Bipolaridade no espelho: as memórias de quem convive com a doença

Por Diogo Sponchiato

A americana Kay Redfield Jamison conhece em primeira pessoa o transtorno afetivo bipolar — ou transtorno maníaco-depressivo, nome que ela prefere e utiliza. Ela não só é uma psicoterapeuta que há décadas estuda e trata a condição como foi diagnosticada com ela na juventude. E tomou uma decisão corajosa e inusual no meio: relatar suas memórias e pontos de vista convivendo com a doença, marcada pela alternação entre episódios de mania e depressão. Em um dia, Kay estava eufórica viajando ou comprando dezenas de livros; logo depois, caía num estado de prostração e aventava o suicídio.

Na obra TAB: Transtorno Afetivo Bipolar – Memórias, da Somos Livros (clique para ver e comprar)., ela relembra sua resistência ao tratamento medicamentoso à base de lítio, os apuros e as vantagens que o transtorno lhe proporcionou e demonstra, com sua própria biografia, o papel da psicoterapia, dos remédios e do suporte social (ou mesmo o amor) no controle da bipolaridade.

TAB: Transtorno Afetivo Bipolar — Memórias Autora: Kay Redfield Jamison Editora: Somos Livros Páginas: 224

Por dentro do transtorno

  • Manifestações: o transtorno afetivo bipolar se caracteriza por momentos de mania e euforia intercalados com períodos depressivos. Também pode gerar surtos psicóticos.
  • Diagnóstico: leva em conta esses sintomas e o histórico familiar e de vida do paciente. Há um forte componente hereditário associado ao problema.
  • Tratamento: engloba medicações como o lítio, os anticonvulsivantes e os antidepressivos, sessões de psicoterapia e o suporte familiar e social.

Estudiosa e portadora do distúrbio, psicoterapeuta americana reflete sobre ele e suas vivências em livro recém-lançado no Brasil

Bipolaridade no espelho: as memórias de quem convive com a doença

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