“Nada de esperar algo de magnífico para mudar a vibração e fazer acontecer . Magnífico é estar aqui, agora, neste planeta e neste momento. É ter sensibilidade para observar e encarar de frente as lutas e revéses, e sair de cada dia com um sorriso e a certeza da batalha vencida.”
Março borgonha é o mês de conscientização para o mieloma múltiplo, um tipo de câncer hematológico (do sangue), do qual também fazem parte leucemia e linfoma. Entre os três, ele é o segundo com mais ocorrências no mundo, mas ainda é uma doença rara. Portanto, seus sintomas podem ser confundidos com outros males, mais comuns. “É preciso que o conhecimento da doença chegue a outras especialidades, como os ortopedistas, nefrologistas. Pela falta dele, o indivíduo acaba levando muito tempo para chegar ao hematologista ou oncologista que dará início o tratamento”, defende o médico Angelo Maiolino, professor de hematologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Uerj) e vice-presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH). Uma pesquisa feita pela farmacêutica Sanofi ouviu 1 500 pessoas em todo o país no fim de 2021 e constatou que 10% da população conhece alguém que teve mieloma múltiplo. Entre suas vítimas recentes, estão o cineasta e jornalista Arnaldo Jabor e a jornalista Cristina Lôbo.
O que é mieloma múltiplo
A doença acomete regiões do corpo onde a medula óssea, estrutura que fica dentro de alguns ossos, é ativa. A medula óssea é o local onde se fabrica nossas células sanguíneas. Entre elas, estão os glóbulos brancos, que fazem parte do nosso sistema imunológico. O mieloma ataca diretamente os plasmócitos, um tipo de glóbulo branco. No lugar da célula saudável, surgem células malignas que se proliferam e passam a produzir anticorpos anormais, conhecidos como proteína M. “A doença faz a medula produzir um anticorpo sem função, que vai prejudicar o organismo do indivíduo, deixando-o mais suscetível a doenças”, explica Maiolino. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] Com o câncer já manifestado, 70% das pessoas podem ter uma lesão óssea, e ainda dores, fraturas, anemia. Cerca de 30% dos diagnosticados sofrem de insuficiência renal. O mieloma é chamado de múltiplo porque provoca lesões em diversas partes. Entre os locais mais comuns, os ossos da coluna vertebral, crânio, pélvis, caixa torácica e áreas ao redor dos ombros e quadris. Pode ocorrer dele atingir apenas um ponto: os médicos chamam tecnicamente de plasmocitoma ósseo solitário.
Incidência
O mieloma múltiplo é considerado um tipo raro de câncer no sangue. Ele acomete, aproximadamente, 750 mil pessoas ao redor do mundo. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que há cerca de 4.560 casos anuais, com uma taxa de incidência de 2,1 casos por 100 000 habitantes na população geral. Cerca de 60% dos óbitos ocorrem em pessoas entre 60 e 79 anos. Há dados crescentes sobre a ocorrência em jovens e crianças. Para hematologistas, no entanto, os números na faixa etária podem ter aumentado porque as equipes de saúde estão mais alerta aos sinais. “O risco não aumentou, mas médicos que detectam insuficiência renal em uma pessoa jovem agora suspeitam do mieloma e pedem os exames”, exemplifica Maiolino.
Diagnóstico
Não existe uma política de rastreamento do mieloma, como a mamografia para o câncer de mama. A investigação começa em geral a partir dos sintomas ou de alterações sanguíneas. As primeiras suspeitas podem vir de um hemograma, e há um exame de sangue simples que já aponta alterações, a eletroforese de proteínas séricas. Também estão no rol diferentes tipos de exame de urina, a biópsia da medula-óssea (feita com anestesia local), radiografia óssea, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
Fatores de riscos
O problema não está relacionado diretamente com uma condição de saúde ou hábitos de estilo de vida. “Não dá para associar diretamente como fazemos com o cigarro e o câncer de pulmão”, afirma Salvino. Entretanto, a obesidade é um fator risco citado por alguns especialistas, o que pode ter a ver com o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados.
Hematologistas pedem que outras especialidades aprendam a suspeitar deste tipo de câncer, e associações lutam para que tratamento chegue à rede pública…
Se tem um aparato útil para navegarmos por aí — sobre as águas e em terra firme —, ele fica no interior do ouvido. É o labirinto, uma estrutura diminuta cujas células ciliadas ajudam a captar o posicionamento e o movimento do nosso corpo em relação ao ambiente, transmitindo as coordenadas ao cérebro. Havendo boi nessa linha, podemos perder a rota e entrar em vertigem. 0,5 centímetro de diâmetro: é a dimensão do vestíbulo, um dos componentes do sistema que permite ao labirinto nos servir de GPS. 30% da população sofre de tonturas, segundo estimativa da OMS. Uma das causas são problemas no labirinto.
Foto tirada com o microscópio mostra estrutura responsável pelo nosso equilíbrio
Cientistas identificaram um subtipo inédito do vírus HIV em 109 pessoas na Holanda. Baseados em testes preliminares, eles declararam que a versão parece ser mais virulenta que as cepas predominantes. “Isso significa que o indivíduo contaminado adoeceria em menos tempo, porque o vírus seria mais eficaz em se espalhar e matar as células de defesa, que são o alvo”, explica Aguinaldo Roberto Pinto, microbiologista que estuda o HIV na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mais de dez subtipos virais já foram catalogados, e sua distribuição varia geograficamente. Felizmente, todos eles são controlados com sucesso por meio dos medicamentos disponíveis — incluindo a nova versão europeia. “O que essa descoberta reforça é a necessidade de diagnosticar e tratar logo os pacientes”, afirma Pinto.
Missão bem-sucedida
O tripé de enfrentamento ao HIV:
Prevenção Além do preservativo, nos últimos anos chegou a profilaxia pré-exposição (PrEP), combinação de drogas antivirais que ajuda a evitar a infecção. vale lembrar que o uso da PrEP subiu 182% no mundo em 2020, mas ainda está aquém do esperado, em especial nos países mais pobres.
Testagem Infelizmente, muita gente ainda sofre com estigmas que atrapalham o diagnóstico precoce. Quanto antes ele for feito, melhor.
Tratamento Os medicamentos atuais conseguem não só impedir o desenvolvimento da aids como reduzir a carga viral e bloquear a transmissão.
Vírus seria mais agressivo, mas responde a remédios