Exercícios na praia são bem-vindos, mas é preciso se preparar

verão chegou, e quem faz esportes pode achar uma boa migrar sua prática preferida para a areia. Ioga, sequências de ginástica funcional, futebol, vôlei e o beach tennis estão entre as atividades da moda.

Mas é preciso estar preparado para o calor e a instabilidade do solo, que pedem mais preparo físico. E não importa a modalidade:  hidratação ao máximo, boa alimentação, protetor solar renovado a cada hora e roupas leves são dicas que devem ser levadas à risca.

A areia é a primeira mudança brusca, porque o chão firme nos ajuda a economizar energia.

“Pela lei de ação e reação, ao aplicar uma força no solo, a superfície firme nos propulsiona também. Na areia, essa função é substancialmente reduzida. Isso gera mudanças biomecânicas importantes”, explica Rodrigo Rodrigues, professor do curso de Educação Física do Centro Universitário da Serra Gaúcha (FSG).

Com isso, gastamos mais calorias. “Para uma mesma velocidade de corrida, por exemplo, o gasto chega a ser cerca de 1,6 vezes maior na areia do que no solo firme”, compara o professor.

Trata-se, portanto, de um lugar propício a quem busca maiores desafios, já que a areia serve como “peso extra” para intensificar a atividade.

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Segundo Rodrigues, diversas vantagens têm sido apontadas em relação ao exercício na praia, como aumento de força, velocidade, potência e aptidão cardiorrespiratória.

“Por outro lado, o menor impacto gerado pela areia pode ser uma estratégia interessante para pessoas com lesões articulares e em programas de prevenção e reabilitação”, completa o especialista. Mas a intensidade nessas situações precisa ser dosada.

Beber bastante água, abusar do protetor solar e avaliar bem o horário e tipo de areia são algumas das atitudes essenciais

Exercícios na praia são bem-vindos, mas é preciso se preparar

publicado originalmente em Veja saúde

Novo método detecta o coronavírus diretamente em cotonetes nasais

Pesquisadores da Universidade São Francisco (USF), em colaboração com colegas da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, desenvolveram uma tecnologia que permite detectar em menos de um minuto o Sars-CoV-2 diretamente de swabs (cotonetes) nasais, empregados para coletar amostras de secreções nasofaríngeas para a realização de teste para diagnóstico de Covid-19.

O sistema, desenvolvido por meio de projeto apoiado pela Fapesp, foi descrito em um artigo publicado na revista Analytical Chemistry.

“O novo método permite a análise direta de swabs e a obtenção do resultado em 45 segundos. Dessa forma, possibilita a triagem rápida de pacientes com COVID-19”, diz Andréia de Melo Porcari, professora da USF e uma das coordenadoras do projeto.

Coleta de moléculas biológicas

A tecnologia é derivada de um sistema de detecção e diagnóstico de câncer desenvolvido pela pesquisadora brasileira Lívia Eberlin na Universidade do Texas em Austin, baseado em espectrometria de massa – técnica que permite discriminar substâncias em amostras biológicas de acordo com a massa molecular.

Batizado de MasSpec Pen, o método utiliza um dispositivo feito de plástico, na forma de uma caneta e esterilizável, para coletar moléculas biológicas da superfície de uma amostra de tecido.

A “tinta” da caneta é composta por água, utilizada como solvente para extrair moléculas de uma superfície de amostra de tecido, que são transportadas para um espectrômetro de massa para serem analisadas.

Com base em algoritmos de aprendizado de máquina e modelos estatísticos o sistema é capaz de indicar se a amostra de tecido analisada contém células cancerosas.

Teste desenvolvido por brasileiros e americanos demora menos de um minuto para identificar a presença do Sars-CoV-2

Novo método detecta o coronavírus diretamente em cotonetes nasais

publicado originalmente em Veja saúde

O que fazer se tiver contato com alguém infectado por Covid ou gripe?

Com as festas de fim de ano e a queda de casos e mortes por Covid-19, muita gente baixou a guarda em relação aos cuidados para evitar a contaminação, como manter distanciamento, usar máscaras e lavar bem as mãos.

Só que isso aconteceu bem no momento em que uma variante mais transmissível do Sars-CoV-2, a Ômicron, se disseminava pelo planeta. Sem falar no surto de gripe, doença provocada pelo vírus Influenza.

O que se vê agora é um monte de gente confirmando a infecção por um dos dois vírus ou até pelos dois ao mesmo tempo. Mas e quem teve contato com alguém nessa situação? Como deve agir? Veja, abaixo, o caminho ideal.

1. Faça um teste para confirmar a infecção ou busque atendimento médico

Descobrir se ocorreu a infecção é crucial para saber quais os próximos passos. Se não houver sintomas, o ideal é fazer o teste cinco dias depois do contato com alguém contaminado e, se possível, ficar isolado até lá. Na presença de sintomas, é preciso realizá-lo já a partir do primeiro dia.

Os testes rápidos de antígeno podem, separadamente, identificar o Sars-CoV-2 ou o Influenza – ou até outros vírus causadores de síndromes gripais.

Estão em curso uma pandemia de coronavírus e uma epidemia de Influenza. Encontrou alguém que se descobriu contaminado dias depois? Veja o que fazer

O que fazer se tiver contato com alguém infectado por Covid ou gripe?

publicado originalmente em Veja saúde

Testes mostram que atual vacina da gripe protege contra H3N2 Darwin

Instituto Butantan, fabricante da vacina contra a gripe utilizada no Programa Nacional de Imunização (PNI) no país, informou que testes de laboratório mostraram que o imunizante é capaz de conferir proteção contra infecção pelo vírus influenza H3N2 Darwin, mesmo sem ter essa cepa específica na sua composição. A variante H3N2 Darwin é responsável pelo surto de gripe que atinge várias partes do país.

Segundo o diretor de produção do Instituto Butantan, Ricardo Oliveira, a vacina atual, trivalente, feita contra os vírus da influenza H1N1, H3N2 e B, protege contra a H3N2 Darwin de forma cruzada.

Ou seja, ela neutraliza essa variante em razão de ter em sua composição a proteção contra a cepa H3N2 original, “parecida” com a Darwin.

“Você tem um grau muito próximo de parentesco com a sua mãe, mas você é diferente dela. As cepas da influenza são parentes, têm mudanças na estrutura viral, nos aminoácidos, mas apresentam partes que são as mesmas”, explicou.

Oliveira ressaltou, no entanto, que a atual vacina proporciona uma proteção menor do que a de um imunizante fabricado especificamente contra a cepa H3N2 Darwin.

Cepa é a responsável por surto de gripe que atinge vários estados

Testes mostram que atual vacina da gripe protege contra H3N2 Darwin

publicado originalmente em Veja saúde

Algas no prato: elas são fontes de fibras e ainda têm ação antioxidante

Presentes nos sushis, pokes e outros pratos associados à culinária oriental, as algas ganharam espaço também na cozinha brasileira. Gelatinas e smoothies, por exemplo, podem contar com o ingrediente extra e os benefícios incluem maior proteção à pele e ao sistema imunológico, de acordo com Marcella Garcez, nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Segundo a especialista, as algas são fonte de fibras e possuem ação antioxidante – capazes de proteger as células contra os efeitos dos radicais livres produzidos pelo organismo, e que são responsáveis pelo envelhecimento precoce e o desenvolvimento de algumas doenças.

Além disso, o alimento também atua no processo digestivo e mesmo na prevenção de doenças metabólicas.

Quanto comer?

Garcez explica que não há uma recomendação diária para o consumo das algas. No Japão, porém, elas representam 10% da dieta da população, segundo a especialista.

“Por aqui, elas podem ser consideradas mais uma fonte vegetal com propriedades e benefícios específicos”, ressalta.

Algas nutritivas

Os nutrientes encontrados nas algas são vários, e os principais são:

 Vitaminas do complexo B: responsáveis pela manutenção de diferentes sistemas, como o circulatório, nervoso e imunológico.
• Vitamina C: cuida da síntese do colágeno e é também antioxidante.
• Betacaroteno: pigmento natural e, quando ingerimos, é convertido em vitamina A, que cuida da visão, tecidos epiteliais e a imunidade.
• Ômega-3: gordura poli-insaturada, com ação na concentração, reflexos e memória.
• Ômega-6: encontrado também nos óleos de girassol e canola, auxilia no desenvolvimento celular.

O ingrediente já está presente na dieta do brasileiro, mas poucos conhecem sua importância para a saúde

Algas no prato: elas são fontes de fibras e ainda têm ação antioxidante

publicado originalmente em Veja saúde

OMS classifica burnout como doença de trabalho

síndrome de burnout é caracterizada pelo esgotamento físico e mental associado ao trabalho. É como se o cérebro (e o resto do corpo) chegasse em um limite e pifasse.

Pois a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu, em 2019, que o burnout deveria ser considerado uma doença ocupacional. A mudança foi oficializada no dia 1º de janeiro de 2022. Segundo a entidade, esse termo não deve ser empregado em outras áreas da vida.

Na prática, a empresa passa a ter mais responsabilidade em relação ao bem-estar mental de seus funcionários. A seguir, veja uma série de conteúdos que publicamos sobre esse problema, que acomete um número cada vez maior de pessoas.

Para entender o burnout e suas repercussões

Para ter uma ideia se você está com o problema

Para tornar a relação com o trabalho mais saudável

Dicas de livros sobre o assunto

Mudança começou a valer agora em 2022. Saiba mais sobre o quadro e como ele interfere em nossa saúde

OMS classifica burnout como doença de trabalho

publicado originalmente em Veja saúde

Dor de ouvido? Pode ser otite. Veja as causas e como agir diante do quadro

verão é, para muita gente, a estação mais esperada do ano. Tem calor, piscina, mar, férias… Mas, infelizmente, é nesse período também que algumas chatices costumam incomodar mais. Caso da otite, cujo principal sintoma é a dor de ouvido. Uma piora na audição e a sensação de entupimento também são sinais de alerta.

De acordo com a médica otorrinolaringologista Maura Neves, da Universidade de São Paulo (USP), há dois tipos de otite. A externa atinge o canal auditivo, antes do tímpano. Já a média afeta a região atrás do tímpano.

“Mas os sintomas são muito parecidos”, diz. O único ponto é que, na externa, geralmente não há febre, enquanto na otite média ela pode ou não aparecer.

“Por isso, apenas um exame médico é capaz de fechar o diagnóstico”, avisa Maura. O quadro acomete tanto adultos quanto crianças.

Por que a otite surge no verão e o que fazer diante da dor

Nessa época, banhos de piscina e mar se tornam mais comuns. E o excesso de umidade – assim como um eventual trauma na área – pode lesar a pele, permitindo a entrada de bactérias capazes de disparar uma infecção. Ou seja, a otite.

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Maura alerta que sempre há riscos relacionados à automedicação. Mas, diante de uma dor forte, é possível lançar mão de analgésicos.

Outro truque para trazer alívio é realizar compressas quentes na orelha. “Mas não recomendamos pingar nada dentro dos ouvidos”, observa a médica.

Ainda segundo a otorrino da USP, na presença de sintomas, o ideal é interromper os banhos de piscina e mar e procurar o médico.

Banhos de mar ou piscina predispõem ao problema, que merece avaliação médica e cuidados específicos

Dor de ouvido? Pode ser otite. Veja as causas e como agir diante do quadro

publicado originalmente em Veja saúde

O creme de avelã está no alvo

Recentemente, Jean-Luc Mélenchon, candidato à Presidência da França, fez uma declaração que ganhou as manchetes: ele disse que, se eleito, gostaria de banir um famoso creme de avelã do país. Isso porque, mais do que um reduto de açúcar, o produto é cheio de óleo de palma.

Para a nutricionista Maísa Antunes, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de fato o ingrediente merece críticas. Em primeiro lugar, o cultivo de palma ocorre às custas de muito desmatamento.

Depois, errar a mão no óleo ameaça nossa saúde. Em experiência com cobaias, Maísa notou que o consumo aumentou o colesterol, os triglicérides e a gordura no corpo de forma geral — com destaque para o fígado. “Para nós, apenas três colheres por dia já fariam mal”, revela a pesquisadora.

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Você realmente lê o rótulo?

A gordura trans, outra vilã, foi banida e deve sair do mercado até 2023. Mas nem dá tempo de celebrar. “Já tem muito fabricante colocando o óleo de palma no lugar”, conta Maísa.

Ele pode surgir com nomes similares, como gordura de palma ou oleína de palma. Nunca deixe de ler a lista de ingredientes. “Se aparecer ‘gordura vegetal’, pode ser a trans clássica ou outro óleo modificado e prejudicial”, aponta a nutri.

Olho nelas

Algumas categorias em que o óleo de palma marca presença

  • Bolos prontos
  • Sorvetes de massa
  • Cookies
  • Pães integrais
  • Barrinhas de cereais
  • Granolas
  • Bombons
  • Biscoitos (inclusive com apelo fit)

Produto é fonte de óleo de palma, que pode ser prejudicial à saúde e ao ambiente

O creme de avelã está no alvo

publicado originalmente em Veja saúde

Para entender (e potencializar) a memória

Lisa Genova é mais famosa por ter escrito Para Sempre Alice, livro que virou filme e rendeu um Oscar à atriz Julianne Moore por interpretar uma professora de linguística que é vítima de um terrível Alzheimer precoce.

Agora, a americana Ph.D. em neurociência lança Memória: A Ciência da Lembrança e a Arte do Esquecimento (HarperCollins), que disseca a formação e o funcionamento da memória. De forma extremamente didática, Lisa expõe os circuitos cerebrais que captam e consolidam as lembranças e os fatores que interferem na capacidade de reter (ou não) informações.

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Mais do que isso, ela nos mostra a importância de também esquecer — pela nossa sanidade mental e cognitiva —, distingue o que são lapsos normais de sinais de doenças como o Alzheimer e reúne os hábitos e comportamentos que realmente influenciam a memória e diminuem o risco de enfrentar um colapso futuro. Sim, tem muita coisa que a gente pode fazer a respeito.

Neurocientista esclarece como ela funciona e o que fazer para otimizá-la e preservá-la com o avançar dos anos

Para entender (e potencializar) a memória

publicado originalmente em Veja saúde

Cozinha com causa

A ativista vegana Carol J. Adams e a nutricionista Virginia Messina defendem que as escolhas que fazemos ao nos alimentar têm impactos significativos em aspectos tão diversos como a mudança climática, o bem-estar animal, a justiça social e, claro, a própria saúde.

E nos convocam a fazer nossa parte, preconizando ingredientes mais sustentáveis e amigáveis — o que significa, para elas, limar a comida de origem animal.

Em Cozinha de Protesto (clique aqui para comprar), as autoras não só justificam essa abordagem como criam um manual prático para quem quer se engajar no ativismo alimentar e aprender receitas pra lá de criativas, como bacon de soja e brownie de abobrinha.

cozinha vegana

Capa do livro Cozinha de Protesto.

Ficha técnica

Cozinha de Protesto
Autoras: Carol J. Adams e Virginia Messina
Editora:
 Alaúde
Páginas: 288
Clique aqui para comprar.

Obra mostra o papel da alimentação em questões ambientais, sociais e, claro, de saúde

Cozinha com causa

publicado originalmente em Veja saúde