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Bluetooth cerebral: nova interface cérebro-computador lê pensamentos

Portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), que lhe tirou quase todos os movimentos do corpo, o físico Stephen Hawking conseguia se comunicar por meio de um gerador de fala. Esse sistema usava um sensor infravermelho nos óculos do gênio para rastrear pequenos movimentos, quase imperceptíveis, no rosto de Hawking. Era com mínimas contrações nas bochechas que o físico britânico conseguia comunicar ao gerador o que ele queria falar. 

Num futuro próximo, pacientes dessa doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, provocando uma paralisia motora irreversível, podem ter uma maneira muito mais fácil de “falar”. Isso graças a uma tecnologia de interface entre cérebro e computador, que praticamente lê os pensamentos do indivíduo – um sonho futurista que acaba de se transformar em realidade.

Neste começo de julho, no hospital Mount Sinai West, em Nova York, um paciente com ELA recebeu, num vaso sanguíneo de seu cérebro, um implante de interface do órgão com computador – produto da startup de tecnologia Synchron. Esse dispositivo, chamado stentrode, usa 16 eletrodos para monitorar a atividade cerebral e registrar o disparo de neurônios quando uma pessoa pensa. Ele então consegue ler os sinais emitidos pelos neurônios, amplificá-los e enviá-los para um computador ou smartphone via Bluetooth. 

É assim que o stentrode traduz os pensamentos do indivíduo, permitindo que a pessoa recupere capacidades que a doença já havia lhe tirado. O paciente no hospital nova-iorquino já está numa fase avançada da esclerose, perdeu toda a sua capacidade de falar e se mover. Mas os médicos e os pesquisadores da Synchron esperam que ele consiga se comunicar por e-mail e mensagens de texto, apenas pensando. Uma expectativa que tem razão de existir.

Traduzindo sinais dos neurônios, implante permite que pessoas com a mesma doença degenerativa de Stephen Hawking usem o WhatsApp e mandem e-mails.

Bluetooth cerebral: nova interface cérebro-computador lê pensamentos

publicado em superinteressante

Cérebro tem sistema de alarme contra erros

Por Bruno Garattoni

Quando você vai fazer alguma tarefa, e faz errado, um grupo específico de neurônios dispara para registrar aquilo – e gera um alerta que é enviado para várias áreas do cérebro, como as relacionadas à memória, às emoções e ao planejamento. Esse grupo de “neurônios juízes”, que tocam o alarme, foi descoberto por cientistas do hospital Cedars Sinai (1), nos EUA.

Eles monitoraram a atividade cerebral de 34 voluntários que têm epilepsia, e haviam recebido implantes de eletrodos no cérebro. Os pacientes foram submetidos a dois testes de reconhecimento de padrões  (identificar números exibidos numa tela e dizer em qual cor uma palavra estava escrita).

Só que ambos eram projetados para induzir erros – a palavra “verde”, por exemplo, aparecia escrita em vermelho. Os neurônios detectores de erros ficam no córtex pré-frontal medial, que coordena a tomada de decisões.

Segundo os cientistas, a hiperatividade deles pode ser a causa do transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), em que a pessoa refaz muitas vezes as mesmas tarefas. 

Fonte 1. The geometry of domain-general performance monitoring in the human medial frontal cortex. Z Fu e outros, 2022.

Conjunto de neurônios é especializado em detectar quando erramos em alguma tarefa – e dispara um alerta que se propaga por várias regiões cerebrais

Cérebro tem sistema de alarme contra erros

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Cérebros têm “impressão digital” que pode ser detectada em segundos, diz estudo

Para além dos minúsculos desenhos presentes nas pontas dos dedos, cada um de nós tem um padrão único da atividade do cérebro – uma “impressão digital” cerebral. E um estudo recente mostrou que ela pode ser identificada em apenas 100 segundos.

Esses padrões são conhecidos como conectomas – um mapa neural de um indivíduo. São obtidos principalmente por meio de exames de ressonância magnética, que observam o cérebro de alguém durante um intervalo de tempo. A partir disso, os cientistas geram gráficos coloridos que representam a atividade cerebral – e mudam de acordo com a atividade que o sujeito está fazendo e quais partes do cérebro estão sendo usadas durante a ressonância.

Enrico Amico, autor principal do novo estudo, afirma: “Minha pesquisa examina redes e conexões dentro do cérebro, a fim de obter uma maior percepção de como as coisas funcionam. E todas as informações que precisamos estão nesses gráficos”.

As impressões são gráficos coloridos que representam a atividade cerebral de um indivíduo.

Esses mapas neurais podem identificar indivíduos e normalmente são obtidos a partir de um processo demorado. No estudo, Amico e seus colegas quiseram entender como diferentes escalas de tempo poderiam influenciar na geração das impressões. “Queríamos descobrir qual é o tempo mínimo necessário [de ressonância] para obter um conectoma confiável”, explica o pesquisador.

A equipe analisou dados de imagens cerebrais de 100 pessoas e descobriu que é possível criar conectomas em 1 minuto e 40 segundos – identificando corretamente seus donos em cerca de 95% das vezes.

O órgão de cada pessoa tem padrões únicos de atividade, que podem ser identificados por um exame de ressonância magnética. Veja como.

Cérebros têm “impressão digital” que pode ser detectada em segundos, diz estudo

publicado originalmente em superinteressante

Contar com um bom ouvinte traz benefícios à saúde do cérebro

Ter a companhia de alguém disposto a nos ouvir pode ajudar a proteger o nosso cérebro. De acordo com estudo publicado na revista científica Jama, as boas interações sociais desaceleram o processo de declínio cognitivo, mesmo na presença de fatores como envelhecimento e alterações neuropatológicas, como as presentes entre quem tem Alzheimer.

O trabalho foi conduzido pelo departamento de neurologia da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, em parceria com outras instituições americanas.

Médicos já sabem que exercitar o cérebro (com jogos, leitura, etc) e manter a prática de atividades físicas são atitudes importantes para a boa manutenção da massa cinzenta. Agora, as interações sociais passam a fazer parte da lista.

Ter com quem desabafar e se aconselhar pode desacelerar o declínio cognitivo e prevenir doenças neurológicas, sugere estudo

Contar com um bom ouvinte traz benefícios à saúde do cérebro

publicado originalmente em Veja saúde

Exames de imagem ajudam a desvendar doenças psiquiátricas

Da anatomia do cérebro ao seu funcionamento: o uso de tomografia e ressonância magnética aliado à cintilografia se populariza no diagnóstico de problemas como depressão e esquizofrenia.

Um dos pioneiros no país no uso da cintilografia de perfusão cerebral por tomografia por emissão de fóton único (Spect), o radiologista Roberto Levi Jales, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), conta a origem da técnica: “Nos anos 1990, dois médicos americanos da Universidade da Califórnia observaram que as imagens do cérebro de pessoas com determinadas patologias seguiam diferentes padrões de cor após a administração de uma substância radioativa na veia: vermelho para transtorno bipolar, azul para esquizofrenia, por exemplo”.

O registro da atividade em certas áreas do cérebro sinaliza diferentes transtornos

Exames de imagem ajudam a desvendar doenças psiquiátricas

publicado originalmente em Veja saúde

Novos estudos ajudam a entender o impacto do coronavírus no cérebro

Dias depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretar a pandemia pelo novo coronavírus, em março de 2020, um estudo com pacientes na Itália já relatava a perda do olfato e do paladar como um dos sintomas de Covid-19. Em abril do mesmo ano, foi publicado o primeiro estudo sobre o impacto neurológico da doença, com centenas de pessoas.

Desde então, investigações sobre as consequências da Covid-19 no cérebro têm sido realizadas, abordando desde os efeitos observados na fase aguda até as possíveis sequelas neurológicas – relatadas por cerca de 30% dos pacientes que se recuperaram.

Já se sabe que esse é um dos vários órgãos afetados pelo Sars-CoV-2. Agora, pesquisadores estão empenhados em desvendar as repercussões disso

Novos estudos ajudam a entender o impacto do coronavírus no cérebro

publicado originalmente em Veja saúde

Manter o cérebro ativo pode atrasar o Alzheimer em 5 anos, sugere estudo

Um estudo publicado recentemente sugere que realizar atividades estimulantes para a mente (como ler e montar quebra-cabeças) durante a velhice pode adiar em até cinco anos o aparecimento do Alzheimer – doença neurodegenerativa cujos principais sintomas incluem perda de memória e confusão mental.

A hipótese de que manter o cérebro ativo atrasa a manifestação da demência já havia aparecido em pesquisas anteriores, mas os pesquisadores responsáveis por este estudo quiseram testá-la e investigar a relação entre diferentes níveis de atividade cognitiva e a idade de início do Alzheimer. 

Pesquisadores analisaram 1,9 mil idosos por um período médio de 7 anos e perceberam que atividades como ler e montar um quebra-cabeça davam vantagens para quem as realizava com frequência.

Manter o cérebro ativo pode atrasar o Alzheimer em 5 anos, sugere estudo

publicado originalmente em superinteressante

Tamanho do cérebro muda com a temperatura durante o ano

O cerebelo, uma área na parte de trás do cérebro responsável pelos movimentos e pelo controle das emoções, muda de tamanho ao longo do ano: seus dois hemisférios chegam a crescer 8% no auge do verão, e encolher quase 7% na parte mais fria do inverno. Essa foi a conclusão de um estudo (1) da Universidade Yale que analisou os exames de ressonância magnética de 3.279 pessoas, coletados ao longo de 15 anos.

Essa variação de tamanho também se manifesta na “matéria branca”: a parte do cérebro que é formada por células gliais (que levam nutrientes e dão suporte aos neurônios) e corresponde a quase metade do órgão.

Parte dele cresce no verão e diminui no inverno – e isso pode estar relacionado a mudanças de comportamento.

Tamanho do cérebro muda com a temperatura durante o ano

publicado originalmente em superinteressante