Em um projeto pioneiro realizado na University Health Network (Canadá), cientistas transformaram pulmões de doadores com tipo sanguíneo A em órgãos de tipo sanguíneo O. Os resultados foram publicados na revista Science Translational Medicine e são considerados um passo importante na criação de órgãos “universais” para transplantes.
Para que um transplante seja bem-sucedido (ou seja, o sistema imune do receptor não rejeite o órgão), é preciso que exista um match genético entre doador e receptor. À procura dessa compatibilidade, os cirurgiões observam o tipo sanguíneo de ambas as partes.
A classificação mais importante para isso é o sistema ABO, que divide os tipos sanguíneos entre A, B, AB e O. A diferença entre eles é a presença de proteínas específicas (antígenos A ou B) na superfície dos glóbulos vermelhos e de anticorpos anti-A ou anti-B no plasma sanguíneo.
Quem tem sangue tipo A, por exemplo, carrega o antígeno A e possui anticorpos contra o antígeno B (anti-B). Com quem tem sangue tipo B, é o contrário (a pessoa possui antígenos tipo B e anticorpos anti-A). Já quem tem sangue tipo O não apresenta antígenos A nem B, mas possui anticorpos contra os dois.
Pessoas do tipo sanguíneo O só podem receber sangue O. Em compensação, elas podem doar sangue para todo mundo sem problemas de compatibilidade – seu tipo sanguíneo é o chamado “doador universal”. Isso também vale, claro, para os transplantes. Por isso, alguns cientistas tentam criar órgãos “universais” tipo O.
“Ter órgãos universais significa que podemos eliminar a barreira de correspondência de sangue e priorizar pacientes por urgência médica, salvando mais vidas e desperdiçando menos órgãos”, afirma Marcelo Cypel, autor do novo estudo, em comunicado.
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Em 2018, pesquisadores da Universidade da Columbia Britânica (Canadá) encontraram um par de enzimas intestinais que poderiam remover antígenos A e B dos glóbulos vermelhos, transformando qualquer tipo sanguíneo no tipo O – um passo importante para as tentativas de criação de “órgãos universais”.
Segundo Stephen Withers, responsável pela descoberta, os cientistas estudam o uso de enzimas para modificar o sangue desde 1982. Ele mesmo já tinha desenvolvido enzimas capazes de fazer isso. “No entanto, essas novas enzimas [descobertas em 2018] podem fazer o trabalho 30 vezes melhor.”
Os pesquisadores do novo estudo resolveram testar essas enzimas em pulmões de tipo sanguíneo A – e que não eram considerados adequados para transplantes – em um sistema chamado EVLP (ex vivo lung perfusion).
As enzimas intestinais foram entregues aos pulmões a partir do sistema EVLP em laboratório.
Esse sistema bombeia nutrientes através dos órgãos e permite que sejam aquecidos à temperatura corporal antes de transplantes. No teste, a máquina foi usada para tratar os pulmões com as enzimas modificadoras de tipo sanguíneo.
Pulmões de tipo sanguíneo A foram convertidos em órgãos de tipo sanguíneo O – um passo importante na criação de órgãos “universais” para transplantes.
“Sim, tudo é questão de equilíbrio…a natureza é equilibrada. Nós, como parte integrante do meio ambiente, temos como uma das tarefas nesta existência a busca desta estabilidade. Procurando basear nossos atos no respeito a tudo que nos rodeia, colaboramos com a continuidade da vida na Terra.”
Por Morganna la Belle Qual a relação entre a luta do negro contra o racismo estrutural e a luta do movimento LGBT contra o preconceito e a discriminação? Historicamente, ambos os movimentos tiveram uma mulher como estopim. Estados Unidos Movimento Negro No caso do movimento negro nos Estados Unidos, na época de Martin Luther King […]
No inglês antigo, “Gotham” quer dizer “cidade das cabras” (“goat’s town”). Na Idade Média, o termo passou a significar também “cidade dos tolos”, talvez por associação ao animal. Em 1807, o escritor Washington Irving (A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça) usou a palavra para descrever Nova York; o apelido pegou e é usado até hoje.
Começo discreto
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Batman estreou em 1939, mas Gotham só foi batizada em 1940. O roteirista Bill Finger tirou a ideia do anúncio em uma lista telefônica de uma certa “Joalheria Gotham”. No início, a cidade era um arremedo de Nova York, sem traços marcantes. As adaptações em live action dos anos 1940 e 1960, de baixo orçamento, também não ofereciam grandes detalhes.
Mais gótico, por favor
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A partir dos anos 1970, as histórias do Batman ficaram mais sombrias– e Gotham tambéma. O ápice rolou em Batman (1989). Tim Burton e o diretor de arte Anton Burst queriam que ela fosse como “se o inferno tivesse emergido pelas ruas”. Eles se inspiraram nos desenhos do arquiteto Hugh Ferriss, especialista na releitura de temas góticos para ambientes urbanos. O filme levou o prêmio de Melhor Direção de Arte no Oscar de 1990.
Com Robert Pattinson, o novo Batman estreia dia 3 de março. Veja como a cidade do morcego já foi representada desde a criação do herói, em 1939.