Doença mão-pé-boca: o que é, diagnóstico, sintomas e tratamento

síndrome mão-pé-boca é causada pelo vírus Coxsackie, que ataca o aparelho digestivo. Ela é altamente contagiosa. Sua principal característica é a formação de pequenas bolhas na pele desses três locais do corpo – daí o nome da doença.

Pode acometer adultos, mas é mais frequente em crianças, principalmente nos menores de 5 anos. Os sintomas duram cerca de uma semana.

“A transmissão pode ocorrer dias antes do início da manifestação da doença até semanas após a infecção. O vírus transita por via respiratória ou pelas fezes da pessoa infectada”, explica Maíra Mastrocola de Campos Leite, pediatra e alergologista e imunologista pediátrica das clínicas Espaço Médico Descomplicado e Eludicar.

Vale lembrar que a falta de higiene das mãos pode contaminar superfícies, facilitando a transmissão também pelo contato com certos objetos.

Causada por um vírus, ela provoca pequenas bolhas pelo corpo e é mais frequente em crianças, principalmente as menores de 5 anos

Doença mão-pé-boca: o que é, diagnóstico, sintomas e tratamento

publicado originalmente em Veja saúde

Vacina do HPV reduz pra valer a incidência de câncer de colo de útero

Vacinar crianças e adolescentes contra o HPV é uma estratégia de saúde pública. A recomendação, chancelada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como missão reduzir a circulação desse vírus que é sexualmente transmissível e causador de diversos tipos de câncer, com destaque para o tumor de colo de útero – o terceiro mais frequente na população feminina, atrás dos de mama e colorretal.

E um estudo publicado recentemente no jornal científico The Lancet mostra a magnitude do benefício. Com base em dados de um monte de mulheres, cientistas da Universidade King’s College, no Reino Unido – onde a campanha começou em 2008 –, investigaram o impacto do imunizante entre vacinadas e não vacinadas.

Eles concluíram que quem recebeu a injeção com 12 ou 13 anos apresentou, na fase adulta, uma redução de 87% no risco de desenvolver o câncer de colo de útero em comparação com quem não havia se vacinado.

“Há países, como a Austrália, que já sentem os efeitos dessa estratégia e esperam erradicar os casos de câncer de colo de útero até 2030”, relata a oncologista Marcela Bonalumi, do CPO Oncoclínicas e do Hospital Pérola Byington, em São Paulo.

Com a imunização de crianças e adolescentes, um dos tumores que mais matam mulheres pode virar coisa do passado

Vacina do HPV reduz pra valer a incidência de câncer de colo de útero

publicado originalmente em Veja saúde

A conta certa de vegetais por dia para você ter mais saúde

Imagino que o leitor esteja cansado de saber que vegetais fazem bem à saúde — e, talvez, faça parte do grupo que tem noção de que precisa comer mais frutas e hortaliças. Também não é de hoje que cientistas e entidades estipulam uma quantidade ideal desses alimentos por dia.

Organização Mundial da Saúde (OMS) defende cinco porções (cerca de 400 gramas), recomendação que é endossada pelo Fundo Mundial de Pesquisas sobre Câncer e o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.

Já o governo americano prega duas porções de frutas e duas e meia de verduras e legumes. Na Dinamarca, são seis doses diárias de vegetais, enquanto na Austrália o sarrafo sobe para oito e meia. O Brasil tende a acompanhar a OMS.

Mas, agora, uma nova equação vem à tona com um estudo que parece ter chegado a um consenso. Uma equipe da Universidade Harvard, nos EUA, analisou dados de mais de 100 mil cidadãos desse país, acompanhados por 30 anos, e revisou 26 estudos baseados em informações colhidas entre 1,9 milhão de pessoas de 29 nações.

Resultado: a ingestão de duas porções de frutas e três de legumes e verduras por dia está associada a um risco 13% menor de morrer precocemente. Sim, a conclusão ratifica (e especifica) a regra dos cinco vegetais. Na análise, esse hábito diminuiu em 12% a possibilidade de vir a óbito por doenças cardiovasculares, 10% por câncer e 35% por problemas respiratórios. São números significativos.

Cinco porções: duas de frutas e três de verduras e legumes. Novo estudo aponta que essa é a meta diária para você viver mais e melhor. Saiba como batê-la

A conta certa de vegetais por dia para você ter mais saúde

publicado originalmente em Veja saúde

Ioga é campeã na luta contra o estresse no trabalho, diz estudo

ioga é imbatível contra o estresse relacionado ao trabalho. Essa foi a conclusão de uma meta-análise publicada no Journal of Occupational Health, que reuniu estudos comparando a prática a outras técnicas, como massagem terapêutica, relaxamento muscular progressivo e alongamento.

No estudo, foram avaliados 688 profissionais de saúde, conhecidos por estarem sob constante pressão. A massagem alcançou uma boa pontuação na tarefa de desestressar, mas nada se comparou aos ganhos proporcionados pela ioga.

Aliás, não é a primeira vez que a prática tem seus benefícios exaltados pela ciência.

“O estresse ativa o cortisol, um hormônio que deixa a gente pronto para atacar ou se defender. Há estudos que apontam a queda dos níveis dessa substância no corpo imediatamente após uma aula”, relata Deni Galdeano, instrutor e coordenador do curso de anatomia aplicada à ioga da Santa Casa de São Paulo.

A concentração é parte essencial da aula de ioga, que ajuda a desfocar dos problemas e devolve à mente um estado de paz e calma

Ioga é campeã na luta contra o estresse no trabalho, diz estudo

publicado originalmente em Veja saúde

Zoom: gominhos no abdômen

Mas é bom adiantar que eles estão do lado de dentro da barriga. É que nosso abdômen é a sede do intestino, e, no seu interior, você encontra as belezinhas ao lado — as criptas de Lieberkühn, em cortes transversais fotografados por microscópio. Elas ficam tanto no intestino delgado como no grosso e malham para produzir enzimas digestivas, hormônios e substâncias que defendem o território.

7 metros
É o tamanho do intestino delgado, porção em que ocorre boa parte da digestão e absorção da comida.

2 metros
É o comprimento do intestino grosso, local em que se concentra a microbiota e se formam as fezes.

Só que essa é uma visão interna do abdômen: microscópio exibe estruturas muito importantes no intestino

Zoom: gominhos no abdômen

publicado originalmente em Veja saúde

Caminhar é preciso – entenda o poder da caminhada

Muita gente não pratica exercícios porque, em um primeiro momento, eles geram estresse e desconforto ao organismo. É fato: se fosse algo prazeroso logo de cara, todo mundo seria ativo.

Mas a realidade não é bem essa: correr, levantar peso ou praticar um esporte coletivo coloca o corpo numa situação de esforço muito além da condição de repouso. E, se ele não estiver acostumado, a conta vem no dia seguinte: doresfadiga muscular e um eventual balde de água fria no sonho de vencer o sedentarismo.

A culpa não é exatamente nossa: biologicamente, os animais não foram feitos para gastar energia à toa. Tirando fazer sexo, procurar comida e escapar de predadores, a tendência é descansar e relaxar, guardando todas as reservas para quando uma necessidade surgir, o que já era suficiente para manter o organismo saudável.

Acontece que a inteligência humana tornou as atividades essenciais, antes laboriosas, tranquilas e até monótonas: comidas chegam em casa com um clique no aplicativo, o trabalho em frente ao computador (ainda mais com a pandemia) nunca foi tão parado e até no sexo existem jeitinhos de ter prazer com menos esforço — que o digam as modalidades virtuais.

A mais democrática e subestimada entre as atividades físicas continua ganhando medalhas da ciência pelos seus efeitos na mente e no corpo

Caminhar é preciso – entenda o poder da caminhada

publicado originalmente em Veja saúde

Aspirina contra infarto: mudou o perfil de quem deve tomar o remédio

Idosos sem doença cardíaca não deveriam tomar aspirina todos os dias para prevenir um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC), segundo nova recomendação de um grupo de especialistas norte-americanos.

Ainda que ingerido em baixas doses, os riscos de o ácido acetilsalicílico causar sangramento, sobretudo no trato digestivo de pessoas a partir dos 60 anos com esse perfil, são maiores que os possíveis benefícios.

Além de diminuir doresfebres e inflamações, a aspirina também age contra a formação de coágulos e trombos, que prejudicam a circulação sanguínea. Por essa resposta, é usada na prevenção de eventos trombóticos, como o AVC.

mudança, divulgada pela Força-tarefa de Saúde Preventiva dos Estados Unidos no início de outubro, substituirá as recomendações de 2016, que indicavam o remédio como uma primeira medida de prevenção para doenças cardiovasculares. Esse uso, porém, não deve ser excluído de todos os grupos.

Novo documento indica que o remédio não traz benefício para pessoas sem histórico de doenças cardíacas

Aspirina contra infarto: mudou o perfil de quem deve tomar o remédio

publicado originalmente em Veja saúde

Teste do pezinho agora é ampliado

Através da Lei nº 14.154, todos os recém-nascidos do Brasil terão direito, de forma gratuita na rede pública, ao teste do pezinho capaz de investigar mais de 50 doenças raras. Antes, o exame abarcava apenas seis enfermidades.

“O teste ampliado estava disponível apenas para quem podia pagar, e acrescer algumas doenças era bem caro. Trazer essa triagem completa ao SUS garante uma maior equidade de diagnósticos, o que pode salvar muitas crianças”, afirma Braian Sousa, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Mas essa ampliação não vai ocorrer da noite para o dia, pois o rastreio de algumas dessas doenças exige tecnologia e pessoas treinadas. “Os recursos para uma triagem completa não estão disponíveis no Brasil inteiro, então o sistema vai precisar de alguns anos para se adaptar”, explica o médico.

Lei expande para 50 o número de doenças rastreadas pelo exame no SUS

Teste do pezinho agora é ampliado

publicado originalmente em Veja saúde

Pandemia: estudo relaciona falta de sono à alta da obesidade infantil

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos (EUA), mostrou que 15,4% das crianças atendidas em 29 clínicas ligadas ao Hospital Infantil da Filadélfia, no período da pandemia de Covid-19, estavam obesas. Em 2019, o percentual era de 13,7%.

O aumento ocorreu em todas as faixas etárias, variando de 1% nos adolescentes de 13 a 17 anos a 2,6% nas crianças de 5 a 9 anos. Foi medido o índice de massa corporal (IMC) de 169.179 crianças e adolescentes atendidos de junho a dezembro de 2019 e comparado ao dos 145.081 pacientes consultados no mesmo período em 2020.

Outro estudo, coordenado pelo Pennington Biomedial Research Center, também nos EUA, mostrou que, a cada hora adicional de sono em crianças de 3 a 5 anos, houve redução de 0,48 do IMC. Além do consumo excessivo de alimentos calóricos e do sedentarismo, a duração do sono é um fator de risco para a obesidade infantil. Com base nesses dados, o Instituto do Sono faz um alerta aos brasileiros, já que também no país o confinamento e a suspensão das aulas presenciais por causa da pandemia agravaram a obesidade infantil.

Colégio e vida ao ar livre foram trocados por celular e ensino remoto

Pandemia: estudo relaciona falta de sono à alta da obesidade infantil

publicado originalmente em Veja

Qual é a diferença entre os tipos sanguíneos?

Assim como o nome completo, uma das primeiras coisas que decoramos é o nosso tipo sanguíneo. A diferença entre eles, como você vai visualizar abaixo, é a presença de proteínas específicas na superfície dos glóbulos vermelhos, os antígenos, que reconhecem os outros tipos de sangue e promovem uma reação rápida e potencialmente perigosa em contato com eles.

Como se refere à compatibilidade, o sistema ABO é a mais importante das classificações do sangue, mas não a única. “Temos cerca de 30 subtipos, que expressam açúcares ou proteínas diferentes, mas eles não são tão importantes na rotina”, conta o hematologista Philip Bachour, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Meros detalhes são o suficiente para tornar um sangue incompatível com outro e exigir testes antes da transfusão

Qual é a diferença entre os tipos sanguíneos?

publicado originalmente em Veja saúde