Está sentindo cansaço? A razão pode estar no seu prato

Falta de concentração e disposição para atividades do dia a dia, dores de cabeça e pelo corpo, irritabilidade, alteração do sono e até mudança no apetite…. Todos esses são sinais de que você está cansado.

A maioria das pessoas associa esses sintomas a excesso de trabalho, cobranças e acúmulo de tarefas, queixas atualmente bastante comuns. Mas a qualidade da alimentação também tem a sua parcela de culpa.

Pular refeições, excluir grupos de alimentos ou praticar dietas de emagrecimento muito restritivas, por exemplo, fazem com que a ingestão de energia fique abaixo da quantidade que o seu corpo precisa. Você já viu um carro funcionar sem combustível? Pois bem, nosso corpo é igual.

A deficiência de “combustível” faz o corpo direcionar a pouca quantidade de energia que entra para processos vitais, como os batimentos do coração, em detrimento de outras funções orgânicas. Com isso, sentimos cair a produtividade, aumentar a indisposição e até a cabeça latejar.

A alimentação tem papel fundamental na nossa disposição, já que fornece elementos decisivos para a produção de energia

Está sentindo cansaço? A razão pode estar no seu prato

publicado originalmente em Veja saúde

Pandemia atrapalha controle de doenças intestinais

Uma pesquisa do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP) revela o impacto da Covid-19 no acompanhamento de doenças inflamatórias intestinais.

Mais de 200 pacientes com retocolite ulcerativa e doença de Crohn participaram do levantamento, que trouxe achados preocupantes: 83% faltaram às consultas, quase 50% deixaram de fazer exames laboratoriais e em torno de 20% não conseguiram obter seus medicamentos.

Segundo os autores, houve uma queda de 60% no volume de colonoscopias realizadas no HC. E também vieram à tona repercussões psicológicas: sintomas de ansiedade e depressão foram relatados por 80% dos indivíduos.

Estudo mostra impacto da covid-19 no acompanhamento de portadores de Doença de Crohn e retocolite ulcerativa

Pandemia atrapalha controle de doenças intestinais

publicado originalmente em Veja saúde

Algoritmo calcula o risco cardíaco

inteligência artificial já ajuda a rastrear obstruções e outras encrencas nas artérias do coração, situação que pode culminar em um infarto. Tradicionalmente, o comprometimento desses vasos é calculado pelo escore de cálcio.

“No método convencional, a tomografia precisa ser feita com um eletrocardiograma para sincronizar a captura de imagens com a pausa entre os batimentos cardíacos. Só que, nas tomografias de tórax comuns, coração e artérias aparecem borrados por causa do movimento”, relata Felipe Kitamura, head de Inovação em Operações Diagnósticas da Dasa.

Ele participou da validação de um algoritmo desenvolvido pela Universidade Stanford, nos Estados Unidos, capaz de enxergar a calcificação das artérias mesmo desfocadas. “É uma maneira de ampliar o rastreio da doença coronariana, ainda mais agora, com muitas tomografias sendo feitas para Covid-19”, comenta.

Máquinas são ensinadas a medir grau de endurecimento das artérias em tomografias

Algoritmo calcula o risco cardíaco

publicado originalmente em Veja saúde

Asma: conhecimento e tratamento são a chave para uma boa qualidade de vida

Dificuldade para respirar, respiração curta e rápida, tosse seca, chiado e aperto no peito. Quem convive com a asma fora de controle e enfrenta as crises provocadas pela doença conhece bem esses sintomas. Além disso, pode ter que lidar com complicações como insônia, limitações para se exercitar e fazer atividades em geral, hospitalização nos casos mais graves, entre outras.

Essa é uma das doenças crônicas mais comuns e afeta crianças, adultos e idosos. Trata-se de um problema de saúde pública e uma causa importante de falta às aulas escolares e ao trabalho. Estimativas apontam que ela acomete cerca de 300 milhões de pessoas no mundo e aproximadamente 20 milhões de brasileiros.

Os especialistas ainda não sabem explicar exatamente o que desencadeia a doença, mas acreditam que seja um conjunto de fatores, que englobam histórico familiar e causas ambientais. A asma é uma inflamação crônica dos brônquios, os canais que levam ar aos pulmões, e que piora diante da exposição aos alérgenos, como fungos, pelos de animais de estimação, fumaça de cigarro, poluição, cheiros fortes e ar muito frio, por exemplo.

A asma não tem cura, mas tem controle. Isso significa que a pessoa vai precisar lidar a vida toda com a doença. Portanto, é essencial que ela procure um especialista e faça o tratamento indicado pelo seu médico constantemente e não só durante as crises. Também é importante que marque consultas periódicas com o profissional para acompanhamento do quadro. Afinal, se o indivíduo seguir direitinho as instruções do seu médico e mantiver o tratamento em dia, poderá ter uma boa qualidade de vida.

Aderência aos cuidados necessários para tratar a doença permite que os asmáticos vivam e respirem de forma plena

Asma: conhecimento e tratamento são a chave para uma boa qualidade de vida

publicado originalmente em Veja saúde

Sono ruim pode prejudicar o andar e a coordenação

Cientistas do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), que usam movimentos humanos para treinar robôs para centros de reabilitação, descobriram mais um impacto da privação do sono na saúde.

“Notamos que, no fim do semestre, período em que se dorme menos, os estudantes iam mal nas experiências de caminhada e controle da postura”, conta o pesquisador Arturo Forner-Cordero, da sede paulistana da entidade.

Encucados, ele e a equipe conduziram testes específicos nessa turma e observaram que a privação de sono e o jet lag social — dormir e acordar mais tarde nos fins de semana — afetava a coordenação motora dos voluntários.

De testes para treinar robôs em um centro de pesquisas brasileiro, veio um novo aprendizado sobre a influência do sono na saúde

Sono ruim pode prejudicar o andar e a coordenação

publicado originalmente em Veja saúde

Campanha nacional de multivacinação começa hoje

O Ministério da Saúde anunciou o início da Campanha Nacional de Multivacinação, que disponibilizará 18 tipos de vacinas em 45 mil postos de vacinação localizados em todas as 27 unidades federativas e seus respectivos municípios. Os imunizantes protegem crianças e adolescentes de doenças como poliomielite, sarampo, catapora e caxumba.

A ação tem início hoje e vai até o dia 29 de outubro. As autoridades destacam que pais e responsáveis têm papel fundamental para o sucesso da iniciativa com o público-alvo, que é de menores de 15 anos.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Arnaldo Medeiros, a campanha deste ano é mais relevante porque o governo vem identificando, desde 2015, uma tendência de queda nos índices de vacinação.

Segundo ele, essa baixa procura tem, entre suas causas, o desconhecimento sobre a importância das vacinas, as notícias falsas (ou fake news), a atuação dos grupos antivacinas e o medo de eventos adversos.

Ministério da Saúde oferece 18 tipos de vacinas a crianças e adolescentes de até 15 anos

Campanha nacional de multivacinação começa hoje

publicado originalmente em Veja saúde

Estudo relaciona hábito de andar 7 mil passos diários a menor mortalidade

A quantidade da passos diários e a intensidade na qual eles são dados estão associadas à mortalidade prematura entre mulheres e homens de meia-idade?

Esta pergunta foi feita por pesquisadores da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos. Após dez anos de estudo, eles concluíram que andar pelo menos 7 mil passos por dia reduz de 50% a 70% a mortalidade por todas as causas.

Para isso, 2 110 adultos com idades entre 38 e 50 anos foram divididos em três grupos de acordo com a quantidade de passos diários: baixa (menos de 7 mil), moderada (entre 7 mil e 10 mil) e alta (mais de 10 mil).

Os participantes que deram pelo menos 7 mil passos por dia, medidos por um acelerômetro, apresentaram a menor taxa de risco de mortalidade, que não variou em relação àqueles que andaram mais de 10 mil passos.

Deslocamentos ao longo do dia promovem o condicionamento saudável do corpo, protegendo-o de problemas graves

Estudo relaciona hábito de andar 7 mil passos diários a menor mortalidade

publicado originalmente em Veja saúde

Covid-19: quando vem a imunidade coletiva?

Os índices esperados para alcançar a imunidade coletiva ou de rebanho em relação ao coronavírus mudaram desde o início da pandemia. Bom lembrar que a obtenção desse status, em que a maioria da população está protegida contra o vírus, depende da quantidade de pessoas vacinadas contra ele e da queda na sua taxa de transmissão, segundo o epidemiologista Guilherme Werneck, professor do Instituto de Medicina Social Hesio Cordeiro, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“Supõe-se que a partir de um determinado patamar de imunização, é possível interromper a circulação de um vírus. Mas, com a covid-19, é diferente”, diz Werneck.

Casos de reinfecção, o surgimento de variantes e a possibilidade de transmitir a doença mesmo após a vacinação são variáveis que bagunçaram a conta e deixaram os especialistas incertos sobre qual seria o tal patamar de imunização necessário para frear o coronavírus. Mas eles estão esperançosos em relação à queda das mortes e ao controle da doença. Desde que não haja um relaxamento total, é claro.

Novas cepas e possibilidade de transmissão do vírus por vacinados são fatores que dificultam a resposta. Mas há uma certeza: dá para controlar o coronavírus

Covid-19: quando vem a imunidade coletiva?

publicado originalmente em Veja saúde

Monitorar vírus, fungos e bactérias pode evitar novas pandemias

A pandemia de covid-19 tornou mais evidente a necessidade dos chamados sistemas de sentinela, que monitoram agentes patológicos a fim de evitar surtos ou mesmo prever futuras epidemias. Além de vírus como o Sars-CoV-2, porém, é fundamental monitorar também fungos e bactérias que ainda não possuem tratamentos eficazes e podem se espalhar. Esse foi o tema da 4ª Conferência Fapesp 60 anos, “Desafios à Saúde Global”.

O evento teve como mediadora Helena Nader, professora da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) e integrante do Conselho Superior da Fapesp.

“É muito importante termos sistemas de sentinela que permitam que uma pandemia, no início do seu surgimento, seja rapidamente detectada e combatida. Mas tudo isso requer uma interação, uma cooperação, que nem sempre são naturais”, destacou Luiz Eugênio Mello, diretor científico da Fapesp, durante a abertura do evento.

Cientistas alertam para os desafios de diagnosticar e combater agentes patológicos com o potencial de causar surtos de doenças infecciosas

Monitorar vírus, fungos e bactérias pode evitar novas pandemias

publicado originalmente em Veja saúde

Já cuidou dos seus pés hoje?

Milênios antes de os tênis de corrida surgirem, nossos antepassados já andavam em alta velocidade por aí. Não por esporte: eram tempos de caça ou caçador. Em meio à concorrência com outros animais, o ser humano também pulava, escalava e escapava dos obstáculos pelo caminho. Para ter sucesso em suas jornadas diárias, nossa espécie dependia de uma tecnologia avançada que já vinha de fábrica: os próprios pés.

Mas, com o avançar dos séculos, os calçados que foram inventados inicialmente para protegê-los do frio ou de pedras e espinhos se converteram em algo a mais. Andamos dentro de casa de chinelo, vamos ao escritório de sapato e ainda nos exercitamos com tênis que potencializam nossas habilidades naturais. Daí que os pés não precisam mais fazer o trabalho duro de antigamente. E isso pode se tornar um problema.

“Nossos pés têm mais de 150 elementos, entre músculos, articulações e ligamentos. Mas hoje ficam muito tempo acomodados em calçados mais rígidos e estruturados”, explica a educadora física Isabel Sacco, coordenadora do Laboratório do Movimento e Postura Humana da Universidade de São Paulo (USP).

Eles nos levam para cima e para baixo e, em geral, não ganham a devida atenção. Mas podem e devem receber cuidados — e tem até exercícios para essa dupla

Já cuidou dos seus pés hoje?

publicado originalmente em Veja saúde