Testes mostram que atual vacina da gripe protege contra H3N2 Darwin

Instituto Butantan, fabricante da vacina contra a gripe utilizada no Programa Nacional de Imunização (PNI) no país, informou que testes de laboratório mostraram que o imunizante é capaz de conferir proteção contra infecção pelo vírus influenza H3N2 Darwin, mesmo sem ter essa cepa específica na sua composição. A variante H3N2 Darwin é responsável pelo surto de gripe que atinge várias partes do país.

Segundo o diretor de produção do Instituto Butantan, Ricardo Oliveira, a vacina atual, trivalente, feita contra os vírus da influenza H1N1, H3N2 e B, protege contra a H3N2 Darwin de forma cruzada.

Ou seja, ela neutraliza essa variante em razão de ter em sua composição a proteção contra a cepa H3N2 original, “parecida” com a Darwin.

“Você tem um grau muito próximo de parentesco com a sua mãe, mas você é diferente dela. As cepas da influenza são parentes, têm mudanças na estrutura viral, nos aminoácidos, mas apresentam partes que são as mesmas”, explicou.

Oliveira ressaltou, no entanto, que a atual vacina proporciona uma proteção menor do que a de um imunizante fabricado especificamente contra a cepa H3N2 Darwin.

Cepa é a responsável por surto de gripe que atinge vários estados

Testes mostram que atual vacina da gripe protege contra H3N2 Darwin

publicado originalmente em Veja saúde

Algas no prato: elas são fontes de fibras e ainda têm ação antioxidante

Presentes nos sushis, pokes e outros pratos associados à culinária oriental, as algas ganharam espaço também na cozinha brasileira. Gelatinas e smoothies, por exemplo, podem contar com o ingrediente extra e os benefícios incluem maior proteção à pele e ao sistema imunológico, de acordo com Marcella Garcez, nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Segundo a especialista, as algas são fonte de fibras e possuem ação antioxidante – capazes de proteger as células contra os efeitos dos radicais livres produzidos pelo organismo, e que são responsáveis pelo envelhecimento precoce e o desenvolvimento de algumas doenças.

Além disso, o alimento também atua no processo digestivo e mesmo na prevenção de doenças metabólicas.

Quanto comer?

Garcez explica que não há uma recomendação diária para o consumo das algas. No Japão, porém, elas representam 10% da dieta da população, segundo a especialista.

“Por aqui, elas podem ser consideradas mais uma fonte vegetal com propriedades e benefícios específicos”, ressalta.

Algas nutritivas

Os nutrientes encontrados nas algas são vários, e os principais são:

 Vitaminas do complexo B: responsáveis pela manutenção de diferentes sistemas, como o circulatório, nervoso e imunológico.
• Vitamina C: cuida da síntese do colágeno e é também antioxidante.
• Betacaroteno: pigmento natural e, quando ingerimos, é convertido em vitamina A, que cuida da visão, tecidos epiteliais e a imunidade.
• Ômega-3: gordura poli-insaturada, com ação na concentração, reflexos e memória.
• Ômega-6: encontrado também nos óleos de girassol e canola, auxilia no desenvolvimento celular.

O ingrediente já está presente na dieta do brasileiro, mas poucos conhecem sua importância para a saúde

Algas no prato: elas são fontes de fibras e ainda têm ação antioxidante

publicado originalmente em Veja saúde

OMS classifica burnout como doença de trabalho

síndrome de burnout é caracterizada pelo esgotamento físico e mental associado ao trabalho. É como se o cérebro (e o resto do corpo) chegasse em um limite e pifasse.

Pois a Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu, em 2019, que o burnout deveria ser considerado uma doença ocupacional. A mudança foi oficializada no dia 1º de janeiro de 2022. Segundo a entidade, esse termo não deve ser empregado em outras áreas da vida.

Na prática, a empresa passa a ter mais responsabilidade em relação ao bem-estar mental de seus funcionários. A seguir, veja uma série de conteúdos que publicamos sobre esse problema, que acomete um número cada vez maior de pessoas.

Para entender o burnout e suas repercussões

Para ter uma ideia se você está com o problema

Para tornar a relação com o trabalho mais saudável

Dicas de livros sobre o assunto

Mudança começou a valer agora em 2022. Saiba mais sobre o quadro e como ele interfere em nossa saúde

OMS classifica burnout como doença de trabalho

publicado originalmente em Veja saúde

Dor de ouvido? Pode ser otite. Veja as causas e como agir diante do quadro

verão é, para muita gente, a estação mais esperada do ano. Tem calor, piscina, mar, férias… Mas, infelizmente, é nesse período também que algumas chatices costumam incomodar mais. Caso da otite, cujo principal sintoma é a dor de ouvido. Uma piora na audição e a sensação de entupimento também são sinais de alerta.

De acordo com a médica otorrinolaringologista Maura Neves, da Universidade de São Paulo (USP), há dois tipos de otite. A externa atinge o canal auditivo, antes do tímpano. Já a média afeta a região atrás do tímpano.

“Mas os sintomas são muito parecidos”, diz. O único ponto é que, na externa, geralmente não há febre, enquanto na otite média ela pode ou não aparecer.

“Por isso, apenas um exame médico é capaz de fechar o diagnóstico”, avisa Maura. O quadro acomete tanto adultos quanto crianças.

Por que a otite surge no verão e o que fazer diante da dor

Nessa época, banhos de piscina e mar se tornam mais comuns. E o excesso de umidade – assim como um eventual trauma na área – pode lesar a pele, permitindo a entrada de bactérias capazes de disparar uma infecção. Ou seja, a otite.

+ Leia também: Gripe: conheça os sintomas, principais tipos e como tratar

Maura alerta que sempre há riscos relacionados à automedicação. Mas, diante de uma dor forte, é possível lançar mão de analgésicos.

Outro truque para trazer alívio é realizar compressas quentes na orelha. “Mas não recomendamos pingar nada dentro dos ouvidos”, observa a médica.

Ainda segundo a otorrino da USP, na presença de sintomas, o ideal é interromper os banhos de piscina e mar e procurar o médico.

Banhos de mar ou piscina predispõem ao problema, que merece avaliação médica e cuidados específicos

Dor de ouvido? Pode ser otite. Veja as causas e como agir diante do quadro

publicado originalmente em Veja saúde

O creme de avelã está no alvo

Recentemente, Jean-Luc Mélenchon, candidato à Presidência da França, fez uma declaração que ganhou as manchetes: ele disse que, se eleito, gostaria de banir um famoso creme de avelã do país. Isso porque, mais do que um reduto de açúcar, o produto é cheio de óleo de palma.

Para a nutricionista Maísa Antunes, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), de fato o ingrediente merece críticas. Em primeiro lugar, o cultivo de palma ocorre às custas de muito desmatamento.

Depois, errar a mão no óleo ameaça nossa saúde. Em experiência com cobaias, Maísa notou que o consumo aumentou o colesterol, os triglicérides e a gordura no corpo de forma geral — com destaque para o fígado. “Para nós, apenas três colheres por dia já fariam mal”, revela a pesquisadora.

+ LEIA TAMBÉM: A verdade sobre os óleos

Você realmente lê o rótulo?

A gordura trans, outra vilã, foi banida e deve sair do mercado até 2023. Mas nem dá tempo de celebrar. “Já tem muito fabricante colocando o óleo de palma no lugar”, conta Maísa.

Ele pode surgir com nomes similares, como gordura de palma ou oleína de palma. Nunca deixe de ler a lista de ingredientes. “Se aparecer ‘gordura vegetal’, pode ser a trans clássica ou outro óleo modificado e prejudicial”, aponta a nutri.

Olho nelas

Algumas categorias em que o óleo de palma marca presença

  • Bolos prontos
  • Sorvetes de massa
  • Cookies
  • Pães integrais
  • Barrinhas de cereais
  • Granolas
  • Bombons
  • Biscoitos (inclusive com apelo fit)

Produto é fonte de óleo de palma, que pode ser prejudicial à saúde e ao ambiente

O creme de avelã está no alvo

publicado originalmente em Veja saúde

Para entender (e potencializar) a memória

Lisa Genova é mais famosa por ter escrito Para Sempre Alice, livro que virou filme e rendeu um Oscar à atriz Julianne Moore por interpretar uma professora de linguística que é vítima de um terrível Alzheimer precoce.

Agora, a americana Ph.D. em neurociência lança Memória: A Ciência da Lembrança e a Arte do Esquecimento (HarperCollins), que disseca a formação e o funcionamento da memória. De forma extremamente didática, Lisa expõe os circuitos cerebrais que captam e consolidam as lembranças e os fatores que interferem na capacidade de reter (ou não) informações.

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Mais do que isso, ela nos mostra a importância de também esquecer — pela nossa sanidade mental e cognitiva —, distingue o que são lapsos normais de sinais de doenças como o Alzheimer e reúne os hábitos e comportamentos que realmente influenciam a memória e diminuem o risco de enfrentar um colapso futuro. Sim, tem muita coisa que a gente pode fazer a respeito.

Neurocientista esclarece como ela funciona e o que fazer para otimizá-la e preservá-la com o avançar dos anos

Para entender (e potencializar) a memória

publicado originalmente em Veja saúde

Cozinha com causa

A ativista vegana Carol J. Adams e a nutricionista Virginia Messina defendem que as escolhas que fazemos ao nos alimentar têm impactos significativos em aspectos tão diversos como a mudança climática, o bem-estar animal, a justiça social e, claro, a própria saúde.

E nos convocam a fazer nossa parte, preconizando ingredientes mais sustentáveis e amigáveis — o que significa, para elas, limar a comida de origem animal.

Em Cozinha de Protesto (clique aqui para comprar), as autoras não só justificam essa abordagem como criam um manual prático para quem quer se engajar no ativismo alimentar e aprender receitas pra lá de criativas, como bacon de soja e brownie de abobrinha.

cozinha vegana

Capa do livro Cozinha de Protesto.

Ficha técnica

Cozinha de Protesto
Autoras: Carol J. Adams e Virginia Messina
Editora:
 Alaúde
Páginas: 288
Clique aqui para comprar.

Obra mostra o papel da alimentação em questões ambientais, sociais e, claro, de saúde

Cozinha com causa

publicado originalmente em Veja saúde

Carboidratos: como consumir do jeito certo

“Para emagrecer e ter mais saúde, devemos cortar pães, arroz, massas e doces do dia a dia”. Certamente você já ouviu esse conselho, justificado pelo fato de esses alimentos serem ricos em carboidratos. Mas será que é isso mesmo?

O consumo de carboidratos começou a ser atacado quando se descobriu que ingerir gorduras não era tão ruim como pensávamos.

Daí, comer altas quantidades de cereais e massas passou a ser associado à epidemia de obesidade e doenças crônicas, como diabetes e problemas cardíacos.

Esse raciocínio contribuiu para que dietas com baixo teor de carboidratos ficassem em evidência. Assim, muitas pessoas começaram a temer os alimentos fontes dessa substância tão importante.

+ Leia também: Índice glicêmico: na montanha-russa do açúcar

Um raio-x do nutriente

Os carboidratos, assim como as proteínas e as gorduras, são considerados macronutrientes, ou seja, compostos que precisamos em maior quantidade.

E eles têm uma função muito importante: fornecer energia para nossas células, garantindo o funcionamento de órgãos importantes, como cérebro, coração e músculos.

Inclusive, em outro texto já explicamos como uma alimentação deficiente em carboidratos pode ser a razão de sintomas como cansaço, dor de cabeça e falta de concentração, por exemplo. Perdeu? Leia aqui.

Vários tipos diferentes de carboidratos são encontrados em cereais (arroz, milho, trigo, aveia), tubérculos (batatas), raízes (mandioca), leguminosas e frutas. Eles são digeridos e absorvidos de formas distintas pelo nosso organismo.

Ninguém precisa (nem deve) excluir esse nutriente essencial da rotina. Basta aprender a identificar suas melhores fontes

Carboidratos: como consumir do jeito certo

publicado originalmente em Veja saúde

Pilates para se manter na ativa

Minimizar e reverter os efeitos negativos do envelhecimento e aprimorar os níveis de aptidão física do idoso: é assim que os profissionais de educação física Letícia Sanches Deon e Eduardo Ramos da Silva, da Universidade de Caxias do Sul (RS), resumem os benefícios do pilates na conclusão de uma revisão de estudos publicada no periódico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

São várias as qualidades do método quando se pensa em uma longevidade saudável: flexibilidade, força muscular, equilíbrio, melhora da postura

Os autores do artigo destacam que a modalidade pode trabalhar todos os grupos musculares e são particularmente bem-vindos seus reflexos nos músculos do abdômen, da coluna e dos glúteos.

Para tirar proveito do pilates, procure estúdios ou academias com instrutores certificados. Havendo algum tipo de limitação relacionada à idade, vale conversar com o médico antes e adaptar o treino — opções de exercícios, com e sem aparelho, não vão faltar.

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O que se ganha com a modalidade

Flexibilidade: segundo os autores da revisão, o foco no alongamento e em exercícios que favorecem a amplitude dos movimentos é um dos benefícios centrais.

Força muscular: dá para ativar todos os grupos musculares. O trabalho com o core, o abdômen, a coluna e os glúteos aumenta o vigor e a disposição para as atividades do dia a dia.

Equilíbrio: a estabilização corporal e o recrutamento muscular promovem equilíbrio e resultam em melhor postura. Resultado: menor risco de queda e menos dor nas costas.

Autonomia: ao maximizar as três qualidades anteriores, sem desrespeitar os limites do corpo, o pilates ajuda a conservar a independência do idoso.

Qualidade de vida: os ganhos ao estado físico se somam aos efeitos mentais, cognitivos e sociais, já que a atividade demanda concentração e supervisão.

Método protagoniza nova revisão científica e se mostra uma das modalidades mais indicadas para envelhecer bem

Pilates para se manter na ativa

publicado originalmente em Veja saúde

Papo cabeça: a importância de falar sobre saúde mental e buscar ajuda

Antes mesmo da pandemia do coronavírus, o Brasil já era um dos países mais ansiosos do mundo, de acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde realizado em 2017. Com a chegada da Covid-19, segundo documento publicado recentemente pela revista científica The Lancet, mais de quatro em cada dez brasileiros tiveram problemas de ansiedade. O estudo também aponta o impacto que a emergência sanitária teve na saúde mental de populações vulneráveis, como jovens, mulheres, pessoas com transtornos mentais preexistentes, assim como trabalhadores da saúde e da linha de frente e pessoas com menor status socioeconômico.

Com isso em mente, a Fundación MAPFRE e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) lançam a campanha digital “Movimento Papo Cabeça”, com foco na saúde mental da população brasileira. A ideia, durante os meses de dezembro e janeiro, é unir vozes, entre especialistas e influenciadores, para promover uma conversa sobre saúde mental.

Trazendo informações confiáveis, a campanha quer levar conhecimento a um número cada vez maior de pessoas. “A saúde mental é uma área negligenciada e um tema que é tratado como tabu. Historicamente, pessoas com problemas de saúde mental são alvo de preconceito, discriminação, violência e exclusão social, processos que muitas vezes são tão nocivos e produzem tanto sofrimento quanto a própria condição de saúde mental. Por esses motivos, é fundamental dar visibilidade ao tema, conscientizar a população, governos e a sociedade como um todo sobre a importância de se investir na área e de se falar abertamente sobre o tema para combater o estigma associado às pessoas com problemas de saúde mental”, explica Catarina Dahl, consultora de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da OPAS/OMS.

Informação de qualidade sobre o tema é essencial; Fundación MAPFRE e OPAS lançam campanha para discutir bem-estar

Papo cabeça: a importância de falar sobre saúde mental e buscar ajuda

publicado originalmente em Veja saúde