Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) desenvolveram um novo índice para avaliar a qualidade da dieta da população brasileira. O material foi feito com base nas recomendações de alimentação saudável propostas pela American Heart Association (AHA), entidade norte-americana que financia pesquisas na área de cardiologia e estabelece diretrizes voltadas à prevenção e ao tratamento de doenças cardiovasculares. O trabalho foi publicado na revista científica Frontiers in Nutrition.
“Este é o primeiro índice de qualidade da dieta que considera recomendações de uma dieta saudável para saúde cardiovascular e que inclui ultraprocessados em sua métrica”, explica Leandro Cacau, que criou a ferramenta durante seu doutorado, realizado com apoio da Fapesp no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Nutrição em Saúde Pública da FSP-USP. O estudo foi orientado pela professora do Departamento de Nutrição Dirce Maria Lobo Marchioni. O novo índice consiste em 11 grupos de alimentos, dos quais possuem efeitos benéficos na saúde cardiovascular: frutas, vegetais, peixes e frutos do mar, cereais integrais, leguminosas (feijão), nozes e castanhas, além de laticínios.
A inclusão desse tipo de alimento no índice reconhece o papel deles no risco de doenças cardiovasculares
Avise os dois condomínios (o do qual você está saindo e o novo) e descubra as regras de mudança de cada um, como horários permitidos e se o elevador vai precisar de proteção. Meça com antecedência os móveis e veja se caberão no elevador e na casa nova (se necessário, desmonte os maiores). Faça uma vistoria na futura residência, dos registros ao estado da fiação.
2 – Hora de encaixotar
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Caixas muito pesadas são péssimas de carregar. Coloque itens pesados até a metade e preencha a outra parte com coisas leves (roupas, lençóis). Livros podem ir em caixas pequenas (as book boxes), que facilitam o transporte.
É importante encher as caixas para que o papelão não afunde depois. Reforce o fundo de todas elas com fita adesiva e crie etiquetas para facilitar o desembrulho (uma cor para cada cômodo, por exemplo).
3 – Kit de sobrevivência
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Faça uma mala com itens essenciais (trocas de roupa, toalha, nécessaire, água, lençol), como se fosse viajar. Assim você não precisará abrir todas as caixas em busca da sua escova de dentes ou do seu pijama. Monte também um kit de limpeza e faça uma faxina na casa nova antes de receber caixas e móveis.
4 – No dia da mudança…
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Pense bem antes de contratar um caminhão: às vezes, tudo pode caber em uma caminhonete – e sai mais em conta. Se não quiser ter enxaqueca com isso, há empresas que, além do transporte, embrulham sua louça, protegem cada taça com plástico-bolha… Por fim, desfaça as caixas aos poucos – e por cômodos. Siga a ordem dos essenciais: banheiro, quarto, cozinha e, por último, a sala.
Saiba mais
Antídotos para dor de cabeça
Vai usar plástico-bolha? Envolva toda a superfície dos objetos com as bolhas viradas para fora e prenda tudo com um pedaço de fita adesiva.
Preencha os espaços vazios das caixas com papel amassado. Isso reforça a proteção e evita que os objetos balancem.
Peça ao novo condomínio a planta do imóvel. Ela contém todas as medidas da residência, além de informar quais são as paredes de sustentação e por onde passam a fiação e o encanamento. Ninguém merece pendurar um quadro e ganhar um vazamento de brinde.
O cabo de internet não passa do hall social para o seu apê? Não se desespere: contrate uma empresa especializada em desobstruir conduítes (nome técnico para “abrir espaço no buraco para o fio”).
Caixas reforçadas. Planta do imóvel. Kit de sobrevivência. Veja o que você precisa saber para uma mudança sem dor de cabeça.
Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) trabalham no desenvolvimento de uma vacina terapêutica que se mostrou, em camundongos, capaz de eliminar tumores associados ao papilomavírus humano ( HPV), principal agente causador do câncer do colo do útero. O estudo, divulgado no International Journal of Biological Sciences, mostrou que, quando associado à quimioterapia baseada em cisplatina, o imunizante induziu uma resposta capaz de eliminar tumores em estágio avançado de desenvolvimento, sem causar danos ao fígado, aos rins ou induzir perda de peso nos animais, ou seja, sem toxicidade. Os pesquisadores fazem agora a prova de conceito clínica em humanos. A investigação é conduzida em dois laboratórios do ICB-USP, coordenados pelos professores José Alexandre Marzagão Barbuto e Luís Carlos de Souza Ferreira. Conta com a participação de pesquisadores da ImunoTera Soluções Terapêuticas e apoio da Divisão de Ginecologia do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP.
Em testes pré-clínicos, pesquisadores concluíram que uso do imunizante associado à quimioterapia é capaz de atingir tumores em estágio avançado
“Nada há de mais sublime e poderoso que a fé e a força do espírito humano. Não porque somos “especiais”ou os “melhores”, mas porque, em nosso âmago, guardamos adormecidos todos os segredos e possibilidades do Universo. Nós somos o Cosmos, somos cocriadores e como tal, temos em cada átomo a capacidade do Bem, do Bom e do Amor. Cabe a cada um, a seu tempo, despertar para essa maravilha que é ser um ser eterno e parte da Criação.”
Um estudo publicado em 8 de abril na revista Nature por um consórcio internacional de cientistas revelou que existem pelo menos 120 genes envolvidos com a esquizofrenia. A partir de dados do DNA de cerca de 300 mil pessoas, o grupo, que inclui pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), demonstrou uma relação causal entre esses genes e quadros da doença. Trata-se do maior estudo do tipo já realizado sobre a esquizofrenia, condição que afeta cerca de 24 milhões de pessoas no mundo, mais de 2 milhões no Brasil. “A esquizofrenia tem uma contribuição poligênica [de múltiplos genes] maior do que se imaginava. A pesquisa encontrou 120 genes associados à doença, todos eles atuando nos neurônios. Isso mostra o papel crucial dessas células para a doença e abre caminho para o desenvolvimento de novas terapias”, conta Sintia Belangero, professora da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) e co-autora do trabalho, apoiado no Brasil pela Fapesp. A pesquisadora e os outros autores do artigo fazem parte da divisão de esquizofrenia da Universidade Cardiff, no País de Gales. O time brasileiro inclui ainda os professores da EPM-Unifesp Ary Gadelha, Rodrigo Bressan, Quirino Cordeiro e Cristiano Noto, além dos pesquisadores Marcos Santoro e Vanessa Ota.
Os 120 genes identificados na pesquisa estão localizados em 287 regiões do genoma humano só agora associadas à doença. Um estudo anterior do mesmo grupo havia apontado apenas 108 regiões associadas ao transtorno. O trabalho atual contou com métodos de análise mais modernos e um número maior de amostras do que qualquer outro. Foram analisados dados do DNA de 76.755 pessoas com esquizofrenia e 243.649 sem a doença, a fim de compreender melhor os genes e os processos biológicos que sustentam a condição. Mais de 600 voluntários compuseram a coorte brasileira, contribuindo para a diversidade de amostras do estudo. Levantamentos mundiais do tipo raramente incluem pessoas de ancestralidade não europeia, tornando os resultados obtidos agora mais próximos de beneficiar latinos e afrodescendentes. Nos próximos cinco anos, a Unifesp, sob a liderança do pesquisador Ary Gadelha, pretende coletar mais 20 mil amostras que serão incluídas em futuros estudos do tipo.
Brasileiros fazem parte de uma pesquisa que envolveu 300 mil pessoas de diversos países e dá novas pistas sobre o transtorno