Usar um tom de voz mais alto, em uma velocidade mais lenta e exagerando na pronúncia das palavras pode estimular a produção motora e a percepção da fala em bebês de 6 a 8 meses, segundo estudo.
A pesquisa, conduzida pela Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, consistiu em mudar a frequência de sons emitidos por aparelhos para imitar a voz infantil ou a adulta.
Em seguida, os pesquisadores testaram as reações de 65 crianças divididas em dois experimentos: entre 6 a 7 meses e entre 5 a 7 meses. Os resultados, publicados no periódico científico Journal of Speech, Language and Hearing Research, se diferenciaram de acordo com a idade.
Diferentemente dos bebês de até 6 meses, aqueles entre 6 e 8 meses de idade se sentiram mais atraídos pelos sons infantis, o que indicaria que eles preferem controlar suas vozes e fazer palavras com o balbucio, segundo os autores.
Os padrões associados a esse estilo de falar, que os pesquisadores chamam de “fala dirigida às crianças”, poderiam ser um componente-chave para ajudar os bebês a formular as palavras, no futuro.
A fala avaliada pelos pesquisadores não se trata de trocar palavras, como “mimir” ao invés de dormir, segundo Lúcia Arantes, professora do programa de pós-graduação de Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP).
“Não é infantilizar, mas pensar que essa fala constrói um laço afetivo”, explica.
De acordo com Arantes, que também é fonoaudióloga do Serviço de Patologia da Linguagem da Divisão de Educação e Reabilitação dos Distúrbios da Comunicação (DERDIC/PUC-SP), há realmente benefícios no “manhês” — que é a forma melodiosa e ritmada como a mãe se dirige ao bebê — conhecida também como baby talk. Confira a entrevista com a especialista:
Mas especialista alerta que o lado afetivo da abordagem é mais importante do que a geração de capacidade linguística
“Pensamos demasiadamente e sentimos muito pouco. Necessitamos mais de humildade que de máquinas. Mais de bondade e ternura que de inteligência. Sem isso, a vida se tornará violenta e tudo se perderá.”
“Não devemos permitir que as desilusões e ingratidões do caminho turvem nossa capacidade de acreditar no melhor, no bem e no bom. Se algo ou alguém não corresponde às nossas expectativas, das duas uma : ou lançamos demasiada esperança no que devíamos ter deixado à vontade, ou o resultado não foi para nós o “esperado”, o que não significa que não está certo ou justo. Quer dizer apenas que não foi o que expectamos.”
« Yanomami observando garimpo de ouro em seu território » – Foto dos Yanomami, Alto Orinoco, Amazonas, Venezuela e foto montagem: Barbara Crane Navarro
« Ei – olhe para nós!Nós vemos você. Tentamos te mostrar. Você nunca se preocupou em aprender nossa língua. Você estava sempre olhando para baixo . Avisamos desde o início. A terra está viva. Esta terra somos nós. Todos nós. Você queria as […] […]