Março borgonha: fique atento aos sinais do mieloma múltiplo

Por Fabiana Schiavon

Março borgonha é o mês de conscientização para o mieloma múltiplo, um tipo de câncer hematológico (do sangue), do qual também fazem parte leucemia e linfoma. Entre os três, ele é o segundo com mais ocorrências no mundo, mas ainda é uma doença rara. Portanto, seus sintomas podem ser confundidos com outros males, mais comuns. “É preciso que o conhecimento da doença chegue a outras especialidades, como os ortopedistas, nefrologistas. Pela falta dele, o indivíduo acaba levando muito tempo para chegar ao hematologista ou oncologista que dará início o tratamento”, defende o médico Angelo Maiolino, professor de hematologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Uerj) e vice-presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). Uma pesquisa feita pela farmacêutica Sanofi ouviu 1 500 pessoas em todo o país no fim de 2021 e constatou que 10% da população conhece alguém que teve mieloma múltiplo. Entre suas vítimas recentes, estão o cineasta e jornalista Arnaldo Jabor e a jornalista Cristina Lôbo.

O que é mieloma múltiplo

A doença acomete regiões do corpo onde a medula óssea, estrutura que fica dentro de alguns ossos, é ativa. A medula óssea é o local onde se fabrica nossas células sanguíneas. Entre elas, estão os glóbulos brancos, que fazem parte do nosso sistema imunológico. O mieloma ataca diretamente os plasmócitos, um tipo de glóbulo branco. No lugar da célula saudável, surgem células malignas que se proliferam e passam a produzir anticorpos anormais, conhecidos como proteína M. “A doença faz a medula produzir um anticorpo sem função, que vai prejudicar o organismo do indivíduo, deixando-o mais suscetível a doenças”, explica Maiolino. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] Com o câncer já manifestado, 70% das pessoas podem ter uma lesão óssea, e ainda  dores, fraturas, anemia. Cerca de 30% dos diagnosticados sofrem de insuficiência renal. O mieloma é chamado de múltiplo porque provoca lesões em diversas partes. Entre os locais mais comuns, os ossos da coluna vertebral, crânio, pélvis, caixa torácica e áreas ao redor dos ombros e quadris. Pode ocorrer dele atingir apenas um ponto: os médicos chamam tecnicamente de plasmocitoma ósseo solitário.

Incidência

O mieloma múltiplo é considerado um tipo raro de câncer no sangue. Ele acomete, aproximadamente, 750 mil pessoas ao redor do mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que há cerca de 4.560 casos anuais, com uma taxa de incidência de 2,1 casos por 100 000 habitantes na população geral. Cerca de 60% dos óbitos ocorrem em pessoas entre 60 e 79 anos. Há dados crescentes sobre a ocorrência em jovens e crianças. Para hematologistas, no entanto, os números na faixa etária podem ter aumentado porque as equipes de saúde estão mais alerta aos sinais. “O risco não aumentou, mas médicos que detectam insuficiência renal em uma pessoa jovem agora suspeitam do mieloma e pedem os exames”, exemplifica Maiolino.

Diagnóstico

Não existe uma política de rastreamento do mieloma, como a mamografia para o câncer de mama. A investigação começa em geral a partir dos sintomas ou de alterações sanguíneas. As primeiras suspeitas podem vir de um hemograma, e há um exame de sangue simples que já aponta alterações, a eletroforese de proteínas séricas. Também estão no rol diferentes tipos de exame de urina, a biópsia da medula-óssea (feita com anestesia local), radiografia óssea, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

Fatores de riscos

O problema não está relacionado diretamente com uma condição de saúde ou hábitos de estilo de vida. “Não dá para associar diretamente como fazemos com o cigarro e o câncer de pulmão”, afirma Salvino. Entretanto, a  obesidade é um fator risco citado por alguns especialistas, o que pode ter a ver com o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados.

Hematologistas pedem que outras especialidades aprendam a suspeitar deste tipo de câncer, e associações lutam para que tratamento chegue à rede pública…

continua abaixo:

Março borgonha: fique atento aos sinais do mieloma múltiplo

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Zoom: no balanço das ondas

Por Diogo Sponchiato

Zoom: no balanço das ondas

Se tem um aparato útil para navegarmos por aí — sobre as águas e em terra firme —, ele fica no interior do ouvido. É o labirinto, uma estrutura diminuta cujas células ciliadas ajudam a captar o posicionamento e o movimento do nosso corpo em relação ao ambiente, transmitindo as coordenadas ao cérebro. Havendo boi nessa linha, podemos perder a rota e entrar em vertigem. 0,5 centímetro de diâmetro: é a dimensão do vestíbulo, um dos componentes do sistema que permite ao labirinto nos servir de GPS. 30% da população sofre de tonturas, segundo estimativa da OMS. Uma das causas são problemas no labirinto. 

Foto tirada com o microscópio mostra estrutura responsável pelo nosso equilíbrio

Zoom: no balanço das ondas

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Novo tipo de HIV é detectado

Por Thais Manarini

Missão bem-sucedida

O tripé de enfrentamento ao HIV:

Cientistas identificaram um subtipo inédito do vírus HIV em 109 pessoas na Holanda. Baseados em testes preliminares, eles declararam que a versão parece ser mais virulenta que as cepas predominantes. “Isso significa que o indivíduo contaminado adoeceria em menos tempo, porque o vírus seria mais eficaz em se espalhar e matar as células de defesa, que são o alvo”, explica Aguinaldo Roberto Pinto, microbiologista que estuda o HIV na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mais de dez subtipos virais já foram catalogados, e sua distribuição varia geograficamente. Felizmente, todos eles são controlados com sucesso por meio dos medicamentos disponíveis — incluindo a nova versão europeia. “O que essa descoberta reforça é a necessidade de diagnosticar e tratar logo os pacientes”, afirma Pinto.

Missão bem-sucedida

O tripé de enfrentamento ao HIV:

  1. Prevenção Além do preservativo, nos últimos anos chegou a profilaxia pré-exposição (PrEP), combinação de drogas antivirais que ajuda a evitar a infecção. vale lembrar que o uso da PrEP subiu 182% no mundo em 2020, mas ainda está aquém do esperado, em especial nos países mais pobres.
  2. Testagem Infelizmente, muita gente ainda sofre com estigmas que atrapalham o diagnóstico precoce. Quanto antes ele for feito, melhor.
  3. Tratamento Os medicamentos atuais conseguem não só impedir o desenvolvimento da aids como reduzir a carga viral e bloquear a transmissão.

Vírus seria mais agressivo, mas responde a remédios

Novo tipo de HIV é detectado

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Assista a “NIKOLA TESLA | A CHAVE SECRETA PARA A ENERGIA LIVRE” no YouTube

Um dos maiores nomes da ciência.

Gênio incompreendido e boicotado, Nikola Tesla continua a nutrir nossas mentes com seu incrível legado.

Poder do Eu Superior aqui!

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Quem são os indivíduos imunocomprometidos? Só Covid preocupa?

Por Fabiana Schiavon

Com a pandemia, passamos a falar muito sobre os imunocomprometidos, indivíduos cujo sistema imune não funciona como deveria. Eles são considerados grupos de risco porque têm maior probabilidade de desenvolver formas graves da Covid-19 e, portanto, são prioridade na vacinação. Para ter ideia, é para esse pessoal que se indica, hoje, a quarta dose do imunizante, além dos idosos. Em linhas gerais, o público é dividido em dois principais grupos. Um deles é formado por quem nasce com um problema genético que afeta o sistema imunológico A condição pode se manifestar ainda na infância ou ser descoberta já na fase adulta. “São mais de 400 doenças desse tipo. Podemos citar a mais comum e benigna delas, a deficiência seletiva de imunoglobulina, e a mais preocupante, a imunodeficiência combinada grave, em que dificilmente a criança sobrevive até o primeiro ano de vida”, ensina Ekaterini Simões Goudouris, médica alergista, coordenadora do Departamento Científico de Imunodeficiência da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). O outro grupo inclui quem acaba desenvolvendo doenças graves ou crônicas, que abalam o sistema de defesa. “Um alcoólatra ou uma pessoa com diabetes entram nessa lista, porque seu organismo é mais frágil. Portanto, eles têm maior probabilidade de enfrentar infecções graves, que ainda podem deixar sequelas”, explica Ekaterini. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] Portadores de HIV também se encaixam aqui, porque o vírus se instala nas células de defesa do corpo e, se não controlado com medicamentos, compromete a imunidade. Nessa turma entram ainda aqueles que tomam medicamentos que afetam o sistema de defesas. É o caso dos portadores de doenças autoimunes, como o lúpus. “Esse males ocorrem quando o próprio sistema imunológico se volta contra o organismo. Então o tratamento é feito com medicamentos que suprimem o processo de defesas”, explica a alergista. Pacientes com câncer são outro exemplo, já que os tratamentos utilizados para combater o tumor costumam debilitar a imunidade. Os transplantados, por sua vez, precisam tomar medicamentos imunossupressores pelo resto de suas vidas.

Esse grupo é muito mencionado quando se fala em prioridade na vacinação contra o coronavírus. Entenda se a quarta dose vale para todos que fazem parte dele…

Quem são os indivíduos imunocomprometidos? Só Covid preocupa?

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Síndrome metabólica afeta pulmões dos idosos

Por Thais Manarini

Ainda antes da pandemia, em 2018, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) começaram a avaliar o estado de saúde e o nível de atividade física de cerca de mil idosos de São José dos Campos, no interior paulista. Os resultados desse mapeamento, divulgados agora, vêm a calhar inclusive para o melhor entendimento da Covid-19. “Notamos que os portadores de síndrome metabólica apresentavam sinais de inflamação nos pulmões”, conta a fisioterapeuta Maysa Rangel, autora do trabalho. “Isso pode explicar por que obesos, em especial idosos, correm maior risco com o coronavírus”, completa. E levanta outro ponto. “O cansaço do obeso geralmente é encarado como falta de condicionamento, o que é verdade, mas pode haver também algum problema pulmonar envolvido”, nota Maysa.

O que compõe o problema

A síndrome entra em cena diante de três ou mais dos seguintes fatores: 

Como é o manejo com o envelhecimento

Abordagem é semelhante à dos mais jovens, somada a cuidados inerentes à faixa etáriaAtividade física Nunca é tarde para começar, desde que com acompanhamento adequado. O treino que combina exercícios aeróbicos, de força e equilíbrio é o ideal. Saúde mental Se engajar em uma mudança de estilo de vida é um esforço e tanto. Sessões de psicoterapia podem ajudar a se cuidar e a persistir. Alimentação Dietas restritivas exigem cuidado, pois nessa fase da vida o corpo não pode perder o aporte de proteínas e outros nutrientes críticos à massa muscular. Acompanhamento O ideal é ter um médico supervisionando todo o processo, junto a uma equipe multidisciplinar. Remédios podem ser prescritos para controlar peso, pressão, colesterol… 

Achado brasileiro também ajuda a explicar danos da Covid-19

Síndrome metabólica afeta pulmões dos idosos

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Como escolher o som de despertador perfeito, segundo a ciência

Por Maria Clara Rossini

O “só mais cinco minutinhos” é o terror de quem precisa acordar cedo. Primeiro você aperta o botão “soneca” uma vez, só para curtir uns últimos minutinhos de sono. Depois duas, três vezes. E mesmo com o som do despertador no máximo, você não consegue ficar acordado. Quando vai ver, já está uma hora atrasado.

Ter uma boa noite de sono é o melhor jeito de evitar aquela sensação “grogue” logo ao acordar. Mas escolher um bom alarme também pode ajudar. Uma pesquisa do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, na Austrália, mostrou que alguns tipos de música e frequências podem aumentar o estado de alerta ao acordar.

O seu cérebro não é como um interruptor, que liga e desliga totalmente na hora que quer. As regiões mais importantes para o estado de alerta, como o córtex pré-frontal, demoram mais para “ligar” do que outras áreas. Isso significa que você pode estar mais ou menos acordado, o que causa a sensação “grogue”. O fluxo de sangue para o cérebro é outro fator que influencia essa sensação.

O “só mais cinco minutinhos” é o terror de quem precisa acordar cedo. Primeiro você aperta o botão “soneca” uma vez, só para curtir uns últimos minutinhos de sono. Depois duas, três vezes. E mesmo com o som do despertador no máximo, você não consegue ficar acordado. Quando vai ver, já está uma hora atrasado.

Ter uma boa noite de sono é o melhor jeito de evitar aquela sensação “grogue” logo ao acordar. Mas escolher um bom alarme também pode ajudar. Uma pesquisa do Instituto Real de Tecnologia de Melbourne, na Austrália, mostrou que alguns tipos de música e frequências podem aumentar o estado de alerta ao acordar.

O seu cérebro não é como um interruptor, que liga e desliga totalmente na hora que quer. As regiões mais importantes para o estado de alerta, como o córtex pré-frontal, demoram mais para “ligar” do que outras áreas. Isso significa que você pode estar mais ou menos acordado, o que causa a sensação “grogue”. O fluxo de sangue para o cérebro é outro fator que influencia essa sensação.

Um conjunto de pesquisas da Austrália mostram a frequência e batida mais eficazes em estimular o estado de alerta. Ouça o que seria o “alarme perfeito”.

Como escolher o som de despertador perfeito, segundo a ciência

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Assista a “Por que esse nome? São carnívoras? Quantas cores existem? Muitas curiosidades sobre elas!” no YouTube

Joaninhas são tão coloridas e lindas!

Vamos lá conhecer sobre elas …

Animal TV aqui!

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Remédio anticâncer pode eliminar o HIV do organismo

Por Bruno Garattoni

O Keytruda (pembrolizumab) é usado desde 2014 para tratar melanoma, linfoma e câncer de pulmão, entre outros tipos. Ele remove um “disfarce” que as células cancerosas usam para driblar o sistema imunológico.

Agora, cientistas americanos constataram que a droga também tem outra utilidade: consegue expulsar o vírus da Aids das células T, onde ele normalmente se aloja (e pode ficar escondido, mesmo quando o paciente não tem mais HIV detectável).

A descoberta (1) ocorreu por acaso, durante o tratamento de pacientes que têm câncer e HIV. Se o efeito for confirmado, pode levar a um novo coquetel anti-Aids, capaz de expulsar totalmente o vírus do corpo.

LEIA MAIS: Imunoterapia: a melhor arma anticâncer

Fonte 1. Pembrolizumab induces HIV latency reversal in people living with HIV and cancer on antiretroviral therapy. T Uldrick e outros, 2022.

Medicamento demonstrou capacidade de expulsar o vírus das células T, onde ele normalmente se aloja e fica escondido

Remédio anticâncer pode eliminar o HIV do organismo

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Vem aí o open health

O conceito de open banking, um sistema em que o usuário dos bancos pode compartilhar seus dados entre as instituições, foi recebido com otimismo quando lançado, um ano atrás. Desde então, seus benefícios ainda não são tão visíveis para os consumidores, até porque se trata de uma mudança demorada no ecossistema. Mas a promessa de vantagens desse modelo tem feito seu raciocínio ser expandido para outros setores, entre eles o de saúde. Em janeiro, o ministro Marcelo Queiroga afirmou que pretende lançar o Open Health, ambiente onde seria possível trocar informações dos pacientes entre convênios, laboratórios, hospitais e outros serviços. “Ao chegar ao hospital com dor de cabeça, a pessoa poderia compartilhar seu histórico de saúde mais fácil, como numa carteira digital”, resume Guilherme Weigert, CEO do Grupo Conexa. “ Se bem implementado, esse sistema pode melhorar o acesso à saúde. Mas há desafios, como garantir a segurança e melhorar a interoperabilidade dos dados”, avalia o especialista. 

+ Artigo de opinião: Open health: novas tecnologias, velhas ideias e muito risco

O que é a interoperabilidade em saúde

Palavra difícil, e que pode virar rotina no ecossistema de cuidados

  • O que é? A interoperabilidade é a capacidade de um sistema trabalhar com outro em harmonia, trocando dados de forma ágil e segura.
  • Tem padrão? Para funcionar, os dados precisam ser compreensíveis e padronizados. Não basta gerar um volume enorme: a língua falada deve ser a mesma.
  • E na prática? Ela permite, por exemplo, que um convênio use estatísticas para melhorar seus serviços e agilizar os atendimentos.
  • Quais os entraves? Hoje, as informações ficam armazenadas em grandes pacotes em diversos bancos de dados. Isso dificulta a análise integrada por programas de inteligência artificial.

Depois do open banking, Ministério da Saúde se movimenta para aplicar lógica semelhante aos dados dos pacientes

Vem aí o open health

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