Moderna? Conheça a elite conservadora por trás da Semana de Arte de 22

Ainda uma garotinha de 13 anos, a paulistana Anita Malfatti já sofria com a ansiedade precoce de que rumo tomar na vida. Então teve uma ideia radical: imaginou que passar por uma experiência de forte emoção, uma aventura perigosa mesmo, poderia lhe dar algum tipo de iluminação – e com ela a resposta a suas incertezas.

Deitou-se no vão entre os trilhos de uma linha ferroviária perto de onde morava – no bairro da Barra Funda – e aguardou para ver o que acontecia. “Amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim”, revelou em um depoimento de 1939, já artista consagrada. “O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura.”

Tempos depois, em 1917, de volta à capital paulista após estudos na Alemanha e nos EUA, Anita, então com 28 anos, promoveu uma exposição com dezenas de obras suas. Em linha com a vanguarda estética que viu e praticou no exterior, suas artes remetiam à paisagem na janela de um trem veloz. Traziam cores berrantes, pinceladas que saltavam da tela e formas ovais que desfiguravam a representação humana… Não eram nem parentes distantes das pinturas acadêmicas que reinavam aqui.

Uma semana após a abertura da mostra, um artigo do escritor Monteiro Lobato, publicado em O Estado de S. Paulo, condenou, em tom histérico, aqueles traços exóticos. Para o autor do Sítio do Picapau Amarelo, Anita havia se deixado seduzir pelas “extravagâncias de Picasso e companhia”. Arte de verdade, segundo ele, era a que seguia “os processos clássicos dos grandes mestres”. Já o que Malfatti propunha seria comparável aos “desenhos que ornam as paredes dos manicômios”.

Na ferocidade de seus comentários, nas ironias, nas analogias hostis, o artigo confirmava uma evidência: aquele país tacanho da primeira década do século 20 nunca tinha visto inovações como as de Anita Malfatti. Nem sabia classificar aquilo. Já se o crítico fosse um europeu habituado ao cubismo, ao expressionismo e outras escolas emergentes da época, não restaria dúvida: era arte moderna. E grande arte.

Monteiro Lobato quis cancelar essa modernidade em seu berço brasileiro, mas acabou dando um tiro no pé. O ataque à exposição colocou nas trincheiras, ao lado da pintora, um grupo de intelectuais e artistas inquietos, que rejeitavam a tradição cultural no país, que só queria saber de mimetizar o que a França tinha de mais clássico.

Seus expoentes, loucos por uma boa briga com conservadores, eram os poetas Mário de Andrade, Oswald de Andrade (sem parentesco) e Menotti Del Picchia, além dos pintores Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.

Na pauta desse grupo, como explica a historiadora Lilia Schwarcz, em seu livro Brasil: Uma biografia, estava a crítica à importação automática de movimentos e teorias estrangeiras – como se fazia com o parnasianismo –, propondo em troca a incorporação de modelos nacionais ao que houvesse de original no mundo. “O intento era renovar o ambiente artístico e cultural.”

Também era uma ambição desses intelectuais ampliar o alcance de suas propostas e críticas ao status quo. Mas como? A resposta podia caber numa xícara.

Com a exceção de Mário de Andrade, que era de classe média, os modernistas vinham de famílias abastadas. Ainda assim, foi com os recursos de gente (muito) mais rica que ganharam notoriedade numa São Paulo ainda provinciana nos costumes, mas que tinha se transformado, na segunda metade do século 19, em uma potência econômica.

Por improvável que fosse, uma elite que fez fortuna plantando café topou a aventura do modernismo. Mesmo que, artisticamente, tivessem um gosto tão antiquado quanto o dos detratores de Anita Malfatti, os fazendeiros decidiram pagar para ver São Paulo na dianteira da cultura nacional, seguindo o ritmo de sua industrialização vertiginosa e, assim, competindo com o protagonismo do Rio de Janeiro, a capital do país.

Foi essa improvável aliança entre jovens iconoclastas e seus poderosos mecenas que resultaria, cem anos atrás, no evento que entrou para a história como a Semana de Arte Moderna. Ou a Semana de 22, que, apesar do nome, só teve apresentações em três dias: segunda, quarta e sexta; 13, 15 e 17 de fevereiro.

O festival modernista só existiu graças a cafeicultores interessados numa São Paulo protagonista em cultura. Entenda a economia que deu à luz o evento.

Moderna? Conheça a elite conservadora por trás da Semana de Arte de 22

publicado originalmente em superinteressante

Assista a “CONHEÇA A WICCA” no YouTube

O paganismo se faz presente nos dias atuais e tem reflexos em muitas tradições religiosas, a Wicca talvez seja a mais conhecida delas .

Desde tempos imemoriais a Deusa é reverenciada.

Vamos saber um pouco mais?

Monica Buonfiglio aqui!

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Mágicas Imagens ✨✨

Camboriú SC Brasil

Degraus…por Mágica Mistura

“A parte fácil? Pensar em desistir e parar de sonhar. A parte difícil? Acreditar apesar de tudo e perseverar no que almejamos. A parte boa ? Sempre, em qualquer circunstância e opção haverá aprendizado e evolução. Sempre.”

Mágica Mistura

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A vida … por Cora Coralina

“A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.”

✨Cora Coralina

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Assista a “Diferença de Karma e Destino – Prof. Lúcia Helena, voluntária de Nova Acrópole” no YouTube

A Professora Lúcia Helena Galvão explicando Karma e destino… é para refletir .

Nova Acrópole aqui!

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Magia no ar…por Mágica Mistura

Sentes a mágica no mundo?

Na gota de orvalho,de suor,de chuva

No azul do mar,do céu,do sabão em pó

Na gargalhada do bebê,no estrondo do raio

No nascer da paixão…

No olhar de quem se vai

No frio do inverno,na areia escaldante

No botão de rosa,no favo de mel

Na mesa posta,na folha que cai

Inspire agora

Olhe em volta

Tudo é magia

Da pluma ao vento à pedra no sapato

Da nuvem de algodão à noite estrelada

Não se furte a mágica do mundo

Ela está no cãozinho,na sabiá

Na pitanga doce,na flor de lírio

No vento na rede,no sol no cristal

Ai ai…magia no mundo não falta

Nem faltará

Falta tirar da cartola da imaginação

Esse olhar de mago…

E soltar do coração

Toda a alegria que temos pra dar…

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Assista a “Queen – A Kind of Magic (Official Video)” no YouTube

A Kind of Magic✨✨

It’s a kind of magic
It’s a kind of magic
A kind of magic

One dream, one soul, one prize, one goal
One golden glance of what should be
It’s a kind of magic

One shaft of light that shows the way
No mortal man can win this day
It’s a kind of magic

The bell that rings inside your mind
Is challenging the doors of time
It’s a kind of magic

The waiting seems eternity
The day will dawn of sanity

Is this a kind of magic?
It’s a kind of magic
There can be only one

This rage that lasts a thousand years
Will soon be done

This flame that burns inside of me
I’m hearing secret harmonies
It’s a kind of magic

The bell that rings inside your mind
Is challenging the doors of time
It’s a kind of magic
It’s a kind of magic

This rage that lasts a thousand years
Will soon be, will soon be
Will soon be done

This is a kind of magic
There can be only one

This rage that lasts a thousand years
Will soon be done

Magic
It’s a kind of magic
It’s a kind of magic
Magic, magic, magic, magic

Magic, it’s magic
Alright
Yeah, yeah
Whoo
It’s a kind of magic

✨✨ composição:Roger Taylor

✨✨Um tipo de magia…

É um tipo de magia
É um tipo de magia
Um tipo de magia

Um sonho, uma alma, um prêmio, um objetivo
Uma boa olhada no que deve ser
É um tipo de magia

Um facho de luz que mostra o caminho
Nenhum homem mortal pode ganhar este dia
É um tipo de magia

O sino que toca em sua mente
É um desafio às portas do tempo
É um tipo de magia

A espera parece uma eternidade
O dia vai raiar de sanidade

Isso é um tipo de magia?
É um tipo de magia
Só pode haver um

Essa fúria que dura milhares de anos
Em breve terminará

Esta chama que queima dentro de mim
Estou ouvindo harmonias secretas
É um tipo de magia

O sino que toca em sua mente
É um desafio às portas do tempo
É um tipo de magia
É um tipo de magia

Essa fúria que dura milhares de anos
Em breve, em breve
Em breve terminará

Isto é um tipo de magia
Só pode haver um

Essa fúria que dura milhares de anos
Em breve terminará

Magia
Isto é um tipo de magia
Isto é um tipo de magia
Magia, magia, magia, magia

Magia, é magia
Isso aí
Sim, sim
Whoo
É um tipo de magia

✨✨ composição:Roger Taylor

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Assista a “Chandra Lacombe – Ganesha Puja” no YouTube

Um bálsamo para os ouvidos e a alma…

É só relaxar, agradecer e sentir as energias renovadas.

🌷 HARIBOL!

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Assista a “BOLO DE CHOCOLATE SUPER FÁCIL! CALDA INCRÍVEL SEM LEITE CONDENSADO E CREME DE LEITE -Isamara Amâncio” no YouTube

Um bolo lindo de ver e se deliciar 😋

Com um cafezinho é tudo de bom.

Isamara Amâncio aqui!

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