A necrópole de Saqqara, a cerca de 25 quilômetros de Cairo, no Egito, tem sido alvo de escavações desde 2018. E é lá que, recentemente, arqueólogos encontraram 250 sarcófagos e cerca de 150 estatuetas de bronze. A descoberta foi divulgada na segunda-feira (30) pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do país.
Os sarcófagos de madeira pintada ainda estavam selados e guardam múmias bem preservadas. Assim como o restante dos artefatos encontrados, eles datam de cerca de 2,5 mil anos atrás – no chamado Período Tardio do Antigo Egito. É a primeira vez que objetos dessa época são encontrados em Saqqara.
Outras 150 estatuetas de divindades egípcias também estavam na necrópole de Saqqara. É a primeira vez que artefatos do Período Tardio do Antigo Egito são encontrados por lá.
Um projeto do Good Food Institute (GFI/Brasil) está avaliando o potencial nutritivo de espécies típicas de biomas nacionais como cerrado e Amazônia, com direito a estudos em várias universidades. “A partir de pesquisas com empresas do mercado plant-based, identificamos a necessidade de encontrar uma maior variedade de matérias-primas, já que a maioria dos ingredientes usados nesses produtos é importada”, contextualiza Cristiana Ambiel, gerente de ciência e tecnologia da GFI. Levando em conta a riqueza da nossa biodiversidade, o passo seguinte foi investigar plantas nativas capazes de suprir a cadeia de produção, beneficiar as comunidades locais e estimular a preservação ambiental. A partir de uma pré-seleção de 33 espécies, foram firmados contratos de colaboração com instituições que, ao longo de um ano, desenvolverão experimentos de olho no aproveitamento completo de seis vegetais. +Leia também: Oleaginosas, um punhado por dia para combater 8 doenças graves “No caso da castanha-do-brasil, a extração hoje se concentra no fruto em si e no óleo. O restante é destinado à alimentação animal ou é descartado de forma inapropriada”, exemplifica Cristiana. A ideia é voltar a atenção aos resíduos, tão ricos em proteínas, compostos bioativos e fibras, e descobrir como usá-los em hambúrgueres e nuggets vegetarianos, por exemplo.
Alguns exemplos
Guaraná
EspéciePaullinia cupanaOrigem Amazônia O que se pesquisa Uma vez que a semente do fruto carrega 40% de fibras, o foco é estudar o uso da substância em produtos industrializados. Potencial Com peso cultural à mesa dos brasileiros, o xarope do guaraná é famoso pelo efeito energético e empregado em bebidas e alimentos. O desafio agora é trabalhar com os resíduos descartados ao longo do processamento. Onde é estudado Universidade Federal do Pará (UFPA) [abril-whatsapp][/abril-whatsapp]
Cupuaçu
EspécieT. grandiflorumOrigem Amazônia O que se pesquisa Desenvolvimento de pigmentos, aromas e fibras com capacidade de retenção de água e de óleo para uso culinário. Potencial Igualmente de olho na diminuição de sobras, os cientistas testam a casca do cupuaçu na elaboração de produtos plant-based. O projeto visa empregar tecnologias simples que possam ser replicáveis em pequenas comunidades. Onde é estudado Universidade Federal do Pará (UFPA)
EspécieDipteryx alataOrigem Cerrado O que se pesquisa Aproveitamento dos subprodutos do processamento da amêndoa dessa oleaginosa. Potencial Para preservar essa espécie ameaçada em razão da extração predatória, pretende-se utilizar as matérias-primas resultantes da cadeia de processamento do fruto na geração de hambúrgueres com alto teor de proteína e fibras. Onde é estudado Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano (IFGoiano) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Babaçu
EspécieAttalea sspOrigem Amazônia O que se pesquisa Desenvolvimento de processo agroindustrial para transformação de resíduos dessa palmeira em ingrediente rico em fibras. Potencial A ideia é criar formas sustentáveis para pequenos produtores valorizarem o material subutilizado do babaçu, caso do óleo da amêndoa. A expectativa é que a extração seja usada na produção de produtos análogos a carne. Onde é estudado Embrapa Fortaleza [bloco_busca_medicamentos]
A busca por alimentação mais saudável e sustentável incentiva pesquisas com novos ingredientes para a indústria e a culinária caseira
Uma cidade de 3,4 mil anos emergiu do reservatório de Mosul (Iraque), às margens do rio Tigre, depois que o nível de água diminuiu. Arqueólogos curdos e alemães realizaram escavações antes que o local ficasse submerso novamente e encontraram edifícios e tábuas de argila cobertas de cuneiforme – um antigo sistema de escrita.
As escavações aconteceram entre janeiro e fevereiro deste ano, e as descobertas foram anunciadas nesta segunda-feira (30). Acredita-se que o sítio arqueológico em questão, chamado Kemune, corresponda à antiga cidade de Zakhiku, pertencente ao Império Mitani (1550 a 1350 a.C.), que foi destruída em um terremoto.
Os arqueólogos encontraram uma grande fortificação com muros e torres, um edifício de vários andares e um complexo fabril, segundo comunicado da Universidade de Tübingen (Alemanha). Essas construções acompanham um palácio que foi descoberto em 2018, também em uma época de seca no reservatório.
Edifícios emergiram de reservatório no Iraque, depois que o nível de água diminuiu. Também foram encontradas mais de cem tabuletas cuneiformes no local.
“Desafio diário : ser paciente, ouvinte e seletivo. Ah, e usar doses extras de doçura para superar o mau humor que virá, você precisa prová-lo , é ele que tempera nosso aprendizado .”