Cientistas descobrem bebê dinossauro dentro de fóssil de ovo

Um embrião de dinossauro perfeitamente preservado, com cerca de 66 milhões de anos, mostra que o comportamento de algumas aves tem origem no passado distante. Apelidado pelos pesquisadores de Baby Yingliang, o animal estava se preparando para sair do ovo. O fóssil foi descoberto em Ganzhou, no sul do país, e pertencia a um dinossauro terópode desdentado, ou oviraptorossauro.

“É um dos melhores embriões de dinossauro já encontrados na história”, disse à agência France Presse Fion Waisum Ma, pesquisador da Universidade de Birmingham e coautor de um artigo sobre o assunto publicado nesta terça-feira, 21, na revista iScience. Ma e seus colegas descobriram que a cabeça de Baby Yingliang estava abaixo de seu corpo, com os pés de cada lado e as costas curvados.

É um comportamento adotado pelos pássaros. Quando os pintinhos se preparam para chocar, enfiam a cabeça sob a asa direita para estabilizá-la enquanto quebram a casca com o bico. “Isso indica que esse comportamento nos pássaros modernos evoluiu e se originou entre seus ancestrais dinossauros”, disse Ma.

Oviraptorossauro, que significa “lagartos ladrões de ovos”, eram dinossauros com penas que viveram no que hoje é a Ásia e a América do Norte durante o período do Cretáceo Superior. Eles tinham formas de bico e dietas variadas, além de diversos tamanhos. Baby Yingliang mede cerca de 27 centímetros de comprimento, da cabeça à cauda, e fica dentro de um ovo de 17 centímetros no Museu de História Natural da Pedra de Yingliang.

Fóssil do embrião oviraptorossauro ‘Baby Yingliang’ encontrado em Ganzhou, província de Jiangxi, sul da China –

Apelidado pelos pesquisadores de Baby Yingliang, o animal estava se preparando para chocar

Cientistas descobrem bebê dinossauro dentro de fóssil de ovo

publicado originalmente em Veja

Historinha…por Mágica Mistura

Bem prá lá da amoreira, depois do riacho dourado

Mora um gnomo bondoso

Que cuida de um jardim encantado

Quem dera eu pudesse habitar

Na casinha ao lado dele

Cantar suas canções delicadas

Ouvir os sinos a soar…

Assoviar ao nascer da aurora

Dançar ao cair do dia…

De vizinhos , a Fada Rosa

Duende verde e Bruxa da Colina

Todos felizes e animados

Com cada semente que ali germina…

Visito ali de quando em quando

Sempre que o sono me domina

Volto porque os amo

Aqui encontro amigos

Que sabem levar a vida!

Mágica Mistura

imagens do Pinterest

O terror psicológico do Natal

Lágrimas, expressão de pânico, tentativa de se desvencilhar e fugir. Não há um dia num shopping center em dezembro em que essa cena não se repita com crianças pequenas, colocadas contra a vontade no colo de uma espécie peculiar de bicho-papão: o Papai Noel. Ou melhor: o profissional simpático (espera-se) contratado para representar o ídolo de menininhas e menininhos mais sociáveis.

Mas esse medo irracional não é exclusividade dos pequerruchos. Adultos podem sofrer de transtornos mentais associados ao Natal, incluindo um conjunto de fobias que tornam esse período de festas a época mais atormentadora do ano. 

Fobias são medos desproporcionais aos riscos que ameaçam nossa integridade física ou psicológica. Mas que riscos maiores que encontrar uva passa no seu arroz podem estar relacionados ao Natal? Bem, os que podem bagunçar sua estabilidade emocional são muitos. 

Uma pesquisa feita na Austrália, pelo Exército da Salvação, mostrou que, para quase 30% dos adultos no país, a época do Natal é o período mais estressante do ano. Faz sentido: compras de presentes em lojas lotadas e em tempo de inflação nas alturas, encontros com tios politicamente intragáveis, os arranjos para o evento (se a festa for na sua casa)… O que não falta é motivo para estresse.

Já o Coaching Club, da Espanha, que atua nas áreas de orientação profissional e terapia, fez um levantamento que apontou um aumento de 25% no número de pessoas que procuram psicólogos para tratar de distúrbios emocionais associados especificamente a essa data comemorativa. 

“Esse fechamento de ciclo [representado pelo Natal] pode nos levar a uma avaliação inevitável do tempo decorrido e, como consequência, ansiedade, frustração ou tristeza motivada pela insatisfação pessoal com objetivos não cumpridos”, apontou Veronica Rodriguez, diretora da organização. 

E a Covid está contribuindo para esse estado sombrio da mente. Uma pesquisa apresentada dia 2 de dezembro pelo Instituto Francês de Opinião Pública (Ifop) revelou que um terço dos franceses agora se sente triste ou ansioso com a perspectiva da festa de Natal. Essa melancolia tem ligação com o medo de empobrecer por causa da incerteza econômica que vem na esteira do coronavírus.

Está aumentando o número de pessoas com transtornos mentais relacionados a essa data festiva. Ansiedade, depressão e até fobias estão na mesa antes mesmo de a ceia ser servida.

O terror psicológico do Natal

publicado originalmente em superinteressante

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A redescoberta dos fungos

Ao andar por um bosque, olhe bem onde pisa: fora as folhas secas, plantas e insetos, é muito provável que você vá enxergar pequenos cogumelos brotando do chão ou atrelados aos troncos e raízes das árvores. O que não fica tão óbvio ao primeiro olhar é como eles são os donos do pedaço. O cogumelo é só a parte mais visível de algumas espécies de fungos — a porção que eles utilizam para se reproduzir.

Mas é ali embaixo, no subterrâneo, que se encontram as estruturas e conexões que dão a essas criaturas um domínio sobre (e sob) a terra. Não só: graças às redes fúngicas, fica garantida a coesão do solo e uma infinidade de vegetais arrumam nutrientes que não conseguiriam obter sozinhos.

Nove em cada dez plantas dependem da chamada “internet das árvores”, esse sistema em que os “cabos” são formados por fungos que, além de nutrir, compartilham informações químicas sobre as pragas e ameaças por perto. Parece incrível — e é mesmo!

Nem planta nem animal. E muito além do champignon. Os fungos estão sendo revistos como cruciais à natureza e uma nova fonte de alimentos e tratamentos

A redescoberta dos fungos

publicado originalmente em Veja saúde

3 notícias sobre: o dia a dia na Estação Espacial Internacional

Bactérias produzem material útilAstronautas cultivaram colônias de S. desiccabilis e B. subtilis, e alimentaram esses micróbios com basalto (material abundante nas rochas da Lua e de Marte). Resultado: as bactérias produziram vanádio (1) , um metal valioso – na Terra, onde esse material é fabricado industrialmente, ele serve para reforçar ligas metálicas, fazer baterias e tintas.

Nave empurra estação sem quererA Soyuz MS-18, que levou um cosmonauta, um diretor de cinema e uma atriz da Rússia para gravar um filme na estação, ligou acidentalmente seu propulsor quando estava acoplada à ISS. Isso fez com que a estação girasse sobre seu eixo e ficasse meia hora desalinhada. Isso já tinha acontecido em 29 de julho, com o disparo do módulo russo Nauka.

Cosmonautas têm alteração cerebralCientistas colheram sangue de cinco cosmonautas russos que ficaram bastante tempo na ISS: 169 dias em média. Os exames revelaram níveis aumentados das proteínas beta-amiloide e GFAP e do polipeptídeo NFL – que são sinais de danos físicos ao cérebro (2). Eles podem ser consequência da exposição prolongada à microgravidade.

As experiências científicas vão bem – mas a ISS e seus hóspedes também têm problemas.

3 notícias sobre: o dia a dia na Estação Espacial Internacional

publicado originalmente em superinteressante

O que faz o Iphan, afinal?

O que o Cristo Redentor, o forró e a Casa de Chico Mendes, no Acre, têm em comum? Os três são tesouros brasileiros protegidos pelo Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Essa autarquia federal, vinculada hoje ao Ministério do Turismo (antes era da Cultura), atua na preservação do que temos de mais valioso em expressões artísticas, objetos, documentos, festas populares, edificações e parques nacionais (como o da Serra da Capivara, no Piauí). Enfim, o que há de história e cultura que precisa continuar viva para que, geração após geração, nos reconheçamos como brasileiros – por isso o Cristo Redentor, e não a Estátua da Liberdade.

Pronto, você provavelmente já sabe mais sobre o Iphan do que o presidente do Brasil. Nesta semana, em evento na Fiesp, Jair Bolsonaro declarou que demitiu a diretoria do órgão quando uma nova loja de seu amigo, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, foi interditada ao encontrarem, nas escavações, azulejos de valor histórico. Comentando o episódio de maneira irônica, o presidente admitiu que, até então, não fazia ideia do que é o instituto. “Que trem é esse?”, teria perguntado ao ministro da pasta.

O trem

Criado em 1937, no governo Getúlio Vargas, então com o nome de Sphan, porque ainda não era um instituto, mas sim um prestador de serviços relacionados à cultura (daí o “S” que precedeu o “I” no nome), o Iphan foi uma resposta à rápida industrialização do Brasil no período, que envolvia muita demolição de edifícios de valor histórico para dar espaço a fábricas e prédios mais modernos. Uma forma de que o progresso não apagasse a história – e construíssemos uma identidade brasileira.

Mas o Iphan começou a assumir o modelo que tem hoje só no fim da Ditadura Militar (1964–1985). Foi quando passou a ter uma atenção especial à pluralidade das manifestações culturais do nosso país – obra da Constituição Cidadã, de 1988, que definiu como “patrimônio cultural” “os modos de criar, fazer, viver”. Logo o foco no tombamento de igrejas, fortes e outras edificações se estendeu a um universo cultural bem mais amplo. Para se ter uma ideia, seis línguas indígenas estão sob a proteção do órgão, que tem entre suas muitas linhas de atuação a salvaguarda da nossa diversidade linguística (estima-se que, no Brasil, além do português, haja mais de 250 línguas vivas, entre crioulas, afro-brasileiras, de imigrantes, indígenas e até de sinais).

Bolsonaro não tinha ideia do que é o Iphan – órgão responsável pela preservação da nossa história e cultura – quando interveio no instituto para proteger os interesses de Luciano Hang, dono da Havan. A gente explica, então, para que não reste dúvida.

O que faz o Iphan, afinal?

publicado originalmente em superinteressante