O mito das gerações

O embate entre millennials (nascidos entre 1981 e 1996) e jovens da geração Z, que nasceram a partir de 1997, tomou conta da internet – e de tudo quanto é conversa. Começou com uma lista inofensiva de atitudes millennials consideradas vergonhosas pelos mais novos: ser fã de Harry Potter, usar emojis (e calça skinny). A discussão saturou tão rápido, aliás, que começar um texto com ela hoje já é algo cringe (inglês abrasileirado para o termo “constrangedor”; o correto é cringe worthy).

Seja como for, o recente episódio trouxe à tona algo que há tempos está arraigado – a ideia de dividir as pessoas em caixinhas geracionais, de acordo com o ano de nascimento. Você as conhece: existem os baby boomers (1946-1964), um termo criado nos EUA para descrever aqueles que nasceram na explosão demográfica pós-Segunda Guerra (o baby boom); a geração X (1965-1980), a Y (os millennials) e a Z, dos tiktokers.

Por décadas, a divisão geracional é tratada como algo sacrossanto. Consultores a utilizam para classificar e analisar funcionários de uma empresa. Profissionais do marketing fazem pesquisas com base nela para detectar padrões de consumo. Meios de comunicação estampam as classificações geracionais em suas manchetes, na tentativa de antecipar a próxima tendência.

Millennials, X, Z. A ideia de classificar a sociedade em caixinhas geracionais ganhou aura científica. Mas trata-se de algo tão sem fundamento quanto a astrologia. Entenda por quê.

O mito das gerações

publicado originalmente em superinteressante

Doença rara: a luta das crianças-borboleta por uma vida mais digna

Já foram catalogadas 8 mil doenças raras que afetam cerca de 3 milhões de pessoas no mundo. São distúrbios pouco conhecidos por muitos profissionais de saúde e, por isso, suas vítimas demoram a encontrar um diagnóstico. Entre esses males está a epidermólise bolhosa (EB), que atinge em cheio a qualidade e a expectativa de vida das crianças.

De origem genética, a doença faz com que a pele seja tão fina que ela é incapaz de suportar qualquer contato. Aí, surgem feridas pelo corpo todo. E essa característica também leva ao preconceito: por causa do aspecto na pele, muita gente acha que se trata de um problema transmissível.

“Os pacientes são chamados de crianças-borboleta, porque a pele é como a asa de um inseto”, explica Michele Migliavacca geneticista da GeneOne, empresa de genômica da Dasa. “E vão surgindo bolhas que viram ferimentos ao menor trauma”, acrescenta.

O Brasil tem pouco mais de mil pessoas pessoas diagnosticadas com o quadro, e outras 121 morreram nos últimos cinco anos. No mundo, são cerca de 500 mil acometidos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, boa parte dessas famílias não tem condições de bancar o tratamento, que custa, em média, R$ 40 mil por mês.

Apoio necessário

Ao ter contato com uma dessas histórias, Aline Teixeira da Silva foi em busca de conhecimento e descobriu que mais gente precisava de ajuda. Assim nasceu a ONG Jardim das Borboletas, no município de Calculé (BA).

Assim são conhecidos os pacientes com epidermólise bolhosa, doença que provoca lesões graves por toda a pele e as mucosas

Doença rara: a luta das crianças-borboleta por uma vida mais digna

publicado originalmente em Veja saúde

O remédio mais caro do mundo

Heitor nasceu prematuro, mas sem nada que chamasse a atenção dos médicos. Ficou na maternidade em João Pessoa alguns dias só para ganhar peso, e logo depois foi para casa. Numa consulta de rotina, porém, a pediatra notou que ele era muito paradinho, muito molinho. Não se movimentava bem. Os exames do pré-natal haviam sido normais, então a causa da hipotonia (falta de tônus muscular) era um mistério.

Seria uma reação aos remédios que a mãe tomava para a depressão pós-parto? Por via das dúvidas, a médica recomendou complementar a alimentação dele com fórmula (um tipo de leite em pó) e deixar Heitor pelo menos 24 horas no hospital em observação. Naquele mesmo dia, sem força para deglutir corretamente, o menino broncoaspirou (inalou) o leite. Teve de ser transferido para a UTI – de onde só saiu para outra, num hospital maior. E depois para mais uma. “Fomos migrando de hospital em hospital. Ao todo, Heitor ficou nove meses em UTI”, diz Hugo Moreira, pai do garoto.

Foi no meio dessa maratona que a família finalmente entendeu o que estava acontecendo. Heitor tem atrofia muscular espinhal (AME), uma doença genética rara, degenerativa e progressiva. Ela causa a perda dos neurônios motores, células do sistema nervoso que controlam o movimento dos músculos. Na ausência dessas células, os músculos se tornam cada vez mais fracos e atrofiam.

Com uma única dose, ele reverte a atrofia muscular espinhal, doença que afeta um a cada 10 mil bebês e mata em 90% dos casos. Mas a aplicação custa R$ 12 milhões. Entenda o mecanismo por trás dos remédios de preço estratosférico.

O remédio mais caro do mundo

publicado originalmente em superinteressante

Fumaça do cigarro mata as células do olho, diz estudo

O impacto do cigarro na saúde ocular, embora conhecido dos especialistas, ganhou um novo capítulo. Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Farmacêutica Gifu, no Japão, destaca que a fumaça produzida ao fumar leva à morte das células da córnea e pode afetar não apenas os fumantes ativos, mas também quem estiver perto, os passivos.

Os resultados publicados no periódico Scientific Reports, vinculado à Nature, revelam que a exposição aos componentes da fumaça do cigarro gera um acúmulo de ferro, que mata as células do epitélio da córnea — camada mais externa do olho, cuja função é absorver nutrientes e oxigênio das lágrimas, e proteger contra infecções.

A mesma reação foi observada com o aerossol produzido pelos produtos de tabaco aquecido (PTA). Embora diferentes dos cigarros eletrônicos, estes também exigem um dispositivo eletrônico para o uso e nem sempre vêm com nicotina.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores cultivaram em laboratório culturas de células do epitélio da córnea humana, e expuseram parte delas a um extrato da fumaça do cigarro e do aerossol do PTA, que continham a maioria dos ingredientes inalados pelos fumantes.

Exposição aos componentes da fumaça do cigarro tradicional e aos aerossóis dos dispositivos de tabaco aquecido podem levar a problemas visuais

Fumaça do cigarro mata as células do olho, diz estudo

publicado originalmente em Veja saúde

Sono de bebês pode impactar no risco de obesidade na infância, diz estudo

Recém-nascidos que dormem por mais tempo e acordam menos durante à noite teriam um risco menor de sobrepeso na infância, sugere estudo conduzido por pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos. Uma hora a mais de sono reduziu em 26% a probabilidade do excesso de peso, de acordo com os resultados publicados no periódico científico Sleep.

Para chegar a essa conclusão, o grupo de pesquisa monitorou os padrões de sono de 298 bebês, nascidos entre os anos de 2016 e 2018. Com a ajuda de um aparelho posto nos tornozelos dos recém-nascidos, as atividades e os repousos foram avaliados por meio do exame de actigrafia.

Os pesquisadores coletaram informações de três noites de cada bebê, em dois momentos do desenvolvimento: no primeiro e no sexto mês. Enquanto isso, os pais mantiveram diários do sono, com o registro das horas dormidas e de quantas vezes os filhos acordavam durante à noite.

Pesquisadores acompanharam ritmos de sono de 298 bebês nascidos entre os anos de 2016 e 2018

Sono de bebês pode impactar no risco de obesidade na infância, diz estudo

publicado originalmente em Veja saúde

Dose adicional contra a Covid-19 tem intervalo reduzido e público ampliado

O Ministério da Saúde anunciou a redução do intervalo de tempo para aplicação da dose de reforço da vacina contra o coronavírus de seis para cinco meses. A decisão contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente do grupo etário ou profissão. A medida também vale para quem recebeu a vacina da Janssen, inicialmente recomendada como dose única.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou que a decisão foi baseada em dados preliminares de estudos científicos dedicados a avaliar a aplicação dessa dose adicional. O ideal é que ela seja de um tipo diferente daquele oferecido anteriormente.

Queiroga garantiu que o estoque de imunizantes será suficiente para atender à demanda. Atualmente, há 12,47 milhões de pessoas aptas a receber o reforço.

Vale lembrar, no entanto, que cerca de 21 milhões de pessoas ainda não retornaram para tomar a segunda dose na data prevista. Segundo a secretária extraordinária de enfrentamento à covid-19, Rosana Melo, pessoas na faixa entre 25 e 34 anos formam a maioria nessa situação.

Ministério da Saúde anunciou que reforço será aplicado cinco meses após segunda dose e valerá para todos os adultos

Dose adicional contra a Covid-19 tem intervalo reduzido e público ampliado

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Assista a “Refugiados constroem Muralha Verde” no YouTube

Iniciativa maravilhosa, coisas assim nos dão esperança no dia a dia.

Supren aqui!

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Pesquisadores identificam 23 sintomas associados ao câncer de pâncreas

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade porque, além de ter um comportamento agressivo, é de difícil detecção. Assim, muita gente descobre a doença em estágio tardio.

Uma pesquisa apresentada recentemente durante uma conferência do Instituto Nacional de Pesquisa sobre Câncer do Reino Unido, o NCRI Festival, pode mudar um pouco esse panorama. Pelo menos essa é a expectativa dos cientistas da Universidade Oxford, que assinam o trabalho.

“É possível diagnosticar as pessoas quando elas visitam seu médico de família, mas tanto os pacientes quanto os médicos precisam estar cientes dos sintomas associados ao câncer de pâncreas”, disse Weiqi Liao, um dos autores da análise, em comunicado divulgado pelo NCRI.

Usando um banco de dados eletrônico, ele e seus colegas selecionaram 24 236 pacientes diagnosticados com câncer de pâncreas na Inglaterra entre 2000 e 2017. A partir daí, os experts analisaram os sintomas de todo esse pessoal em vários momentos antes de receberem a confirmação do tumor e compararam com queixas de outros indivíduos que não apresentaram a doença.

+ LEIA TAMBÉM: Silenciosas, hepatites B e C são as principais causa do câncer de fígado

De acordo com o comunicado, o amarelamento da pele (também conhecido como icterícia) e um sangramento no estômago ou intestino foram os dois sintomas mais graves ligados ao diagnóstico do adenocarcinoma ductal (o tipo mais comum de câncer pancreático) e também de uma forma mais rara da doença. Fora isso, os cientistas descreveram dois sinais previamente desconhecidos: sede e urina escura.

Apresentados recentemente durante uma conferência, esses sinais podem ajudar médicos e pacientes a desconfiarem da doença mais cedo

Pesquisadores identificam 23 sintomas associados ao câncer de pâncreas

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Assista a “O que faz uma pessoa mudar? | Monja Coen | Zen Budismo” no YouTube

Monja Coen com ensinamentos que são conforto para a alma.

Sempre é tempo de mudar!

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Paracetamol deve ser usado com cautela na gestação, alertam pesquisadores

Mulheres grávidas devem tomar cuidado com o paracetamol, priorizando a menor dose eficaz, pelo tempo mais curto possível, e apenas sob orientação médica. Apesar de ser visto como seguro durante a gestação, uma nova recomendação alerta para possíveis danos ao desenvolvimento do bebê.

Pesquisadores dos Estados Unidos, países da Europa e Brasil divulgaram uma declaração de consenso no periódico Nature Reviews Endocrinology no qual revisam estudos publicados nos últimos 25 anos e que associam a medicação a eventos adversos.

O uso da droga foi associado a um risco aumentado de problemas no neurodesenvolvimento da criança, como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)Transtorno do Espectro Autista (TEA) e problemas na aquisição de linguagem, além de malformações genitais, com problemas reprodutivos e até infertilidade.

Embora os estudos não sejam conclusivos e não comprovem uma ação direta do paracetamol, as evidências observadas foram consideradas suficientes para que o alerta fosse emitido, segundo Anderson Martino Andrade, professor do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e um dos autores do consenso, divulgado no fim de setembro.

Apesar de ser isento de prescrição, uso inadequado do medicamento pode afetar o desenvolvimento do bebê, segundo novo consenso científico

Paracetamol deve ser usado com cautela na gestação, alertam pesquisadores

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