Máscaras e mais: a vida em sociedade em meio à queda de casos de Covid-19

Com a queda no número de mortes e internações em decorrência da Covid-19cidades estudam flexibilização de regras e relaxamento no uso de máscaras. Mas especialistas alertam que a pandemia ainda não acabou e atitudes como essa mantém alta a taxa de circulação do vírus. No meio desse cenário confuso, como ficam os encontros entre amigos e familiares?

Confraternizar com segurança e sem proteção só será possível ao atingirmos a imunidade coletiva, quando há tantas pessoas imunizadas que a circulação do vírus cai drasticamente. E isso ainda não tem data para acontecer. Essa é a primeira lembrança de médicos ao falar sobre pequenas ou grandes confraternizações.

Os números estão melhorando, mas os experts esperam que esse patamar de segurança só seja alcançado com mais de 80% da população vacinada com as duas doses. O Brasil ainda está em 45%.

A tendência de queda nos registros de hospitalizações e mortes ocorre porque as vacinas até cumpriram a sua função de reduzir óbitos e casos graves. No entanto, nenhum dos imunizantes é 100% eficaz. Há ainda o surgimento de variantes, que é estimulado com uma maior circulação do vírus.

Transmissão da covid se mantém entre imunizados, e o país tem números tímidos de vacinação para encontros sem cuidados

Máscaras e mais: a vida em sociedade em meio à queda de casos de Covid-19

publicado originalmente em Veja saúde

Neurocientista adverte: as telas são um perigo para os nossos filhos

Neurocientista adverte: as telas são um perigo para os nossos filhos

“Constante bombardeio perceptivo; desmoronamento das trocas interpessoais (especialmente intrafamiliares); perturbação tanto quantitativa quanto qualitativa do sono; amplificação das condutas sedentárias; e insuficiência de estimulação intelectual crônica…”. Eis um resumo do que as telas podem fazer com as crianças nas palavras do neurocientista francês Michel Desmurget, autor do recém-lançado A Fábrica de Cretinos Digitais (Vestígio).

Como o título anuncia, aguarde pedradas — cada uma delas embalada em diversos estudos — contra a onipresença de celulares, tablets, videogames, internet e redes sociais na rotina dos mais jovens. O autor, que é diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França, recorre à sua experiência na neurociência cognitiva e a centenas de trabalhos feitos com crianças e adolescentes mundo afora para construir a tese de que o uso abusivo de telas está piorando o desenvolvimento físico, psíquico e emocional da nova geração.

A Fábrica de Cretinos Digitais
Autor: Michel Desmurget
Editora: Vestígio
Páginas: 352

E digamos que ele é bem convincente! Como pai de um bebê de 6 meses, fiquei assustado com o impacto de algumas horas diárias de vídeos ou joguinhos pelo celular na cabeça e no corpo da criançada. Desmurget não é um luddista que prega a destruição de smartphones e companhia. Ele reconhece o lado bom da tecnologia. Mas, e aí soa o alerta, as famílias (e as corporações da área) perderam a noção.

Em livro lançado no país, pesquisador francês rebate noções como a de “nativos digitais” e elenca os impactos do uso de telas no desenvolvimento infantil

Neurocientista adverte: as telas são um perigo para os nossos filhos

publicado originalmente em Veja saúde

A internet está tóxica! E isso pode mexer com a nossa saúde mental

De forma geral, todo mundo sabe que a internet não é lá o lugar mais saudável do mundo.

Ao longo dos anos, ela tem se mostrado uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que facilitou o acesso à informação, abriu as portas para a desorientação e as fake news. Instaurou novos hábitos e riscos, mudando a forma de realizar operações bancárias e comprar produtos, mas também dominando nossos dados pessoais e servindo como armadilha para golpes.

Por meio das redes sociais, a internet criou espaço para comunidades e trocas incríveis, só que, em paralelo, deu vazão à intolerância e ao discurso de ódio, representados na figura dos trolls (gente que causa deliberadamente confusão no ambiente online) e dos haters (os promotores do ódio).

Claro, isso não acontece porque a internet em si é ruim. Ela é, antes de mais nada, um meio, uma plataforma. Mas as redes sociais, em particular, têm um potencial de induzir comportamentos muitas vezes desmedidos em frente às telas, sem falar no seu aspecto viciante, como acusam alguns estudos.

Críticas podem virar discurso de ódio nas redes sociais, gerando problemas emocionais e sociais. Como se blindar e não cair nesse tipo de comportamento?

A internet está tóxica! E isso pode mexer com a nossa saúde mental

publicado originalmente em Veja saúde

Caatinga tem mais risco de desertificação com desmatamento e queimadas

A Caatinga, que abrange todo o nordeste e parte de Minas Gerais, é o único bioma que ocorre exclusivamente no Brasil. Apesar de sua importância climática e riqueza endêmica, parte do território corre o risco de virar um deserto. Essa foi uma das conclusões de uma análise feita pelo MapBiomas. 

Obtidos através de imagens de satélite da região entre os anos de 1985 e 2020, os dados mostram que 112 municípios da Caatinga (9%) classificados como Áreas Suscetíveis à Desertificação (ASD), com status “Grave” e “Muito Grave”, perderam 0,3 milhões de hectares de vegetação nativa — 3% de toda a vegetação nativa perdida no período. 

Além disso, a superfície de água do bioma teve uma retração de 8,27%. Ou seja, a Caatinga está mais seca. O levantamento ainda mostra um decréscimo de 40% nos cursos de água natural que fluem pela região. 

A Caatinga ainda teve uma perda de vegetação primária de 15 milhões de hectares, que representam 26,36%, na comparação entre 1985 e 2020. Apesar de registrar um aumento de 10,7 milhões de hectares de vegetação secundária, o saldo geral continua negativo. 

Além do desmatamento e da perda de água, o bioma sofre ainda com queimadas, com destaque para a região da fronteira agrícola entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, sendo que 87,28% do total de área queimada ocorreu em territórios baianos, piauienses e cearenses. 

Único bioma exclusivo do Brasil é mais eficiente em absorver CO2 do que outras regiões

Caatinga tem mais risco de desertificação com desmatamento e queimadas

publicado originalmente em Veja

Teste de Covid-19 criado no Brasil detecta vírus na saliva e carga viral

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) registraram um novo teste para detecção do SARS-CoV-2 na saliva. Além de identificar a presença do vírus, o dispositivo também indica a carga viral da pessoa infectada por meio de um marcador com propriedade eletroquimioluminescente, que emite luz a partir de reações eletroquímicas. Assim, na presença do material genético do vírus, uma reação emite luz vermelha e aponta o resultado positivo para a infecção. A carga viral é detectada pela intensidade da luz vermelha. Caso o aparelho não acenda, é sinal de que o vírus não foi detectado e, portanto, a pessoa não está contaminada. “O teste tem as vantagens de ser portátil, conseguir analisar 20 amostras ao mesmo tempo e poder se conectar a um smartphone. Tudo com a mesma sensibilidade e precisão dos testes de RT-PCR”, disse Ronaldo Censi Faria, pesquisador do Centro de Ciências Exatas e de Tecnologia da UFSCar e coordenador do projeto, fruto do trabalho de doutorado de Taise Helena Oliveira Leite, sob orientação do cientista.

O dispositivo de baixo custo é portátil, pode ser ligado a um smartphone e tem a mesma sensibilidade do RT-PCR

Teste de Covid-19 criado no Brasil detecta vírus na saliva e carga viral

publicado originalmente em Veja

Falta de saneamento básico causa 273 mil internações em um ano no Brasil

Em uma época de avanços notáveis na ciência, centenas de milhares de brasileiros ainda adoecem todos os anos por falta de acesso ao saneamento básico. Um novo levantamento do Instituto Trata Brasil aponta que, em 2019, foram 273 mil internações e 2 734 mortes provocadas por doenças de veiculação hídrica.

A categoria abrange as mazelas transmitidas por meio da água contaminada. É uma lista longa: diarreiasdengue, malária, hepatites, cólera, esquistossomose… Quase 35 milhões de pessoas vivem em locais sem acesso à água própria para consumo e 100 milhões sem coleta de esgoto. Portanto, estão em maior risco de ter uma dessas infecções.

Há anos, a incidência dessas doenças, que são um problema de saúde pública antigo, vinha diminuindo. O estudo, que usou dados do Ministério da Saúde e do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) indica uma reversão de tendência. Houve incremento de 30 mil internações entre 2018 e 2019.

Levantamento do Instituto Trata Brasil aponta ainda que, em 2019, mais de 2,3 mil pessoas morreram por não terem acesso à água tratada

Falta de saneamento básico causa 273 mil internações em um ano no Brasil

Excesso de urbanização nos deixa mais doentes e ansiosos, diz médico

“O excesso de urbanização contribuiu para que ficássemos mais gordos, mais ansiosos e mais doentes”, afirma Paulo Saldiva, médico patologista, pesquisador e professor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Com mais de 500 pesquisas científicas publicadas, a maioria delas sobre o impacto das interferências humanas no meio ambiente e na saúde, o cientista é um dos palestrantes do I Simpósio Internacional de Natureza & Saúde, promovido pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e que ocorre nos dias 8 e 9 de outubro no formato online.

No evento, que está com as inscrições abertas, ele detalhará como a degradação do ambiente afeta a saúde humana.

Em entrevista à Agência Einstein, pesquisador da USP fala dos benefícios da relação com a natureza para a saúde

Excesso de urbanização nos deixa mais doentes e ansiosos, diz médico

publicado originalmente em Veja saúde

Quadro de Monet pode arrecadar até 98 milhões de reais em leilão

Um quadro de Claude Monet (1840-1926) exibido ao público pouquíssimas vezes irá a leilão na Christie’s em novembro, com expectativa de que arrecade entre 12 e 18 milhões de dólares, de 65,5 a 98,3 milhões de reais em cotação atual. Batizada como Au jardin, la famille de l’artiste, a obra retrata a esposa do artista, Camille, o filho mais velho, Jean, e uma outra figura feminina desfrutando de uma tarde ensolarada no jardim. A pintura foi a leilão pela última vez em 1984, e permaneceu na mesma coleção desde então.

Na época em que foi criada, Monet morava em Argenteuil, uma pequena cidade na margem direita do Rio Sena no subúrbio de Paris, a onze quilômetros da cidade luz. “Au jardin, la famille de l’artiste data de um momento chave na carreira de Monet. Oferecendo um vislumbre íntimo das rotinas tranquilas de sua vida familiar, a obra é repleta de cores vibrantes e luz do sol dourada, e contém todas as marcas do estilo impressionista clássico do artista”, explica Keith Gill, chefe da divisão de arte impressionista e moderna da Christie’s, em comunicado à imprensa.

‘Au jardin, la famille de l’artiste’ retrata esposa e filho do artista em uma tarde no jardim de sua casa no subúrbio de Paris

Quadro de Monet pode arrecadar até 98 milhões de reais em leilão

publicado originalmente em Veja

Comitê da ONU condena uso de criança fardada por Jair Bolsonaro

O Comitê de Direitos das Crianças da Organização das Nações Unidas (CRC, na sigla em ingês) repudiou o uso pelo governo do presidente Jair Bolsonaro de uma criança em trajes militares e portando uma arma de brinquedo durante evento político em Minas Gerais na semana passada. Em nota, o órgão afirmou que a participação de menores em hostilidades é explicitamente proibida pela Convenção dos Direitos da Criança e que os envolvidos em tais atividades podem ser investigados, processados e sancionados.

O posicionamento da ONU se refere às cenas protagonizadas em um evento realizado na Cidade Administrativa de Belo Horizonte na última quinta-feira 30. Na ocasião,  uma criança vestida com a farda da Polícia Militar de Minas Gerais e com uma arma de brinquedo nas mãos subiu ao palco ao lado de Bolsonaro durante uma cerimônia. O presidente também empunhou o ‘rifle’ e posou para fotos com o menino nos ombros.

“O Comitê de Direitos da Criança condena veementemente o uso de crianças vestidas em trajes militares e segurando o que parece ser uma arma de fogo pelo Presidente Bolsonaro para promover sua agenda política em 30 de setembro de 2021”, diz a nota do órgão. O posicionamento foi uma resposta escrita enviada pelo CRC a VEJA e outros veículos de imprensa.

Órgão afirma que a participação de menores em hostilidades é proibida pela Convenção dos Direitos da Criança e que envolvidos devem ser punidos

Comitê da ONU condena uso de criança fardada por Jair Bolsonaro

Sinusite: o que é, causas, sintomas e tratamentos

sinusite é uma inflamação dos seios nasais, que são cavidades [espaços internos] anexas às vias aéreas superiores. Essas estruturas são revestidas por um tecido que produz muco. Além de filtrar o ar, elas fazem com que o catarro seja engolido ao invés de ir para o pulmão.

“As cavidades têm uma função muito importante. Trabalham 24 horas aquecendo o ar inspirado, protegendo assim nossa respiração e a nossa voz, já que também ajudam a preservar a laringe”, explica Luiz Carlos Sava, otorrinolaringologista e professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

‘Se não fossem esses espaços, o rosto iria ficar muito pesado e a respiração dificultada”, completa o médico. Quando os seios nasais não dão contam de fazer seu trabalho, as impurezas se acumulam e entopem esses canais, gerando a infecção.

Vírus e bactérias podem infeccionar os seios nasais, mas às vezes o problema é crônico ou desencadeado por outros fatores de risco, como poluição e cigarro

Sinusite: o que é, causas, sintomas e tratamentos

publicado originalmente em Veja saúde