Natureza

“Olhar para a natureza com o carinho que ela merece, começar por abrir o coração e a alma, pode ser o início de uma guinada rumo a retomada de nossa essência, que nada mais é que a própria natureza.”

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“A fé no bom,no belo e no verdadeiro não tem fronteiras nem obstáculos intransponíveis, apenas pequenos acidentes de percurso que só aumentam a felicidade de vê-la florescer.”

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Bom gosto

“Geralmente não é só uma questão de ser exigente ou de ser esnobe, é de resguardar os ouvidos e os olhos ao que não é relevante. É de só deixar por perto o que pode te envolver em boas vibrações…isso também se chama bom gosto!”

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Chuvinha boa

“A chuva sempre me fascinou , amo dias assim, tem muito jeito de bolinho com café, e, gente…cai água do céu, não é maravilhoso? Aproveitando para levar a alma e as ideias…a natureza é perfeita!”

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Perseverança

“Contudo e apesar, perseveremos em permanecer atuantes, cada um da maneira que mais se adequar ao seu dom , não poupando dedicação e paciência. É disto que o planeta precisa neste momento, é isto que o Universo em toda sabedoria e amor espera de nós.”

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A Maldição do Farol…A Espera Acabou (final)

A vida continuou nos afazeres do cotidiano, enquanto Isabel crescia e se tornava uma linda menininha que amava muito a lagoa, sua brincadeira favorita era fazer castelos de areia, e assim passava grande parte dos dias mais quentes…ela tinha agora quatro anos. Os pais, sempre atarefados, ficavam cuidando de longe, deixando a menina bastante tempo sozinha, montando seus castelinhos. Foi em uma dessas manhãs de verão, de tempo bom e céu azul, que Isabel, armada de seu baldinho, se dedicava na areia, quando viu boiando na água algo brilhante, chamativo e diferente…ela ficou curiosa e levantou para ver melhor.

O objeto parecia se aproximar da margem, e a pequena deu uns passos na água para chegar mais perto. Ela havia aprendido desde cedo que não podia entrar na lagoa sem os pais, mas a curiosidade infantil foi mais forte, e ela queria pegar o objeto, então…
Em questão de segundos a água estava na cintura da menina e quando Tereza viu do Farol a criança na água, gritou com todas as forças chamando Francisco , e correu desesperada. No mesmo instante um nevoeiro vindo das profundezas de um pesadelo, baixou sobre a praia, cobrindo tudo e deixando os pais cegos, o terror tomando conta de ambos, eles na água tateando em busca de Isabel. Eles não viram, mas na janela, no topo do farol, sombras observavam a cena, sombras escuras, tristes e vingativas.

A menina já havia sucumbido sem um som, e Tereza, em desespero, entrou cada vez mais fundo na água procurando e procurando no nevoeiro, até que exausta, afundou… Horas depois, Francisco acordou na praia sozinho, mas antes não houvesse jamais acordado, foi o que ele pensou, pois as razões da sua vida jamais voltariam das profundezas frias daquela lagoa…
Bem que as pessoas do povoado tentaram, mas Francisco jamais se recuperou, tampouco quis sair do Farol, ficou ali, esperando, pois tinha certeza de que um dia elas voltariam, não, elas não iriam abandoná-lo…isso era absurdo. O tempo passou, seus amores jamais voltaram, e Francisco se afogou na bebida, da mesma forma que elas nas profundezas do lago. Morreu esperando, mas agora, a espera havia chegado ao fim …
-Vejo que a refeição acendeu sua memória, querido.
Ele então, erguendo os olhos viu Tereza, sim, Tereza seu amor estava ali, ele agora lembrava…e aonde está Isabel? Onde está sua menininha?
Tereza lhe estende a mão, ele aceita e eles caminham até a porta, lá na margem está a menina, fazendo seus castelinhos, feliz e sorridente…Ela acena para os pais com a pequena mãozinha. A felicidade de Onofre é interrompida por um golpe gelado no rosto.

  • Acorda homem! O porre foi grande desta vez…
    Era o vizinho, que encontrando o outro desacordado na beira da estrada tentava reanimá- lo com um balde de água na cara.
    -Tereza… Isabel…aonde, cadê elas?
  • Não tinha ninguém aqui não, amigo. Se não te vejo aí caído um carro passava por cima.
    Com dificuldade Onofre levanta, ele já tinha decidido aonde iria agora…
    Era final de tarde quando ele chegou no farol, as últimas luzes bruxuleavam nas paredes do antigo prédio. Onofre sabia exatamente como entrar, porque tantas vezes havia aberto as portas, subido e descido aquelas escadas, que já faziam parte dele, assim como a saudade que agora ele lembrava e sentia vívida, a falta que a vida toda ele havia suprido com bebida e palhaçadas…o vazio imenso que as duas lhe causavam. Ele começou a chamar por elas, primeiro baixinho, depois aos gritos…e então ele ouviu…era a risada de Isabel, sim, sua preciosa filhinha…vinha da escada, do alto dela . Mas o que a pequena estaria fazendo sozinha lá em cima?
  • Ele tinha que ir buscá-la e rápido, era muito perigoso lá no alto. Onofre sobe então a escada, a mesma que em outra vida ele tantas vezes havia subido para acender a luz do velho farol. As risadas continuavam e o incentivam a ir mais e mais rápido. Finalmente ele alcança o topo, mas… cadê a menina? Onde está Tereza?
    Ele então olha pelo parapeito e avista ambas lá embaixo na praia, Onofre as chama, acena e elas retribuem, chamando-o para junto delas. O antigo bêbado, agora o faroleiro outra vez, debruça-se um pouco mais e então, rápido como um piscar de olhos, ele desaba lá do alto, e não tendo onde se apoiar, desmorona no chão, na areia… quebrando o pescoço na queda.
    Quando abre os olhos novamente, Tereza e Isabel estão ali, solícitas, com um copo d’água e um cafuné. Não mais a solidão, nunca mais as bebedeiras e ressacas, esquecerá o choro abafado no travesseiro…agora são os três novamente, depois de quase dois séculos. A família entra no abrigo do farol , enquanto a areia dá cabo do corpo contorcido de Onofre…a espera acabou.

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Um olhar

“Sabe, hoje prestei atenção no olhar de um cãozinho… já perceberam que dá prá ver toda bondade do Universo neles? E toda pureza, otimismo e esperança… é a própria expressão de um futuro promissor! “

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Correnteza abaixo

“Que nossa fé e força de vontade sejam como a correnteza de um rio que corre para o mar… obstáculos, pedras, curvas ou cachoeiras o atrasam, mas jamais ele deixará de alcançar o oceano, seu objetivo final.”

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A Maldição do Farol…A Espera Acabou ( parte dois)

A comida parece deliciosa, mas quando ele coloca na boca, de imediato uma dor insuportável lhe turva as ideias, pontadas feito facas o atacam por dentro, é como se uma lança o rasgasse inteiro…ele acorda aos gritos, levando as mãos à barriga. Estão batendo na porta, e Onofre demora uns segundos para se atinar da situação.

  • Abre Onofre, preciso falar contigo!
    É o Zé, o dono da fruteira, ele entra apressado para se livrar da chuva.
  • Então, é hoje? Vai lá a noite, e tira uma dúvida pra mim. Te pago dois mil.
  • Olha, Zé… aquele dia eu tava muito doido, não vai dar, não… prometi pra minha finada mãezinha que nunca ia botar meus pés lá de noite, nem de dia …na verdade. Vou agradecer e recusar.
  • Contava contigo pra me dar essa mão, Onofre.
  • Vai ficar pra próxima…
    O Zé foi embora nem um pouco satisfeito, e o Onofre pegou a bicicleta para dar uma desbaratinada na mente. Umas pedaladas iam ajudar a passar o pileque, e ele precisava ir fazer um bico na casa de um vizinho. Já tinha vencido bem uns dois quilômetros, quando lá pras bandas da lagoa viu formar-se um nevoeiro denso. Mas que coisa esquisita, nesta época do ano… então viu a sua frente um vulto, e a escuridão caiu como um breu.
    A mesa estava posta, e a luz dos candelabros dava ares de mistério aquela sala antiquada. Onofre viu a garrafa de vinho e não pensou duas vezes para dar um farto gole…nem reparou na mulher que em um canto o observava, a mesma do seu sonho, ou visão?
  • Olá, meu querido. Finalmente você veio, há muito o esperávamos. Este farol não é o mesmo sem você…
    Onofre sentiu arrepiar da cabeça aos pés, e virando o rosto pôde ver a mulher, que com um sorriso amistoso o saudava. Não a reconheceu de imediato, mas alguma coisa nela era familiar, isso ele tinha certeza. Aquele lugar, o ambiente, tudo parecia conhecido para ele, porém não podia recordar de onde. Ela convidou-o a sentar, e quando ele se acomodou na cadeira, tudo ficou muito claro para ele…
    …O farol havia ficado pronto há pouco, e agora que os escravos tinham acabado o trabalho, ele e a esposa iriam ficar sozinhos ali por um bom tempo. Francisco e Tereza estavam casados há cinco anos e a oportunidade de morar no farol caiu como uma luva em seus planos de economizar para comprar um pedaço de terra. O lugar era isolado e ermo, mas havia a lagoa para pescar e a cidade era um passeio que faziam uma vez ao mês para comprar mantimentos.
    Tudo correu bem nos primeiros anos, apesar das dificuldades da época, o conforto precário e as intensas tempestades que pareciam o fim do mundo, açoitarem o lugar com mais frequência que o desejável. Foi em um dessas noites que Isabel nasceu, Francisco auxiliou no parto, pois a menina resolveu chegar exatamente em uma dessas tenebrosas noites, e foi impossível buscar ajuda da parteira na vila. Apesar de sofrido, tudo deu certo, e agora a família completa habitava o isolado Farol da Enseada…

… continua

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Inclinação

“Nossas inclinações podem definir o rumo do nosso destino, procuremos então, inclinarmo-nos sempre mais para a verdade, o bem, e o bom. Tenho certeza de que as dores virão, mas com boas vibrações ficará mais fácil superá-las .”

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