Desejamos profundamente que tudo volte ao normal. Mas até que ponto cada um está fazendo sua parte?
A Ômicron está aí, provando que sabemos muito pouco sobre coisa alguma.
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Desejamos profundamente que tudo volte ao normal. Mas até que ponto cada um está fazendo sua parte?
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Antes de voltar à rotina de exercícios físicos, quem passou pela Covid-19 deve buscar uma avaliação médica e, principalmente, cardiológica. Isso porque a infecção do coronavírus não afeta apenas o pulmão, mas também o coração — e as complicações deixadas pela doença podem aumentar os riscos de problemas no órgão.
De acordo com Marcelo Bichels Leitão, cardiologista especialista em Medicina do Exercício e do Esporte, a sequela mais preocupante é a miocardite, uma inflamação da musculatura do coração. Embora afete menos de 5% dos indivíduos que tiveram Covid-19, segundo estima o especialista, isso não é sinônimo de falta de perigo.
“São situações importantes porque o coração é um órgão vital. Um comprometimento gera repercussões graves à saúde, e pode colocar a pessoa em risco de vida”, explica Leitão, que também é diretor científico da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.
Infecção pelo coronavírus pode aumentar risco de miocardites, isquemias e mesmo arritmias cardíacas
Exercícios após Covid-19 dependem de avaliação médica
publicado originalmente em Veja saúde

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu em sua lista de possíveis tratamentos para a Covid-19 mais dois medicamentos: o baricitinibe, usado originalmente no tratamento de artrite reumatoide, e o sotrovimabe, um anticorpo monoclonal, que imita os nossos próprios anticorpos.
O bariticinibe passou a ser indicado para pacientes em estado crítico ou severo (com menos de 90% de oxigenação no sangue e outros sinais de complicação), já em uso de corticoides como a dexametasona. Em estudos, o remédio demonstrou reduzir a mortalidade e a necessidade de ventilação mecânica nessas situações mais graves.
A diretriz é atualizada por um grupo técnico da entidade em colaboração com milhares de cientistas do mundo todo e instituições de renome, que compartilham em tempo real dados de testes concluídos por eles. Tudo com rigor metodológico para garantir a qualidade das evidências.
A OMS classifica a recomendação do baricitinibe como forte, pois ele já passou por estudos de fase 3, os últimos antes da aprovação. A droga atua na chamada tempestade inflamatória, quadro que acomete entre 10 e 15% dos infectados e leva ao agravamento da doença.
+ Leia também: Entenda o papel dos anti-inflamatórios no tratamento da Covid-19
Algumas vantagens do remédio: é um comprimido, precisa ser tomado uma vez ao dia e é relativamente mais barato do que outros de ação similar, como o tocilizumabe, e demais bloqueadores de janus kinase ou interleucina-6 (moléculas envolvidas nas inflamações generalizadas).
Sobre isso, aliás, o tofacitinibe, outra droga dessa categoria, que havia demonstrado benefício modesto em um estudo, recebeu uma recomendação negativa da OMS. É que novas pesquisas tiveram resultados negativos e apontaram para um possível aumento no número de eventos adversos.
Entidade inclui em diretriz o baricitinibe, usado no tratamento para artrite reumatoide, e o sotrovimabe, anticorpo monoclonal desenhado para o coronavírus
Novidades no tratamento da Covid-19: OMS passa a indicar mais remédios
publicado originalmente em Veja saúde

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou nesta quinta-feira, 23, o uso emergencial do molnupiravir, pílula da Merck – MSD no Brasil – em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics para o tratamento de Covid-19.
O remédio é indicado a adultos maiores de 18 anos que tenham testado positivo para a doença e apresentem alto risco de desenvolvimento de quadros graves, incluindo internação ou morte. Feito de anticorpos monoclonais, proteínas produzidas em laboratório que imitam anticorpos gerados naturalmente pelo organismo, o tratamento funciona como uma aplicação extra de anticorpos contra o coronavírus no organismo de pessoas infectadas, impedindo a progressão severa da doença. Por isso, a indicação é no início da infecção, até cinco dias após os primeiros sintomas.
A MSD informou que o antiviral não deve ser utilizado por menores de 18 anos – já que pode afetar o crescimento dos ossos e da cartilagem –, como prevenção pela pré-exposição ou pós-exposição à Covid-19 e em pacientes que já foram hospitalizados. O tratamento também não é indicado para pessoas em estado grave.
“Como novas variantes do vírus continuam a surgir, é crucial expandir o arsenal de terapias contra a Covid-19, enquanto continuamos a gerar dados adicionais sobre sua segurança e eficácia”, disse Patrizia Cavazzoni, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA.
Na quarta-feira, a FDA também autorizou o uso emergencial da pílula Paxlovid, da Pfizer, para tratamento da Covid-19 em pacientes maiores de 12 anos que também apresentem alto risco de desenvolvimento grave da doença, incluindo hospitalização ou óbito.
Molnupiravir, da MSD, é indicado para pessoas que testaram positivo para o coronavírus e apresentam alto risco de desenvolvimento de doença grave
FDA aprova uso emergencial de novo antiviral contra a Covid-19
publicado originalmente em Veja

A exigência do passaporte de vacinação contra a Covid-19 para frequentar locais públicos aumentou a adesão à vacina em países desenvolvidos com a cobertura vacinal abaixo da média. É o que mostra um estudo da Universidade Oxford sobre o impacto da introdução do documento em seis países publicado na revista The Lancet Public Health, na noite de segunda-feira, 13.
Dos seis países avaliados, a condição levou a um aumento de imunização na França, Israel, Itália e Suíça, que possuem índices abaixo da média mundial. Já na Alemanha, onde a cobertura vacinal era alta e na Dinamarca, onde o fornecimento da vacina foi escasso, não houve efeito significativo. “Observamos um aumento da vacinação, 20 dias antes da implementação da medida, com um efeito que durou ao menos até 40 dias depois”, disse Melinda Mills, diretora do Leverhulme Center for Demographic Science, da Universidade Oxford e principal autora da pesquisa. “Aumentar à adesão aos imunizantes é crucial para proteger os indivíduos imunizados e romper as cadeias de infecção na comunidade”, acrescentou.
De acordo com os pesquisadores, mesmo as políticas de exigência do comprovante vacinal terem sido implementadas para evitar a disseminação do vírus, colaborou para incentivar a imunização, diminuindo a hesitação de pessoas que se recusam ou demoram para tomar a vacina. O levantamento observou ainda que o aumento na aceitação foi mais pronunciado no público jovem. Quando as restrições foram aplicadas a casas noturnas e eventos na Suíça, por exemplo, o maior crescimento da vacinação ocorreu entre pessoas com menos de 20 anos. “O aumento nas aplicações foi maior para os menores de 30 anos após a adoção da certificação. Restrições de acesso a certos lugares foram associados com a elevação das aplicações entre menores de 20 anos”, afirmou Melinda.
Este é o resultado obtido por pesquisa inglesa após comparar índices de imunização antes e depois da obrigatoriedade de apresentação do documento
Exigência de passaporte da vacina aumenta imunização na Europa e em Israel
publicado originalmente em Veja

Desde o início da pandemia, todos os países reportam seus casos de Covid-19 à Organização Mundial da Saúde (OMS), que reúne os dados diariamente em um mapa interativo. Quanto mais escuro estiver o país, mais casos ele tem. Mas duas manchas amarelas chamam a atenção no mapa: Turcomenistão e Coreia do Norte. Nenhum dos dois reportou qualquer caso à organização internacional.
Com exceção de algumas ilhas do Pacífico (que estão com as fronteiras fechadas desde abril de 2020), esses são os únicos países que dizem não ter registrado nenhum caso de Covid-19 desde o início da pandemia.
Não é coincidência que eles também possuam os regimes totalitários mais fechados do mundo. No ranking mundial que mede a liberdade de imprensa, realizado anualmente pela ONG Repórteres Sem Fronteiras, por exemplo, Coreia do Norte e Turcomenistão aparecem em penúltimo e antepenúltimo lugar, respectivamente. Só perdem para Eritreia, uma ditadura no nordeste africano.
O país é um dos poucos sem casos registrados desde o início da pandemia. Conversamos com um jornalista turcomano para entender a rotina de um dos regimes mais fechados do mundo.
No Turcomenistão, os resultados positivos de Covid-19 são jogados no lixo
publicado originalmente em superinteressante

Identificada na África do Sul, a nova variante do Sars-CoV-2 batizada de Ômicron foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de preocupação no fim de novembro. Dois motivos levaram a isso:
• Aumento expressivo no número de casos da doença no país que a identificou primeiro, indicando uma cepa mais transmissível em comparação com a original;
• Alto número de mutações genéticas, cerca de 50, que podem explicar a grande transmissibilidade do vírus.
Ser mais transmissível não significa, necessariamente, que essa variante gere uma doença mais grave, segundo explica Fernando Spilki, especialista em virologia e coordenador da Rede Corona Ômica, que atua no sequenciamento do genoma de amostras do novo coronavírus no Brasil. Para esse tipo de afirmação, é preciso cautela e tempo.
Confira mais informações sobre a Ômicron em bate-papo com Spilki, que também é responsável pelo Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade FEEVALE, no Rio Grande do Sul.
Do ponto de vista do genoma e da estrutura de proteínas, essa variante reuniu várias mutações que já conhecíamos de outras cepas de preocupação do passado. É como se ela tivesse feito uma seleção de várias alterações genéticas de outras variantes.
Ainda são necessárias mais informações para se ter certeza sobre a severidade da doença provocada pela nova variante
Variante Ômicron tende a substituir a Delta, sugere especialista
publicado originalmente em Veja saúde

Com a análise dos dados de mais de sete mil pessoas hospitalizadas pela Covid-19, pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) sugerem que os indivíduos vacinados têm uma proteção contra a doença grave até cinco vezes maior do que aqueles que passaram apenas pela infecção natural.
Nos pacientes acima dos 65 anos, a vacina se mostrou mais significativa: cerca de 20 vezes mais eficaz contra a hospitalização.
Os imunizantes analisados no estudo foram os das farmacêuticas Pfizer/BioNTech e da Moderna, ambos do tipo RNA mensageiro. Com relação às variantes, o estudo se concentrou em um período anterior e durante a prevalência da Delta. A nova variante Ômicron não foi avaliada.
Indivíduos que tiveram Covid-19, mas não se vacinaram, têm um risco cinco vezes maior de serem hospitalizados em relação a quem foi imunizado, diz estudo
Vacina ou infecção natural: qual protege mais contra a Covid-19?
publicado originalmente em Veja saúde

Em um dos episódios da série “Solos”, da Amazon Prime Video, uma mulher fica isolada em casa por 20 anos para se proteger de um vírus mortal. O problema é que as restrições tinham acabado há muito tempo – mas ela se nega a sair.
Esse comportamento é conhecido como “síndrome da caverna” e não está tão distante de nossa realidade – guardadas as devidas proporções, obviamente. Após quase dois anos de pandemia de coronavírus, é preciso ficar atento para avaliar se o medo não ultrapassou o limite do razoável.
É claro que o fato de recebermos novas informações o tempo todo, como a do potencial risco da variante Ômicron, não ajuda muito. “Até quem estava louco para sair de casa sentiu uma frustração muito grande. Fora o balde de água fria, veio o medo de que o isolamento total seja necessário novamente”, comenta Claudia Oshiro, especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva pela Universidade de São Paulo (USP).
A falta de confiança nas informações divulgadas por líderes e governantes só piora a situação, na visão de Daniel Kupermann, psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Some isso a uma característica da nossa natureza, que é demorar um pouco a reagir.
“A psicanálise tem um termo chamado de inércia psíquica. É a resistência do ser humano em aderir a novidades. Sair de casa, depois de tanto tempo, transformou-se em algo novo para nós. E isso é normal para quem ficou um ano e meio em casa com medo de ser contaminado”, afirma o especialista.
Novas variantes e dados conflitantes provocam receio, mas é preciso prestar atenção aos sinais de que o medo ultrapassou o limite do razoável
Covid-19: quando o medo de sair de casa se torna preocupante?
publicado originalmente em Veja saúde
O alívio das pessoas que já foram imunizadas é visível, assim como é gritante a diminuição de óbitos.
BBC NEWS em mais uma relevante reportagem!

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