Apresentamos, em detalhes impossíveis de ver a olho nu, a superfície de uma folha de capuchinha. Essa é uma planta que dá Brasil afora e é mais conhecida pelas flores de cor laranja, amarela ou vermelha.
São lindas de ver e boas de comer. Afinal, essa espécie é uma PANC, planta alimentícia não convencional. Podemos saborear tanto as flores como folhas e ramos nas mais diversas e atraentes receitas.
7 a 10 mil espécies De PANC são estimadas no Brasil. Além da capuchinha, tem ora-pro-nóbis, major-gomes, taioba etc.
59 miligramas De vitamina C é o que se encontra em 100 g da flor alaranjada da capuchinha, segundo análise nacional.
Parece uma veia, mas é uma planta brasileira e azedinha: descubra qual
“Esta vida é uma estranha hospedaria, De onde se parte quase sempre às tontas, Pois nunca as nossas malas estão prontas, E a nossa conta nunca está em dia.”
“Que nossa incessante busca da sabedoria, não nos turve o olhar e o coração. E que a vontade de continuar, nos lance cada vez mais longe na aventura extraordinária da descoberta de nós mesmos.”
Pouco depois que a variante Ômicron foi identificada, tivemos a confirmação dos primeiros infectados em nosso país: um casal brasileiro, morador da África do Sul, que veio visitar a família. Após especulações, confirmou-se que tanto o homem como a mulher tinham recebido a vacina contra o coronavírus. Esses não foram os únicos casos de pessoas vacinadas recebendo o diagnóstico positivo da variante.
Nesse contexto, vários boatos começaram a circular nas redes sociais, basicamente com o seguinte tom: “Ué, se quem recebeu a picada foi contaminado, é sinal de que a vacina não funciona”. Um prato cheio para quem difama a imunização com base em informações falsas ou meias-verdades.
Em primeiro lugar, os especialistas frisam que as vacinas não têm a capacidade de zerar o risco de contaminação pelo vírus — e isso vale para qualquer cepa, inclusive aquela original, que serviu como base para o desenvolvimento dos imunizantes. Na verdade, esse raciocínio serve para vacinas em geral, independentemente da enfermidade.
Mas voltando à Ômicron: sabe-se, até o momento, que sua capacidade de transmissão é maior. Há indícios de que ela pode se replicar até 70 vezes mais rápido nas vias aéreas do que a variante Delta. Daí porque é natural ter mais gente infectada.
Porém, a função primordial das vacinas é evitar que uma possível infecção se transforme em um quadro preocupante que exija hospitalização ou, pior ainda, que evolua para um óbito. E, até o momento, tudo indica que elas continuam valiosas nesse processo.
Isso gerou uma série de boatos e sarcasmo em relação às vacinas. No entanto, a função das doses é evitar casos graves e mortes — o que segue acontecendo
Cada vez mais falamos sobre as plantas alimentícias não convencionais e a importância de valorizar essas espécies “diferentonas”. E por que não colocá-las no prato de quem está hospitalizado?
Para incentivarem o uso nesse ambiente, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), capitaneados pelas nutricionistas Betzabeth Slater e Weruska Davi Barrios, lançaram o livro digital PANC – Hortaliças Tradicionais e Técnicas Culinárias na Nutrição Hospitalar.
Além de abordar atitudes sustentáveis nesse contexto e trazer perfis e formas de utilização das plantas, o material apresenta uma compilação de receitas com alimentos da nossa biodiversidade — todas testadas na Cozinha de Práticas e Técnicas Culinárias da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Ora-pro-nóbis Conhecida dos mineiros, em geral é consumida depois de cozida. Seu sabor é neutro. Reúne fibras e proteínas de boa qualidade.
Major-gomes Tem vários apelidos, como beldroega-grande e maria-gorda. O gosto se assemelha ao do espinafre. O ideal é comer após cozida.
Bertalha Trata-se de uma trepadeira de folhas consideradas delicadas e suculentas. Esbanja substâncias antioxidantes.
Folha da batata-doce Pode ser usada como hortaliça cozida. O sabor é delicado. Concentra fibras, proteínas, ferro, além das vitaminas C e do complexo B.
Um guia gratuito ensina a usar as plantas alimentícias não convencionais (PANC) dentro de hospitais