Gelo fino em frente às geleiras das ilhas do arquipélago Prince Georg Land no Oceano Ártico. Foto: AFP Por Susanne Aigner para o Neues Deutschland O Ártico está esquentando três vezes mais rápido do que outras regiões. De acordo com cientistas dinamarqueses, neste verão as temperaturas na Groenlândia subiram para mais de 20 graus no início de […]
Uma das primeiras expedições ao Polo Sul resultou no episódio mais trágico da exploração antártica. Em 1912, o explorador Robert Falcon Scott e outros quatro homens partiram em direção ao centro do continente, com temperaturas que mesmo no verão batem em -30 ºC. Depois de 33 dias de caminhada, eles chegaram ao polo. Mas todos os cinco morreram no retorno. Os corpos foram encontrados na geleira Ross por uma equipe de resgate.
Cada um carregava mais de 60 quilos de equipamentos e mantimentos nas costas. Durante a viagem de volta, deixaram para trás tudo o que não fosse essencial, para aliviar a carga. Mesmo assim, Scott se recusou a abandonar um conjunto de rochas – inclusive um fóssil com a impressão detalhada de um caule e folhas. Ele não sabia, mas aquela era uma planta do gênero Glossopteris.
Durante a maior parte de sua história, a Antártida abrigou florestas e contou com uma biodiversidade pulsante. Entenda por que o pedaço de terra mais inóspito do planeta é essencial para estudar a evolução da vida na Terra (e possivelmente fora dela).
O efeito estufa é, em sua essência, um fenômeno simples. A luz do Sol alcança a Terra e aquece a superfície do planeta – que passa a emitir radiação infravermelha, vulgo calor. Parte desse calor escapa de volta para o espaço sideral; parte fica retida debaixo de um grande cobertor de gás chamado atmosfera. Vale dizer: é ótimo que isso aconteça. A temperatura média da Terra, hoje, é de 14 °C. Sem efeito estufa, seriam – 18 °C. O frio tornaria o planeta inóspito para a vida como a conhecemos.
O problema é que a poluição está transformando esse cobertor em um grosso edredom. Ao longo do século 20, alguns gases emitidos em doses cavalares pela queima de combustíveis fósseis e outras fontes antrópicas – como o dióxido de carbono (CO2) e o metano que sai nos arrotos e puns do gado (CH4) – transformaram a atmosfera num porteiro do Enem de radiação infravermelha. Hoje, a Terra retém muito mais calor do que é saudável ou necessário. Os dez anos mais quentes registrados desde 1880 ocorreram após 2005.
Agronegócio ameaçado, hidrelétricas com sede, mosquitos aos montes e secas na Amazônia: tudo isso já é realidade. Entenda como as mudanças climáticas afetam o Brasil.
Uma crise silenciosa está se expandindo sem muita cobertura da mídia corporativa após a descoberta de casos de Mal da Vaca Louca em frigoríficos de Minas Gerais e Mato Grosso. É que após a proibição de importação de carne brasileira por China e Arábia Saudita, agora mais quatro países resolveram banir importações brasileiras (Rússia, Indonésia, […]
Os pais ensinam as crianças a usar o banheiro já nos primeiros anos de vida. Cães e gatos também podem aprender a fazer as necessidades fisiológicas no lugar correto. Agora, cientistas decidiram ensinar outra espécie a usar o reservado: as vacas. E isso pode ajudar a desacelerar o aquecimento global.
A urina das vacas contém nitrogênio, elemento que quando misturado com as fezes do animal acaba gerando amônia. A amônia é um composto que causa diversos problemas ambientais, como a chuva ácida. Além disso, ela também pode ser convertida por micróbios do solo em óxido nitroso – que, apesar de ser menos abundante na atmosfera do que outros gases que provocam o efeito estufa, é 300 vezes mais potente do que o dióxido de carbono e 10 vezes mais potente do que o metano.
Pensando nisso, pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, resolveram criar um banheiro para gado, concentrando a urina em um só lugar e facilitando seu descarte. A iniciativa também é positiva para as vacas: o acúmulo de xixi nos celeiros danifica os cascos delas.
Pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, ensinaram 16 animais a fazer xixi num coletor especial. Isso evita que a urina das vacas emita óxido nitroso, um gás 300 vezes mais potente que o CO2