Boa e má notícia para o fígado

Um hospital no Rio de Janeiro é o primeiro do país a utilizar uma tecnologia que pode ser um divisor de águas para transplantes hepáticos. Na avaliação de Eduardo Fernandes, cirurgião especialista em transplantes de órgãos do abdômen, a máquina Liver Assist, que faz sua estreia nacional no Hospital São Lucas Copacabana, tem tudo para mudar o cenário atual.

É que o descarte de órgãos é frequente, sobretudo em áreas mais remotas de países continentais como o Brasil, onde não há tanta logística para transporte. E o fígado, depois de retirado do corpo, leva de oito a dez horas até começar a sofrer por falta de oxigênio, uma condição conhecida como isquemia.

+ LEIA TAMBÉM: Covid-19 e o impacto no transplante de órgãos

“Com essa tecnologia de origem holandesa, é possível transfundir os órgãos para que fiquem viáveis por muito mais tempo”, explica Fernandes. “Isso pode ser feito com sangue humano, em temperatura normal, ou com uma solução especial, em hipotermia, que é o método utilizado aqui”, continua.

Tecnologia que amplia a vida útil do órgão para transplantes estreia no Brasil. Em paralelo, estudo prova que obesidade está por trás de tumores ali

Boa e má notícia para o fígado

publicado originalmente em Veja saúde

Pela primeira vez, cirurgiões transplantam rim de porco em um humano

Na última terça (19), cirurgiões americanos afirmaram ter realizado com sucesso o transplante do rim de um porco a um paciente humano diagnosticado com morte cerebral – em suporte artificial de vida e sem possibilidade de recuperação. O feito inédito, considerado um marco por especialistas na área, foi relatado ao jornal USA Today.

A cirurgia foi realizada no dia 25 de setembro no centro médico Langone Health, da Universidade de Nova York. Segundo o médico Robert Montgomery, que liderou o procedimento, o paciente foi observado durante um período de 54 horas e nenhum sinal de rejeição foi detectado. Pelo contrário: o rim passou a funcionar normalmente, produzindo urina e eliminando creatinina, substância produzida pelos músculos e que é despachada por esse órgão.

O rim veio de um porco geneticamente modificado, desenvolvido pela empresa americana de biotecnologia Revivicor e aprovado pela FDA (agência regulatória dos EUA, semelhante à nossa Anvisa) em dezembro de 2020 para uso como alimento ou potencial fonte para tratamentos humanos. 

Nos EUA, paciente com morte cerebral recebeu órgão de um animal criado a partir de edição genética – e que passou a funcionar imediatamente. Entenda.

Pela primeira vez, cirurgiões transplantam rim de porco em um humano

publicado originalmente em superinteressante