Assista a “Sítio do Picapau Amarelo – Ano I (Abertura) 1977” no YouTube

É,meus amigos…

Sou do tempo do “Sítio do Pica pau amarelo” dos primeiros …anos 70 …os melhores sem dúvida ❣️

Então,eu tinha meus 8 anos e meu pai comprou um sítio bem nessa época… imagina se não passava os dias procurando o Reino das Águas Claras no riacho,ou pedindo desesperada pro meu avô fazer armadilha de saci pra mim🤭

Traquinagens a parte ,o Sitio marcou a minha e tantas infâncias que pensei em postar aqui a abertura para matarmos as saudades.

O grande Monteiro Lobato,à sua maneira ,encheu de fantasia e cor uma parte linda das nossas vidas.

Que bom se as crianças de hoje tivessem tanta liberdade, natureza e histórias pra contar como a nossa privilegiada geração ✨✨❤️

Paz e Luz ✨✨

Imagem veja.abril

Conto dos Irmãos Grimm

O sapateiro e os gnomos

Houve, uma vez, um sapateiro que, não por sua culpa, ficara tão pobre que só lhe restava couro para um único par de sapatos.


A noite, cortou o couro para fazer os sapatos no dia seguinte; e, como tinha a consciência tranquila, deitou-se na cama, encomendou-se ao bom Deus e dormiu sossegadamente.


Pela manhã, após recitar as orações, dirigiu-se á mesa para trabalhar; mas deparou com os sapatos já prontos, ele admirou-se e não sabia o que pensar a este respeito. Pegou nas mãos os sapatos para observá-los mais de perto e viu que estavam tão perfeitos que não havia um único ponto errado; eram, realmente, uma obra-prima.


Logo depois, chegou um comprador; os sapatos lhe agradaram tanto, que pagou muito acima do preço estipulado. Com esse dinheiro, o sapateiro pôde comprar couro para dois pares de sapatos.


A noite, cortou o couro para fazê-los, com a melhor disposição, no dia seguinte; mas não foi preciso. Quando se levantou pela manhã, os sapatos já estavam prontos, e não faltaram compradores que lhe deram tanto dinheiro, que lhe permitiu comprar couro para quatro pares de sapatos.


De manhã cedo, ao levantar-se, encontrou prontos também esses; e assim prosseguiam as coisas: o que ele cortava à noite, encontrava feito de manhã; dessa maneira melhorou muito de situação e acabou ficando abastado.


Ora, aconteceu que uma noite, pouco antes do Natal, o sapateiro preparou e deixou cortados os sapatos. Antes, porém, de ir para a cama, disse à mulher:
– Que tal se ficássemos acordados esta noite, para ver quem é que nos auxilia tão generosamente?
A mulher concordou alegremente; acendeu uma luz; depois esconderam-se atrás das roupas dependuradas nos cantos da sala, e ficaram aguardando atentamente.


Ao dar meia-noite, chegaram dois graciosos gnomos completamente nuzinhos; sentaram-se à mesa de trabalho, pegaram o couro preparado, e com seus dedinhos ágeis puseram-se a furar, a coser e a bater, com tanta rapidez, que o sapateiro não conseguia despregar os olhos, de admiração.


Não pararam enquanto não ficou tudo pronto; depois deixaram os sapatos acabadinhos sobre a mesa e, rápidos, safram saltitando pela porta fora.
Na manhã seguinte, a mulher disse:
– Os gnomos nos enriqueceram; devemos demonstrar-lhes nossa gratidão; eles andam por aí sem nada no corpo e devem ficar gelados de frio. Queres saber uma coisa? Vou coser para eles uma camisinha, um gibão, um colete e um par de calçõezinhos, farei, também, um par de meias para cada um ,tu podes acrescentar os sapatinhos.
O marido respondeu:
– Alegro-me muito com tua ideia.
E à noite, quando tudo ficou pronto, colocaram os presentes no lugar do trabalho cortado e depois esconderam-se para ver que cara fariam os gnomos.


À meia-noite, chegaram eles; pulando, dirigiram-se à mesa para trabalhar mas, ao invés do couro, encontraram todas aquelas graciosas roupinhas. Primeiro admiraram-se muito, depois manifestaram grande alegria. Com uma rapidez incrível vestiram-se, alisaram as roupas no corpo e puseram-se a cantar:

Nós somos rapazes elegantes e faceiros,
Para que sermos ainda sapateiros?

e divertiam-se dando cabriolas, dançando e pulando sobre os bancos e as cadeiras. Por fim, saíram, dançando, pela porta fora.
Desde aí não mais voltaram, mas o sapateiro passou muito bem enquanto viveu, e teve sempre muita sorte em tudo quanto empreendia.

Grimmstories

Alê Leite

Assista a “Geraldo Vandré – Pra não dizer que não falei das Flores” no YouTube

Um clássico da MPB… gostaria muito de poder dizer que ficou no passado.

Mas a realidade que se descortina dia a dia mais parece um déjà vu de mau gosto, agourento e temível.

Vendo toda essa gente dando o rosto a tapa pelo que acreditavam,penso quando teremos a mesma atitude e coragem…

Buscar a justiça e a Paz nem sempre é meigo e tranquilo,pode ser bem turbulento e difícil,bem mais difícil será explicar aos que virão que deixamos escapar por omissão o que tão heróica e sofridamente foi conquistado.

Que os Seres Superiores e nosso senso de humanidade nos ajudem a enxergar uma solução.

Paz e Luz ✨✨✨

Conexões de amor

Somos todos um

Com árvores,terra,ar, água

Céu,estrelas,lava de vulcão

Borboletas,morcegos,serpentes

Há quem busque Deus em templos

Há quem busque a si mesmo em fugas

Sempre queremos a “verdade”

Mas a verdade é jornada, caminho

Aprendizado contínuo… evolução

Nossos irmãos estelares

Sempre presentes conosco

As mãos nos dão nesta missão

Só temos de ter a sensível intuição

De olhar para cima ,para o céu

De olhar para dentro,para si

E toda beleza e Luz virá a tona

Pungente e revolucionária

Derrubando o que cerceia a visão

Abrindo o mais íntimo do espírito

Fazendo brilhar novamente a luz do

Eterno Amor Universal ✨✨✨

Assista a “Clara Nunes – Guerreira” no YouTube

Clara,Clara…fui criada ao som de Clara Nunes…dela e de tantos outros artistas gloriosos dos anos 70,mas ela,ela me marcou demais.

Talvez também por ter partido tão cedo deixando órfãos os terreiros e a música brasileira.

Mas Deus sabe tudo e um Ser de Luz como ela tinha de ir nos ajudar nesta luta lá do outro Plano.

Clara Guerreira,mineira linda… inesquecível como são inesquecíveis as pessoas que trazem uma mensagem linda de amor e igualdade para este planeta.

Como é bom ouvir sua voz e ver seu sorriso lindo…

Paz e Luz ✨✨

Imagem : Vila de Utopia

Centelha criadora🌺

Abro meus olhos…

Os sons naturais preenchem minha mente

Motivos mil para ser grata

Olhos para ver a lagoa,o céu,os pinheiros

Ouvidos para entre o farfalhar das folhas

E o eterno ir e vir das ondas

Escutar o Bem-te-vi,o Canário,o Quero- Quero

Mundo natural… quanto menos cimento, melhor

Calçados?A sola dos pés

Moldada na areia morna e branca

Presente da vida,do universo…

Fruto de um desejo sussurrado ao Todo

Que em grata e linda realidade se tornou

Cada manhã uma dádiva

Que a minha mais íntima centelha formou✨✨

Lagoa dos Patos Tavares RS

Com carinho a todos os poetas…✨🌷

Não lembro quando aprendi a ler…foi muito cedo, com certeza… procurava pela casa livros,gibis e revistas feito uma ratinha.

Culpa do meu pai… que ao invés de me presentear com bonecas , muitas e muitas vezes deu-me livros ❤️

Não lembro quando aprendi a ler…mas lembro do primeiro poema que declamei na escola.

“Meus oito anos” de Casimiro de Abreu…

Quanta ternura em palavras,nunca me esqueci do poema,nunca deixei de ser “ratinha”…e agora já na maturidade busco também como Casimiro e todos os poetas, trazer um tiquinho de doçura ,verdade e beleza através da escrita.

✨✨ Meu respeito, carinho e gratidão a todos que disponibilizam um pouco do seu tempo para enfeitar e colorir com as letras esse nosso mundo💕❤️

Meus oito anos

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Como são belos os dias
De despontar da existência!
– Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é – lago sereno,
O céu – um manto azulado,
O mundo – um sonho dourado,
A vida – um hino d’amor!

Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d´estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!

Oh! dias de minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!

Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto o peito,
– Pés descalços, braços nus –
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!

Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!

[…]

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
– Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

Casimiro de Abreu

Paz e Luz ✨✨