“Observando a natureza e a perfeição de seus ciclos, nos damos conta do esplendor do Universo. Há quem diga que somos um grão de areia no infinito do Cosmos. Pode ser e é também. Prefiro pensar que somos imensos com o Universo e tão maravilhosos e interessantes quanto a eternidade… pontos de vista.”
A proposta é inibir a ação de uma proteína chamada gasdermina D, o que os autores mostraram ser possível com um medicamento já aprovado para uso humano e originalmente indicado para combater a dependência de álcool: o dissulfiram.
O trabalho foi conduzido no Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fapesp sediado na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP).
“Já sabemos que a droga é segura, pois está em uso desde os anos 1950, e estamos propondo seu reposionamento para o tratamento da sepse. Vimos que funciona nos testes in vitro e em animais. Agora é necessário um ensaio clínico para avaliar sua eficácia em pacientes sépticos”, diz Camila Meirelles Silva, pós-doutoranda no CRID e primeira autora do artigo.
Popularmente conhecida como “infecção generalizada”, a sepse é, na verdade, uma inflamação sistêmica comumente desencadeada por uma infecção bacteriana que saiu de controle.
Estudos mostram o potencial da droga contra esse tipo de infecção generalizada. Hoje não há medicamento específico para a doença