A maior tragédia nuclear da Ucrânia Soviética ocorreu na Usina V. I. Lenin, localizada na cidade de Pripyat. Como os seres humanos não conseguem viver nessa região, por conta da radiação, o local se tornou um paraíso para a vida selvagem.
É claro que de forma geral, a radiação causou danos não apenas para o homem, como para a fauna e flora, mas com o passar dos anos, a natureza foi se adaptando e começando a brotar novamente, e com uma vegetação vasta, os animais também começaram a surgir novamente.
Em pesquisa realizada pelo ecologista Serhiy Gashchak, os animais que vivem na Floresta Vermelha, uma região com alta radiação, se adaptaram bem ao local. Já os animais que vivem em zonas próximas, quando colocados na Floresta, não conseguiram se adaptar tão bem quanto os nativos da região. Ou seja, ao decorrer dos anos uma mutação genética ocorreu nestes animais, mas nada que afetasse a vida natural, como o aparecimento de uma segunda cabeça.
Até hoje a questão sobre como está a cidade que foi arrasada por um acidente nuclear é um grande mistério.
Aumento do nível do mar e excesso de sal: habitat perdido no rio Pangani, na Tanzânia Não é saudável, mas não há alternativa. O Pangani como fonte de água doce Por Federico Romano / Parallelozero, para o JugenWelt
O nível do mar no Oceano Índico vem subindo há décadas, retirando água doce do rio e permitindo que a água salgada entre em aquíferos e poços. Agora, esse processo está se acelerando: um litro de água do rio pode conter até 2.000 miligramas de sólidos dissolvidos (TDS), enquanto o nível aceitável para água potável segura não deve ultrapassar 800 miligramas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Até o sabor é desagradável, mas os locais, principalmente os pescadores, bebem lentamente como um remédio ruim e perigoso. Cada vez com mais frequência, eles acabam em hospitais com problemas de desidratação devido às águas subterrâneas contaminadas.
O governo estabeleceu seus próprios parâmetros para definir a água doce, mas está incentivando os moradores a deixar a área e continuar morando no interior. Na cidade de Pangani e na região ribeirinha, o descontentamento e os conflitos crescem, porque no interior do país o pescador não consegue fazer o seu trabalho e os agricultores e pecuaristas também têm seus problemas com a água. Muitos deles simplesmente não têm dinheiro para se mudar, e os planos para proteger os poços da água salgada com a ajuda de barreiras ainda não estão totalmente desenvolvidos, pois os meios necessários parecem não estar disponíveis.
Na foz do rio Pangani, na Tanzânia, o aquecimento global é algo muito real: você pode literalmente […]
A poluição do ar está custando caro aos países africanos. Segundo um novo estudo, ela foi responsável por 1,1 milhão de morte em 2019 – o que corresponde a 16,3% do total de óbitos no continente. Isso coloca a poluição como a segunda maior causa de morte na África, atrás somente da Aids.
Os cientistas apontam que, à medida que os países do continente se desenvolvem economicamente e as cidades se expandem, os impactos da poluição do ar tendem a aumentar. O estudo é considerado a avaliação mais abrangente da poluição do ar no continente africano até o momento. Ele foi liderado por pesquisadores do Boston College (Estados Unidos) e pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Os cientistas analisaram as tendências da poluição do ar em 54 países africanos, mas dedicaram atenção especial a três países – Etiópia, Gana e Ruanda –, que encontram-se em pontos críticos de desenvolvimento econômico.
As mortes atribuíveis à poluição do ar resultam de infecções respiratórias, isquemia cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crônica e acidente vascular cerebral. Além disso, a poluição pode causar lesões cerebrais em bebês e crianças pequenas, o que pode levar a declínios cognitivos.
Poluição do ar ambiente e do ar doméstico são a segunda maior causa de mortes no continente. Pesquisadores afirmam que os países estão em posição única para alcançar prosperidade sem combustíveis fósseis.
Os recifes de coral são grandes centros de biodiversidade: embora estejam presentes em só 0,2% do solo oceânico, eles abrigam pelo menos um quarto de todas as espécies marinhas. Além disso, são responsáveis por um punhado de “serviços ecossistêmicos” (como fornecer alimento e proteção costeira) e por injetar US$ 36 bilhões todos os anos na economia global, devido ao turismo e outras atividades relacionadas a eles.
Em suma: os corais são importantes. Mas estão sob ameaça. Entre 2009 e 2018, o mundo perdeu cerca de 14% de seus recifes de coral. A conclusão vem de um grande relatório internacional, produzido pela Rede Global de Monitoramento de Recifes de Coral (GCRMN, na sigla em inglês) e publicado na última terça-feira (5).
O estudo é considerado a análise mais detalhada até o momento sobre o estado dos recifes de coral no mundo. Os cientistas apontam que, desde 2009, existe um declínio constante desses seres vivos (sim, corais são animais) em escala global – e a culpa é principalmente das mudanças climáticas, que aumentam a temperatura nas águas dos mares.
O relatório foi produzido a partir de dados coletados ao longo de 40 anos por mais de 300 cientistas, em 73 países. 1,2 mil lugares foram observados em dez grandes regiões portadoras de recifes de coral – incluindo o Brasil.
Eles abrigam um quarto de todas as espécies marinhas, mas estão levando a pior em função do aquecimento dos oceanos. Veja o que pesquisadores têm a dizer sobre as possibilidades de recuperação.