem muita cobertura da mídia corporativa após a descoberta de casos de Mal da Vaca Louca em frigoríficos de Minas Gerais e Mato Grosso. É que após a proibição de importação de carne brasileira por China e Arábia Saudita, agora mais quatro países resolveram banir importações brasileiras (Rússia, Indonésia, […]

Agronegócio em xeque: carne bovina brasileira sofre ampliação de banimento depois da descoberta de casos do Mal da Vaca Louca

publicado originalmente em blog do pedlowski

Cientistas ensinam vacas a usar “banheiro” – e isso reduz emissão de gás ligado ao aquecimento global

Os pais ensinam as crianças a usar o banheiro já nos primeiros anos de vida. Cães e gatos também podem aprender a fazer as necessidades fisiológicas no lugar correto. Agora, cientistas decidiram ensinar outra espécie a usar o reservado: as vacas. E isso pode ajudar a desacelerar o aquecimento global. 

A urina das vacas contém nitrogênio, elemento que quando misturado com as fezes do animal acaba gerando amônia. A amônia é um composto que causa diversos problemas ambientais, como a chuva ácida. Além disso, ela também pode ser convertida por micróbios do solo em óxido nitroso – que, apesar de ser menos abundante na atmosfera do que outros gases que provocam o efeito estufa, é 300 vezes mais potente do que o dióxido de carbono e 10 vezes mais potente do que o metano.

Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, resolveram criar um banheiro para gado, concentrando a urina em um só lugar e facilitando seu descarte. A iniciativa também é positiva para as vacas: o acúmulo de xixi nos celeiros danifica os cascos delas.

Pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, ensinaram 16 animais a fazer xixi num coletor especial. Isso evita que a urina das vacas emita óxido nitroso, um gás 300 vezes mais potente que o CO2

Cientistas ensinam vacas a usar “banheiro” – e isso reduz emissão de gás ligado ao aquecimento global

publicado originalmente em superinteressante

Dragão-de-komodo entra na lista de espécies em perigo de extinção

Os dragões-de-komodo são animais fascinantes. Nativos do leste da Indonésia, eles podem chegar a três metros de comprimento e pesar 135 quilos – o que lhes garante o título de maior lagarto do mundo. Mais traços dignos de um Godzilla: escamas resistentes, saliva altamente venenosa e a capacidade de detectar presas a quilômetros de distância (algumas fêmeas, inclusive, comem os próprios filhotes). Até o nome científico (Varanus komodoensis) impõe respeito, convenhamos.

Contudo, todas essas características não os isentam de sofrer os efeitos da crise climática. Na última semana, a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês) mudou a classificação do dragão-de-komodo em sua lista vermelha de espécies ameaçadas de extinção. O animal passou de “vulnerável” para “em perigo”.

O maior lagarto do mundo é um predador voraz e vive em áreas de conservação – mas nem ele consegue escapar da caça ilegal e dos efeitos da crise climática.

Dragão-de-komodo entra na lista de espécies em perigo de extinção

publicado originalmente em superinteressante