E se os Beatles nunca tivessem se separado?

Uma coisa é certa: as opções no seu Spotify seriam muito diferentes. Com os Beatles ainda inspirando a cena musical, o rock progressivo não precisaria preencher o vazio que o fim da banda deixou. E talvez o punk, que foi a resposta aos exageros de virtuosismo do gênero, nunca tivesse existido.

Com os Beatles na ativa, a música pop dos anos 1970 seguiria dominada por belas harmonias e melodias, e a turma do ritmo, como a geração disco, teria mais dificuldade para roubar a cena. Se roubasse. Assim John Travolta talvez ficasse no anonimato, já que se tornou um astro no filme que eternizou o momento das “discotecas”: Os Embalos de Sábado à Noite (1977). Anos depois, Quentin Tarantino não o conheceria para resgatar sua carreira da decadência. E não teríamos o gif do Travolta perdidão de Pulp Fiction (1994).

O documentário “The Beatles: Get Back”, que estreia em 26 de novembro no Disney+, mostrará imagens inéditas da gravação do último álbum lançado pela banda, “Let It Be” – mas e se ele não tivesse sido o último?

E se os Beatles nunca tivessem se separado?

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A sofisticação das línguas indígenas

Você provavelmente já encontrou pelas redes sociais o famigerado #sqn, aquele jeito telegráfico de dizer que tal coisa é muito legal, “só que não”. Agora, imagine uma língua totalmente diferente do português que deu um jeito de incorporar um conceito parecido na própria estrutura das palavras, criando o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” – um #sqn que faz parte da própria história do idioma.

Bom, é exatamente assim que funciona no kotiria, um idioma da família linguística tukano que é falado por indígenas do Alto Rio Negro, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Para exprimir a função “frustrativa”, o kotiria usa um sufixo (ou seja, alguns sons colocados no fim da palavra) com a forma ­-ma. Você quer dizer que foi até um lugar sem conseguir o que queria indo até lá? Basta pegar o verbo “ir”, que é wa’a em kotiria, e acrescentar o sufixo: wa’ama, “ir em vão”

Há mais de 150 idiomas nativos no Brasil. E as diferenças entre eles podem ser tão grandes quanto a que existe entre o alemão e o mandarim.

A sofisticação das línguas indígenas

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O remédio mais caro do mundo

Heitor nasceu prematuro, mas sem nada que chamasse a atenção dos médicos. Ficou na maternidade em João Pessoa alguns dias só para ganhar peso, e logo depois foi para casa. Numa consulta de rotina, porém, a pediatra notou que ele era muito paradinho, muito molinho. Não se movimentava bem. Os exames do pré-natal haviam sido normais, então a causa da hipotonia (falta de tônus muscular) era um mistério.

Seria uma reação aos remédios que a mãe tomava para a depressão pós-parto? Por via das dúvidas, a médica recomendou complementar a alimentação dele com fórmula (um tipo de leite em pó) e deixar Heitor pelo menos 24 horas no hospital em observação. Naquele mesmo dia, sem força para deglutir corretamente, o menino broncoaspirou (inalou) o leite. Teve de ser transferido para a UTI – de onde só saiu para outra, num hospital maior. E depois para mais uma. “Fomos migrando de hospital em hospital. Ao todo, Heitor ficou nove meses em UTI”, diz Hugo Moreira, pai do garoto.

Foi no meio dessa maratona que a família finalmente entendeu o que estava acontecendo. Heitor tem atrofia muscular espinhal (AME), uma doença genética rara, degenerativa e progressiva. Ela causa a perda dos neurônios motores, células do sistema nervoso que controlam o movimento dos músculos. Na ausência dessas células, os músculos se tornam cada vez mais fracos e atrofiam.

Com uma única dose, ele reverte a atrofia muscular espinhal, doença que afeta um a cada 10 mil bebês e mata em 90% dos casos. Mas a aplicação custa R$ 12 milhões. Entenda o mecanismo por trás dos remédios de preço estratosférico.

O remédio mais caro do mundo

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Mudança

“Que eu possa neste dia, abrir minha mente e meu espírito, e começar em mim a mudança que tanto almejo nos meus irmãos… Amém!”

Mágica Mistura

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Assista a “A AUTOESTIMA e a Energia da CURA | Cortes de Halu” no YouTube

A autoestima é parte crucial da nossa evolução…e da nossa cura.

Vamos compartilhar conhecimento e enriquecer nosso dia!

Halu Gamashi aqui!

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Sabiá

“Sou como todo mundo, muitas vezes não quero nem sair da cama, parece mesmo que nada mudará em mais um repetitivo dia … então uma sabiá pousa na janela, e pronto…me empurro pra fora do quarto, vale a pena tentar de novo!”

Mágica Mistura

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Coração…por Cecília Meireles

“Viajo sozinha com o meu coração.
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.”

💖Cecília Meireles

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3 notícias sobre: o microbioma

Bactérias liberam as calorias do óleo de sojaFoi o que constataram cientistas da Universidade Cornell, nos EUA, que adicionaram óleo de soja à dieta de dois grupos de ratos: um normal e outro “esterilizado”, sem bactérias no sistema digestivo. Ao final do teste (1), os animais que tinham bactérias engordaram mais – porque elas metabolizam o óleo, tornando-o mais calórico.

Micróbios acumulam doses de remédiosdiosPesquisadores do laboratório europeu EMBL testaram 15 medicamentos com 25 espécies de bactéria que vivem no intestino humano – e descobriram que, em mais da metade dos casos, os micróbios absorviam e retinham as moléculas das drogas (2). Isso é um problema, pois pode reduzir a eficácia dos medicamentos em humanos.

Antibióticos inibem crescimento muscularRatos que tomaram antibióticos, e por isso têm menos bactérias no sistema digestivo, não conseguem ganhar massa muscular após fazer exercício. Essa é a conclusão de um estudo da Universidade do Kentucky, nos EUA, em que dois grupos de cobaias correram mais de 100 km ao longo de dez semanas (3).

Fontes (1) The microbiome affects liver sphingolipids and plasma fatty acids in a murine model of the Western diet based on soybean oil. S Di Rienzi e outros, 2021. (2) Bioaccumulation of therapeutic drugs by human gut bacteria. K Patil e outros, 2021. (3)Dysbiosis of the gut microbiome impairs mouse skeletal muscle adaptation to exercise. J McCarthy e outros, 2021.

Os microrganismos do corpo interferem com alimentos, remédios – e até exercícios.

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Família processa empresa por pirataria de células

Em 1951, Henrietta deu entrada no hospital Johns Hopkins, em Baltimore, para se tratar de um câncer de útero. Era um dos poucos estabelecimentos que aceitavam negros como ela. A paciente chegou a ter alta, mas a doença progrediu e ela morreu em outubro, aos 31 anos.

Sem que Henrietta ou sua família soubessem, os médicos do hospital preservaram um pedaço do tumor. As células cancerosas têm a capacidade de se reproduzir indefinidamente, e isso foi feito com a amostra de Henrietta. Ela foi cultivada em laboratório e se tornou um produto: as células HeLa (iniciais da paciente), que até hoje são comercializadas por várias empresas de biotecnologia para uso em testes e experiências.

Henrietta Lacks já morreu. Mas suas células estão vivas – e valem bilhões de dólares

Família processa empresa por pirataria de células

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Ombro amigo

“Muitas vezes só precisamos do silêncio, ele costuma ser a companhia perfeita para aqueles momentos que só queremos ser ouvidos e nada mais.”

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