Carlos Bittencourt e Julio Holanda* A soberba é, em geral, uma ignorância que se supõe sábia. Em algum momento, a autoconsciência do humano se supôs sobrenatural. Em alguns casos divinizando a existência humana sobre as demais existências, filhos de Deus. Em outros, compreendendo uma certa “escada da natureza” (scala naturae) que nos coloca no topo. […]
Com o devido respeito às religiões (apesar de não seguir nenhuma) , não consigo compreender porque as pessoas insistem em se amontoar nas igrejas em plena pandemia mundial.
Acredito que Deus,o Ser Superior,o Uno,o Universo,o Todo,ou como convém chamar está dentro de nós,somos parte Dele e Ele é nós… então para mim está tranquilo, não frequento templos…eu mesma sou meu templo.
Entendo que a maioria das pessoas está no caminho,como eu estou,do aprendizado…mas por favor,o bom senso deveria prevalecer, senão o bom senso, que parece artigo de luxo no Brasil atual…mas então o respeito à vida alheia.
Querem pedir (que parece que é mais importante que agradecer) , peçam…mas em casa, respeitando os decretos,o isolamento.
Deve ser difícil para os “líderes religiosos” ficarem longe dos seus protegidos… tão carinhosos, não é mesmo?🤔🤨
Aproveitando essa época em que tantos brasileiros irão ficar sem chocolate nenhum… muito menos UTI e atendimento, assista a Chokomito,um lançamento da conhecida “Turminha do Laranjal”.
Henry Bugalho comenta e eu assino embaixo.Tanta coisa mais urgente, tantas pessoas morrendo e passando fome, e alguns sem noção comemorando o Golpe Militar de 64…
Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice Pai, afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Pai, afasta de mim esse cálice, pai Afasta de mim esse cálice, pai Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Como beber dessa bebida amarga Tragar a dor, engolir a labuta Mesmo calada a boca, resta o peito Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa Melhor seria ser filho da outra Outra realidade menos morta Tanta mentira, tanta força bruta
Pai (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Como é difícil acordar calado Se na calada da noite eu me dano Quero lançar um grito desumano Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa Atordoado eu permaneço atento Na arquibancada pra a qualquer momento Ver emergir o monstro da lagoa
Pai (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
De muito gorda a porca já não anda (Cálice) De muito usada a faca já não corta Como é difícil, pai, abrir a porta (Cálice) Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo De que adianta ter boa vontade Mesmo calado o peito, resta a cuca Dos bêbados do centro da cidade
Pai (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice (Pai) Afasta de mim esse cálice De vinho tinto de sangue
Talvez o mundo não seja pequeno (Cálice) Nem seja a vida um fato consumado (Cálice) Quero inventar o meu próprio pecado (Cálice) Quero morrer do meu próprio veneno (Pai, cálice)
Quero perder de vez tua cabeça (Cálice) Minha cabeça perder teu juízo (Cálice) Quero cheirar fumaça de óleo diesel (Cálice) Me embriagar até que alguém me esqueça (Cálice)