No capitalismo contemporâneo, bens inúteis e disfuncionais sobrecarregados com tecnologia desnecessária são produzidos em abundância. Uma loucura com um método Cada vez mais pesadas, cada vez mais emissões de CO2, equipadas com sinos e apitos cada vez mais carregados de tecnologia. A indústria automotiva representa a loucura da produção de bens capitalistas como nenhum outro ramo […]
Espuma PFAS se acumula na represa Van Etten Creek em Oscoda Township, Michigan. Fotografia: Jake May / AP
Por Tom Perkins para o “The Guardian”
“Produtos químicos para sempre” tóxicos de PFAS no oceano são transportados da água do mar para o ar quando as ondas atingem a praia. Esse fenômeno representa uma fonte significativa de poluição do ar, concluiu um novo estudo da Universidade de Estocolmo.
As descobertas, publicadas na Environmental Science & Technology, também explicam em parte como o PFAS chega à atmosfera e, eventualmente, precipita . O estudo, que recolheu amostras de dois sítios noruegueses, também conclui que a poluição “pode impactar grandes áreas do interior da Europa e outros continentes, além de zonas costeiras”.
O estudo da Universidade de Estocolmo destaca a mobilidade dos produtos químicos, que foram encontrados em ovos de pinguins e ursos polaresEspuma PFAS se acumula na represa Van Etten Creek em Oscoda Township, Michigan. Fotografia: Jake May / AP Por Tom Perkins para o “The Guardian” “Produtos químicos para sempre” tóxicos de PFAS no oceano […]
Existem versões orgânicas, mas elas ainda não são abundantes no mercado. Dá para usar as não orgânicas, só que há regras: não podem ser transgênicas nem ter recebido tratamento químico com fungicidas, pesticidas etc.
Uma coisa bacana no orgânico é a valorização de sementes crioulas, que preservam características tradicionais e são mantidas por agricultores familiares ao longo de décadas. Há quem venda ou troque com os vizinhos.
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2- Manejo do cultivo
Ao contrário do plantio convencional, não se usam agrotóxicos nem adubos sintéticos. Então, o desafio é manter o solo muito rico para nutrir a planta, deixando-a menos suscetível ao ataque de pragas.
Para isso, recorre-se ao incremento da matéria orgânica, com resíduos vegetais, animais e húmus. É essencial aplicar caldas e fertilizantes orgânicos. Em volta da lavoura, deve-se plantar espécies altas, formando uma barreira contra ventos capazes de trazer poluentes.
Não depender do uso de agrotóxicos é o diferencial mais famoso em comparação ao cultivo convencional. Mas há um monte de outros detalhes em jogo
A COP26, conferência da ONU sobre mudança climática, terminou com perspectivas não muito animadoras. Mesmo com todos os compromissos assumidos, não foi possível chegar à meta mais ambiciosa, que mirava conter o aquecimento global a 1,5 °C neste século, e há evidências de que alguns países foram até o evento só para apresentar miragens. Há pouca perspectiva de que consigamos evitar mudanças climáticas potencialmente catastróficas lançando mão das estratégias seguras e sabidamente eficazes: redução de emissões de gases-estufa e captura dessas substâncias, a fim de limpar a atmosfera.
Por isso, alguns grupos de cientistas começaram a se mover para pedir mais atenção a um tema que até então era tabu absoluto: a geoengenharia solar. Após grandes erupções vulcânicas, partículas de enxofre sobem à alta atmosfera e bloqueiam parte da luz solar, levando a um esfriamento do planeta. O que alguns pesquisadores sugerem é: e se tentarmos fazer isso de propósito?
A reação da imensa maioria da comunidade científica é descartar de cara. Os riscos são enormes. Estaríamos tentando corrigir um estrago potencialmente promovendo outro, numa solução que é reconhecidamente imperfeita. Jogar poeira na estratosfera não reverte completamente os efeitos do aumento de CO2 atmosférico, e pode ter outros efeitos ainda pouco compreendidos.
Além disso, introduz variáveis perigosas, como o fato de que um país pode sozinho decidir fazer uma intervenção global. Ou a possibilidade de que projetos do tipo desencorajem países a cortar emissões – que é a melhor solução.
Mas também começa a surgir no ar a sensação de que o tempo está acabando e que não se pode vetar o debate público – e estudos científicos que possam ampará-lo – sobre geoengenharia. Em editorial publicado na revista Science, Edward Parson, pesquisador da Universidade da Califórnia, defendeu a pesquisa do tema. “Rejeitar uma atividade baseada em danos que possam se seguir a ela é aplicar uma precaução extrema. Isso pode ser correto quando há risco de dano sério e imitigável e a alternativa é reconhecidamente aceitável. Não é o caso aqui”, destacou.
Ela sempre foi tabu. Mas há quem diga que não precisa ser.
Fazer o visitante se sentir parte da Floresta Amazônica é um dos objetivos da exposição Fruturos: Tempos Amazônicos, que abre nesta sexta (17) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
A exposição, cujo título é formado a partir de “fruto” e “futuro”, apresenta a diversidade presente na Amazônia, desde fauna e flora à cultura dos povos que ali habitam. Ela é construída a partir de uma narrativa temporal organizada em sete áreas e explora perspectivas para o futuro – como é comum entre as exposições do museu.
Teve muito estudo por trás da Fruturos. Os curadores da exposição recorreram a três viagens exploratórias – a primeira em 2017 – e a um time de dez consultores de diferentes instituições de pesquisa, muitos deles amazônidas, para entender e refletir sobre a história, riqueza e potência da região.
“Os pesquisadores com quem tivemos contato sempre nos diziam que, ao conversar com povos originários e tradicionais da floresta, grandes bibliotecas invisíveis se abriam na frente deles”, afirma Leonardo Menezes, curador da exposição, à Super.
O conhecimento adquirido a partir de pesquisadores e moradores foi a base para construir a Fruturos. “A gente percebeu que a Amazônia é feita de múltiplas camadas temporais, que coabitam e coexistem no território”, explica Leonardo.
“Fruturos: Tempos Amazônicos” aborda desde a formação do bioma aos dias de hoje, junto às manifestações artísticas e biodiversidade da região.