O suplemento de ácido fólico costuma fazer parte da rotina das gestantes. Mas, quando se trata da colina, a maioria das mulheres provavelmente nunca nem ouviu falar sobre ela. Isso é uma pena, pois o nutriente é tão importante quanto o ácido fólico para o período em que a criança está sendo formada e durante toda a sua infância. Ele participa da formação do tubo neural, estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal do pequeno, além de ser muito importante no desenvolvimento cognitivo, ou seja, como ele irá responder a estímulos e ao aprendizado. Graças a todos esses benefícios, a Sociedade Brasileira de Pediatria preconiza que esse nutriente é essencial para o desenvolvimento infantil.
A colina está presente em alimentos como fígado de frango e de boi, ovos e bacalhau fresco, mas é muito difícil obtermos a quantidade diária recomendada por meio da dieta. Tanto é que, de acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição dos Estados Unidos, 90% da população americana, em geral, não consome doses suficientes. Para os adultos, que também se beneficiam muito com o nutriente, já que ele é importante para a saúde do fígado e do cérebro, o ideal são 550 mg, mesma dose indicada para as lactantes. Já as crianças precisam de 250 mg e as gestantes, 450 mg.
Por essa razão, a suplementação é muito bem-vinda, especialmente dos três meses antes da concepção até os 2 anos de idade da criança, os chamados 1100 dias. E não faltam evidências científicas provando a sua importância. Algumas delas foram obtidas através de estudos realizados na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, que avaliaram os efeitos da suplementação de colina por gestantes na função cognitiva de seus filhos. As voluntárias foram divididas em dois grupos, o primeiro recebeu 480 mg diários a partir do início do terceiro trimestre de gestação e o segundo, 930 mg na mesma fase e a ingestão nos dois casos se manteve até o parto. As crianças foram avaliadas até os 13 meses de idade para analisar a velocidade de processamento da informação, uma medida que prediz o QI da criança aos 4 anos. Aos 7 anos, novos testes foram realizados para avaliar a atenção sustentada das crianças. A atenção sustentada está relacionada a uma série de processos cognitivos, como a resolução de problemas e memória de trabalho, que estão positivamente associadas ao desempenho escolar. E os resultados mostraram que quanto maior a quantidade de colina ingerida pela mãe, melhor a performance da criança nos testes.
Pouco conhecido, ele é uma peça importante no desenvolvimento do bebê, durante a gestação, e da criança, após o nascimento
Nas últimas semanas, algumas cidades brasileiras viram uma elevação tanto nos casos de Covid-19 como nos de dengue.Ao cruzar os dados por todo o país, o Grupo Pardini registrou a coexistência das duas doenças em locais como Palmas (TO), São Paulo (SP) e Goiânia (GO), por exemplo. A alta de Covid aconteceu devido à disseminação da variante Ômicron, uma cepa com maior capacidade de contaminação. Mas e a dengue? Vale lembrar que, segundo o Ministério da Saúde, nos dois primeiros meses de 2022 houve um aumento de 43,3% na incidência da doença em relação ao ano passado – os estados de Tocantins, Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal são as regiões líderes nesse aspecto. Há algumas explicações por trás desses números. A primeira é a subnotificação de casos de dengue nos últimos dois anos, já que muita gente não conseguiu atendimento ou teve medo de procurar uma unidade de saúde durante a pandemia de coronavírus. O período de chuvas, bastante intenso neste início de 2022, também abre mais espaço para a circulação do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Afinal, a combinação de calor com acúmulo de água facilita a proliferação do inseto.
+ LEIA TAMBÉM: O novo cerco à dengue “Além disso, os picos da dengue ocorrem a cada dois ou três anos. O último foi em 2019. Então, esse é um ano de maior preocupação”, conta Melissa Valentini, infectologista do Grupo Pardini. Os surtos também mudam de região de tempos em tempos porque há quatro sorotipos de dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), e eles se revezam em temporadas e localidades. Quem pega um tipo não fica imune aos demais. Inclusive, se essa pessoa for infectada de novo, só que por outro sorotipo, pode até apresentar sintomas mais graves em comparação à vez anterior.
Por que convivência dos dois vírus é preocupante?
Em primeiro lugar, com mais gente doente, corremos o risco de ver hospitais e unidades de saúde lotados. Fora que não é fácil distinguir os dois quadros em casa: eles têm sintomas parecidos. E a automedicação – que já não é indicada para nenhuma doença – se torna especialmente perigosa ao falarmos da dengue. Veja só: é proibido o uso de anti-inflamatórios, como ácido acetilsalicílico (ou AAS), ibuprofeno e diclofenaco, devido ao risco de sangramentos. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] Nos dois cenários, o ideal é manejar os sintomas e se hidratar bastante. Mas, novamente, a dengue tem suas particularidades. “Quando ela passa a ser grave, é preciso hidratar o paciente com soro e monitorá-lo antes que a doença se desenvolva”, explica Melissa. Não é impossível ser infectado pelo vírus da dengue e o coronavírus ao mesmo tempo. No entanto, esse é um fenômeno ser extremamente raro. O mais comum, segundo Fernando de Oliveira, infectologista do Hospital Santa Catarina – Paulista, é pegar uma doença e, depois, a outra.
Sintomas e diagnóstico
“É preciso ter um olhar cuidadoso. A dengue causa uma febre alta repentina, manchas pelo corpo após o quinto dia e um mal-estar geral. Dificilmente a pessoa terá sintomas no trato respiratório, que, por sua vez, é o foco da Covid-19”, assinala Melissa. O coronavírus ainda mostra predileção pelo aparelho digestivo, enquanto o vírus da dengue compromete principalmente o sistema vascular.
LEIA TAMBÉM: Covid-19 e dengue: quais as diferenças e semelhanças? “Na hora da avaliação, os médicos também devem considerar quais os vírus em maior circulação na região em que a pessoa está. Não dá para descartar o zika e o chikungunya, por exemplo. Nesse período, é preciso ampliar o olhar”, alerta Melissa. “Em algumas situações, apenas exames laboratoriais podem dar o diagnóstico final”, informa Oliveira. Testes e autotestes de Covid estão mais disponíveis em postos de saúde e farmácias. Para a dengue, o mais comum é realizar o exame de sangue. “Há opções de PCR para os arbovírus (transmitidos por mosquitos), mas eles não são custeados pelo sistema público, e têm valor alto na rede privada, o que dificulta o diagnóstico”, pondera Melissa. Na dúvida, o melhor caminho é buscar o apoio médico. “Hoje, a teleconsulta é uma boa ferramenta para eliminar possibilidades e ter um direcionamento sobre como agir”, observa a infectologista do Grupo Pardini. Oliveira ressalta que, na presença de sintomas mais graves, aí não tem que pensar duas vezes: é crucial procurar por atendimento. Alguns desses sinais são: dificuldade para respirar, aumento dos batimentos cardíacos, febre constante, sangramentos, sonolência excessiva, vômitos frequentes e dores abdominais.
Prevenção
Evitar a Covid e a dengue são desafios completamente diferentes. Contra o novo coronavírus podemos contar com as vacinas, que impedem casos graves e mortes, e também com o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento. A transmissão do vírus da dengue depende da circulação do Aedes aegypti. Por isso, combater o mosquito é a melhor forma de prevenção. Veja algumas dicas:
Não deixe acumular água no quintal, nos pratos das plantas e em outros recipientes
Tampe bem as caixas d’água
Piscinas devem ser higienizadas com regularidade, e cobertas de lona para manter o tratamento com o cloro. As bordas são um convite para as larvas e precisam estar sempre limpas
Previna-se com repelentes e inseticidas
Fique atento a calhas e lajes que possam servir de reservatório de água
Cuide bem do lixo. Não deixe resíduos a céu aberto e denuncie entulhos abandonados nos bairros
A disseminação da variante Ômicron e a temporada de calor e chuva contribuíram para o aumento das duas doenças. Sintomas podem ser confundidos
A falta de conhecimento sobre os métodos de contracepção e a importância do planejamento familiar conspira para que 62% das brasileiras com acesso à internet já tenham passado por uma gravidez não programada. O dado vem de uma pesquisa da Bayer e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) realizada pelo Ipec com uma amostra de mil mulheres. Praticamente metade daquelas que engravidaram sem se planejar deu à luz pela primeira vez entre os 19 e os 25 anos. Ao comparar o índice de 62% com o de um estudo anterior, feito em 2011, foi possível detectar um aumento na taxa, que antes era de 55% — a média global é 40%. Suprir as lacunas de informação e ampliar o acesso das brasileiras a contraceptivos (pílula, preservativo, DIU…) é um caminho incontornável para reverter esse fenômeno capaz de afetar a saúde da mãe e do bebê e a própria economia doméstica.
Passado: 120 anos da teoria dos cromossomos
Dois cientistas, o alemão Theodor Boveri e o americano Walter Sutton, propuseram, de forma independente, que os cromossomos seriam a chave para entender a transmissão das características hereditárias, tese corroborada pelas descobertas sobre o DNA que viriam mais tarde. Cromossomos são os pacotes de genes que herdamos dos nossos pais.
Futuro: nanocápsulas de prata versus bactérias resistentes
A solução engenhosa vem da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e se baseia em nanopartículas que permitem levar agentes bactericidas a pomadas e outros produtos e materiais. O foco de atuação seriam micróbios multirresistentes, um problema de saúde pública e extremamente preocupante no ambiente hospitalar.
Um lugar: Nova Zelândia vai proibir venda de cigarros para jovens
Aplaudido por uns, controverso para outros, um projeto de lei desse país visa banir a venda de tabaco para cidadãos nascidos após 2008. O objetivo é um só: impedir que a nova geração comece a fumar e pegue gosto pela coisa. Afrontas à liberdade de escolha foram apontadas pelos críticos. Os defensores alegam que o cigarro vicia e provoca estragos à saúde e aos cofres públicos.
Um dado: 16 dólares poupados a cada dólar investido em vacinas
Eis o custo-benefício da aplicação das vacinas segundo um estudo destacado pelo professor canadense de origem tcheca Vaclav Smil no livro Os Números Não Mentem, da Editora Intrínseca (clique para ver e comprar). Na obra, ele explica como a matemática ajuda a entender questões tão diversas como pandemias, tendências alimentares, expectativa de vida e impactos ambientais.
Uma frase: Claudia Feitosa-Santana
“A busca por uma vida mais feliz sempre vai ter espaço para oscilações (…) Entretanto, quanto mais consciente ficamos das oscilações, mais podemos nos aproximar do caminho do meio, evitando a montanha–russa de estados atormentadores e debilitantes. Isso quer dizer que é possível evitar que eles venham a acontecer? Não, mas conseguimos lidar melhor com a transitoriedade e, por consequência, essas situações se tornam menos frequentes e mais proporcionais. Se estou muito feliz, preciso me lembrar de que momentos tristes virão. Por outro lado, se estou triste, devo pensar que vai passar. Precisamos treinar a mente para ganhar mais controle sobre como nos sentimos a fim de, então, termos mais controle sobre nossa vida.” Claudia Feitosa-Santana, neurocientista, no livro recém-lançado Eu Controlo Como Me Sinto, da Editora Planeta (clique para ver e comprar)
Mais de 60% das mulheres no país não programaram a gestação. Veja este e outros destaques no nosso radar mensal
A americana Kay Redfield Jamison conhece em primeira pessoa o transtorno afetivo bipolar — ou transtorno maníaco-depressivo, nome que ela prefere e utiliza. Ela não só é uma psicoterapeuta que há décadas estuda e trata a condição como foi diagnosticada com ela na juventude. E tomou uma decisão corajosa e inusual no meio: relatar suas memórias e pontos de vista convivendo com a doença, marcada pela alternação entre episódios de mania e depressão. Em um dia, Kay estava eufórica viajando ou comprando dezenas de livros; logo depois, caía num estado de prostração e aventava o suicídio.
Na obra TAB: Transtorno Afetivo Bipolar – Memórias, da Somos Livros (clique para ver e comprar)., ela relembra sua resistência ao tratamento medicamentoso à base de lítio, os apuros e as vantagens que o transtorno lhe proporcionou e demonstra, com sua própria biografia, o papel da psicoterapia, dos remédios e do suporte social (ou mesmo o amor) no controle da bipolaridade.
Manifestações: o transtorno afetivo bipolar se caracteriza por momentos de mania e euforia intercalados com períodos depressivos. Também pode gerar surtos psicóticos.
Diagnóstico: leva em conta esses sintomas e o histórico familiar e de vida do paciente. Há um forte componente hereditário associado ao problema.
Tratamento: engloba medicações como o lítio, os anticonvulsivantes e os antidepressivos, sessões de psicoterapia e o suporte familiar e social.
Estudiosa e portadora do distúrbio, psicoterapeuta americana reflete sobre ele e suas vivências em livro recém-lançado no Brasil
Quase todo mundo tem em mente que a escolha dos alimentos é capaz de ajudar a prevenir ou a derrotar um câncer. O que poucos imaginam é que, para um número expressivo de pessoas diagnosticadas com a doença, o plano de combate ao tumor gera efeitos colaterais que dificultam a hora de comer. Uma nova revisão de 25 estudos sobre o tema, publicada no periódico da Academia Americana de Nutrição e Dietética, comprovou que o paladar da maioria dos pacientes foi prejudicado durante e após o tratamento. Aqueles que realizaram radioterapia permaneceram com as alterações até 24 meses após o fim das sessões. A repercussão entre quem passou pela químio foi menos frequente, mas, no grupo afetado, persistiu por mais seis meses depois da terapia. Com o paladar tumultuado, o sujeito perde o apetite e pode até entrar na rota da desnutrição. A nutricionista Gabriela Vilaça, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), explica que essa reação é mais comum na radioterapia, principalmente quando ela é direcionada para tratar tumores na região da cabeça e do pescoço. Como a aplicação da radiação é local, as células da cavidade bucal são penalizadas, o que influencia, pelo menos por um tempo, a capacidade de sentir os sabores. “Na quimioterapia, o efeito é sistêmico, então as alterações dependem mais da medicação utilizada”, esclarece Gabriela. A revisão americana aponta que pessoas submetidas a quimioterápicos à base de taxano relataram mais essa adversidade. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] Mas o paladar não é o único obstáculo encarado no tratamento do câncer — nem a rádio e a químio as únicas terapias a surtir efeitos colaterais nesse aspecto. Náusea, vômito, diarreia, prisão de ventre, boca seca e com feridas, mudanças no olfato e falta de apetite compõem a lista de chabus. “Tudo isso tem impacto direto na qualidade de vida, porque pode comprometer a ingestão alimentar e levar a perda de peso e massa muscular”, observa a nutricionista Josiane de Paula Freitas, do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo. Uma pesquisa do Inca, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de Groningen, na Holanda, demonstrou, após avaliar dados de 4 783 pacientes, as consequências desse cenário: 45% deles estavam com suspeita ou um quadro de desnutrição moderada e 12%, gravemente desnutridos. “Essa situação, associada ao aumento da demanda metabólica causada pela própria doença, diminui a resposta ao tratamento e aumenta o risco de complicações e desfechos negativos”, alerta Josiane.
Paladar alterado, falta de apetite, enjoos, secura e feridas na boca. A doença e o tratamento podem comprometer a alimentação, mas há boas saídas
Não é de hoje que a Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de cinco porções de vegetais por dia. Para atingir essa meta – e presentear o corpo com vitaminas, minerais, antioxidantes, fibras e por aí vai –, é importante cultivar o hábito de colocar folhas, verduras e legumes nas refeições principais. Mas muita gente foca só nos pratos quentes – mesmo no calorão. Uma boa estratégia para mudar esse cenário é dar mais atenção ao tempero dos vegetais, indo muito além do trio azeite, vinagre e sal. “O molho é o que torna a salada mais saborosa”, resume a nutricionista Hellen Suleman, professora nos cursos de gastronomia do Senac EAD. Alguns truques podem ajudar na escolha desse valioso acompanhamento. “Experimente combinações que façam um contraste harmonioso. Por exemplo: vegetais mais amargos combinam com molhos mais encorpados, como mostarda e mel”, ensina Hellen. “Em contrapartida, os vegetais mais suaves se adaptam melhor aos molhos ácidos”, completa. De qualquer maneira, ela frisa que essas são apenas sugestões. Ou seja, há espaço para inventividade – também dá para fazer pesquisas em portais especializados e livros de receitas. “O que importa é experimentar e customizar receitas, de forma a encontrar a melhor para o seu paladar”, pontua.
De acordo com a expert, o principal desafio é equilibrar a acidez do vinagre ou limão com a intensidade do óleo, evitando que a salada fique oleosa ou azeda demais. Outra dica da nutricionista é testar ervas e especiarias de sua preferência nos preparos. “Desse modo, descobrirá sabores diferentes”, justifica. A professora do Senac selecionou oito receitas de molhos simples – até quem não tem afinidade com a cozinha consegue reproduzi-las –, mas que deixam qualquer salada irresistível. Prepare algumas e deixe-as à disposição na geladeira. Veja as receitas abaixo e, na sequência, confira dicas para ter os vegetais sempre à disposição.
Molho clássico de mostarda e mel
Ingredientes 1 colher de chá de mostarda Dijon 2 colheres de sopa de vinagre de vinho tinto 6 colheres de sopa de azeite 1 colher de sopa de mel Preparo Coloque todos os ingredientes em um frasco de vidro com tampa e chacoalhe até confirmar que o molho ficou bem agregado e aveludado. Em seguida, abra o pote e ajuste o sal e a acidez com uma pitada de açúcar. Na hora de servir, coloque as folhas lavadas numa saladeira e despeje o molho aos poucos. Com ajuda de duas colheres grandes mexa com movimentos delicados de fora para dentro, envolvendo todas as folhas com o preparo. Sugestão de uso: com almeirão, chicória, rúcula e outras folhas mais amargas
Molho oriental
Ingredientes 4 colheres de sopa de vinagre de arroz ou de vinho branco 6 colheres de sopa de óleo de canola (mais suave) 1 colher de chá de gengibre ralado 2 colheres de sopa de molho de soja (shoyu) 1/2 colher de chá de óleo de gergelim
Preparo
Misture os ingredientes com um fouet ou colocando todos em um frasco de vidro e chacoalhando. Depois acerte o sal e adicione uma pitada de açúcar para equilibrar a acidez. Sugestão de uso: com repolho, acelga e alface americana.
Molho balsâmico
Ingredientes 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico 9 colheres de sopa de azeite 1 colher de sopa de mel 1 pitada de sal Preparo Misture bem todos os ingredientes e utilize. Sugestão de uso: com folhosas e legumes cozidos ou crus
Molho de iogurte
Ingredientes 1 pote de iogurte natural integral 1 colher de sopa rasa de mostarda Dijon 1 colher de chá de molho inglês 2 colheres de sopa de azeite Sumo de meio limão taiti Sal e pimenta a gosto Preparo Misturar tudo com um fouet para emulsionar. Acerte o azeite e o limão para deixar mais ou menos ácido.
Molho Caesar
Ingredientes 2 filés de anchovas 1 dente de alho 1 colher de chá de mostarda Dijon Suco de 1 limão 1 colher de chá de molho inglês 180 ml de leite Óleo de milho até dar ponto Azeite Sal e pimenta Preparo Coloque todos os ingredientes no liquidificador, com exceção do óleo, e bata. Acrescente o óleo aos poucos, igual a uma maionese. Sugestão de uso: com saladas de vegetais e leguminosas.
O molho Caesar é um clássico na salada de folhas verdes.
Molho refrescante de limão e alho
Ingredientes 1 dente de alho pequeno em pasta (amassado) 1 pitada de sal 2 colheres de limão siciliano 2 colheres de sopa de azeite Raspas de 1 limão Preparo Misture bem e utilize. Sugestão de uso: com saladas de folhosas e vegetais.
Molho pesto
Ingredientes 100 ml de azeite 60 g de nozes 1 maço de manjericão (só as folhas) 1 dente de alho pequeno 4 pedras de gelo 50 g de queijo parmesão ralado fino Sal a gosto Preparo Em um liquidificador, bata o azeite com as nozes e o alho. Adicione as pedras de gelo, o sal e as folhas de manjericão. Bata rapidamente para não escurecer as folhas. Desligue o liquidificador e acrescente o queijo parmesão.
Molho de maionese de leite
Ingredientes 200 ml de leite integral gelado 1 colher de chá de sal 2 colheres de sopa de caldo de limão taiti Óleo de canola até dar consistência de maionese Preparo Coloque o leite no copo do liquidificador e acrescente o sal, o suco de limão e o óleo aos poucos, até conseguir a consistência cremosa da maionese. Uma sugestão depois de pronto é acrescentar 1 colher de chá de mostarda.
Salada sempre à mão
“É interessante organizar como será o consumo semanal de salada. Depois, compre os produtos com antecedência e faça uma higienização prévia”, recomenda Hellen. De acordo com a professora do Senac, a limpeza consiste em lavar os vegetais ou folhas individualmente e, na sequência, deixar de molho por 10 minutos em uma solução sanitizante. Ela é feita com 1 litro de água e 1 colher de sopa de água sanitária – ou outro preparo de sua preferência. Daí, é só enxaguar bem, secar e armazenar em potes fechados. “Coloque uma folha de papel-toalha no fundo da embalagem para absorver a umidade”, ensina a expert. Dessa forma, ela frisa, os alimentos ficam frescos, evita-se o desperdício e, de quebra, não dá preguiça de preparar a salada em qualquer hora do dia, seja no almoço ou no jantar. “Aproveite e deixe alguns vegetais cozidos, como brócolis e couve-flor. Ferva-os por três minutos e, em seguida, é só escorrê-los e passá-los na água gelada”, ensina Hellen. Essa técnica se chama branqueamento. Guarde-os em potes dentro da geladeira.
Não se sente estimulado a colocar vegetais no prato? Pois ter um tempero gostoso à mão pode mudar essa história
A fosfatidilserina é um nutriente essencial para o funcionamento do cérebro , mas ainda é pouco conhecida. Sua ingestão colabora ativamente para a saúde mental e geral em diversos aspectos, como na melhora da memória, aprendizado e atenção. Presente em alguns peixes, como a sardinha, e em carnes vermelhas, principalmente nos miúdos, esse fosfolipídio teve sua ingestão reduzida em cerca de 48% nas últimas décadas. 1 “Atualmente, a população onívora ingere cerca de 130 miligramas da fosfatidilserina por dia, enquanto os vegetarianos 50 miligramas”, afirma Barbara Peters, Especialista Sênior em Nutrição da IFF para a América Latina. Benefícios da fosfatidilserina O Brasil está entre os países com maior índice de estresse do mundo. Em tempos de pandemia e aumento dos problemas de saúde mental, controlá-lo é essencial para uma boa saúde e qualidade de vida. “Em populações mais vulneráveis a mudanças de humor, a suplementação de 100 miligramas de fosfatidilserina de soja com três cápsulas por dia ajuda a minimizar a sensação de estresse e equilibrar o humor”, 2 conta Barbara Peters. Outro benefício cognitivo da fosfatidilserina de soja está relacionado ao combate ao envelhecimento populacional, mais afetado pela deterioração do sistema cognitivo . “Para idosos com queixas leves de memória, a dosagem de 100 mg/dia de suplementação pode ajudar a manter o funcionamento e flexibilidade mental, memória, recordação e aprendizado”, 3 explica Barbara. Para a cientista, o ideal é que haja o consumo de lipídios para a prevenção desses sintomas – seja por meio de alimentação ou suplementação, com pelo menos 200 mg/dia. “Nossa população tende a se preocupar com vitamina D, ômega 3 e outros nutrientes mais conhecidos, e também importantes , mas se esquece dos fosfolipídios , como a fosfatidilserina, que também são muito importantespara a saúde do cérebro ”, conclui Barbara. Ela ainda menciona que, além dos benefícios cognitivos, um estudo recente 4 também mostrou que 300 mg/dia de suplementação de fosfatidilserina de soja em adultos saudáveis apoia a saúde dermatológica , reduz rugas e melhora os níveis de umidade da pele. Em doses mais altas (600 mg/dia), a fosfatidilserina de soja também pode contribuir para um melhor desempenho nas atividades físicas de adultos saudáveis ativos: “Um ensaio clínico duplo-cego, controlado por placebo, mostrou que a suplementação de fosfatidilserina de soja reduz os níveis de cortisol durante o exercício de intensidade moderada em homens, reduzindo o estresse físico e, consequentemente, a fadiga após o treino, e aumenta significativamente a relação testosterona/cortisol em homens saudáveis”. 5Como funciona a fosfatidilserina A fosfatidilserina é um tipo de lipídio muito importante para a função cerebral. “Nosso cérebro é formado por 60% de lipídios, então para um bom funcionamento dos neurônios, é preciso uma composição adequada deles. A fosfatidilserina está presente na membrana celular e é essencial para que se tenha uma fluidez, ou seja, para que uma célula consiga se comunicar com a outra”, explica Barbara. Quando se trata de suplementação, conhecer a pureza e a origem da fosfatidilserina é fundamental: “As alegações de saúde qualificadas são válidas para a fosfatidilserina de soja de alta pureza. Também é importante observar a dosagem específica e a administração diária recomendada para apoiar os benefícios esperados para a saúde”. Para quem é indicada a fosfatidilserina No Brasil, o nutriente é aprovado pela ANVISA para pessoas acima de 19 anos de idade, exceto mulheres grávidas, lactantes e crianças. Hoje, a fosfatidilserina está disponível em farmácias. “Suplementos não são medicamentos, eles não servem para tratar qualquer condição, mas sim prevenir”, ela aponta. 1 Carter, et al. Strength and Conditioning Journal: February 2015, v. 37, iss. 1. p 61-8. 2 Benton D, Donohoe RT, Sillance B, Nabb S. The influence of phosphatidylserine supplementation on mood and heart rate when faced with an acute stressor. Nutr Neurosci. 2001; 4(3):169-78. doi: 10.1080/1028415x.2001.11747360. PMID: 11842886. 3 Richter Y, Herzog Y, Lifshitz Y, Hayun R, Zchut S. The effect of soybean-derived phosphatidylserine on cognitive performance in elderly with subjective memory complaints: a pilot study. Clinical Interventions in Aging. 2013, 8, 557. 4 Choi HD, Han JJ, Yang JH, Lee SH, Kim YS, Chung GH, Hahm DH. Effect of Soy Phosphatidylserine Supplemented Diet on Skin Wrinkle and Moisture in Vivo and Clinical Trial. Journal of the Korean Society Applied Biol Chem. 2013; 56, 227-35. 5 Starks M, Starks S, Kingsley M, Purpura M, Jager R. The effects of phosphatidylserine on endocrine response to moderate intensity exercise. Journal of the International Society of Sports Nutrition. 2008; 5:11. 6 Consulte a autorização de uso por país.
Com ingestão diária em quantidades ideais, o lipídio tem efeitos cognitivos positivos para uma ampla faixa etária
Levantar-se e a vista escurecer é algo que pode acontecer em qualquer idade. A hipotensão postural — uma queda abrupta na pressão pelo movimento — está ligada a diversos fatores, como uso de medicamentos e desidratação. Mas, quando corriqueira, essa reação poderia sinalizar ameaças à cognição. É o que alerta um estudo do Instituto Karolinska, na Suécia, com 2 500 idosos acompanhados por 12 anos. O grupo com mais hipotensão postural no início da investigação foi o mesmo que apresentou mais declínio cognitivo. “Sabemos que esse sintoma pode antecipar quadros como Parkinson e AVC, mas ainda é incerta a relação com o risco de demência”, comenta o geriatra Rubens de Fraga Júnior, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). Se estiver sofrendo com esse tipo de tontura, converse com o médico. +Leia também: Velhos, sim; Doentes, não! A nova cara e os desafios da velhice
Como diminuir o risco
Certos comportamentos ajudam a prevenir as vertigens+ Beber água Com a idade, podemos sentir menos sede, mas, para evitar desidratação e tonturas, o ideal é tomar de dez a 12 copos por dia. + Levantar da cama com calma O recomendado é abrir os olhos, sentar, colocar uma perna de cada vez para fora da cama e se erguer sem pressa. + Evitar banhos quentes e refeições pesadas Ambos podem repercutir na circulação, favorecendo a hipotensão. + Não se exercitar depois de comer É necessário esperar ao menos duas horas após a refeição para praticar uma atividade física. A pressão agradece! + Deixar a cabeceira da cama elevada Ao subir coisa de 15 cm, dá pra diminuir o risco de refluxo, problemas circulatórios e vontade de urinar à noite. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp]
E os remédios?
Diversas classes de medicamentos podem alterar a pressão. E não é por menos que os geriatras prezam tirar a pressão do idoso em posição sentada, deitada e em pé, mesmo na ausência de episódios de hipotensão. Anti-hipertensivos, descongestionantes nasais e drogas para tratar insônia e doenças nervosas são algumas capazes de provocar oscilações na pressão e tonturas decorrentes disso. Daí a importância de alinhar o tratamento com o médico.
Hipotensão postural frequente pode indicar danos ao cérebro. Entenda:
Há pelo menos 30 anos a aspirina é receitada para prevenir infartos e derrames em pessoas com alto risco cardiovascular — isso porque ajuda a evitar as placas que obstruem as artérias. Só que uma nova pesquisa robusta, publicada em periódico da Sociedade Europeia de Cardiologia, relaciona o uso contínuo do remédio a um aumento de 26% no risco de insuficiência cardíaca. Para a cardiologista Salete Nacif, do HCor, em São Paulo, o trabalho levanta a dúvida, mas não é definidor. “Outros estudos, tão grandes quanto esse, não mostram essa associação”, justifica. A médica ressalta, contudo, que o benefício da aspirina é mais certo entre quem já tem um problema cardíaco diagnosticado. “Quando há só um fator de risco, como diabetes ou colesterol alto, parece não fazer diferença tomar ou não o comprimido”, completa. + Leia também:A aspirina NÃO foi inventada pelos nazistas
Para vingar a gestação?
Outro estudo recente, feito com mulheres que tiveram abortos espontâneos, constatou que o uso da aspirina elevou em 10% a taxa de sucesso da gravidez. “Mas, nas mulheres em geral, o benefício não foi notado. Então precisamos de mais dados para entender melhor a relação”, diz a ginecologista Letícia Piccolo, de Vila Velha (ES). “Por ser uma medicação barata e segura, ela poderá representar uma intervenção simples para diminuir o risco de perda gestacional.” [abril-whatsapp][/abril-whatsapp]
Uma longa história…
O princípio ativo da aspirina é utilizado há séculos. Veja mais sobre essa história: 1500 a.C.: O ácido acetilsalicílico, molécula-base da aspirina, vem originalmente da casca do salgueiro. O primeiro relato de uso foi feito em papiro. 75 d.C.: O cirurgião grego Dioscorides, a serviço dos romanos, elabora uma pasta com as cinzas da árvore para tratar calos e as fortes dores da gota. Século 18: Após anos e anos de uso empírico, o remédio natural é alvo de um dos primeiros ensaios clínicos da história da medicina. 1826: É descoberta a molécula responsável pelos efeitos terapêuticos. O composto passa a ser depurado em laboratórios. 1900: A aspirina se torna o primeiro medicamento vendido em forma de comprimido no mundo. É chamada de “droga maravilha”. Anos 1980: Surgem os estudos apontando o benefício na prevenção do infarto em pessoas com doenças cardiovasculares.
Levantamento com mais de 45 mil pessoas sugere associação do comprimido com insuficiência cardíaca em alguns casos. Será?
Ainda que não sejam tão ameaçados pelo vírus Sars-CoV-2 como nós, humanos, alguns animais são suscetíveis à infecção, sobretudo felinos, primatas e mustelídeos (família que engloba furão, texugo, lontra…). Por isso, a farmacêutica Zoetis decidiu criar e estudar um imunizante específico para os bichos. Aprovado para uso experimental nos Estados Unidos, ele começa a ser testado no Brasil no Zoológico Municipal de Curitiba — o grupo que receberá o produto inclui de chimpanzés a tigres. O objetivo é entender até que ponto a fórmula blinda os animais e ajuda a quebrar a cadeia de transmissão viral. Por enquanto, nenhum animal doméstico será vacinado no país.
Estudo vai avaliar imunizante próprio para animais no Zoológico de Curitiba