“Que ante o desconhecido e a eminência do caos, nos apeguemos à Fé e a Gratidão. Não há nada que resista a certeza interior de que tudo caminha para o melhor.”
Cientistas americanos e sul-africanos estimaram que aquecimento global elevará, até 2070, em 4 mil vezes a transmissão de vírus entre diferentes espécies de mamíferos. E essa disseminação favorece que esses patógenos cheguem aos seres humanos, o que aumenta o risco de surtos e epidemias. Os dados foram publicados na revista científica Nature. “Com o aumento da temperatura, muitas espécies devem mudar seu habitat e procurar climas mais adequados. Nessas condições, animais que nunca se encontraram antes começam a conviver, aumentando a probabilidade de troca de vírus entre eles – o que cresce também a probabilidade de alguns desses vírus chegarem a nós”, esclarece a microbiologista Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência. + LEIA TAMBÉM:A febre do planeta: como o aquecimento global mexe com a nossa saúde Para chegar a essa constatação preocupante, os pesquisadores catalogaram informações de 3 139 espécies de mamíferos e suas movimentações diante do aquecimento global e do uso do solo. Os morcegos seriam os principais responsáveis por essa transmissão entre espécies. “Essa transição ecológica já pode estar ocorrendo, e manter o aquecimento do planeta abaixo de 2 graus até o fim do século não vai reduzir esse espalhamento viral”, escrevem os autores no artigo. Seria necessário, portanto, apertar as medidas contra as mudanças climáticas e adotar outras estratégias, que mencionaremos adiante. Ainda segundo o documento, hoje há cerca de 10 mil tipos de vírus com a capacidade de infectar humanos, mas que atualmente estão praticamente restritos a outros mamíferos. Essa troca de vírus entre espécies é algo que sempre aconteceu, mas em uma velocidade menor. E a cada salto que esses micróbios dão de um bicho para o outro, eles podem sofrer mutações que, eventualmente, facilitariam a infecção em seres humanos.
Estima-se que, até 2070, mudanças climáticas elevarão em 4 mil vezes a disseminação de vírus entre espécies. Saiba qual o risco disso para a humanidade
“Nunca e sempre são duas palavras que só deviam existir nos contos de fadas. São palavras que fazem parte de promessas geralmente impossíveis de serem cumpridas.
Mas como é bom ouvi-las, não é mesmo? Graças a elas não sentimos tanto medo e insegurança quando o futuro parece tão incerto…”
“Mas o vazio tem o valor e a semelhança do pleno. Um meio de obter é não procurar, um meio de ter é o de não pedir e somente acreditar que o silêncio que eu creio em mim é a resposta a meu mistério.”
A afasia ganhou o noticiário com os diagnósticos recentes do ator Bruce Willis e do cartunista Angeli. Seu principal sintoma – a perda da habilidade de se comunicar ou de compreender os outros – muda a vida dos pacientes. “É como se a pessoa passasse a usar uma língua estranha no país onde vive”, define Alex Baeta, neurologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. A doença, a depender do tipo (e são dezenas) e das particularidades, pode ou não ter tratamento efetivo. Em qualquer caso, o objetivo dos profissionais de saúde é proporcionar a melhor qualidade de vida. Não é simples detectar a afasia ou mesmo determinar seus sintomas em cada situação, porque a dificuldade de compreensão e fala são frequentemente confundidos com outros males neurológicos. A afasia pode ser dividida em duas grandes categorias: a primária progressiva e a secundária.
A incapacidade de se expressar ou compreender os outros pode trazer consequências sérias. Conheça os tipos de afasia, o diagnóstico e o tratamento
Pela primeira vez, cientistas descobriram um grande reservatório de água sob o manto de gelo na Antártida. Não é de hoje que os pesquisadores acreditavam na presença de aquíferos no continente, mas até agora não havia evidências para confirmá-la.
O que já se sabia era da existência de lagos subterrâneos, formados à medida que o calor proveniente do interior da Terra derrete a camada de gelo, de baixo para cima. Há mais de 400 deles escondidos entre o chão e o gelo, e um deles é o lago Whillans.
Localizado na parte ocidental do continente, o Whillans tem aproximadamente 60 km2 e 2 metros de profundidade. Acima dele existe a Whillans Ice Stream: uma das correntes de gelo da Antártida que são responsáveis por transportar esse gelo do centro do continente para o oceano.
Essa corrente esconde um sistema de pequenos corpos d’água, como o Whillans, que influenciam sua velocidade de movimento. Mas oculta também um reservatório de água dez vezes mais volumoso, e com cerca de 2 quilômetros de espessura, segundo as descobertas do novo estudo publicado na revista Science.
A presença de aquíferos no continente gelado é uma suspeita antiga, mas até agora não tinha sido confirmada.