Panaceia da cannabis medicinal é discutida em congresso de neurociência

Por Diogo Sponchiato

A panaceia do canabidiol: assim foi batizada uma das principais sessões de discussão do 21º Congresso de Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado há pouco no frio de Gramado (RS). A mesa-redonda reuniu profissionais que estudam ou lidam na prática clínica com essa substância originária da maconha, alvo de pesquisas e esperanças no tratamento de condições que vão de autismo a demência. A Cannabis sativa possui mais de 150 canabinoides, entre os quais se destacam o tetrahidrocanabinol (THC), elemento por trás do efeito psicoativo da maconha (o “barato”), e o canabidiol (CBD), componente que desperta maior interesse para fins terapêuticos e não altera o estado de consciência nem gera dependência. Regularizado para uso medicinal no Brasil, o CBD está com a demanda em alta: cada vez mais médicos prescrevem a substância e pacientes veem nela uma oportunidade de controlar problemas que envolvem dores, crises convulsivas ou ansiedade. O composto é adquirido em farmácias ou importado por meio de receita médica e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O ganho de popularidade caminha em paralelo a dois fenômenos: o desenvolvimento de estudos que investigam a eficácia e a segurança do tratamento em diversos contextos e o marketing que, em algumas situações, beira o charlatanismo. Se por um lado há gente séria apurando os benefícios e as limitações do canabidiol, por outro há profissionais sem capacitação adequada receitando um “óleo milagroso”, capaz de curar doenças sozinho − o que está longe de ser verdade. Daí a mesa-redonda na última edição do Brain, como o maior congresso de neurociência do país é conhecido no meio acadêmico. Afinal, o que há de comprovado no uso terapêutico da cannabis e o que precisa ser mais bem compreendido antes de as pessoas saírem tomando ou prescrevendo por aí? Com a palavra, os especialistas.

Médicos e pesquisadores debatem as expectativas e as evidências científicas para a utilização de substâncias derivadas da maconha no tratamento de doenças

Panaceia da cannabis medicinal é discutida em congresso de neurociência

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Mosquitos cansados preferem dormir a comer

Cientistas descobriram que mosquitos sonolentos preferem recuperar o sono perdido a procurar comida no dia seguinte. O estudo mostra que até mesmo insetos dependem de um sono adequado.

Essa ação de recuperar o sono perdido é chamada de “rebote do sono”. Quando um indivíduo não dorme a quantidade necessária de horas, ou fica sob estresse elevado quando acordado, o corpo pode precisar de mais horas de sono no dia seguinte. O rebote de sono acontece com humanos e animais, inclusive insetos como moscas de fruta e mosquitos.

Os pesquisadores tomaram precaução extra ao desenvolver os protocolos para o estudo. A observação pode afetar o resultado do experimento, especialmente ao analisar os mosquitos.

Esses pequenos insetos sentem a presença de pessoas através do nosso calor corporal, movimento, vibrações e até do gás carbônico que exalamos ao respirar. É difícil observar o sono deles quando eles te enxergam como uma ceia de Natal.

Os cientistas montaram o experimento em uma parte mais tranquila do campus da Universidade de Cincinnati, onde não havia circulação de pessoas, e instalaram câmeras e sensores infravermelhos para gravar os movimentos dos insetos sem incomodá-los.

Mosquitos dormem muito em laboratório. Algo entre 16 e 19 horas por dia, dependendo da espécie. Mas não é fácil reconhecer um mosquito cochilando – quando não estão rondando atrás de alimento, eles se empoleiram por longos períodos para conservar energia.

Os insetos também sentem os efeitos da privação do sono – e não ficam muito dispostos quando dormem mal.

Mosquitos cansados preferem dormir a comer

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Cientistas recriam perfume usado por Cleópatra. Saiba qual cheiro ele tinha

Ruínas, ferramentas, ornamentos, documentos. São achados desse tipo que geralmente orientam arqueólogos no estudo de sociedades antigas. Mas, recentemente, alguns pesquisadores passaram a se dedicar também a coisas intangíveis – como cheiros.

Nesse tipo de trabalho, os cientistas buscam identificar moléculas de substâncias aromáticas preservadas em objetos antigos. E não só: às vezes, tentam também reconstruir alguns desses cheiros.

É o caso da equipe liderada por Robert Littman e Jay Silverstein, arqueólogos da Universidade do Havaí, que afirmam ter descoberto qual era o perfume usado por Cleópatra. A última rainha do Antigo Egito, que esteve no poder entre 51 a.C. e 30 a.C., provavelmente recorria a uma fragrância popular entre a elite egípcia: o perfume mendesiano, fabricado na antiga cidade de Mendes.

Em 2021, escavações em Thmouis, nos arredores de Mendes, descobriram os restos do que seria uma fábrica de perfumes de 2,3 mil anos, com fornos e recipientes feitos de argila que continham resíduos das fragrâncias. Neste lugar, acredita-se, eram produzidos perfumes que ficaram famosos em todo o Mediterrâneo.

Os pesquisadores estudaram a composição química dos resíduos nos frascos e consultaram escritos antigos, gregos e romanos, que indicariam a receita do perfume mendesiano. As tentativas de recriar a fragrância incluíram ingredientes como óleo de tâmara, mirra, canela e resina de pinheiro.

Segundo os cientistas, a base para os perfumes e unguentos egípcios não era álcool, mas sim óleo vegetal ou gordura animal. Os fabricantes obtinham os aromas a partir da fumaça da queima de resinas, cascas e ervas, ou da maceração de flores, especiarias e madeira.

Em estudo publicado na revista Near Eastern Archaeology, a equipe de Littman e Silverstein explica como alcançou um perfume que seria próximo ao mendesiano, apelidado “Eau de Cleopatra”. Ele seria uma mistura forte, mas agradável e adocicada, produzido a partir de mirra e canela. O aroma famoso entre membros da elite também seria duradouro (qualidade associada aos perfumes egípcios), permanecendo potente por cerca de dois anos.

Para montar a receita da fragrância, estudo analisou resíduos de uma fábrica de perfumes egípcia de 2,3 mil anos, além de antigos escritos gregos e romanos.

Cientistas recriam perfume usado por Cleópatra. Saiba qual cheiro ele tinha

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Altura pode ser fator de risco para doenças, indica estudo

Pessoas altas são mais propensas à neuropatia periférica e a infecções de pele e ossos. Essa foi a descoberta da maior investigação sobre altura e saúde já realizada, publicada na última quinta-feira (2). O estudo foi feito com cerca de 300 mil pessoas e liderado por Sridharan Raghavan, do Rocky Mountain Regional VA Medical Center, nos EUA.

A estatura já foi associada a alguns problemas médicos, mas os cientistas não têm certeza se ela é mesmo um fator de risco para eles – ou se outros fatores que podem afetar a altura, como a genética, os hábitos alimentares e as condições socioeconômicas, são os verdadeiros vilões. 

Raghavan e seus colegas tentaram encontrar pistas para resolver o problema e analisaram as conexões entre várias doenças e a altura de uma pessoa, assim como as conexões com a altura prevista pela genética de cada um. 

Pessoas altas são mais propensas a infecções de pele e mais resistentes a doenças cardíacas, diz estudo que analisou os dados médicos de 300 mil americanos.

Altura pode ser fator de risco para doenças, indica estudo

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Lipedema: a gordura fora de lugar

Por Thais Manarini

O nome técnico soa a algo raro e distante, mas o problema, infelizmente, não é nem um pouco incomum. Descrito pela primeira vez na medicina nos anos 1940 nos Estados Unidos, o lipedema afeta hoje uma em cada dez mulheres, o que soma cerca de 5 milhões de brasileiras. Sua face mais evidente é o acúmulo de gordura em regiões como pernas e braços — situação que também arranha a autoimagem. “Mesmo entre os profissionais de saúde, pouca gente conhece o lipedema e sabe lidar com ele”, afirma o cirurgião plástico Fabio Kamamoto, fundador e diretor do Instituto Lipedema Brasil. A entidade foi criada justamente para compartilhar informações sobre o assunto e ajudar as mulheres a procurar o tratamento adequado — e junho foi eleito o mês mundial de conscientização a respeito. Uma das confusões que esse movimento busca dissipar é achar que lipedema e obesidade são a mesma coisa. Não são! No primeiro, a gordura passa a crescer em áreas como pernas e até mesmo braços, e não na barriga, por exemplo. O quadro costuma ser bilateral e ocorrer inclusive em pessoas consideradas magras. Além da repercussão no visual, provoca outros sintomas desconfortáveis. “As queixas mais frequentes são dores, inchaço, presença de vasinhos e hematomas espontâneos na região com a gordura”, conta o angiologista e cirurgião vascular Vitor Cervantes Gornati, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Em fases avançadas, pode causar sensação de peso no local, que piora com o passar do dia, limitação de mobilidade e danos ao sistema linfático. Por levar a mudanças na silhueta, o quadro é frequentemente rotulado de questão estética. Também não é! Trata-se de uma doença reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Sua inclusão na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) passou a vigorar em janeiro de 2022.

O lipedema, a formação anormal e progressiva de gordura em certas regiões, é confundido com a obesidade, sabota a autoestima e pouca gente sabe tratá-lo

Lipedema: a gordura fora de lugar

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Pele artificial dá sentido de tato a robôs

Uma pele artificial desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia pode dar aos robôs a capacidade de sentir mudanças de temperatura, pressão e até a presença de produtos químicos tóxicos por meio do toque.

A nova pele é usada junto de um braço robótico e sensores ligados à pele humana. Com um sistema de machine learning, um humano controla o robô usando seus próprios movimentos – e ainda recebe resposta em sua própria pele.

Apelidada de M-Bot, a plataforma de detecção robótica multimodal foi desenvolvida no laboratório de Wei Gao, professor de engenharia médica do Caltech. O plano dele é dar aos humanos um controle mais preciso sobre a ação dos robôs, além de evitar que se coloquem em risco.

“Os robôs modernos estão desempenhando um papel cada vez mais importante na segurança, agricultura e manufatura”, diz Gao. “Podemos dar a esses robôs uma sensação de toque e temperatura? Também podemos fazê-los sentir produtos químicos como explosivos e agentes nervosos ou riscos biológicos, como bactérias e vírus infecciosos? Estamos trabalhando nisso.”

A pele desenvolvida é uma espécie de gel gelatinoso que torna a mão robótica muito parecida com a nossa. Nela estão os sensores que lhe possibilitam detectar o que está segurando. Eles são impressos na pele, da mesma forma que uma impressora a jato de tinta imprime o texto em uma folha de papel.

Ela responde a comandos humanos e dá um choque quando encontra substâncias específicas.

Pele artificial dá sentido de tato a robôs

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Arqueólogos encontram 250 sarcófagos de 2,5 mil anos no Egito

A necrópole de Saqqara, a cerca de 25 quilômetros de Cairo, no Egito, tem sido alvo de escavações desde 2018. E é lá que, recentemente, arqueólogos encontraram 250 sarcófagos e cerca de 150 estatuetas de bronze. A descoberta foi divulgada na segunda-feira (30) pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do país.

Os sarcófagos de madeira pintada ainda estavam selados e guardam múmias bem preservadas. Assim como o restante dos artefatos encontrados, eles datam de cerca de 2,5 mil anos atrás – no chamado Período Tardio do Antigo Egito. É a primeira vez que objetos dessa época são encontrados em Saqqara.

Outras 150 estatuetas de divindades egípcias também estavam na necrópole de Saqqara. É a primeira vez que artefatos do Período Tardio do Antigo Egito são encontrados por lá.

Arqueólogos encontram 250 sarcófagos de 2,5 mil anos no Egito

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Dexametasona: o que é, para que serve, como tomar e quais os cuidados

Por Fabiana Schiavon

dexametasona é um corticoide que serve para tratar diferentes condições, de problemas reumáticos inflamatórios (como artrite reumatoide) a alergias. O remédio breca a inflamação ao suprimir o sistema imune e, com isso, é capaz de aliviar coceira, dor e por aí vai. Até por isso, é usado para controlar sintomas de alergias ou reações alérgicas graves. Mais recentemente, a dexametasona ganhou fama por ser incluída no tratamento de casos graves de Covid-19, após estudos mostrarem que ela reduz a mortalidade nesse cenário. Mas atenção: os efeitos colaterais desse medicamento se intensificam conforme o tempo de tratamento e a dose – por isso a receita médica e o acompanhamento profissional são indispensáveis. O princípio ativo dexametasona é produzido por diferentes farmacêuticas e tem vários nomes comerciais, como Biamotil D, Decadron e Dexason. Na forma de comprimidos, tem a versão genérica disponível nas farmácias.

O que é dexametasona?

A dexametasona faz parte da classe dos glicocorticoides (ou corticosteroides). São versões sintéticas do hormônio cortisol, produzido naturalmente pelo organismo. “Esse medicamento tem um potente efeito anti-inflamatórioantialérgico e imunossupressor. Ou seja, elimina processos inflamatórios e reduz a atividade do sistema de defesa”, explica Carolina Xaubet, farmacêutica do Centro Brasileiro de Informação sobre Medicamentos do Conselho Federal de Farmácia (Cebrim/CFF). É esse efeito que reduz sintomas como coceira e dor, além de inibir a atividade de enfermidades marcadas por um processo inflamatório ou autoimune.

Para que serve?

  • Age contra alergias graves do trato respiratório, como rinite alérgica e asma, principalmente às que não responderam adequadamente ao tratamento convencional
  • Combate inflamações e atua no alívio de sintomas de doenças reumáticas (como a artrite reumatoide), dermatológicas, oftalmológicas e dos pulmões
  • Ameniza náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia em pacientes com câncer
  • Inibe reações alérgicas graves e seus sintomas

O corticoide tem ação anti-inflamatória, antialérgica e imunossupressora, e é usado contra a Covid-19. Veja benefícios e reações adversas da dexametasona

Dexametasona: o que é, para que serve, como tomar e quais os cuidados

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Cientistas treinam formigas para detectar câncer de mama em humanos

Quanto mais cedo acontece o diagnóstico do câncer, maiores são as chances de recuperação do paciente. Por isso, alguns cientistas trabalham para facilitar esse processo – e novas descobertas indicam que as formigas podem ser uma possibilidade promissora.

Segundo estudo realizado por Baptiste Piqueret, da Universidade de Sorbonne Paris Nord (França), e outros pesquisadores de instituições francesas, formigas da espécie Formica fusca seriam capazes de detectar o câncer de mama em humanos.

Assim como outras doenças, o câncer deixa pistas olfativas no corpo do paciente, porque as células afetadas acabam produzindo e liberando certos compostos orgânicos voláteis – que conferem odores característicos a elas.

Pesquisas anteriores já demonstraram que cachorros seriam capazes de sentir esses odores e, assim, detectar diferentes tipos de câncer a partir da pele, da respiração ou dos fluidos e secreções de alguém – sangue, urina ou suor, por exemplo.

E as formigas? Para alguns cientistas, os insetos seriam uma boa ferramenta de detecção já que são relativamente fáceis de manusear, podem ser criados em grande quantidade e treinados para reconhecer odores específicos em poucos testes.

Em experimento, os insetos distinguiram o odor da urina de camundongos saudáveis e daqueles que receberam implantes de células cancerígenas.

Cientistas treinam formigas para detectar câncer de mama em humanos

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