Ancestrais selvagens de pombos são encontrados na Europa

A população de pombos está em grave declínio. Não se trata, como você pode imaginar, daqueles que encontramos aos montes nas cidades, mas de seus ancestrais selvagens: a espécie Columba livia, encontrada originalmente na Europa, no Oriente Médio, no norte da África e na Ásia Ocidental.

Os pombos selvagens estão extintos na Inglaterra e no País de Gales, mas agora foram encontrados grupos desses indivíduos em ilhas isoladas da Escócia e da Irlanda. Pesquisadores liderados por membros do Departamento de Biologia da Universidade de Oxford (Reino Unido) fizeram a descoberta a partir de testes de DNA e publicaram o estudo no periódico iScience.

Eles estão ameaçados de extinção por pombos descendentes de linhagens domesticadas. Saiba como os pombos se tornaram animais urbanos.

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Dança das abelhas é aplicada na comunicação entre robôs

Abelhas têm um tipo de comunicação peculiar. Para avisar as companheiras de colmeia sobre a localização das flores com mais néctar, elas executam uma espécie de dança.

Funciona assim: a abelha se remexe a partir de um ponto, desenhando uma espécie de semicírculo. Em seguida, percorre de novo o mesmo trecho reto e volta em outro semicírculo, mas desta vez pelo lado oposto. Observando o gingado da colega, as outras operárias sabem dizer a distância, a direção e até a qualidade da fonte de alimento anunciada.

Essa linguagem despertou o interesse de pesquisadores da área da robótica, que se inspiraram na técnica para criar um novo tipo de comunicação entre máquinas.

Um primeiro robô traça uma forma no chão e, assim como nos insetos, a orientação da forma e o tempo para desenhá-la informam a um segundo robô a direção e a distância. A técnica pode ser usada em situações em que o trabalho do robô é necessário, mas as comunicações tradicionais por rede não são tão viáveis, como em uma zona de desastre ou no espaço.

Com base nessa comunicação entre os insetos, os robôs entendem a direção e distância do objetivo – e acertam em 90% das vezes.

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Espiral luminosa no céu intriga moradores da Nova Zelândia

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Arqueólogos encontram tartaruga grávida morta na erupção do Vesúvio

Uma tartaruga grávida foi encontrada nos destroços de uma casa abandonada em Pompeia. Arqueólogos que escavavam as ruínas da cidade encontraram os restos da tartaruga de 14 centímetros de comprimento, além de seu ovo.

As descobertas adicionam novos detalhes ao entendimento do período entre 62 d.C, quando Pompeia passou por um terremoto, e 79 d.C, quando foi devastada pela erupção vulcânica. Arqueólogos descobriram o animal em uma parte da cidade que estava sendo reaproveitada para banhos públicos.

Eles acreditam que a tartaruga, da espécie Testudo hermanni, entrou em um prédio tão danificado pelo terremoto que não havia sido reconstruído; e que ela ainda não tinha colocado seu ovo quando o Vesúvio entrou em erupção. Tartarugas prendem seus ovos até encontrarem um habitat adequado para depositá-los. 

“Isso nos permite refletir sobre Pompeia nesta fase após o terremoto, mas antes da erupção, quando muitas casas estavam sendo reconstruídas, toda a cidade era um canteiro de obras e, evidentemente, alguns espaços estavam tão inutilizados que animais selvagens podiam passear, entrar e tente botar seus ovos”, relata Gabriel Zuchtriegel, diretor do sítio arqueológico de Pompeia.

A fêmea estava a procura de um lugar para botar seu ovo pouco antes da erupção, há 2 mil anos.

Arqueólogos encontram tartaruga grávida morta na erupção do Vesúvio

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Morcegos selvagens se lembram de toque de celular após quatro anos

A memória dos morcegos pode ser melhor do que você imagina.

Pesquisadores treinaram 49 morcegos selvagens da espécie Trachops cirrhosus para associar um toque de celular a uma recompensa em comida. Quatro anos depois, alguns deles ainda reconheciam o som e voavam em direção ao lanchinho – enquanto morcegos não familiarizados com o alerta sonoro simplesmente o ignoraram.

Essa espécie comum na América Central e do Sul se alimenta de insetos e sapos, que encontra seguindo seu coaxar de acasalamento. Os morcegos conseguem diferenciar os chamados de várias espécies de sapos para não comer os venenosos.

Para investigar como esses mamíferos voadores aprendem os chamados de suas presas e por quanto tempo podem reter essas informações, a pesquisadora May Dixon, da Universidade Estadual de Ohio (Estados Unidos), reuniu-se com colegas para treinar morcegos capturados na natureza. Os resultados do estudo foram publicados na revista Current Biology.

Estudo sugere habilidades cognitivas até então desconhecidas nesses mamíferos voadores.

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Por que os oceanos importam tanto para a vida na Terra

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Carta náutica do século 19 revela perda de até 49% dos recifes em Abrolhos (BA)

Entre os nove milhões de itens que compõem o acervo da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, está uma carta náutica de 1861, elaborada pelo francês Ernest Mouchez durante uma expedição à Bahia. 

Conchas, rochas, corais, areia. Ali está mapeada toda a antiga paisagem subaquática de Abrolhos, arquipélago que abriga as maiores formações de recifes e a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul.

A viagem de Mouchez era um trabalho de exploração da América do Sul, e o documento foi um dos muitos criados para registrar as descobertas da época – além de fornecer pistas à navegação daquelas águas. Mas agora, 160 anos depois, encontrou-se uma nova utilidade à carta: entender como os recifes mudaram de lá para cá.

Um grupo de pesquisadores brasileiros comparou as informações contidas na carta náutica e em outros documentos históricos com dados modernos sobre as condições ambientais de Abrolhos, obtidos via satélite. Assim, descobriram que houve uma perda média de 28% na extensão espacial dos recifes da região.

Algumas áreas estão ainda mais degradadas. Entre os recifes mais próximos à costa, por exemplo, a perda dos últimos 160 anos é de 49%. O estudo foi publicado nesta quarta (29) na revista Perspectives in Ecology and Conservation.

Motivos da degradação

Segundo os pesquisadores, os recifes foram prejudicados principalmente por uma antiga prática de extração de corais. Blocos inteiros eram removidos dos recifes para a fabricação de cal e, acredite, a substituição de tijolos na construção civil. Há registros desse costume desde o século 17, e ele durou pelo menos até 1900 na região.

É a primeira vez que pesquisadores brasileiros usam documentos históricos para compreender a evolução das condições ambientais de recifes. Entenda.

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Epigenética: entenda essa nova fronteira na Ciência

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Vírus da dengue e da zika podem te deixar mais atraente para os mosquitos

Novo estudo aponta que os vírus podem alterar o odor de seu hospedeiro para atrair os insetos – e favorecer sua transmissão. Entenda.

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Cães evoluíram de duas populações distantes de lobos, aponta estudo

Há uma reviravolta nas teorias que explicam as origens dos cães domésticos. O consenso é de que esses animais de estimação vieram de uma evolução dos lobos-cinzentos (Canis lupus) mais mansos, que se adaptaram a viver junto aos seres humanos em troca de comida constante. Mas um novo estudo inglês descobriu que os cachorros tiveram uma evolução mais complexa do que se imaginava até agora. 

Pesquisadores do Francis Crick Institute, um centro de pesquisa biomédica em Londres, revelaram em um artigo na Nature que os cães têm, pelo menos, mais um ancestral selvagem. 

Os cientistas analisaram 72 genomas de lobos que viveram na Europa, Sibéria e América do Norte até 100 mil anos atrás. E então os comparou com genomas de cães primitivos e modernos. Assim, descobriram que, embora a ascendência de cães primitivos parecesse estar enraizada apenas em lobos-cinzentos da Ásia, há uma contribuição genética de outros animais: uma população de lobos mais ao Ocidente, identificada principalmente entre cães da África e do Oriente Médio, e em menor número em europeus. 

A teoria predominante concentrava essa ancestralidade na Ásia. Mas pesquisadores acharam genes de lobos mais ao Ocidente entre os cachorros atuais.

Cães evoluíram de duas populações distantes de lobos, aponta estudo

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