Excesso de urbanização nos deixa mais doentes e ansiosos, diz médico

“O excesso de urbanização contribuiu para que ficássemos mais gordos, mais ansiosos e mais doentes”, afirma Paulo Saldiva, médico patologista, pesquisador e professor do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

Com mais de 500 pesquisas científicas publicadas, a maioria delas sobre o impacto das interferências humanas no meio ambiente e na saúde, o cientista é um dos palestrantes do I Simpósio Internacional de Natureza & Saúde, promovido pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein e que ocorre nos dias 8 e 9 de outubro no formato online.

No evento, que está com as inscrições abertas, ele detalhará como a degradação do ambiente afeta a saúde humana.

Em entrevista à Agência Einstein, pesquisador da USP fala dos benefícios da relação com a natureza para a saúde

Excesso de urbanização nos deixa mais doentes e ansiosos, diz médico

publicado originalmente em Veja saúde

Urbanização pode estar influenciado o tamanho de mamíferos, sugere estudo

Ainda no século 19, um biólogo alemão chamado Carl Bergmann observou que animais da mesma espécie tinham tamanhos diferentes dependendo do local em que viviam. De acordo com ele, indivíduos que habitam regiões mais frias tendem a ser maiores do que aqueles encontrados em climas quentes. Os pinguins da Antártida, por exemplo, são maiores que os das Ilhas Galápagos.

Esse princípio ficou conhecido como Regra de Bergmann. Segundo o biólogo, animais maiores liberam menos calor para o ambiente – o que faz com eles aguentem melhor o frio. Em locais de clima quente, acontece o contrário: é preciso liberar rapidamente calor (gerado pelo metabolismo) para equilibrar a temperatura corporal. Nesse caso, ser pequeno ajuda. A regra, contudo, não pode ser generalizada para outros tipos de seres vivos, como répteis e plantas.

Há um princípio da biologia que defende que animais de uma mesma espécie são maiores ou menores dependendo da temperatura da região. Mas, ao que tudo indica, os centros urbanos estão mudando essa relação.

Urbanização pode estar influenciado o tamanho de mamíferos, sugere estudo

publicado originalmente em superinteressante