Amanhecemos hoje “filosofando” sobre os índios,todos do planeta…mas em especial daqui do Brasil.
Sério,o que o homem branco tem de meter o nariz na doce vida dos indígenas?! E ainda achar que qualquer esmola de terra é suficiente para suprir as necessidades ou compensar toda a desgraça que fizemos recair sobre eles?
Enfiar goela abaixo crenças,dogmas, valores…que de bons e nobres nada tem. Puro interesse econômico ou orgulho próprio em dizer :. ” Nós somos os certos, sabichões, homens de bem…e vocês, selvagens,ou se curvam ou desaparecem” ( acho que já ouvi isso antes)…
Enquanto houver um índio, vestido de Mãe Terra e cultuando a natureza haverá esperança para a humanidade… é o que eu quero, preciso acreditar.
Mas não quero só um não,quero milhões, bilhões… voltemos todos a ser índios,a ter a inocência,o amor e o brilho luminoso do Todo no olhar.🌺🌺🌻🌸
Um pouco de descontração pra esquecer as agruras cotidianas por aqui…
Paz e Luz ✨✨✨
HEAVY METAL DO SENHOR
O cara mais underground que eu conheço é o diabo Que no inferno toca cover das canções celestiais Com sua banda formada só por anjos decaídos A plateia pega fogo quando rolam os festivais Enquanto isso deus brinca de gangorra no playground Do céu com os santos que já foram homens de pecado De repente os santos falam “toca deus um som maneiro” E deus fala “aguenta vou rolar um som pesado” A banda cover do diabo acho que já tá por fora O mercado tá de olho é no som que deus criou Com trombetas distorcidas e harpas envenenadas Mundo inteiro vai pirar com o heavy metal do senhor
Estava doida para postar Elis e Tom…esta que é uma das mais lindas e conhecidas canções brasileiras na interpretação daquela que foi, não…que é ,uma das maiores artistas que esse país já conheceu.
Elis Regina e Tom Jobim fazem parte do que temos de melhor e que “apesar dos pesares,nos orgulha de sermos brasileiros” parafraseando Gonzaguinha…
Linda Elis…❤️ Pimentinha do coração ❤️
Paz e Luz ✨✨✨
ÁGUAS DE MARÇO
É o pau, é a pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o sol É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol É peroba no campo, é o nó da madeira Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira É o mistério profundo, é o queira ou não queira É o vento vetando, é o fim da ladeira É a viga, é o vão, festa da ciumeira É a chuva chovendo, é conversa ribeira Das águas de março, é o fim da canseira É o pé, é o chão, é a marcha estradeira Passarinho na mão, pedra de a tiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão É o fundo do poço, é o fim do caminho No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando É a luz da manha, é o tijolo chegando É a lenha, é o dia, é o fim da picada É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada É o projeto da casa, é o corpo na cama É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã É um resto de mato na luz da manhã São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José É um espinho na mão, é um corte no pé São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã É um belo horizonte, é uma febre terça São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração
Pau Edra Im, inho Esto, oco Oco, inho Aco, idro Ida, ol Oite, orte Aço, zol São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração