Ter uma visão irreal do próprio corpo, padecendo com isso, é o que define o transtorno dismórfico corporal (TDC). E uma pesquisa conduzida pelo médico Alexandre Kataoka, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), com 38 mulheres submetidas a plásticas, constatou que 44% delas ainda apresentam sintomas do distúrbio após a intervenção. “Se a insatisfação persiste depois das mudanças, significa que é preciso avaliar melhor a indicação do procedimento”, afirma o cirurgião. Segundo ele, o ideal é ter um psicólogo envolvido no processo antes da operação, porque, se o paciente tiver TDC, a cirurgia deve ser postergada até o tratamento efetivo do transtorno. “Nunca o corpo da pessoa vai ficar igual ao que ela vê na mídia. E não podemos realizar mudanças em alguém que não consegue enxergar sua própria realidade”, esclarece o especialista.
Cientistas franceses descobriram que pessoas com narcisismo patológico — outra condição que altera a autoimagem — apresentam uma redução na região da massa cinzenta responsável pela compaixão. Com base nessas pistas, pesquisadores começam a investigar agora se pessoas com TDC também teriam mudanças cerebrais.
Muitas mulheres que já fizeram cirurgias estéticas ainda sofrem em frente ao espelho, conclui estudo
“Insistir em um caminho que trás sofrimento e dor é desperdiçar a oportunidade que a vida está dando de experimentar o novo, se a mudança causa desconforto, é porque certamente, está mexendo em algo estagnado.”
Sou a planta humilde dos quintais pequenos e das lavouras pobres. Meu grão, perdido por acaso, nasce e cresce na terra descuidada. Ponho folhas e haste e se me ajudares Senhor, mesmo planta de acaso, solitária, dou espigas e devolvo em muitos grãos, o grão perdido inicial, salvo por milagre, que a terra fecundou. Sou a planta primária da lavoura. Não me pertence a hierarquia tradicional do trigo. E de mim, não se faz o pão alvo, universal. O Justo não me consagrou Pão da Vida, nem lugar me foi dado nos altares. Sou apenas o alimento forte e substancial dos que trabalham a terra, onde não vinga o trigo nobre. Sou de origem obscura e de ascendência pobre. Alimento de rústicos e animais do jugo. Fui o angú pesado e constante do escravo na exaustão do eito. Sou a broa grosseira e modesta do pequeno sitiante. Sou a farinha econômica do proletário. Sou a polenta do imigrante e a miga dos que começam a vida em terra estranha. Sou apenas a fartura generosa e despreocupada dos paiois. Sou o cocho abastecido donde rumina o gado Sou o canto festivo dos galos na glória do dia que amanhece. Sou o carcarejo alegre das poedeiras à volta dos seus ninhos. Sou a pobreza vegetal, agradecida a Vós, Senhor, que me fizeste necessária e humilde Sou o milho.