Mergulhador encontra espada da época das Cruzadas no mar de Israel

Era apenas mais um dia comum para o israelense Shlomi Katzin, que saiu de casa no último sábado (16) para mergulhar na costa de Carmel. O passeio foi agitado: além dos peixes e outras belezas marinhas, o morador da cidade de Atlite encontrou também artefatos milenares escondidos no fundo do mar. Entre os objetos, uma espada de mais de um metro de comprimento, que parece ter pertencido a algum guerreiro das Cruzadas. 

Katzin o resgatou e o levou até a Autoridade de Antiguidades de Israel (IAA), entidade governamental responsável por escavar, conservar e promover a investigação de artefatos encontrados no país. A espada está coberta por organismos marinhos, o que impediu uma análise mais minuciosa. Por enquanto, os especialistas só disseram que ela é provavelmente feita de ferro e que deve pesar cerca de dois quilos sem a crosta.

A arma de 900 anos parece ter ficado escondida sob a areia, o que permitiu que ela fosse preservada.

Mergulhador encontra espada da época das Cruzadas no mar de Israel

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Cérebros têm “impressão digital” que pode ser detectada em segundos, diz estudo

Para além dos minúsculos desenhos presentes nas pontas dos dedos, cada um de nós tem um padrão único da atividade do cérebro – uma “impressão digital” cerebral. E um estudo recente mostrou que ela pode ser identificada em apenas 100 segundos.

Esses padrões são conhecidos como conectomas – um mapa neural de um indivíduo. São obtidos principalmente por meio de exames de ressonância magnética, que observam o cérebro de alguém durante um intervalo de tempo. A partir disso, os cientistas geram gráficos coloridos que representam a atividade cerebral – e mudam de acordo com a atividade que o sujeito está fazendo e quais partes do cérebro estão sendo usadas durante a ressonância.

Enrico Amico, autor principal do novo estudo, afirma: “Minha pesquisa examina redes e conexões dentro do cérebro, a fim de obter uma maior percepção de como as coisas funcionam. E todas as informações que precisamos estão nesses gráficos”.

As impressões são gráficos coloridos que representam a atividade cerebral de um indivíduo.

Esses mapas neurais podem identificar indivíduos e normalmente são obtidos a partir de um processo demorado. No estudo, Amico e seus colegas quiseram entender como diferentes escalas de tempo poderiam influenciar na geração das impressões. “Queríamos descobrir qual é o tempo mínimo necessário [de ressonância] para obter um conectoma confiável”, explica o pesquisador.

A equipe analisou dados de imagens cerebrais de 100 pessoas e descobriu que é possível criar conectomas em 1 minuto e 40 segundos – identificando corretamente seus donos em cerca de 95% das vezes.

O órgão de cada pessoa tem padrões únicos de atividade, que podem ser identificados por um exame de ressonância magnética. Veja como.

Cérebros têm “impressão digital” que pode ser detectada em segundos, diz estudo

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Myers-Briggs: a real sobre o teste das 16 personalidades

Gustav Jung e Sigmund Freud eram grandes amigos no começo do século 20. Os pesos-pesados da psicologia moderna se conheceram pessoalmente em 1907, em Viena. O austríaco Freud, 19 anos mais velho, encantou-se com a genialidade do suíço Jung, que, aos 32, trabalhava como psiquiatra e professor universitário.

Eles continuaram a se encontrar e a trocar centenas de cartas. Pelo trabalho de Jung, Freud o considerava seu sucessor na recém-criada psicanálise: ele seria o jedi; Jung, o padawan.

Mas não foi bem assim. Jung não concordava que as motivações da mente partiam da sexualidade, enquanto Freud (ateu convicto) se opôs completamente ao misticismo que há na psicologia de Jung. Essas divergências teóricas levaram, em 1912, a um rompimento digno de música sertaneja. O suíço passou os três anos seguintes na sofrência: recluso, sem ler, escrever ou dar aulas.

Nesse período dark, Jung refletiu sobre a sua relação com Freud. E chegou a uma conclusão: as divergências rolaram porque os dois tinham personalidades diferentes. Concluiu que Freud era um extrovertido – alguém que se sente à vontade em uma multidão, e que prefere compartilhar com outras pessoas os seus problemas para resolvê-los; e que ele, Jung, seria introvertido – alguém que opta pelo mundo interior, que usa a solidão como combustível para recarregar as energias.

INTP, ESTJ, ESFP… O questionário que classifica pessoas em categorias demarcadas por quatro letrinhas é tratado como algo sacrossanto por departamentos de recursos humanos e parte dos psicólogos. Mas, afinal: ele funciona mesmo?

Myers-Briggs: a real sobre o teste das 16 personalidades

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Sonda lançada pela Nasa irá visitar oito asteroides ao longo de 12 anos

No último sábado (16), a sonda Lucy, da Nasa, decolou rumo aos asteroides próximos de Júpiter, conhecidos como Trojans ou asteroides troianos. A sonda passará por oito asteroides ao longo dos próximos 12 anos: Patroclus, Menoetius, Polymele, Orus, Leucus, DonaldJohanson, Eurybates e Queta. 

O objetivo da missão é explorar esses objetos cósmicos para entender como os planetas foram formados. Acredita-se que os asteroides troianos tenham surgido no início do Sistema Solar. Eles compartilham a mesma órbita que Júpiter – ou seja, estão à mesma distância do Sol. Os asteroides troianos estão divididos em dois grupos: um que fica “na frente” de Júpiter, chamado L5, e outro que fica “seguindo” o planeta, chamado L4. Veja abaixo.

 Os asteroides do grupo L4 são batizados em homenagem aos personagens homéricos do lado grego da Guerra de Tróia (como Euríbates, Polímelo e Leuco). Já os asteroides do grupo L5 recebem os nomes de personagens troianos (como Patroclus e Menoetius).

A sonda irá estudar a composição, densidade e estrutura de cada asteroide. O nome “Lucy” é uma homenagem ao hominídeo mais antigo já encontrado, batizado Lucy. O esqueleto de 3,2 milhões de anos levou às principais descobertas sobre a evolução humana. Da mesma forma, a Nasa acredita que os asteroides troianos podem revelar segredos sobre a evolução do Sistema Solar.

A sonda segue em direção a asteroides próximos a Júpiter. Acredita-se que eles sejam fragmentos de planetas – e possam explicar a evolução do Sistema Solar

Sonda lançada pela Nasa irá visitar oito asteroides ao longo de 12 anos

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Bengala utiliza tecnologia de veículos autônomos para guiar deficientes visuais

Há cerca de 250 milhões de pessoas com deficiência visual no mundo. Muitas utilizam bengalas para se guiar, batendo o objeto no chão a fim de encontrar buracos ou obstáculos no caminho. Agora, engenheiros da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, resolveram recriar estes instrumentos, tornando-os mais modernos e autônomos.

O objetivo dos pesquisadores não era apenas adicionar sensores que apitam quando um objeto está atrapalhando a passagem. Na verdade, eles queriam desenvolver um acessório capaz de identificar o obstáculo, dizer o que ele é e desviar dele. Mais do que isso, o produto recém desenvolvido também deveria funcionar como um guia, levando o usuário até o destino planejado, fosse ele uma cafeteria no bairro ou uma loja no shopping.

Para chegar em algo do tipo, os pesquisadores utilizaram o sensor LIDAR (sigla em inglês para detecção de luz e alcance). Essa tecnologia é aplicada em carros e aeronaves autônomas, e utiliza lasers para identificar objetos próximos e medir a distância até eles. Foram adicionados também sensores comumente empregados em smartphones, como GPS, acelerômetros, magnetômetros e giroscópios, usados para monitorar posição, velocidade e direção do usuário.

O objeto, que custou US$ 400 aos pesquisadores da Universidade Stanford, ajudou a aumentar a velocidade da caminhada de deficientes visuais em 18%.

Bengala utiliza tecnologia de veículos autônomos para guiar deficientes visuais

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Pinguins conseguem reconhecer rostos e ‘vozes’ uns dos outros, indica estudo

Humanos são capazes de reconhecer indivíduos com facilidade, combinando informações de diferentes sentidos – como visão e audição. Esse processo parece banal para nós, mas é raro entre os animais e demanda capacidades cognitivas sofisticadas.

O reconhecimento de outros indivíduos é encontrado principalmente em mamíferos (como leões, cabras, cavalos e macacos). Mas um novo estudo mostrou que pinguins africanos também apresentam essa habilidade – e são a primeira ave, além dos corvos, a demonstrar isso.

Os pinguins africanos (Spheniscus demersus) vivem na costa sudoeste da África, têm cerca de 60 centímetros de comprimento e apresentam manchas em seus peitos que os diferenciam uns dos outros. Os pesquisadores mostraram que essas aves são capazes de se reconhecer a partir da voz e das feições, uma capacidade que teria sido desenvolvida para melhorar a comunicação entre os indivíduos das colônias.

Luigi Baciadonna, pesquisador da Universidade de Torino (Itália) que liderou o estudo, afirma que essa habilidade vem a calhar em um ambiente “desafiador” como os que esses pinguins habitam. Entre rochas e ondas, reconhecer uns aos outros visualmente pode ser difícil. Por outro lado, o barulho do vento e das ondas pode atrapalhar a comunicação vocal entre os indivíduos de uma colônia. “Portanto, a capacidade de integrar identificadores visuais e auditivos pode ser necessária quando uma das pistas não está disponível.”

A habilidade parte de capacidades cognitivas sofisticadas e é encontrada principalmente em mamíferos. Os pinguins africanos são a primeira ave, além dos corvos, a demonstrar esse comportamento.

Pinguins conseguem reconhecer rostos e ‘vozes’ uns dos outros, indica estudo

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Airbnb aumenta número de crimes

Essa foi a conclusão de pesquisadores da Northeastern University, em Boston, que analisaram a criminalidade em vários bairros da cidade ao longo de dez anos (1).

Eles constataram que, quando mais imóveis de uma região eram oferecidos no Airbnb, os crimes ali também aumentavam. O efeito não era imediato; acontecia ao longo dos anos seguintes.

Segundo o estudo, isso indica que não é a presença dos turistas que atrai os bandidos, mas o enfraquecimento das relações comunitárias causado pelo Airbnb (com a presença de mais gente de fora, e menos vizinhos que se conhecem).

Estudo realizado ao longo de dez anos revela que o site altera a dinâmica social dos bairros – e não para melhor

Airbnb aumenta número de crimes

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Fortunas astronômicas: o que é fato e o que é ficção na corrida do turismo espacial

Primeiro, vem a luz. Estamos acostumados a ver o céu clareando ao longo de algumas horas, conforme o Sol nasce. Mas o lançamento de um foguete torna esse processo instantâneo. Quase bíblico. O fogo faz a noite virar dia em meio a um silêncio absoluto.

Sim: silêncio. Depois de acompanhar tantos foguetes subirem no YouTube, é chocante assistir presencialmente a um lançamento em Cabo Canaveral, na Flórida – e descobrir que ele começa mudo. Por questões óbvias de segurança, a área reservada ao público fica a exatos 6,27 km do Falcon 9 da SpaceX, o primeiro veículo reutilizável capaz de pôr pessoas na órbita da Terra. Dessa distância, o som dos motores chega após 18 segundos.

Com o ruído, vem o tremor. Ele balança a arquibancada, faz o peito vibrar e dá uma leve dor de cabeça – que também é culpa da ansiedade de ver quatro humanos acelerando até 28 mil km/h. São passageiros diferentes: turistas, sem associação com agências espaciais ou Forças Armadas de qualquer país. O dia 15 de setembro de 2021 marca a primeira vez na história que uma tripulação sem nenhum astronauta profissional entrou na órbita da Terra.

Entre 2001 e 2009, o espaço recebeu um bilionário por ano – número que deve quintuplicar em 2021. Fomos ao lançamento da Inspiration 4 no Kennedy Space Center para entender o que é real, o que é utopia e o que é marketing na corrida pelo turismo espacial privado.

Fortunas astronômicas: o que é fato e o que é ficção na corrida do turismo espacial

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Humanos já usavam tabaco há 12 mil anos, sugere estudo

Dentre todas as drogas conhecidas hoje, o tabaco é a que teve o maior impacto social e econômico na história da humanidade. Ele desempenhou papéis sagrados e medicinais entre os antigos maias, sendo também usado por grupos indígenas americanos. Quando os europeus chegaram à América, eles utilizaram a planta para impulsionar a economia colonial e permitir a expansão ocidental no chamado Novo Mundo.

Contudo, não se sabe ao certo como ou quando a planta chegou na América do Norte. Os cientistas acreditavam que o consumo de tabaco no continente havia começado cerca de 3 mil anos atrás. A conclusão é baseada em vestígios de nicotina encontrados em um cachimbo de cerâmica no Alabama.

Mas a história parece ser bem mais antiga: novas evidências publicadas na revista científica Nature Human Behavior na última segunda (11) sugerem que já se consumia tabaco há, pelo menos, 12 mil anos – 9 mil anos antes do que se supunha até então.

Sementes carbonizadas encontradas em uma antiga lareira nos EUA podem ser o indício mais antigo de uso da planta.

Humanos já usavam tabaco há 12 mil anos, sugere estudo

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Molnupiravir: pílula contra Covid-19 pode passar a ser produzida no Brasil

A Fiocruz está negociando a produção do molnupiravir no Brasil. O remédio, desenvolvido pela farmacêutica MSD (conhecida por Merck, Sharp & Dohme nos EUA e Canadá), já mostrou resultados positivos contra a Covid-19 e tem como principal vantagem seu oferecimento em cápsulas, o que possibilita o tratamento domiciliar. A notícia foi publicada nesta sexta (15) na Folha de S. Paulo.

O molnupiravir funciona da seguinte forma: ao ser metabolizado no organismo, ele se converte em uma molécula capaz de introduzir erros no código genético do Sars-CoV-2. Dessa forma, o vírus não consegue se replicar, o que evita o desenvolvimento de sintomas graves da doença.

Para testar o medicamento, pesquisadores da MSD acompanharam 775 adultos voluntários que estavam no começo da infecção por Covid-19. Metade deles recebeu placebo; a outra tomou o remédio. Todos os participantes do estudo tinham algum tipo de comorbidade e poderiam evoluir para quadros severos da doença.

Dentro o grupo que tomou placebo, oito pessoas acabaram morrendo; no que tomou a pílula, não foram registrados óbitos. O molnupiravir também diminuiu as chances de hospitalização em 48%. Devido a esses resultados, a MSD entrou com pedido de uso emergencial do medicamento no FDA (Food And Drug Administration), a Anvisa americana. 

A Fiocruz está negociando a fabricação do antiviral, desenvolvido pela farmacêutica MSD. No futuro, ele poderia ser distribuído pelo SUS – mas ainda há controvérsias quanto ao seu uso.

Molnupiravir: pílula contra Covid-19 pode passar a ser produzida no Brasil

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