Nasa investiga a possibilidade de colocar um reator nuclear na lua

O último homem a pisar na lua foi Eugene Cernan, em 1972. Desde então, apenas sondas e rovers voltaram a explorar o satélite. A história pode mudar em 2025, com a chegada de astronautas pela missão Artemis, que pretende não só abrir espaço para uma futura colônia lunar, mas também servir como um caminho intermediário para que os humanos alcancem o planeta Marte.

Para estabelecer uma colônia na lua, é preciso pensar onde os astronautas irão se abrigar, o que irão comer, quais serão suas fontes de água e oxigênio e de onde virá a energia para manter todos os sistemas funcionando. A energia solar não é uma opção viável, já que uma noite lunar equivale a 14 dias na Terra, tendo pouco abastecimento. A Nasa acredita que a melhor opção seja a fissão nuclear, e está agora procurando por parceiros da indústria interessados em desenvolver a tecnologia na lua. 

A agência espacial está recebendo projetos de empresas interessadas em desenvolver um protótipo – mas a construção dele não deve ocorrer tão cedo.

Nasa investiga a possibilidade de colocar um reator nuclear na lua

publicado originalmente em superinteressante

“Divórcios” entre albatrozes aumentam com aquecimento do mar, indica estudo

Uma equipe de pesquisadores investigou albatrozes-de-sobrancelha (Thalassarche melanophris) que vivem nas Ilhas Maldivas por um período de 15 anos e percebeu que as taxas de “divórcio” entre esses pássaros aumentam junto com a temperatura da superfície do mar. Os albatrozes praticam a monogamia, regra entre 90% dos pássaros. Em algumas espécies, os relacionamentos podem se estender por décadas.

Mas a separação também é uma realidade no mundo animal, geralmente desencadeada por questões relacionadas à reprodução: o casal pode enfrentar problemas de fertilidade ou não se dar muito bem garantindo a sobrevivência de seus filhotes. Condições adversas do meio ambiente também podem levar à quebra do vínculo, como mostrou o novo estudo, publicado na revista Proceedings of the Royal Society B.

Separações são uma realidade no mundo animal, geralmente desencadeadas por problemas de reprodução. Mas condições adversas do meio ambiente também podem levar à quebra do vínculo.

“Divórcios” entre albatrozes aumentam com aquecimento do mar, indica estudo

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Novos fósseis sugerem que o Australopithecus sediba andava em duas pernas

Australopithecus sediba foi descrito pela primeira vez em 2010 por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Witwatersrand, em Joanesburgo. Na época, os paleontólogos envolvidos possuíam material fóssil de dois indivíduos diferentes, que foram encontrados nas cavernas de Malapa, na África do Sul. 

Os pesquisadores chamaram os espécimes de Karabo e Issa, uma criança do sexo masculino e um adulto do sexo feminino. De acordo com a datação dos cientistas, ambos teriam vivido na Terra há mais ou menos dois milhões de anos. Mas aqui entra uma história curiosa: os fósseis encontrados em 2010, na verdade, haviam sido revelados por mineiros que estavam explodindo a caverna com dinamite. Os pesquisadores encontraram alguns dos ossos, mas outros ficaram presos nos blocos de pedra expelidos, que foram usados posteriormente para construir uma estrada.

Ossos recém encontrados ajudaram a reconstituir parte da coluna de um indivíduo da espécie – sugerindo que ele andava como os humanos, mas subia em árvores como os macacos.

Novos fósseis sugerem que o Australopithecus sediba andava em duas pernas

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Espécie de cobra é descoberta no Himalaia graças a post no Instagram

Descobertas científicas podem vir de onde menos se espera, como o quintal da casa de alguém. Mais especificamente, a de Virendar Bhardwaj, aluno da Universidade Guru Nanak Dev, na Índia. 

Virendar passou os primeiros meses da pandemia em Chamba, cidade situada na base do Himalaia, a 220 km de sua universidade. O estudante aproveitou a pausa das atividades presenciais para se dedicar à exploração dos arredores, compartilhando fotos em sua conta no Instagram, @himalayan_xplorer (“explorador do Himalaia”, em inglês).

Acontece que, entre os vários cliques de répteis, pássaros e insetos, uma foto postada em junho de 2020 despertou a atenção de cientistas. Era o registro de uma pequena cobra preta e branca, que aparece também em um vídeo, sacudindo sua língua bifurcada.

Uma simples foto feita por um estudante nos arredores de sua casa despertou a curiosidade dos cientistas. Entenda.

Espécie de cobra é descoberta no Himalaia graças a post no Instagram

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Missão de defesa planetária da NASA irá mudar rota de um asteroide

Há 66 milhões de anos, um asteroide do tamanho de uma cidade atingiu a Península de Yucatán, no México, desencadeando consequências ecológicas que levaram à extinção dos dinossauros. No futuro, seria possível que outro asteroide dessa proporção atingisse a Terra? 

É improvável. Hoje, há tecnologia suficiente para mapear ameaças que ultrapassam um quilômetro de largura. Na verdade, 90% destes asteroides já foram catalogados pela Nasa. O problema são os objetos celestes que se encontram em uma categoria intermediária: nem pequenos demais para serem queimados durante a passagem pela atmosfera terrestre e nem grandes o suficiente para serem notados pelos astrônomos. Falamos aqui de rochas entre 140 e 1.000 metros.

Sonda será lançada na próxima quarta-feira (24) e deverá colidir com objeto espacial daqui um ano. O asteroide não é uma ameaça para a Terra, mas os dados gerados pelo experimento devem ajudar em situações de emergência no futuro

Missão de defesa planetária da NASA irá mudar rota de um asteroide

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Teste russo explode satélite – e coloca tripulação da Estação Espacial em risco

Na última segunda-feira (15), astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) tiveram que se proteger de uma grande nuvem de destroços. Eles foram instruídos a fechar escotilhas e se abrigar por duas horas nas duas cápsulas mais protegidas do complexo.

Os destroços surgiram de um teste de dispositivo anti-satélite realizado pela Rússia, que explodiu o Kosmos-1408, satélite russo lançado em 1982 e desativado há muitos anos. O satélite se partiu em milhares de pedaços de tamanhos variados: alguns de poucos metros de largura, e outros de centímetros – sem contar aqueles pequenos demais para serem rastreados.

Os testes com armas anti-satélite geraram detritos espaciais, e fizeram com que os astronautas se abrigassem em cápsulas de proteção

Teste russo explode satélite – e coloca tripulação da Estação Espacial em risco

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Conheça o chip com 2,6 trilhões de circuitos

O processador M1 Max, recentemente apresentado pela Apple, espantou pelo tamanho: tem 57 bilhões de transistores, ou seja, é dez vezes maior do que uma CPU comum (porque também tem uma GPU, “placa de vídeo”, dentro).

Mas o chip WSE2 (Wafer-Scale Engine 2), da empresa americana Cerebras, é ainda mais gigantesco: tem 2,6 trilhões de circuitos, distribuídos por 850 mil núcleos de processamento. Compare isso com as CPUs comuns, de 4, 8 ou 16 núcleos.

O Cerebras é 50 vezes maior do que qualquer outro processador – e promete um salto inédito de performance. Veja por quê.

Conheça o chip com 2,6 trilhões de circuitos

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As maiores luas de Urano podem ter oceanos subterrâneos, indica estudo

As duas maiores luas de Urano, Titânia e Oberon, são tão geladas quanto o planeta que orbitam – com temperaturas na casa dos -200°C. Mas elas podem esconder oceanos líquidos abaixo da camada superficial de gelo, segundo um novo estudo publicado no periódico especializado Icarus.

Urano possui mais de 20 satélites naturais. Luas menores, que orbitam mais perto do planeta, obtêm a maior parte de seu calor interno a partir de um fenômeno conhecido como aquecimento de maré – em que o campo gravitacional de um planeta causa deformações e gera atrito no interior de seu satélite, produzindo calor.

Estudos anteriores já sugeriram que algumas dessas luas podem ter oceanos subterrâneos, mantidos líquidos por conta desse calor. Só que quanto mais longe do planeta, menos calor um satélite pode obter a partir desse fenômeno. 

O calor radioativo das luas Titânia e Oberon pode ser suficiente para manter oceanos líquidos profundos. Eles poderão ser detectados por missões futuras aos arredores do planeta.

As maiores luas de Urano podem ter oceanos subterrâneos, indica estudo

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Exército dos EUA testa droga antienvelhecimento

A quantidade de NAD+ vai caindo ao longo da vida, e isso contribui para a degradação dos tecidos do organismo. Logo, repor essa substância pode ajudar a frear o envelhecimento. Só que as moléculas dela são grandes demais para atravessar a membrana celular, então não adiantaria ingeri-la ou injetá-la.

Mas a MetroBiotech diz ter encontrado uma maneira de elevar a produção natural de NAD+ com sua nova droga. Ela está sendo testada pelas Forças Armadas dos EUA, que já concluíram a primeira fase de ensaios clínicos (cujo objetivo é apenas verificar se um medicamento é seguro). A Fase 2, que irá avaliar a eficácia, deverá estar concluída até setembro de 2022.

Remédio tenta aumentar o nível de uma coenzima – e passou no primeiro teste.

Exército dos EUA testa droga antienvelhecimento

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O fim do uso de máscaras ao ar livre – e as possíveis consequências disso

Sabe quando você está andando na rua e vê uma pessoa sem máscara, ou com ela pendurada no queixo, e fica horrorizado? Nas próximas semanas, vai ter cada vez mais gente sem máscara por aí. Inclusive você. A mudança começou no dia 28 de outubro, quando o Rio de Janeiro implantou uma lei dispensando o uso de máscara em locais abertos. Depois veio o Distrito Federal, onde a máscara deixou de ser obrigatória – ao ar livre, que fique claro – a partir de 3 de novembro.

Enquanto este texto era escrito, várias cidades e Estados brasileiros cogitavam medidas similares (em São Paulo, a liberação estava prevista para o começo de dezembro). A tendência é que, a partir das próximas semanas, passemos a só usar máscara em locais fechados. As autoridades dizem que tudo bem, pois a cobertura vacinal alcançou um nível razoável (na primeira semana de novembro, 54,8% dos brasileiros estavam totalmente imunizados) e os casos de Covid seguem em queda.

Elas estão deixando de ser obrigatórias em locais abertos. Isso pode gerar novos surtos de Covid no Brasil? Qual o risco individual envolvido na mudança? Veja as respostas.

O fim do uso de máscaras ao ar livre – e as possíveis consequências disso

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