
Por Bruno Garattoni
Estudo mostra que algumas fêmeas do inseto começaram a rejeitar doces – para evitar risco de morte
Baratas estão aprendendo a driblar veneno
publicado em superinteressante

Espaço poético, rotineiro e alternativo

Por Bruno Garattoni
Estudo mostra que algumas fêmeas do inseto começaram a rejeitar doces – para evitar risco de morte
Baratas estão aprendendo a driblar veneno
publicado em superinteressante

À noite, a digestão muda – e a comida pode engordar mais. A pele se renova e o sistema imunológico trabalha melhor enquanto dormimos; o coração desacelera. Quase todas as funções do corpo têm seus horários. Eles são coordenados por uma bolinha de 20 mil neurônios bem no meio do cérebro – e pelo Sol. Entenda as novas descobertas da ciência sobre esse mecanismo.
Os mistérios do relógio biológico
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Por Bruno Garattoni
Há um consenso, vindo principalmente do mundo desenvolvido, de que os carros elétricos são o futuro. Esses veículos, em princípio, poderiam atingir neutralidade total de carbono, caso pudessem ser recarregados a partir de fontes 100% limpas. O problema é que não é assim que a banda toca.
Ao plugar o carro na tomada, o consumidor está transferindo energia da rede elétrica para a bateria, e a chave para entender o real impacto sobre emissões é saber como essa energia foi gerada.
Um estudo da empresa alemã Mahle revelou que no Brasil, onde 85% da eletricidade vem de fontes renováveis (e limpas), como as hidrelétricas, alimentar um carro elétrico ao longo de dez anos emitiria o equivalente a 17,6 toneladas de CO2.
Já na Bolívia, que tem quase 65% de sua eletricidade gerada por combustíveis fósseis, alimentar esse mesmo carro geraria 32,5 toneladas de CO2 – mais até do que um veículo a gasolina, que emitiria 31,3 toneladas no mesmo período de uso.
Essa diferença seria o fim da história, não fosse outra tecnologia em uso no Brasil há muito tempo: os biocombustíveis, em particular o etanol. O mesmo estudo da Mahle indica que a emissão média de um carro movido a etanol, no Brasil, é de 12,1 toneladas de CO2-equivalente a cada dez anos. Ou seja, menos até que o carro elétrico!
É fato que os motores a etanol emitem um bocado de poluentes. Mas boa parte disso é compensada pela natureza renovável do sistema: para produzir mais etanol, é preciso plantar cana, que tira CO2 da atmosfera via fotossíntese. No balanço, a conta fica bonita.
E com a vantagem adicional de que os carros flex e a disponibilidade ampla do etanol fazem com que nossa grade de mobilidade já esteja praticamente toda preparada para se beneficiar disso.
Contudo, esse também não é o fim da história. Porque o balanço de carbono não é o único fator envolvido. Nas grandes cidades, os motores a combustão prejudicam a qualidade do ar e aumentam a incidência de doenças respiratórias (um problema que o carro elétrico não tem).
Em alguns casos, o carro a álcool pode ser até mais limpo. Entenda por quê.
Coluna Carbono Zero: os carros elétricos são a única opção?
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A pandemia viu um boom de separações em boa parte do mundo. Entenda as razões e veja como o protagonismo das mulheres tem crescido nessa decisão.
A nova era do divórcio
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Criado pela empresa de Inteligência Artificial britânica DeepMind, o programa foi batizado de PLATO, sigla em inglês para “aprendizado de física por autocodificação e rastreamento de objeto”, e foi criado para entender que objetos no mundo material seguem à risca as leis da física.
A DeepMind foi adquirida pela Google em 2014, e já contribuiu para o ramo de IAs com Flamingo, um programa que descreve com precisão uma foto usando apenas algumas imagens de treino, e com AlphaZero, um programa que derrotou os melhores adversários robóticos e humanos em partidas de xadrez.
Os cientistas procuraram tocar numa questão importante com a PLATO. Segundo eles, “algo está faltando” nas principais Inteligências Artificiais; elas “ainda têm dificuldade em capturar o conhecimento de ‘senso comum’ que guia previsões, inferências e ações em cenários humanos cotidianos”.
Pensando nisso, eles focaram em ensinar um conhecimento “intuitivo”: física clássica. Não é preciso assistir a uma aula de física para saber empiricamente que “tudo que sobe desce” e “dois objetos não ocupam o mesmo lugar”. PLATO foi treinada com vídeos de simulações de objetos se comportando da forma que deviam. Foram usados prismas retangulares e esferas de tamanhos e massas variados para simular colisões, tipos de movimentos variados, queda livre, entre outros.
O algoritmo foi alimentado com vídeos sem pé nem cabeça. E aprendeu a distinguir os que obedecem às leis da física.
Inteligência artificial aprende conceitos básicos da física clássica
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Na quarta-feira (13) às 17h30 (horário de Brasília), a Lua chegará ao seu ponto mais próximo da Terra do ano. O fenômeno, conhecido como “Superlua”, ocorre quando dois acontecimentos coincidem: a Lua está no seu ponto mais próximo de sua órbita ao redor da Terra, e também está em sua fase cheia. Isso faz com que o satélite pareça um pouco mais brilhante e mais próximo do que o normal, embora a diferença seja difícil de perceber.
A superlua de julho é a terceira das quatro que acontecerão em 2022 – e é a que chegará mais perto da Terra. A primeira, em maio, coincidiu com um eclipse lunar total, e a quarta acontecerá em agosto.
O fenômeno deste mês foi apelidado superlua dos Cervos. Povos nativos norte-americanos nomearam a Lua cheia de julho dessa forma porque ela ocorre durante o verão do hemisfério Norte, época em que a galhada dos cervos se regenera.
A órbita da lua ao redor da Terra não é um círculo perfeito, mas sim uma elipse – ou seja, uma forma oval. A distância média entre a Lua e a Terra é de 382.900 km, mas existem pontos mais distantes (apogeu) e mais próximos (perigeu) da trajetória. A superlua só ocorre quando o perigeu coincide com o período de Lua cheia – e é por isso que o fenômeno não acontece todo mês.
A Lua cheia estará perto do perigeu – o ponto mais próximo de sua órbita ao redor da Terra. Mas a diferença de tamanho é pouco perceptível a olho nu.
Maior superlua do ano acontecerá nesta quarta; entenda o que ela significa
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Talvez os seres humanos não sejam os únicos mamíferos que cuidam da terra para cultivar alimentos. Cientistas da Universidade da Flórida (EUA) descobriram que os roedores da espécie Geomys pinetis também praticam um tipo de agricultura. Análises em um campo de tocas feitas pelos animais sugerem que eles colhem as raízes de pinheiros que crescem em suas casas – e também as cultivam.
A equipe planejava observar se o crescimento das raízes invadia os túneis em que os roedores vivem, além de estudar como os roedores cultivam a fonte de alimento nos túneis já feitos e nas novas tocas.
Cientistas encontraram exemplos de roedores “cultivando” raízes. E, para alguns pesquisadores, isso os torna os primeiros mamíferos além dos humanos a praticarem agricultura.
Humanos podem não ser os únicos mamíferos que cuidam de plantações
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Experimentos de laboratório conduzidos por uma equipe de pesquisadores dos EUA, Reino Unido e África do Sul mostraram que o aumento da temperatura na Antártida pode colocar em risco a vida do único inseto da região.
Geralmente menor que 1 centímetro de comprimento, o artrópode pequenino Belgica antarctica também é o maior animal terrestre a nunca entrar no oceano. O seu ciclo de vida, marcado por quatro estágios larvais, ocorre em meio a leitos úmidos de musgo e algas, em que ele se alimenta da vegetação e dos resíduos apodrecidos.
Até mesmo esses refúgios congelam durante os invernos rigorosos da Antártida, bloqueando a umidade e ameaçando congelar, também, os insetos. Então, o mosquito desenvolveu uma estratégia para resistir ao frio e evitar a morte.
Como proteção contra o dano causado pelos cristais de gelo, ele se seca lentamente. Sob as condições certas, os insetos têm grande chance de sobreviver até o verão, mesmo depois de perder até três quartos de sua umidade.
Na Península Antártica, microclimas como os ocupados pelo inseto tendem a oscilar entre -5 e 0 graus Celsius. Protegidas por camadas de neve e gelo, as temperaturas podem despencar ao ar livre, mas tem pouco efeito no habitat coberto do bicho.
Um pequeno artrópode aprendeu a perder umidade para sobreviver ao congelamento – e essa pode ser sua ruína.
Único inseto natural da Antártida pode entrar em extinção
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Três jarras de vinho, chamadas de ânforas, foram recuperadas do oceano e analisadas, dando aos pesquisadores uma visão das práticas vinicultoras da costa italiana durante o período do século 1-2 a.C.
Ânforas são vasos antigos, com forma geralmente ovalada e duas alças laterais simétricas. Eram feitos de barro e usados para transportar e armazenar líquidos, especialmente vinho – mas também podiam conter água, azeite, frutos secos, cereais e mel.
Essas jarras foram encontradas em 2018, perto do porto de San Felice Circeo, cerca de 90 quilômetros a sudeste de Roma. A pesquisa delas envolveu a combinação de técnicas de análise química com abordagens usadas na arqueobotânica.
Os cientistas usaram diferentes formas e combinações de processos para separar e identificar marcadores químicos – como a cromatografia gasosa e a espectrometria de massas – com o objetivo de identificar os restos orgânicos deixados nos jarros.
Pesquisa combinou técnicas de arqueologia, botânica e química para descobrir como era a vinicultura romana – que usava uvas locais e piche importado
Jarras recuperadas revelam segredos do vinho romano
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A população de pombos está em grave declínio. Não se trata, como você pode imaginar, daqueles que encontramos aos montes nas cidades, mas de seus ancestrais selvagens: a espécie Columba livia, encontrada originalmente na Europa, no Oriente Médio, no norte da África e na Ásia Ocidental.
Os pombos selvagens estão extintos na Inglaterra e no País de Gales, mas agora foram encontrados grupos desses indivíduos em ilhas isoladas da Escócia e da Irlanda. Pesquisadores liderados por membros do Departamento de Biologia da Universidade de Oxford (Reino Unido) fizeram a descoberta a partir de testes de DNA e publicaram o estudo no periódico iScience.
Eles estão ameaçados de extinção por pombos descendentes de linhagens domesticadas. Saiba como os pombos se tornaram animais urbanos.
Ancestrais selvagens de pombos são encontrados na Europa
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