Acredito que expressar meus sentimentos com a escrita me traz lucidez para enfrentar dias tão nebulosos...poetisa rotineira, itinerante e por vezes destoante🌷
Tantas batalhas venci. muitas ainda vou enfrentar. Muitas vezes vou cair. Mas sempre vou levantar. Meu escudo é minha fé minha espada é o Orixá tenho meu corpo fechado. Nas rezas do Jacutá.
Quando eu cai, Pai Ogum me levantou. Quando sofri, mãe Oxum me amparou. Me vi perdido, Exú veio me guiar Estava com fome, Oxóssi me ensinou caçar.
Fui humilhado, e Xangô me defendeu Fui perseguido, Oyá com os ventos me escondeu. Cai doente Omulu quem me curou Estava sujo, Yemanjá quem me banhou.
Eu vi a morte, mas Nanã lhe afastou Cuidou de mim e meu pranto ela secou. Desesperado, vi minha fé vacilar. fui renovado com as palavras de Oxalá.
Se eu fosse só, já não estaria aqui Meu Orixá, me ajudou a persistir Na noite escura, nos caminhos me guiou E na Umbanda eu retribuo seu amor.
É um troço que parece violar as leis mais fundamentais da física, lembra um moto-perpétuo mágico ou coisa que o valha, e tem um nome que mais parece saído da ficção científica. Mas existe, é uma peça-chave para o desenvolvimento dos computadores quânticos – e pode abrir caminho para a criação de relógios de altíssima precisão, capazes de funcionar sem energia. Estamos falando de um novo estado da matéria: os cristais de tempo.
Às vezes dá saudade de quando os estados da matéria eram apenas sólido, líquido ou gasoso, né? Conforme os físicos têm explorado com detalhes cada vez mais finos os mais variados modos pelos quais átomos e partículas podem se comportar, essa lista tem crescido.
O quarto estado da matéria, o plasma, nem é tão novo assim: foi descoberto em 1879, pelo físico inglês William Crookes. Você gera plasma aquecendo um gás ou despejando corrente elétrica sobre ele – esse é o princípio adotado nas televisões de plasma, que precederam as LCD.
Nelas, cada pixel é um cubinho microscópico, cheio dos gases xenônio e neon. Quando a televisão queria acender um determinado pixel, jogava eletricidade naquele cubinho – o xenônio e o neon se transformavam em plasma (gás ionizado, ou seja, eletricamente instável), emitindo luz. O Sol também é feito de plasma.
Mas, ao longo dos últimos 20 anos, os físicos conseguiram ir muito além: criaram estados como os supersólidos, os condensados de Bose-Einstein e os pólarons de Rydberg (mais sobre eles daqui a pouco). Agora, vieram os cristais de tempo. Antes que alguém pergunte: não, eles não servem para viajar no tempo. Mas fazem uma coisa quase tão insólita quanto isso.
Para entender os cristais de tempo, o primeiro passo é compreender os cristais comuns. Um diamante, por exemplo: o que exatamente ele é? Um diamante é feito do mesmíssimo material que o grafite dos lápis: átomos de carbono conectados entre si.
A diferença entre eles está na estrutura cristalina, ou seja, na organização dos átomos. Mas ambos são cristais. Eis o ponto: um cristal é qualquer material onde os átomos estão distribuídos de forma ordenada e repetitiva.
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Em 2012, o físico americano Frank Wilczek, vencedor do Prêmio Nobel e professor do MIT, propôs a existência de algo que ele batizou de cristais de tempo. São conjuntos de átomos que se movem de forma repetitiva (daí a comparação com os cristais tradicionais), sem parar, por um período indefinido – e sem usar energia para tanto. Além disso, retornam ao estado inicial.
Parecia o proverbial almoço grátis. Essa ideia de não precisar de energia e voltar à organização original parece violar a primeira e a segunda leis da termodinâmica.
Pense numa mesa de bilhar antes do jogo, com as bolas arrumadinhas. Se você der uma tacada, elas vão se mexer – mas logo vão parar, porque o atrito das bolas com a mesa transformará em calor a energia cinética que você colocou nelas.
Dentro do Sycamore, um chip quântico criado pelo Google, existe algo que desafia a lógica: cristais que se movimentam sozinhos, sem consumir energia. Como é possível? Entenda essa e outras estruturas que parecem estar além da imaginação – mas fazem parte da realidade.
Em 22 de setembro de 2017, o médico Dimie Ogoina recebeu um caso estranho no seu consultório em Wilberforce, na Nigéria. Era um garotinho de 11 anos com feridas no rosto e no corpo.
Podia ser catapora, mas não era – o menino já tinha contraído essa doença, e se curado, tempos antes. Ogoina suspeitou de uma doença rara: a varíola dos macacos, causada pelo vírus MPXV. Colheu amostras das lesões e mandou para teste. Deu positivo.
Era o primeiro caso no país em quatro décadas. Mas não o único: nos dois meses seguintes, apareceram 41 outros. Ogoina ficou intrigado, porque a doença estava se espalhando de forma estranha. Agora ela infectava principalmente homens jovens (não crianças, historicamente suas maiores vítimas).
Esses homens não viviam no campo, em contato com os animais selvagens que normalmente transmitem o MPXV. Moravam em cidades. E, em muitos casos, os pacientes apresentavam lesões nos órgãos genitais, um sintoma novo.
Isso levou Ogoina a suspeitar que a varíola dos macacos estivesse sendo transmitida diretamente entre humanos, o que até então era considerado muito raro, e também através de relações sexuais, não só pelo contato com a pele do doente ou objetos que ele tocou (aquele menino de 11 anos pegou a doença em casa: os médicos descobriram que dois parentes com quem morava tinham apresentado sintomas antes dele). O MPXV estava diferente. Havia evoluído, e a doença se tornara mais difícil de conter.
Ogoina começou a tentar alertar as autoridades, e chegou a publicar um estudo a respeito no jornal científico PLoS, um dos mais importantes do mundo. Não só não foi ouvido, como sofreu pressões do governo para ficar quieto. “Me disseram para não falar que a transmissão sexual era possível”, revelou ele agora, em 2022, à emissora americana NPR.
Em 2018, a varíola dos macacos sumiu da Nigéria. Segundo Ogoina, isso foi uma ilusão: as autoridades simplesmente foram parando de testar os doentes, o que derrubou o número oficial de casos.
Mas o vírus continuou se propagando – até que, em 2022, explodiu para o mundo. Análises genéticas confirmaram que o MPXV do surto global (até a conclusão deste texto, havia 30 mil casos confirmados em 88 países) pertence à cepa nigeriana de 2017. Ou seja: o que está acontecendo agora poderia ter sido evitado.
Em 2017, um menino nigeriano foi ao médico com feridas estranhas. Ele estava infectado por uma nova cepa do vírus da varíola símia. A mesma que, agora, está se espalhando por 88 países.
Cientistas ingleses fizeram uma experiência com 120 voluntários – e constataram que as pessoas que mais gostam de gatos nem sempre são as que tratam melhor os bichanos
Esse vento de inverno soprando em meu rosto já vale o dia, o mês…um ano inteiro. Ah, tem também o sino dos ventos balançando feito louco e levando para bem longe a amargura e o mau humor. Saudações aos espíritos do inverno, que através do frio aquecem minha alma com tantas belezas.
“Verdades absolutas e cristalizadas são entraves ao nosso crescimento pessoal e espiritual. Somente a busca, o caminho percorrido, a curiosidade e o questionamento podem abrir nossa mente e despertar nossa consciência para vôos bem mais altos.”